domingo, 18 de setembro de 2011

Premier League | Manchester United 3-1 Chelsea



O Manchester United venceu hoje em Old Trafford o Chelsea por 3-1, num jogo a contar para a Premier League.


Eis a constituição das equipas:

Manchester United



Como se pode ver, o United apresentou-se muito diferente do que aquele que na quarta-feira jogou no Estádio da Luz, sobretudo no sector ofensivo.
Na zona defensivo, destaque para as entradas do guarda-redes De Gea para o lugar de Lindegaard e de Jones para ocupar a vaga de Fábio Da Silva. Ferdinand e Vidic mantêm-se indisponíveis.
Já no meio-campo e ataque, a equipa transformou-se do 4-3-3 que tinha jogado na Luz para um 4-4-2 que em determinados do jogo se transformava em 4-2-4.
Fletcher foi o único sobrevivente do meio-campo, que jogou no miolo desta vez apenas com a companhia de um homem, o brasileiro Anderson. Nas alas jogaram Ashley Young e Nani em detrimento de Valencia e Park, e no ataque Rooney teve a companhia de Chicharito.
O Manchester United é uma equipa com muitos recursos, com várias alternativas para cada posição, mas este «onze» aproximou-se muito mais de ser o melhor da equipa ao invés daquele que defrontou o Benfica.


Chelsea



Já o Chelsea, devo dizer que foi o primeiro jogo que vi da equipa este ano, e por isso, não tinha nenhuma ideia pré-definida.
Apenas tenho estado informado, e as informações que me têm chegado é a de um Lampard em baixo de forma, Torres que não marca mas que contribui e de que maneira para o jogo ofensivo da equipa (duas assistências frente ao Leverkusen), Bosingwa em boa forma, Mata a ser visto como um reforço muito útil e uma defesa sólida. No entanto, sem apresentar resultados com os mesmos números que as duas equipas de Manchester, por exemplo, têm apresentado.


O Chelsea entrou no jogo com “sinal +”, no entanto, foi o United a marcar bem cedo, aos 7’, por Smalling, após um livre marcado a meio do meio-campo londrino, no qual o jovem defesa dos “red devils” cabeceou muito à vontade para dentro da baliza do Chelsea. Aqui há que apontar duas situações: o marcador do golo (tal como outros dois colegas seus) estava em fora-de-jogo e Lampard que o estava a marcar mostrou completa passividade na abordagem do lance, uma negligência que foi fatal numa fase tão prematura do jogo.

Os “blues” não se mostraram afectados com o golo sofrido e rapidamente foram à procura da igualdade, no entanto, mostrando grande ineficácia na hora da decisão.
Ramires na minha opinião fez um grande jogo, defendeu bem e foi um dínamo na construção do jogo ofensivo da equipa, Sturridge era um extremo que desconhecia mas que mostrou dotes de craque, Raúl Meireles esteve bem na sua função, Torres mostrou-se muito lutador, e apesar da crise que atravessa por não marcar golos, mostrou-se psicologicamente forte, não foi egoísta como muitos no seu lugar teriam sido para finalmente “matar o borrego” e fez grandes passes que viriam a dar em situações de golo evidente, sendo a mais flagrante uma em que Ramires praticamente sozinho na pequena área permite uma grande defesa a De Gea, guarda-redes espanhol do United que neste jogo deve ter calado as criticas.
Naquela altura, para o Chelsea, estar a jogar com Lampard ou estar a jogar com dez era igual, não que este estivesse a errar, mas demonstrava uma falta de atitude muito grande e uma inutilidade muito grande, que a este nível e com a sua equipa a perder, ainda era maior.

Do outro lado, o United não estava a fazer um grande jogo, não rematava, e praticamente na segunda vez que o fez, Nani fez o 2-0, estavam decorridos 37 minutos. O português recebeu um grande passe pelo ar a uns bons 40 metros de distância, fez uma boa recepção, progrediu no terreno com alguma à vontade, e rematou forte naquele que foi um grande golo, no qual Cech não teve a mínima hipótese. Não querendo estar a bater na mesma tecla, jogando Lampard como médio-interior-esquerdo, talvez tivesse a obrigação de fechar melhor o flanco direito do United e não permitindo tanto espaço a Nani.

O Chelsea desmoralizou um pouco, no entanto, não desistiu, porque diga-se de passagem, estava a jogar bem, cometeu dois erros e sofreu dois golos, que noutra situação nem poderiam ter resultado em nada, e foram os dois (sobretudo o primeiro) do mesmo jogador, que ofensivamente não estava também a acrescentar nada. Não havia nada a apontar à equipa de Villas Boas, que durante a primeira parte rematou por doze vezes e teve um grande volume de jogo ofensivo. Ainda antes do intervalo, ao quarto remate (!), o Manchester United fez o 3-0, após um lance confuso na área, em que a defesa londrina mostrou alguma passividade, Rooney aparece em posição frontal e não perdoou.

Complicada a vida do ex-treinador do FC Porto, que apostou e bem naquela que acreditava ser a sua melhor equipa, que praticou um futebol de qualidade, mostrando falta de sorte na hora da concretização e algum azar nos golos que sofreu, visto que o United marcou três golos em quatro remates, mostrando 75% de eficácia.

Por esta altura, e por estar habituado a ver os jogos da Liga Portuguesa, pensaria que o jogo estaria resolvido e que a segunda parte iria ser algo aborrecida, com muita contenção de jogo por parte dos “red devils” e medo de sofrer mais golos por parte dos “blues”, mas felizmente este jogo é da Liga Inglesa, e Villas Boas tirou a “ovelha negra” (a.k.a. Frank Lampard) para colocar Anelka, e o resultado dessa alteração fez-se notar em apenas… 30 segundos. Sim, foi esse o tempo de jogo que o francês precisou de estar em campo para assistir Torres, que num remate de excelente execução, fez o 3-1.

Com a entrada de Anelka, pensei que o Chelsea fosse jogar com dois avançados, com Mata e Sturridge nas alas, no entanto, manteve o 4-3-3, apresentando Anelka na ala esquerda e recuou o espanhol para médio-interior-esquerdo. Provavelmente, o ex-Valência perdeu alguma liberdade que teria no flanco, no entanto, daria outra criatividade à zona central do meio-campo londrino.

Com o golo madrugador na segunda parte, o Chelsea foi à procura de reduzir a desvantagem sem receios, e o United começou a jogar em contra-ataque, o jogo tornou-se muito partido e viveram-se momentos de grande emoção.
Aos 55 minutos, Nani em mais um grande remate atirou à trave, e na sequência do lance, acabou derrubado por Bosingwa na grande área, com o árbitro a assinalar grande penalidade.
Na conversão, Rooney tropeçou e atirou ao lado. Oportunidade de luxo desperdiçada pelos “red devils”, que se tivessem marcado dariam contornos de goleada a este jogo e matavam por completo as possibilidades do Chelsea em poder, no mínimo, chegar ao empate.

O jogo manteve-se partido, o Chelsea nesta altura estava a ter mesmo muita posse de bola, no entanto, continuavam a falhar da concretização de forma incrível e algo injusta, sendo que a situação mais clarividente passou-se aos 81’, quando Torres surge isolado, consegue ultrapassar De Gea e de baliza escancarada atirou ao lado. Foi este o momento crítico do jogo, a partir daqui sentiu-se que já nada haveria a fazer, tal o falhanço incrível de “El Niño”.

Minutos depois, foi o United a desperdiçar nova oportunidade de fazer o 4-1, com Rooney a atirar ao poste, e na recarga, o remate de Berbatov permitiu um grande corte de Ashley Cole sobre a linha de golo.


Nada havia a fazer, vitória do United algo injusta, no entanto, há que dar mérito a quem marca e demérito a quem não concretiza as várias oportunidades. Em termos defensivos, os erros que o Chelsea cometeu na primeira parte resultaram em golos sofridos, no entanto, os “red devils”, com uma defesa muito jovem e algo imatura, também deram muito espaço aos atacantes londrinos, mas estes não conseguiram marcar. Talvez o resultado mais adequado fosse o 3-2 ou o 2-1, no entanto, o futebol é assim.

O United tem uma grande equipa e mostra atributos para jogar para ganhar contra quem quer que seja e para ambicionar conquistar todos os troféus que disputar, ainda que sem algum brilhantismo como apresentou hoje e no jogo da Luz.

