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| Messi atuou no jogo que opôs Argentina e Países Baixos em 2006 |
Tendo eu nascido em 1992, não fui
a tempo de assistir à final do Mundial 1978 que deu o primeiro título à
Argentina nem à partida do Campeonato do Mundo de 1998 que ficou marcada e
decidida com um grande golo de Dennis Bergkamp, mas recordo-me de as seleções
celeste e laranja se terem defrontado na fase de grupos do Mundial 2006, realizado
na Alemanha.
Na altura, as duas históricas
candidatas à vitória final ficaram incluídas no chamado grupo da morte,
juntamente com a Costa do Marfim de Didier Drogba e dos irmãos Kolo e Yaya
Touré e com a sempre talentosa Sérvia e Montenegro (ex-Jugoslávia), que
tinha nas suas fileiras jogadores como Nemanja Vidic, Dejan Stankovic, Mateja
Kezman e Savo Milosevic.
Apesar das dificuldades, tanto a
Argentina de Roberto Ayala, Juan Pablo Sorín, Gabriel Heinze, Estebán Cambiasso,
Javier Mascherano, Juan Román Riquelme, Pablo Aimar, Maxi Rodríguez, Lucho
González, Javier Saviola, Hernan Crespo, Carlos Tévez e um jovem de 19 anos
chamado Lionel
Messi – e já agora, também o atual selecionador Lionel Scaloni, na altura
lateral direito do West
Ham –, como a Holanda de Edwin van der Sar, Khalid Boulahrouz, Phillip Cocu,
Rafael van der Vaart, Wesley Sneijder, Dirk Kuyt, Ruud van Nistelrooy, Robin
van Persie, Giovanni van Bronckhorst, Mark van Bommel e Arjen Robben conseguiram
apurar-se para os oitavos de final após as duas primeiras jornadas devido a
vitória sobre Costa do Marfim e Sérvia e Montenegro.
Na derradeira ronda da fase de
grupos, Argentina e Holanda defrontaram-se em Frankfurt, num encontro em que ambas
decidiram poupar vários jogadores apesar de estar em jogo o primeiro lugar no
grupo – a primeira classificada defrontaria o México, enquanto a segunda seria
adversária de Portugal. A falta de importância dada ao encontro pelos dois
selecionadores, o holandês Marco Van Basten e o argentino José Pékerman, também
se refletiu no resultado final: um 0-0.
“No jogo que ditou o próximo
adversário de Portugal, Diego Maradona não exibiu a sua exuberância nas
bancadas e a imagem do sereno Johan Cruijff
também não surgiu nas imagens televisivas. A pobreza da arte captada pelas
câmaras era o espelho do que se passava em campo: pouco futebol, escassa emoção
e zero em golos. As duas equipas chegaram a Frankfurt já classificadas para os oitavos-de-final,
com o mesmo número de pontos obtidos com as vitórias sobre a Costa do Marfim e
Sérvia e Montenegro. Neste encontro apenas estava em jogo a vitória no Grupo C
e a consequente fuga ao desafio com Portugal, pelo que os dois técnicos optaram
por uma contenção nas equipas titulares. Tal como fez Scolari, também o
holandês Marco Van Basten e José Pékerman decidiram deixar no banco de
suplentes os jogadores amarelados. Uma decisão que afetou mais a formação
laranja, que atuou sem cinco jogadores que contribuíram para o apuramento:
Robben (um dos elementos mais influentes na manobra da equipa e por quem tem
passado a maioria dos lances ofensivos – e que falta fez ontem!), Van Bommel,
John Heitinga, Van Bronckhorst e Mathijsen. Já a Argentina não contou com a
presença de Saviola, Crespo e Heinze. Sem dúvida baixas de peso que tiveram
nítida influência quer no resultado final quer no nível exibicional, que tornou
este sétimo clássico entre duas potências com tradições futebolísticas num dos
menos emotivos de sempre. Contudo, tal não significa que, a espaços, não se
tivessem registado lances bem construídos e que poderiam ter resultado em golo.
E neste âmbito, os argentinos estiveram mais perto de o conseguir. A Holanda,
que iniciou o Mundial com um triunfo difícil frente à Sérvia e Montenegro (1-0)
e depois derrotou a Costa do Marfim também pela diferença mínima (2-1), até
começou o jogo com uma atitude mais ambiciosa. E durante os primeiros dez
minutos foi a única equipa a ver-se em campo, sem ter, no entanto, conseguido
ser uma ameaça. Um fôlego que durou até ao momento em que a Argentina decidiu
impor mais velocidade ao seu futebol. Nesses momentos, o meio-campo e defesa da
Holanda evidenciaram as suas fragilidades e em duas jogadas consecutivas (minutos
27 e 28) esteve perto de sofrer um golo: na primeira ocasião o poste evitou os
festejos (seria autogolo de Nistelrooy, que tentou desviar um livre de
Riquelme) e na segunda o remate de Maxi Rodriguez saiu ligeiramente ao lado da
baliza. Mas também mais não construíram os argentinos. Mesmo depois do
intervalo, a partida manteve-se numa sucessão de lances repartidos, construídos
com um futebol previsível e de escasso interesse. Cenário que se alterou
ligeiramente quando Van Basten fez sair os apáticos Van Persie e Van
Nistelrooy. A Holanda melhorou a sua exibição, chegou a ameaçar, mas não foi o
suficiente para conseguir evitar Portugal”, escreveu o Diário de Notícias.


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