terça-feira, 7 de agosto de 2012

Jogos Olímpicos 2012 | México 3-1 Japão


Esta tarde, em Wembley, o México derrotou o Japão por 3-1, numa semifinal dos Jogos Olímpicos 2012. Otsu abriu o marcador para os asiáticos, mas Fabián, Peralta e Cortés apontaram os tentos da reviravolta mexicana. Na final, irão encontrar o vencedor do jogo entre Coreia do Sul e Brasil.



Eis a constituição das equipas:


México






Os mexicanos chegaram até Londres 2012 após terem vencido o torneio de apuramento da CONCACAF, onde deixaram pelo caminho Honduras, Panamá, Trindade e Tobago e o Canadá.
Já na fase final, terminaram o Grupo B na liderança, à frente de Coreia do Sul, Gabão e Suiça, e eliminaram o Senegal nos quartos.
José Corona (Cruz Azul), Carlos Salcido (Tigres) e Oribe Peralta (Santos Laguna) são os três convocados com mais de 23 anos.
Giovani dos Santos (3), Hector Herrera, Javier Aquino, Jorge Enríquez e o Oribe Peralta apontaram os tentos nos JO.




Japão






Os nipónicos chegaram às meias-finais após terem ficado em 1º no Grupo D, à frente de Honduras, Marrocos e Espanha, e de terem goleado o Egito por 3-0 nos quartos.
Yuki Otsu (2), Kensuke Nagai (2) e Maya Yoshida marcaram os golos dos japoneses em Londres, até à data.




5’ Nagai combinou com Kiyotake, que rematou rasteiro de fora da área ao lado.



12’ Otsu, servido por Higashi, atirou forte do meio da rua para o fundo das redes.



O Japão estava a superiorizar-se ligeiramente na partida, e acabou por confirmar essa tendência do jogo com um golo.



Os nipónicos revelavam grande facilidade em circular a bola com fluidez.



28’ Giovani dos Santos, à entrada da área, em posição frontal, não acertou na baliza.



31’ Na sequência de um pontapé de canto cobrado por Giovani dos Santos, Marco Fabián igualou a partida com um cabeceamento.



Ao intervalo, Luís Fernando Tena trocou Giovani dos Santos por Raúl Jiménez.
Oribe Peralta recuou para a posição de segundo avançado.



50’ Num lance de insistência, Nagai rematou ligeiramente por cima.



Os nipónicos entraram melhor na segunda parte.



65’ Oribe Peralta roubou a bola a meio do meio-campo contrário a Ogihara e dali atirou para a baliza nipónica, conseguindo colocar a sua selecção em vantagem pela primeira vez no jogo.



67’ Higashi, de cabeça, na sequência de um livre, obrigou Corona a aplicar-se.



71’ Sugimoto rendeu Higashi.



77’ Kiyotake cedeu o seu lugar a Usami.



83’ Takashi Sekizuka lançou Saito no jogo, e retirou Ogihara.



90’ Javier Aquino foi rendido por Javier Cortés.



90+3’ Após um bom lance colectivo, na tentativa de manter a posse de bola longe da sua baliza, Cortés conseguiu entrar na área e face à passividade de Suzuki, rematou sem pressão para o fundo das redes.






Sem mais ocorrências até final, o México confirmou a passagem à final dos Jogos Olímpicos pela primeira vez na sua história.
O Japão entrou melhor, mais pressionante e rematador, forçava os mexicanos a errar no seu meio-campo e á passagem do primeiro quarto de hora já estavam em vantagem.
A partir daí, confiantes com o golo obtido, tentaram controlar a partida através da circulação de bola longe da sua baliza, conseguindo mesmo trocar o esférico com bastante fluidez e dinâmica, no entanto, a selecção da América Latina foi crescendo no jogo, e alcançaram a igualdade ainda no primeiro tempo.
Na segunda parte, os nipónicos voltaram a entrar melhor, mais pressionantes, mas com o passar do tempo, os mexicanos voltaram a crescer, colocaram-se em vantagem, e a partir daí foram jogando com o resultado, conseguindo chegar ao 3-1 já nos descontos.



Analisando os atletas em campo, começando pelos do México…
Corona (Cruz Azul) não teve culpas nos golos, nem muitas hipóteses para brilhar; Israel Jiménez (Tigres) e Chávez (Monterrey) foram regulares ao longo dos 90 minutos; e Mier (Monterrey) e Reyes (América) são dois centrais de bom nível, muito cobiçados na Europa, com destaque para o segundo que revelou capacidade para sair a jogar;
Salcido (Tigres) foi o membro do duplo “pivot” defensivo do meio-campo mais posicional, recuando por vezes até entre os centrais, ele que pode actuar também como central ou lateral; Enríquez (Chivas) é muito forte fisicamente, comparado no seu país a Busquets, no entanto, para alguém com a sua mobilidade no meio-campo, é pouco habilidoso; e Giovani dos Santos (Tottenham) tem as capacidades de segurar a bola, de distribuidor, foi até apelidado em tempos de “Ronaldinho mexicano” e cobrou o canto do 1-1, no entanto, em jogo corrido, interviu pouco;
Aquino (Cruz Azul) é tecnicamente dotado; Fabián (Chivas) é muito bom a nível técnico, é veloz e hábil, e apesar de ser baixo marcou de cabeça; e Peralta (Santos Laguna) foi sempre muito empenhado e trabalhador, teve mérito total na forma como acreditou e fez o 2-1;
A entrada de Raúl Jiménez (América) foi positiva na medida em que Peralta recuou para “10”/segundo avançado e deu mais à equipa; e Cortés (Pumas) entrou para queimar tempo mas em três minutos ainda foi a tempo de marcar um golo.



Quanto aos jogadores do Japão…
Gonda (FC Tóquio) não teve responsabilidades nos golos sofridos; Hiroki Sakai (Hannover 96) foi um lateral muito ofensivo; Yoshida (VVV-Venlo) foi regular no eixo defensivo; Suzuki (Albirex Niigata) foi muito passivo no lance que ditou o 3-1; e Tokunaga (FC Tóquio), que também pode actuar como lateral-direito e defesa-central, viu o terceiro golo nascer pelo seu lado;
Ogihara (Cerezko Osaka) foi negligente e perdeu a bola para Peralta, originando o 2-1; Yamaguchi (Cerezo Osaka) ajudou à circulação fluida da bola em certos momentos no meio-campo adversário; e Higashi (Omiya Ardija) fez o passe para o 0-1 mas a partir daí desapareceu;
Kiyotake (Nuremberga) teve uma tarde desinspirada; Otsu (Borussia M’gladbach) marcou um grande golo; e Nagai (Nagoya Grampus) foi empenhado, mas sem grande sucesso;
Sugimoto (Tokyo Verdy) entrou bem no jogo, e apesar de ser uma referência na área adversária, mostrou muita mobilidade; Usami (Hoffenheim) deu alguma dinâmica; e Saito (Yokohama Marinos) não teve tempo para resolver fosse o que fosse.

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