Já o Chelsea, por muito esforçado que Torres seja e jogue bem, naquela zona pede-se golos e certamente que com o regresso de Drogba os londrinos possam melhorar nesse aspecto. No entanto, e ainda que as muito faladas vitórias morais não existem, Villas Boas pode estar orgulhoso do desempenho dos seus jogadores, ainda que, continuando a jogar desta forma, Lampard não pode fazer parte do «onze inicial».

ROH | Death Before Dishonor IX



Data: 17 de Setembro de 2011
Arena: Manhattan Center
Cidade: Nova Iorque, Nova Iorque

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Liga Europa | FC Zurique 0-2 Sporting



O Sporting foi hoje à Suiça vencer o FC Zurique por 2-0, em jogo de abertura da Fase de Grupos da Liga Europa.


O FC Zurique apresentou a seguinte equipa: Johnny Leoni; Raphael Koch, Mathieu Béda, Jorge Teixeira e Ricardo Rodriguez; Marco Schönbächler (Nikci), Oliver Buff (Margairaz), Chikhaoui (Chermiti) e Gajic; Admir Mehmedi e Alexandre Alphonse.

Já o Sporting: Rui Patrício; João Pereira, Rodríguez, Onyewu e Insúa; Pereirinha, Rinaudo e Schaars; André Carrillo (André Santos), Van Wolfswinkel (Diego Rubio) e Diego Capel (Evaldo).


Domingos Paciência não inventou e manteve praticamente o mesmo «onze» que começou o jogo em Paços de Ferreira, no entanto, por força de já ter jogado pelo Atlético Madrid esta época o internacional brasileiro Elias não pode jogar e entra na equipa inicial Carrillo, fazendo recuar Pereirinha para médio interior. Esperava-se que fosse Izmailov a substituir o brasileiro, no entanto, o russo nem apareceu nos 18 convocados, possivelmente devido a lesão. Wolfswinkel, que resolveu o jogo da Mata Real, vai ser titular, roubando o lugar a Bojinov.

Do Zurique, pouco ou nada tenho a dizer sobre esta equipa totalmente desconhecida para mim.


O jogo começou equilibrado, com as equipas a encaixarem uma na outra, no entanto, o Sporting cedo abriu o marcador. Livre de Schaars a meio do meio-campo do Zurique, e Insúa responde com um bom cabeceamento à entrada da área para fazer o 0-1, estavam decorridos três minutos.

O jogo manteve-se equilibrado, no entanto, com o Sporting a dar sinal mais, a manter-se por cima do jogo, com mais posse de bola, e maior volume de jogo ofensivo, e foi com alguma naturalidade que chegou ao 0-2 aos 20’. Grande combinação de Schaars com Insúa no flanco esquerdo, com o argentino a centrar rasteiro para uma conclusão à ponta-de-lança de Wolfswinkel. Foi a segunda assistência do ex-Liverpool para o avançado holandês em dois jogos, provavelmente, foram tantas as assistências para golo que Insúa fez em dois jogos do que Evaldo desde que pertence ao Sporting.

Pelo meio, assistimos a um “deja-vú” do jogo da Mata Real, com Onyewu a cortar uma bola que Rui Patrício veio a agarrar. O árbitro entendeu que foi atraso e foi marcado mais um livre indirecto, no entanto, Rodríguez, lateral-esquerdo do Zurique, enviou a bola ao ferro.

A partir daí, o Sporting começou a gerir o jogo, com muita posse de bola entre os homens da defesa e do meio-campo, de forma a fazer os suíços correrem atrás da bola, gerir o esforço e aproveitar qualquer erro de marcação dos homens do Zurique para lançar mais um ataque.
Os helvéticos tiveram as suas oportunidades, aproveitando alguns passes errados da defesa e meio-campo leoninos, no entanto, não conseguiram marcar. O mesmo para o Sporting, que também esteve perto do 0-3, com um remate de Capel a resultar numa grande defesa de Leoni.

A equipa portuguesa ía assim para intervalo com um resultado muito conveniente, no entanto, ao mesmo tempo perigoso e fácil de contornar.

Na segunda parte o Zurique entrou forte, povoou mais o meio-campo sportinguista, impediu as trocas de bola entre a defesa e o meio-campo do Sporting, que não estava a conseguir fazer chegar o jogo aos homens da frente.

No entanto, Domingos lê bem o jogo e tira Carrillo para fazer entrar André Santos, Pereirinha ocupa o lugar do peruano mas ocupa uma posição mais interior e o Sporting ganha logo capacidade de posse de bole, e a partir daí consegue ter mais bola, consegue construir mais jogo e foi a partir desse momento que conseguiu criar algumas oportunidades na segunda parte, sobretudo com a entrada do mais tecnicista Rubio para a saída do mais posicional Wolfswinkel.
Capel também acabou por sair para entrar Evaldo, para ajudar a dificultar os ataques suíços, a missão dos jogadores que entraram na segunda parte foi cumprida e a vitória ficou cada vez mais próxima, apenas à distância do apito final para ficar confirmada.

No entanto, nos segundos 45 minutos o Zurique pregou alguns sustos, especialmente com dois remates ao jogo, o primeiro por Mehmedi e o segundo por Ricardo Rodríguez, na conversão de um livre directo.


Analisando tacticamente o jogo, penso que Domingos acertou no «onze», sem Jeffren e Izmailov a opção por Carrillo foi bem tomada, e embora não se mostrasse muito explosivo, parece ter mais qualidade técnica do que Yannick Djaló, e como muito novo que é, com maior entrosamento, adaptação e progressão pode-se vir a tornar uma mais-valia.
A defesa esteve bem, não sofreu golos, no entanto, ainda apanhou uns sustos desnecessários. Quem ganhou o lugar é Insúa, que defende bem, mas é a atacar que mais se tem revelado, com um golo na partida de hoje, mas especialmente já soma duas assistências em dois jogos com a camisola do Sporting. Era o lateral que a equipa precisava para o lado esquerdo.
No meio-campo, a meu ver Rinaudo foi o melhor em campo indiscutivelmente! O homem recuperou bolas, teve uma eficácia de passe a rondar os 100%, e destruiu ataques e contra-ataques onde eles devem ser destruídos, logo no inicio, ainda no meio-campo defensivo dos adversários. Schaars fez uma das melhores exibições de leão ao peito, estando nos dois golos, no entanto ainda falhou muitos passes. Pereirinha esteve bem, Capel continua a ser uma unidade importante a causar desequilíbrios, mas pessoalmente penso que agarra-se demasiado à bola e vai demasiadas vezes para cima dos defesas em vez de procurar ir para os flancos fugir deles e tentar cruzamentos. Já Wolfswinkel cumpriu o seu papel.

Quanto aos helvéticos, provaram que as equipas da Suiça já começam a ganhar estatuto no futebol europeu e mostraram argumentos, criaram situações de golo, no entanto, insuficientes para bater hoje o Sporting.
Destaco os tunisinos da frente (que têm muito boa capacidade técnica e física) e o lateral Rodríguez, que é um bom lateral, tem muita raça, é forte na cobrança de livres e tem uma enorme margem de progressão, porque tem apenas 19 anos, não me admirava se ouvisse falar dele nu grande clube futuramente.

No outro jogo do grupo, o FC Vaslui (Roménia) foi a Itália empatar com a Lazio por 2-2.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Liga dos Campeões | Benfica 1-1 Manchester United



No regresso das grandes noites europeias ao Estádio da Luz, o Benfica empatou frente ao Manchester United a uma bola, na primeira jornada da Fase de Grupos da Liga dos Campeões.

O Benfica apresentou a seguinte equipa: Artur; Maxi, Garay, Luisão e Emerson; Javi Garcia e Witsel; Rúben Amorim (Nolito), Aimar (Matic) e Gaitán (Bruno César); Cardozo.

Já o Manchester United: Lindegaard; Fábio da Silva (Jones), Smalling, Evans e Evra; Fletcher (Chicharito), Carrick e Giggs; Park Ji-Sung, Valencia (Nani) e Rooney.


Jorge Jesus só surpreende pela inclusão de Rúben Amorim no «onze» em vez de Nolito ou Bruno César como era previsível. O Benfica perde assim alguma velocidade e poder de contra-atacar, no entanto, pode ganhar no que concerne à posse de bola, o que pode indicar que a equipa encarnada iria querer assumir o jogo desde inicio.

Já Alex Ferguson mexeu muito na sua equipa. Já se sabia que Ferdinand não podia dar o seu contributo à equipa, no entanto, homens como De Gea, Anderson, Ashley Young e Nani também ficaram de fora. O Manchester United mantém muita qualidade, no entanto, na minha opinião, perde algum poder de fogo no ataque sem Young e Nani, apesar da qualidade de Park e Valencia. Seria estratégia secreta do técnico escocês ou estaria a poupar os melhores jogadores para o clássico com o Chelsea no próximo domingo?

O jogo começou muito equilibrado, com as duas equipas a demorarem alguns minutos a encaixarem uma na outra e ambas a quererem assumir o jogo, no entanto, foi o Benfica que foi atacando mais e chegando mais próximo da baliza contrária, embora o Manchester United tivesse mais posse de bola, ainda que fosse uma posse de bola muito inofensiva, maioritariamente entre os homens do meio-campo e a linha defensiva.

O Benfica estava bem, atacava bem, defendia com muita concentração e solidez, e rematava, algo que os ingleses não faziam, e fizeram-no com algum perigo duas vezes por Gaitán na esquerda e outra por Cardozo de pé direito, permitindo a defesa a Lindegaard. Mas afinal, o paraguaio só estava a ameaçar, pois aos 24’, após um passe espectacular de trivela de Gaitán, Cardozo domina, troca as voltas a Evans e com o seu pior pé rematou forte, fazendo o 1-0.

A partir daí, a equipa de Manchester acordou, embora se mantivesse algo inofensiva, e o Benfica sentiu isso e procurou novo golo, no entanto, tal não veio a acontecer.
Ora a defesa e o meio-campo defensivo do Benfica que estava muito concentrado, distraiu-se momentaneamente e permitiu que Giggs fosse progredindo no terreno, e quando chegou perto da área encarnada, desferiu um remate forte, colocando de novo o jogo empatado. Estavam decorridos 42 minutos.

Algo injusto, mas o futebol é assim, e quando se têm jogadores como o Manchester United tem, todo o cuidado é pouco, pois em qualquer jogada podem descobrir o caminho para o golo. O jogo ía para intervalo com um 1-1, com dois belos golos já marcados, e 45 minutos que prometiam muito ainda por decorrer, visto que o resultado estava em aberto, o Benfica estava a jogar muito bem a todos os níveis mas os “red devils” têm a equipa que têm e ainda tinha muitas (e melhores) opções no seu banco de luxo.

Na segunda parte, o Manchester United jogou mais avançado no terreno, mostrou mais o que vale, povoou mais o meio-campo do Benfica, no entanto, criou poucas situações, sendo que a única que assustou os benfiquistas verdadeiramente foi um remate cruzado de Valencia que foi muito bem desviado por Artur.

Depois, o Benfica mostrou que ainda não tinha dito a sua última palavra e que não estava conformado com o empate, criando algumas oportunidades que tiveram muito perto em dar em golo. Lindegaard foi obrigado a fazer duas grandes defesas, uma a remate de Nolito e outra a remate de Gaitán, e destaque ainda para remates de Aimar, Emerson e do próprio Nolito novamente que não passaram longe.
Aqui os encarnados conseguiram retirar alguma pressão que o United estava a fazer e conseguiram ter mais bola, curiosamente, quando o inicio da segunda parte indicava o contrário e quando Matic já estava em campo do lado do Benfica, mas sobretudo, Nani e Chicharito também já estavam em jogo do lado dos ingleses.


Em relação às equipas, devo dizer que os centrais do Benfica estiveram muito bem, sobretudo Luisão que para mim foi o melhor em campo. A escolha que recaiu em Rúben Amorim pareceu ajustada da forma como Jesus abordou o jogo, possibilitando mais posse de bola e ajudando Maxi a parar a dupla que se previa estar no lado esquerdo Evra/Ashley Young que merecia ter cuidados redobrados, tanto pela qualidade do extremo inglês, como do lateral francês, no entanto, não jogou Young mas sim Park, e Amorim foi útil sobretudo em manter a posse de bola e não tanto em termos defensivos, apontando uma boa exibição, e quando a equipa atacava, por não ser um extremo, ocupava terrenos mais interiores para ser Maxi a subir pelo corredor direito do Benfica até a área contrária. De resto pouco há a dizer, boa exibição do Benfica, toda a defesa esteve muito concentrada, o meio-campo foi criativo e possibilitou ao ataque algumas oportunidades de golo, que desta vez só resultaram num tento.

Quanto ao Manchester United, viu-se aqui alguma falta de preocupação com a vitória neste jogo, possivelmente a pensar no jogo de domingo com o Chelsea no qual a liderança dos “red devils” está ameaçada. No entanto, cumpriram os objectivos mínimos e certamente encararão este resultado como normal, até porque não compromete em nada o apuramento dos ingleses.
Não opino sobre que «onze» devia ter começado o jogo porque houve claramente gestão do plantel e porque é o primeiro jogo que vejo do United este ano, no entanto, esperava mais ambição por parte daquele que é afinal o vice-campeão europeu. Apenas dois remates perigosos é muito, mas muito pouco.
Este jogo não foi muito feliz para Ferguson, porque o meteu Nani e Chicharito para dar maior poderio ao jogo ofensivo da sua equipa, no entanto, despovoou a zona central e o Benfica aproveitou bem para controlar o jogo pelo meio, e ao mesmo tempo fechou bem as alas, onde Nani esteve muito apagado no pouco tempo em que jogou. Chicharito não teve hipóteses frente a Garay e Luisão, Rooney não teve oportunidades, o flanco esquerdo não funcionou tanto quanto podia, no entanto, creio que o Manchester não ficou de qualquer forma incomodado com o resultado e talvez por isso tenhamos visto alguma falta de ambição.

Num último pormenor, destaque para o jogador mais assobiado em campo, que foi… Nani, um português. É favor tirar conclusões.

No outro jogo do grupo, o Basileia venceu por 2-1.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Liga dos Campeões | FC Porto 2-1 Shakhtar Donetsk



O FC Porto venceu esta noite, no Estádio do Dragão, a formação do Shakhtar Donetsk por 2-1, no jogo de abertura da Liga dos Campeões nesta temporada.

O FC Porto apresentou a seguinte equipa: Helton; Fucile, Otamendi, Maicon e Álvaro Pereira; Fernando (Belluschi), Defour e João Moutinho; James Rodríguez, Kléber (Djalma) e Hulk (Varela).

Já o Shakhtar Donetsk: Rybka; Srna, Chygrynskiy, Rakitskiy e Razvan Rat; Mkhitaryan e Fernandinho; Willian (Hubschman), Jadson (Alex Teixeira) e Eduardo (Kucher); Luiz Adriano.

Desta vez Vitor Pereira não inventou e colocou na equipa inicial os melhores, no entanto, destaque para a titularidade de Defour, quando talvez os críticos apontassem para que jogasse de inicio Belluschi. Na defesa, já se sabia, Sapunaru e Rolando eram cartas fora do baralho.

O Shakhtar entrou melhor, mostrando personalidade e que está na disputa pelo jogo, no entanto foi o FC Porto a criar as primeiras situações de golo. Aos 5 minutos Hulk remata fora da área, a bola bate nas costas de Defour e vai à trave. Aos 10’, o árbitro assinala grande penalidade por obstrução a James. Hulk na conversão atira ao poste e o FC Porto mostra de novo atracção pelo ferro após o jogo com o Vitória de Setúbal em que foram três a embater nos postes.

No futebol costuma-se dizer que quem não marca sofre, e dois minutos depois, os ucranianos chegam à vantagem. Willian, na esquerda, remata de pé direito, a bola vai algo enrolada, Helton não a consegue agarrar, e Luiz Adriano apanha o esférico à sua mercê para inaugurar o marcador.
Golo com responsabilidades para o guardião brasileiro dos dragões.

O FC Porto foi em busca do empate, dominando territorialmente, tendo mais a bola, no entanto, quem acabou por marcar foi mais uma vez o Shakhtar, aos 25’, penso que mais uma vez por Luiz Adriano, mas o golo foi anulado por fora-de-jogo. A realização do jogo não mostrou a repetição, mas os jogadores do Shakhtar ficaram a reclamar pela posição de Defour que estava a colocar o marcador do golo do jogo. Ainda assim, o árbitro manteve a decisão.

Como quem não marca (ou neste caso, quem não vê o seu golo validado) arrisca-se a sofrer, Hulk, dois minutos depois, na conversão de um livre directo, atira fortíssimo e acaba por marcar, num remate indefensável para Rybka. O mais difícil estava feito, o empate.

A partir daí, até ao final da primeira parte, só deu FC Porto, e Hulk, minutos depois teve mais um grande remate, mas desta vez, Rybka conseguia parar a bola. A equipa portuguesa até ao final dos primeiros 45 minutos foi a que mostrou querer ganhar o jogo, foi a que foi dominando, embora não estivesse a sair muito bem o último passe, quer pelo meio, quer em cruzamentos, e era difícil colocar a bola em Kléber, por exemplo, o homem mais adiantado dos dragões.

Perto dos 40’, Rakitskiy entra muito duro sobre Moutinho e é expulso. Lucescu, treinador do Shakhtar, não perde tempo e reorganiza a equipa defensivamente com a entrada de Kucher para o lugar de Eduardo. No entanto, e apesar do brasileiro naturalizado croata não estar a jogar muito, a equipa perdeu claramente capacidade ofensiva e previa-se uma segunda parte de muito sofrimento para os homens do Leste europeu.

O FC Porto entrou na segunda parte como terminou a primeira: Ao ataque! A dominar, a povoar o meio-campo contrário, a jogar perto da área do adversário, e não demoraria a chegar ao golo. James faz um belo trabalho na esquerda, e num cruzamento rasteiro assiste Kléber, para o primeiro golo de sempre do brasileiro na Liga dos Campeões, estavam decorridos 51 minutos.

A partir deste momento, notam-se algumas alterações tácticas interessantes no FC Porto:
João Moutinho que durante toda a primeira parte jogou mais descaído pelo lado esquerdo do meio campo, durante alguns momentos da segunda jogou mais pelo lado direito, e como resultado vimos algumas boas combinações com Hulk, uma das quais foi uma dupla tabelinha que foi das melhores jogadas durante todo o encontro, pena a irrelevância que acabou por ter.
Falando de outra alteração táctica, James Rodriguez jogou mais no centro, ocupando a posição de “10”, primeiro com Hulk a jogar numa posição mais interior, fazendo dupla de avançados com Kléber e o meio-campo a formar um losango. Depois, com a saída do “Incrível” e do ponta-de-lança ex-Maritimo, James continuou a ocupar terrenos mais centrais, no entanto, os avançados que já eram Djalma e Varela jogavam muito mais abertos, nas suas posições de extremos, algo que se compreende pois não fazia falta um homem mais adiantado no meio, e com um “10” e dois avançados abertos a posse de bola estava mais facilitada.
Com a saída de Fernando, Moutinho jogou mais recuado, ainda que com participação activa no jogo ofensivo da equipa, Belluschi ajudou à posse de bola, e face à equipa ucraniana se encontrar muito recuada, foi recorrente ver os laterais portistas subirem para jogarem numa linha muito próxima dos centro-campistas.

Quanto ao jogo propriamente em si, o FC Porto tentou a todo o custo ampliar a vantagem, sejam por remates de longe, ou por tentar fazer a bola à grande área, fosse pelo meio ou especialmente pelos flancos, no entanto, nunca o conseguiu.
O Shakhtar fez o que lhe competia e tentou chegar à igualdade, mas sem causar grandes incómodos, ainda assim, dava a ideia de que numa jogada com alguma ponta de sorte, podiam fazer o 2-2, logo, esta vantagem dos azuis-e-brancos não era cómoda.

O FC Porto foi gerindo a vantagem, foi gerindo muito bem a posse de bola, fazendo passar o esférico por quase todos os elementos da equipa, quando possível tentou o 3-1, no entanto, isso não foi possível, e a prioridade foi segurar a vantagem, com bola, no meio-campo do adversário, e essa tarefa facilitou-se com a expulsão por acumulação de amarelos de Chygrynskiy, que encostou definitivamente os ucranianos às cordas.


Creio que o FC Porto jogou com a formação certa, da forma certa durante todo o jogo, foi uma equipa que jogou de forma diferente nos diversos momentos do jogo e soube jogar bem em qualquer um deles. Soube assumir o jogo, soube ir à procura do empate e posteriormente da vitória, soube controlar o jogo, dominá-lo, soube (ainda que de uma forma algo ineficaz e pouco acentuada) criar situações de golo e soube gerir a posse de bola quando isso era o pedido.
Destaco o colectivo que esteve muito bem, no entanto, creio que James fez mais uma grande exibição e que Defour fez bem o seu papel, sendo muito semelhante a Moutinho, permite uma espécie de simetria no meio-campo do FC Porto. Kléber marcou, mas enfim, infelizmente para ele vai estar sempre associado ao antecessor, e sendo o antecessor um fora-de-série, a sua tarefa complica-se, mas mesmo sendo um jogador que joga muito mais para si do que para o colectivo, comparativamente com Falcao, assim como menos virtuoso tecnicamente, tem respondido com golos e isso é que interessa.

Quanto ao Shakhtar, tem uma boa equipa, que teve a infelicidade de jogar durante muito tempo em inferioridade numérica, mais creio que em sua casa vai criar muitas dificuldades ao FC Porto. Tem três jogadores que ofensivamente são muito perigosos (Willian, Jadson e Luiz Adriano). Willian é um extremo rapidíssimo, Jadson é um “playmaker” de classe média/alta do futebol europeu e Luiz Adriano mostrou-se eficaz e creio que é um excelente ponta-de-lança.

Quanto ao outro resultado do grupo, o APOEL Nicósia venceu o Zenit por 2-1.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

sábado, 10 de setembro de 2011

Liga ZON Sagres | Paços de Ferreira 2-3 Sporting



O Sporting conquistou hoje uma vitória importantíssima, no dificílimo campo da Mata Real, frente ao Paços de Ferreira, por 3-2, após ter estado a perder por 0-2.

O Paços de Ferreira apresentou o seguinte onze: Cássio; Filipe Anunciação, Cohene, Fábio Faria e Nuno Santos; André Leão, Vítor (Luiz Carlos) e Manuel José; Caetano (Bacar), Michel e Luisinho.

Já o Sporting: Rui Patrício; João Pereira, Rodríguez, Onyewu e Insúa; Rinaudo, Schaars (Izmailov) e Elias; Pereirinha (Rubio), Bojinov (Wolfswinkel) e Capel.

Os leões entraram para o jogo com nove reforços, e oito alterações tendo em conta o onze inicial que defrontou o Marítimo, ainda que dessas alterações, tenhamos tido o regresso de um trinco que merece a titularidade como Rinaudo, de Insúa que vem tirar o lugar ao desapontante Evaldo, Elias é reforço, Bojinov e Rodriguez vieram de lesões e estão agora preparados para jogar de inicio, portanto, se formos a ver bem, as alterações foram muitas mas a base da equipa talvez não tenha mexido assim tanto, tendo em conta o planeado para esta temporada, e aquilo, que para a generalidade das pessoas, é o melhor onze do Sporting.

No entanto, tudo parece acontecer aos «verde e brancos», que após uma infantilidade de Rui Patrício, ao agarrar uma bola após um atraso legítimo com os pés de Rodriguez, vê o árbitro assinalar um livre indirecto dentro da grande área, que viria a dar no golo do Paços de Ferreira, por intermédio de Michel, estavam decorridos cinco minutos.
Penso que Patrício deveria relembrar-se do porquê de hoje ser titular do Sporting e o porquê de o ser já há quatro anos. Lembram-se de Stojkovic? Polga atrasou-lhe a bola (esse sim um atraso muito menos legitimo…) em pleno Estádio do Dragão no inicio da época 2007/2008 e o guarda-redes sérvio agarrou-a, possibilitando ao árbitro marcar um livre indirecto dentro da área sportinguistas que Raúl Meireles viria a converter em golo. Foi o primeiro episódio da tumultuosa relação entre Stojkovic e Paulo Bento, visto que o agora seleccionar português criticou o seu jogador, e como resultado disso, não demorou muito tempo até a titularidade da baliza leonina ser atribuída ao então muito jovem Rui Patrício.

Pois é, o Sporting jogava um jogo com cariz decisivo, que era o primeiro do resto da temporada, e como Domingos diz: “Tudo acontece a este Sporting!”.

A equipa leonina demorou a reagir, ficou abatida com o golo, no entanto, lentamente foi assumindo o jogo, foi jogando no meio-campo do Paços de Ferreira e empurrou os «castores» para perto da sua grande área. O Sporting criou oportunidades de golo, de todo o modo, cruzamentos, jogadas pelo meio e sobretudo bolas paradas, um livre de Bojinov passou a centímetros do poste e outro de Schaars bateu em cheio na trave.

Perto do final da primeira parte, já acusando alguma frustração, o Sporting foi perdendo este poderio dominador, algo que também se reflectiu num começo de segundo tempo que pareceu pouco ambicioso por parte dos lisboetas, demorando a criar oportunidades de golo, e acabou por sofrer o 2-0 após um livre batido perto da linha de meio-campo por Manuel José, em que Michel responde com um cabeceamento à entrada da área perante a passividade de Rodríguez, estavam decorridos 55 minutos.

A partir daí, o Sporting desmoralizou perante o desespero de Domingos Paciência, que vê a sua equipa sofrer dois golos em que as responsabilidades caíram por inteiro nos jogadores, e com fortes possibilidades de ficar a 10 pontos do líder quando ainda se está à 4ª Jornada. Essa desmoralização foi de tal forma evidente que o Paços até esteve perto do 3-0 por Michel.

No entanto, a cerca de 20 minutos do fim, dá-se o momento crucial do jogo. Nuno Santos, defesa-esquerdo dos pacenses é expulso após acumulação de amarelos, e a equipa da casa a partir daí desorienta-se e nunca mais é a mesma. A partir daqui, começa o festival de golos do Sporting.

Primeiro aos 76’, por Izmailov, num golo em que teve bastante sorte, visto que a bola tabelou em jogadores do Paços antes de entrar. Depois, dois minutos volvidos, Rinaudo com um passe de génio encontra Elias que com toda a calma empata o jogo. Finalmente, aos 84’, um grande cruzamento de Insúa encontra uma finalização à ponta-de-lança de Ricky Van Wolfswinkel, que possibilitou ao Sporting dar a cambalhota no marcador.

A partir daí, foi sofrer a bom sofrer, até ao apito final do árbitro que viria a dar aos leões a primeira vitória no campeonato.


Analisando as equipas, o Sporting apresentou muitas mexidas face às equipas que tem apresentado, e vendo bem o jogo, devo dizer que gostei do que vi. Pereirinha foi uma agradável surpresa, Onyewu esteve bem e acho que vai ser muito útil em alguns jogos, Rodriguez teve uma paragem cerebral no segundo golo mas é o melhor central do plantel, Insúa teve as suas falhas mas mostrou algo que supera muito a qualidade (ou falta dela…) de Evaldo, Rinaudo esteve ao seu nível, Schaars fez dos seus melhores jogos até agora, Elias precisa de se entrosar mais porque ando um pouco perdido (mas gosto do seu estilo em vir buscar jogo atrás, participar nas movimentações do meio-campo, alimentar o ataque e até aparecer em zonas de finalização), Capel procurou demasiado o drible em vez de optar por soluções mais simples, Bojinov ainda mostrou pouco mas há que dar o benefício da dúvida, Wolfswinkel finalmente mostrou golos e Izmailov mostrou que tem de jogar de inicio porque faz toda a diferença.
Rui Patrício à excepção daquela infantilidade esteve sempre bem.
Creio que este onze aproximou-se do melhor que o Sporting pode apresentar, alterava apenas Schaars por Izmailov, Pereirinha por Jeffren e quanto ao ponta-de-lança, colocaria Bojinov, Rubio ou Wolfswinkel tendo em conta o tipo de jogo que se está a disputar. Em Paços, por exemplo, nos últimos 20 minutos, com o Sporting a jogar de uma forma mais directa, fazia sentido ter Wolfswinkel e isso resultou, tendo o holandês marcado o golo da vitória.

Quanto ao Paços, foi uma equipa com a personalidade que nos tem habituado sempre quando joga em casa. Muito combativa, muito forte, aguerrida e com muita alma, com jogadores com capacidade de fazer a cabeça em água aos defesas sportinguistas.
De entre todos, destaco Caetano (Ai rapaz! Ainda estou traumatizado por teres falhado aquele golo ao Brasil!) e sobretudo Michel, um jogador que já ando a seguir desde Janeiro, quando fui a Alvalade ver o Sporting – Penafiel para a Taça da Liga e fiquei bastante impressionado pelo poderio técnico e físico deste jogador, a quem chamavam na altura de “Hulk de Penafiel”. Recordo que este jogador esteve para ser vendido ao Sporting de Braga, mas os durienses pediram demasiado dinheiro, no entanto, num daqueles negócios que ninguém percebe, foi vendido ao Paços por uma verba muito inferior. Mas não tenho dúvidas que em Janeiro ou no final da época dê um salto na carreira!

Quanto ao árbitro, sinceramente, achei que teve um critério que não entendi, com algum excesso de cartões na primeira parte, depois tornou-se menos rigoroso na segunda, e foi mostrando ou não amarelos conforme lhe dava na cabeça, deixando passar em claro faltas agressivas e ao mesmo tempo sendo excessivamente rigoroso em situações normais. Não consegue ser tão mau como Bruno Paixão, mas Paulo Baptista mostrou não estar muito a altura da situação.

Já agora, falando de arbitragens, que raio foi aquilo no Estádio da Luz?

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Liga ZON Sagres | União de Leiria 2-5 FC Porto



O FC Porto foi hoje à Marinha Grande, casa empresta da União de Leiria, bater o seu adversário por uns esclarecedores 5-2.

Eis a constituição das equipas:

União de Leiria: Gottardi; Ivo Pinto, Diego Gaúcho, Edson e Shaffer; Manuel Curto (Marcos Paulo), André Almeida, Maykon e Elvis (Cacá); Bruno Moraes (Robinho) e Djaniny.

FC Porto: Helton; Fucile, Rolando, Maicon e Alvaro Pereira; Fernando (Souza), João Moutinho (Defour) e Belluschi; Hulk (Varela), James e Kléber.

Vitor Pereira não foi de meias medidas e mudou meia equipa em relação ao «onze» inicial que tinha defrontado o Barcelona para a Supertaça Europeia há uma semana e meia. Saiu Sapunaru, Otamendi, Souza, Guarin e Cristián Rodriguez e entraram para os seus lugares Alvaro Pereira, Maicon, Fernando, Belluschi e James, respectivamente.

A União de Leiria entrou com uma atitude bastante positiva no jogo, assumindo as despesas da partida, olhou o FC Porto nos olhos e em determinados momentos do jogo conseguiu encostar os dragões à sua defesa por instantes, fazendo uma boa pressão alta e jogando muitas vezes no meio-campo adversário, chegando mesmo a ter em determinada fase do jogo mais remates que os portistas e estavam a golear em cantos.

O FC Porto não estava a conseguir fluir o seu jogo, não conseguia assumir as despesas, e procurava sobretudo aproveitar a pressão alta dos leirienses para os apanhar desprevenidos com contra-ataques rápidos, mas em determinadas ocasiões, por falta de engenho e arte mas também por culpa de um relvado mal tratado, que não beneficia quem gosta de jogar com a bola nos pés e de pé para pé, as coisas não estavam a sair bem aos jogadores azuis-e-brancos.

Mas tudo mudou aos 28’, num minuto em que a União esteve quase a marcar após um cruzamento perigoso da direita em que Helton não ficou nada bem na fotografia, o FC Porto iniciou o contra-ataque numa transição bastante rápida, culminando num golo de James de pé esquerdo, a passe de Moutinho.

Cerca de sete minutos depois, com a formação de Leiria a ir à procura do empate, mas mostrando algum desalento por já se encontrar em desvantagem, face à pressão alta do FC Porto, Manuel Curto perdeu a bola junto à sua grande área para Belluschi, que progride no terreno e assiste Kléber, possibilitando o primeiro golo em jogos oficiais do brasileiro pelo seu novo clube.

Assim foi o jogo para intervalo, com a vitória praticamente entregue ao FC Porto, que não costuma vacilar nestas situações, e que face à atitude ofensiva dos leirienses, não me surpreenderia se na segunda parte os dragões aumentassem a vantagem.

No inicio da segunda parte, a União surpreendeu ao conseguir reduzir de um modo algo afortunado, após um corte da defensiva do FC Porto num canto a favor dos leirienses, André Almeida faz o 1-2, depois de um desvio de Maicon para a própria baliza.

Aos 57’, momento caricato no jogo, regista-se um apagão na Marinha Grande que durou um quarto de hora, curiosamente o segundo envolvendo o FC Porto em cinco meses (o outro foi em Abril no Estádio da Luz), e mais uma vez, os dragões provaram que quando há apagões têm sucesso e poucos minutos depois do jogo ter sido reatado, fazem o 3-1 por intermédio de James, um golo que encostou o Leiria às cordas definitivamente.

Depois, veio o 4-1 por Kléber aos 74’, os leirienses reduziram poucos minutos depois, no entanto, perto do fim, Varela sentenciou o resultado em 5-2, dando a terceira vitória em três jogos para os dragões, e a terceira derrota nos mesmos jogos para a União de Leiria.


Analisando o jogo, penso que o FC Porto jogou praticamente com aquela que é a sua melhor formação, excepção feita a Maicon que na minha opinião é inferior a Otamendi. Penso que os dragões entraram pouco agressivos, permitiram que a União assumisse o jogo nos primeiros 25/30 minutos, no entanto, também o podem ter feito de forma a apanhar a equipa da Beira Litoral desprevenida e lançar contra-ataques venenosos.
Nesse aspecto foi bastante importante o papel de Belluschi, sendo por diversas vezes o motor ofensivo da equipa, e claro, a qualidade de James, que se não acontecer nada de extraordinário será certamente dentro de anos dos melhores jogadores do planeta, marcando dois golos e dinamizando o ataque, que grande jogador! Kléber, não sendo um prodígio e não tendo a capacidade de marcar golos como Falcao, bisou e deu conta do recado, ainda que em certos momentos da temporada não me admirava nada se a sua falta de mobilidade fosse contestada, um pouco à imagem de Cardozo no Benfica.
Quando entraram, Defour e Varela cumpriram o seu trabalho, tendo os dois feito assistências para o golo, sendo que o segundo acabou mesmo por marcar.

Já o Leiria, mostrou ambição, garra e vontade, e até alguma capacidade para jogar no meio-campo do adversário, no entanto, em termos defensivos especialmente há muito trabalho a fazer, foram cometidos muitos erros, a equipa errou nas transições, os jogadores estavam mal posicionados quando o FC Porto atacava, e prova disso foi o espaço que alguns jogadores portistas tiveram para rematar à baliza.

Com esta vitória, o FC Porto torna-se o primeiro líder isolado do campeonato, e a União de Leiria é cada vez mais a “lanterna vermelha”.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

APW em Ribeira de Pena (27.08.2011) - Análise e Reportagem


No passado sábado, 27 de Agosto, desloquei-me ao Parque do Bustelo, em Ribeira de Pena, no distrito de Vila Real, para mais um evento da APW, tendo tido a oportunidade mais uma vez de ser “ring anouncer” e ter viajado com a comitiva....

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Supertaça Europeia | Barcelona 2-0 FC Porto



O Barcelona conquistou hoje a Supertaça Europeia, após bater o FC Porto por 2-0, com golos de Messi e Fabregas.

Eis as constituições das equipas:

FC Porto: Helton; Sapunaru, Rolando, Otamendi e Fucile; Guarín, Souza (Fernando) e João Moutinho; Rodriguez (Varela), Kléber (Belluschi) e Hulk.

Barcelona: Valdés; Alves, Mascherano, Abidal, Adriano (Busquets); Keita, Xavi, Iniesta; Messi, Pedro (Fabregas) e Villa (Alexis Sanchez).


A única novidade no FC Porto foi a inclusão de Cristián Rodriguez no «onze», relegando Varela para o banco de suplentes, e até mesmo afastando as possibilidades de James jogar de inicio.
Na minha opinião, antes do inicio do jogo, foi que se tratou de uma má jogada por parte de Vitor Pereira, visto que o uruguaio não tem a mesma capacidade de criar desequilíbrios nem a mesma velocidade de Varela, isto para além da superior capacidade física do português.
Creio que uma equipa que terá de jogar maioritariamente em contra-ataque (e já se sabe que o Barcelona joga com uma linha muito avançada) deveria apostar num extremo mais veloz.
Álvaro Pereira não joga devido a estar com a cabeça em Londres, onde se diz que pode ser anunciado como contratação do Chelsea a qualquer momento.

Já os catalães, sem poder contar com Puyol e Piqué lesionados, não surpreendem muito, embora me cause em alguma confusão em altura de crise deixar reforços caríssimos como Alexis Sanchez e Fabregas no banco de suplentes, ainda que quem esteja em campo seja tão bom ou melhor que eles. Outra “meia-novidade” foi a inclusão de Keita no «onze» em detrimento de Busquets, e aí assumo que não estou muito de acordo com Guardiola, pois penso que embora por vezes sem brilhantismo, o espanhol tem uma excelente capacidade de recuperação de bola e de sobretudo iniciar o jogo ofensivo do Barcelona, para além de ser mais alto que o maliano, e tendo em conta que a defesa “blaugrana” é algo baixa, é preciso alguém para marcar directamente Kléber, que não sendo um gigante, tem quase 1,90m.

O FC Porto começou bem no jogo, criando as principais oportunidades de golo da primeira parte, rematando mais, fazendo mais remates perigosos, sobretudo nos primeiros 15 minutos, porque a partir daí o Barcelona foi lentamente assentando o seu jogo, e já se sabe como os catalães são, acabando o primeiro tempo com cerca de 70% de posse de bola.
Os portistas no entanto conseguiram manter sempre a concentração, pressionar alto, e evitar sempre que os catalães fossem conclusivos no último terço do terreno, muito por culpa da linha mais defensiva do FC Porto que esteve sempre muito atenta, evitando que Messi e companhia pudessem fazer estragos.
No entanto, aos 38 minutos, face à pressão alta do Barcelona, Guarín pressionado no seu meio-campo não encontra outra alternativa senão passar repentinamente a bola para a linha mais recuada da sua equipa, só que o problema é que a bola foi ter redondinha aos pés de Lionel Messi, que isolado frente a Helton, já se sabe como o astro argentino é, iludiu o guarda-redes brasileiro e atirou a bola para o fundo das redes.

Os comandados de Vitor Pereira viam-se agora com um dilema chegando ao intervalo, porque por um lado teriam de arriscar mais para tentar conquistar a Supertaça Europeia, mas por outro se sobem demasiado no terreno não serão precisas muitas oportunidades para o Barcelona ampliar a vantagem, até por números algo elevados.
A equipa esteve sempre muito concentrada e pouco inventou nos primeiros 45 minutos, no entanto, Rodriguez pouco estava a acrescentar e pedia-se mais poder de fogo, algo que Kléber certamente também não sabe dar, visto que não é um jogador rápido, e num jogo como este exige-se rapidez a pensar e a agir, e talvez não seja por acaso que nos jogos fora de casa, muitas vezes o brasileiro ficava no banco da sua ex-equipa, o Marítimo.

Na segunda parte, o FC Porto entrou ainda mais pressionante, como tinha feito no inicio da primeira, procurou a igualdade e até fez por isso, sendo que nesta fase Cristián Rodriguez mostrou grande garra e empenho para tentar causar danos na defesa catalã, Kléber estava a ser inconsequente, Hulk esforçado, Moutinho estava a ter mais bola e Guarín tentava a todo o custo redimir-se do erro que estava a causar a desvantagem à equipa, que tinha sido até o único erro que ele e a sua equipa praticamente tinham cometido no jogo.
Os portistas estiveram muito bem colectivamente, sempre muito bons a defender, e dentro dos possíveis a tentar aproximar-se da baliza do Barcelona, no entanto, não conseguiram marcar.

Os “blaugrana”, sem serem deslumbrantes ofensivamente, mas com a calma do costume, iam controlando o jogo, mantendo a elevadíssima posse de bola, e quando chegavam à área azul-e-branca, criavam sempre perigo.

O jogo foi caminhando para o fim, entrou Varela, Fernando e Belluschi e saíram os já desgastados Rodriguez, Souza e Kléber, no entanto, as alterações não conseguiram virar o resultado, numa fase em que Guarín até jogava como homem mais avançado no FC Porto, o que até é bastante compreensível, dado que era difícil os dragões aproximarem-se demasiado da baliza dos catalães, com o colombiano a jogar mais à frente e com a facilidade de remate que lhe é característica, passavam pelos seus tiros a principal solução do campeão português para tentar chegar à igualdade. No entanto, a força do Barcelona e o desgaste que é estar 70% do jogo a correr atrás da bola não permitiu que essas soluções pudessem ser postas em prática, e numa altura em que Rolando já tinha sido expulso (duplo amarelo, curiosamente em duas tentativas de travar Messi), o astro argentino com um toque de classe isola o recém-entrado Fabregas, que não vacilou perante Helton, colocando um ponto final ao jogo com o 2-0.


Analisando as duas equipas, creio que o FC Porto ressentiu-se da falta que lhe faz Falcao, ou pelo menos, um ponta-de-lança com características semelhantes. Kléber é lento, tanto em termos de corrida, como a pensar e a executar, e perdeu algumas bolas nos últimos 30 metros que com o colombiano poderia ter um desfecho diferente. Ainda por cima, não conseguiu ser uma arma nas bolas paradas dos portistas. Hulk não podia jogar fixo na frente porque a sua força e velocidade eram precisas para levar a bola para o último terço do terreno, e parece que Djalma e Walter não estão à altura de estar no «onze» portista, ainda que não creio que pudessem acrescentar muito mais que o ex-Maritimo. O FC Porto precisa urgentemente de ir ao mercado contratar um ponta-de-lança com características semelhantes a Falcao, ou então, que possa acrescentar mais a um jogo desta categoria do que um Kléber por exemplo.
No meio-campo, Moutinho e Souza estiveram muito bem, e atenção que a sua tarefa era dificílima, foi grande parte do jogo a ter de correr atrás da bola como se de um “meiinho” se tratasse. Guarín também esteve muito bem, embora a sua exibição ficasse um pouco manchada pelo erro do primeiro golo e pela expulsão.
A defesa esteve quase perfeita, sempre muito concentrada, embora Fucile se distraísse algumas vezes na hora de fazer a defesa em linha, esteve bem em travar as iniciativas do Barcelona pelas alas.
Helton fez uma grande exibição, e quem sabe, pode ter mostrado nesta montra que tem qualidade para ser chamado à canarinha.
Terminado o jogo, percebo a abordagem que Vitor Pereira fez ao jogo. Colocou Kléber porque o Barcelona tem jogadores baixos, e já se sabe que é em bolas paradas que com mais facilidade se pode fazer chegar perigo à baliza de Valdés. Kléber tem uma elevada estatura, não devo andar muito enganado se disser que não havia nenhum jogador dos catalães que fosse mais alto que ele, no entanto, revelou pouca agressividade e velocidade de execução, e por isso foi inconsequente.
A aposta em Rodriguez justifica-se acima de tudo por dar que fazer a Daniel Alves, desgastando o lateral do Barcelona, para mais tarde no jogo colocar Varela, que mais fresco e com maior poderio físico, teria mais condições para passar pelo brasileiro.
As opções pelo trio do meio-campo e pelo quarteto defensivo pareceram-me óbvias, e em relação à táctica usada, foi como o próprio Vitor Pereira disse, só podia ser o 4-3-3, porque era esse um FC Porto igual a si próprio.

Em relação ao Barcelona, pergunto-me se em vez de gastarem dezenas de milhões com dois jogadores que apesar das qualidades indiscutíveis são suplentes e só em virtude de gestão de esforço da equipa poderão ter oportunidades para jogar como titulares (Fabregas e Sanchez), e além disso, podem estar a tapar o lugar a jovens vindo da “cantera”, porque não contrataram um central que pudesse ser uma alternativa a Puyol e Piqué? Esta dupla Mascherano/Abidal não me convenceu mesmo nada!
De resto, foi um Barça igual a si próprio, pouco há a dizer, pouco se pode apontar a uma equipa que tem 70% de posse de bola, uma eficácia tão elevada e que ganha tantos troféus como esta.

Bem, resta dar os parabéns aos catalães, que continuam a somar títulos!



quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Liga Europa | Sporting 2-1 Nordsjaelland



O Sporting venceu hoje os dinamarqueses do Nordsjaelland por 2-1, carimbando assim o passaporte para a Fase de Grupos da Liga Europa.

O Sporting apresentou-se de inicio com algumas surpresas: Rui Patrício; João Pereira, Daniel Carriço, Polga e Evaldo; André Santos e Schaars (Rinaudo); Yannick Djaló (Bojinov), Izmailov (Carrillo) e Capel; Postiga.

Causou-me alguma estranheza André Santos jogar em vez de Rinaudo, e depois de até estar entusiasmado com as noticias que saiam nos jornais que indicavam que Postiga iria jogar a “10” e haveria um ponta-de-lança a jogar à sua frente, que eu gostaria que fosse Rubio por motivos que já enunciei anteriormente, mas que compreenderia que fosse Wolfswinkel porque podia-se esperar um jogo mais directo já que previa-se que o Sporting encostasse os dinamarqueses à sua linha defensiva.
No entanto, nem Rinaudo nem Wolfswinkel ou Rubio, e a verdade é que o Sporting ressentiu-se da falta do argentino mostrando alguma intranquilidade nos minutos iniciais e perdendo algumas bolas a meio-campo, revelando também alguma falta de garra e agressividade que André Santos não consegue dar.
Postiga, curiosamente, que jogou como único ponta-de-lança, teve em destaque na primeira parte pelos passes que fez, e pela tentativa de organizar o ataque leonino, uma tarefa que cabe a um “10”.

Embora por vezes apresentando alguma instabilidade, o Sporting dominou toda a primeira parte, encostando o Nordsjaelland à sua linha defensiva, e tirando algumas iniciativas dos nórdicos por volta da meia hora de jogo, bem que o meio-campo defensivo dos leões podia ser alugado.
Foram criadas muitas oportunidades, no entanto, golos nem vê-los, um espelho do que se tem visto neste inicio de época da equipa leonina.

Na segunda parte, só deu Sporting, os níveis de intensidade foram aumentando, conseguiu-se encostar os dinamarqueses mais atrás, e só por muito azar é que o golo foi sendo adiado, criando alguma frustração mas ao mesmo tempo entusiasmo entre os adeptos leoninos.

Domingos, decide, então, tirar Schaars (penso que por lesão) e colocar Rinaudo, e depois tirar Yannick Djaló e colocar Bojinov, curiosamente, tirou dois homens que têm vindo a ser criticados pelos adeptos neste inicio de temporada, e colocou um que tem sido dos mais elogiados, e outro que ainda não se tinha estreado, mas que estava a gerar grande entusiasmo em seu redor, e diga-se de passagem que o ex-treinador do Sporting de Braga acertou em cheio, porque a intensidade de jogo aumentou, as oportunidades foram sendo cada vez mais perigosas e só o guarda-redes do Nordsjaelland ía adiando o que parecia inevitável, o golo dos portugueses.

E esse golo veio a surgir aos 76’, após um cruzamento de Capel na direita, Bojinov recolhe a bola na grande área, tem bastante calma e ao mesmo tempo protege muito bem a bola, encontra André Santos desmarcado e passa-lhe a bola, o médio português não vacilou e colocou, finalmente, o Sporting em vantagem.

Este golo veio dar tranquilidade, e minutos depois, num canto de Capel, Evaldo (um pouco sem saber como), marca um golo com a coxa e resolveu a eliminatória.

A partir daí, só o cansaço acumulado por impor um ritmo tão alto no jogo impediu que os jogadores do Sporting se mantivessem tão concentrados e apresentando o discernimento necessário para fazer o 3-0.

Entretanto, foi mesmo o Nordsjaelland quem marcou, por Laudrup, já no tempo de compensação, no lance muito confuso na grande área do Sporting, no entanto, já nada havia a fazer e os leões estavam qualificados para a fase de grupos.


Em relação à análise da equipa do Sporting, creio que defensivamente esteve bem, embora algumas vezes se tivesse sentido a falta de Rinaudo na primeira parte, creio que Carriço não ficou atrás do que Rodriguez tem feito, Evaldo fez provavelmente o seu melhor jogo esta temporada, Polga e João Pereira estiveram como de costume.
No meio-campo para a frente, ficou provado que neste momento Schaars acrescenta muito pouco à equipa, e se antes poderiam falar das bolas paradas pelas quais o holandês é responsável, a verdade é que foi preciso ele sair e Capel ir marcar os cantos para o Sporting finalmente marcar um golo de bola parada esta temporada, portanto, está aqui um indicador de que um holandês neste momento não pode ser titular no Sporting.
Para o seu lugar, em relação a quem começou o jogo, certamente Rinaudo para jogar a “6” e depois entre o argentino e o “10” pode jogar André Santos (embora este tenha muita tendência em jogar demasiado próximo do “6”) ou então Izmailov, que sinceramente, penso que poderia dar maior dinâmica à equipa jogando a “8” e deixando a posição “10” para Hélder Postiga, que na minha opinião, tem todas as características necessárias para o fazer, pois em termos de eficácia pode não ser um avançado de topo, mas é extremamente lutador, é talentoso tecnicamente, gosta de vir buscar jogo mais atrás, serve bem os colegas, e penso que o Sporting ganharia mais se o colocasse a jogar atrás do ponta-de-lança, um pouco à imagem do que acontece com Saviola (comparações à parte) no Benfica.
Nas alas a dupla ideal seria Jeffren e Capel, espero que o ex-Barcelona esteja em condições de jogar contra o Marítimo, porque infelizmente, Yannick Djaló não tem condições para jogar a titular no Sporting. Já no ataque, com Postiga a jogar mais atrás do ponta-de-lança, e depois de ter visto este jogo, Bojinov deixou boas indicações para ser o “9”, ou pelo menos para fazer dupla com Postiga, visto que têm complementam-se bem, e penso que até seria interessante durante os jogos fazerem trocas posicionais, alternando quem joga mais atrás e como quem joga como homem mais avançado. No entanto, não sei se o búlgaro já está em condições para jogar os 90 minutos, e duvido mesmo que Domingos opte por ele como titular para domingo.
Uma palavra muito especial para Capel, mais uma vez o melhor em campo do Sporting, e embora muitas vezes ficasse demasiado tempo com a bola acabando por ser desarmado (com Izmailov passou-se o mesmo), fez o que melhor sabe segundo o seu ex-treinador: Desviar autocarros. Esteve nos dois golos e mostrou ter argumentos para levar o Sporting a grandes vitórias! É de desequilibradores assim que os leões precisam e estou ansioso para o ver numa ala e Jeffren na outra.

Quanto aos dinamarqueses, não tenho muito a dizer, tendo em conta os argumentos que dispunham tanto em termos individuais como colectivos, fizeram o jogo possível frente a um adversário superior e devo destacar o seu guarda-redes, Jesper Hansen, que embora não me pareça ter uma grande escola e apresentar alguns erros básicos daquilo que deve ser um guarda-redes completo (nomeadamente a forma como aborda certos remates apenas com uma mão ou como defende as bolas para a frente e ter dificuldades em agarrar o esférico), tem grandes reflexos e foi importantíssimo para o Nordsjaelland, já que esteve apenas a 15 minutos de levar o jogo para o prolongamento, defendendo tudo o que lhe aparecia pela frente.

O Sporting ficará então à espera do sorteio de amanhã da Fase de Grupos.
No que toca as minhas análises, devem voltar em princípio amanhã para o FC Porto – Barcelona, a contar para a Supertaça Europeia.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Liga dos Campeões | Benfica 3-1 Twente



O Benfica recebeu hoje, e venceu, o Twente por 3-1, carimbando o passa porte para a Fase de Grupos da Liga dos Campeões.

Os encarnados apresentaram-se com o seguinte onze: Artur; Maxi Pereira, Luisão, Garay e Emerson; Javi García e Witsel; Gaitán, Aimar e Nolito; Cardozo.

O Benfica entrou bem no jogo, criando diversas oportunidades, sobretudo nos primeiros 15 minutos em que houve cerca de cinco remates, que com mais ou menos perigo, levavam a direcção da baliza de Mihaylov.

De resto as águias foram bastante perigosas na primeira parte, aproveitando o espaço que os holandeses davam, já que os comandados de Co Andriaanse jogavam com as linhas muito avançadas no terreno, e por isso foram várias as situações em que o Benfica teve contra-ataques em que praticamente os seus atacantes estavam em igualdade numérica com os defensores do Twente.

A equipa encarnada jogou mesmo muito bem no primeiro tempo, apresentando uma coesão defensiva que poucas hipóteses davam ao vice-campeão da Holanda, muito por culpa de Jorge Jesus ter colocado Witsel em campo em vez de Saviola, o que fez com que Javi Garcia pudesse estar mais perto dos centrais, e mesmo quando o espanhol avançava no terreno, o belga apresentava-se mais recuado para fazer as dobras.
No ataque, só faltavam mesmo os golos, e diga-se de passagem que o Benfica teve oportunidades mais que suficientes para ir para o intervalo com o apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões praticamente garantido.

Já os primeiros 45 minutos do Twente não foram do meu agrado, facilitando muito na defesa, correndo sérios riscos, e ao mesmo tempo não justificavam esses riscos com oportunidades de golo criadas pelo ataque, tanto que o único remate que fez no primeiro tempo, e diga-se de passagem que levou algum perigo, foi de fora da área por intermédio de Bryan Ruiz, à passagem dos 34’. Posso mesmo dizer que não tenho dúvidas de que o costa-riquenho é mesmo o melhor jogador desta equipa.
De resto, a equipa holandesa parece não ter muita qualidade, falhando muitos passes e sendo inconsequente no ataque.

Na segunda parte, o Benfica praticamente entrou a ganhar. Na sequência de um livre a meio do meio-campo do Twente, Luisão amortece a bola de cabeça para um remate acrobático de Witsel, colocando o resultado em 1-0.

Aí, gerou-se um clima de tranquilidade e confiança entre os encarnados, e aos 58’ apareceu o 2-0, através de Luisão, a responder de cabeça ao primeiro poste a um canto de Aimar.
Cerca de sete minutos depois, após um excelente passe de Cardozo, Witsel aparece isolado e com toda a calma faz o 3-0, se dúvidas havia, o apuramento para a Liga dos Campeões ficou aqui carimbado.

A partir daí, o Benfica foi diminuindo a intensidade de jogo, e por isso os homens vindos do país das tulipas estiveram mais próximo da área encarnada, acabando mesmo por marcar, numa jogada que envolveu os dois melhores elementos de campo do Twente, Ola John a fazer um cruzamento milimétrico para a cabeça de Bryan Ruiz, estavam decorridos 84 minutos, tempo insuficiente para tentar dar a volta aos acontecimentos.

Fazendo uma análise de como o Benfica se apresentou, confesso que era esta a constituição de equipa que eu esperava, ainda que não me admirasse se visse Saviola no lugar de Cardozo, de forma a garantir mais posse de bola, mais mobilidade e contra-atacar com mais rapidez e consequente maior eficácia.
No entanto, percebe-se a intenção de Jorge Jesus e isso viu-se no jogo, pois a equipa jogou como se o resultado estivesse 0-0 e não 2-2, e depois, pela frente não estava nenhum colosso europeu como o Arsenal (cito esta equipa porque o Benfica apresentou a formação que eu pensava que iria apresentar neste jogo com os ingleses para a Eusébio Cup), as águias podiam muito bem dominar o jogo, ser mais forte e não precisar da mobilidade de Saviola, e foi isso que se assistiu.
Em relação aos sectores, devo dizer que a defesa esteve muito bem, penso que está encontrado o quarteto defensivo, e que Garay e Emerson são duas boas aquisições, exemplo de jogadores que não precisaram de período de adaptação, basicamente chegaram, viram e venceram. Emerson pode não fazer esquecer Coentrão, mas é um jogador que raramente falha nas suas tarefas.
O meio-campo esteve sempre muito dinâmico, sobretudo até aos 3-0, com Witsel a ser mais um exemplo de jogador que chegou, viu e venceu. Basicamente quem é bom é sempre bom, a linguagem do futebol é universal, e ficou aqui provado.
No entanto, e incluindo aqui também o ataque, o Benfica acusou demasiado a sede de querer marcar golos, em termos colectivos até ao 1-0, mas em termos individuais, destaco Nolito e Cardozo, que foram dos mais desesperados para colocar a bola dentro da baliza. O primeiro talvez por querer bater o recorde de Eusébio, o segundo por querer reconciliar-se com os adeptos.
Posso mesmo dizer que pecou por escassa esta vitória do Benfica.

Em relação ao Twente, sinceramente não compreendo. Milhões de jovens davam tudo para estar ali a lutar por uma vaga na Liga dos Campeões, e por muito bem que tivesse jogado a formação portuguesa, o vice-campeão da Holanda apresentou sempre grande passividade, uma grande falta de querer e motivação, e até mesmo de alguma incoerência na abordagem do jogo. Como é possível a linha defensiva estar tão subida quando o ataque estava inconsequente, e apesar do perigo que o Benfica ía causando na primeira parte, continuar subida e os jogadores parecerem despreocupados com isso?
Como é possível o líder isolado do campeonato da Holanda (país que ainda esta semana subiu ao 1º lugar no Ranking da FIFA) apresentar tão poucos argumentos? Como é possível falhar tantos passes, revelar tão pouca ambição e ficar dependente dos lances individuais do seu melhor jogador (leia-se Bryan Ruiz), e depois também de Ola John?
Nunca mostraram muita vontade em dar a volta aos acontecimentos, nem sequer qualidade para isso, e podem-se dar por felizes por não sair da Luz com uma derrota histórica, e devem alguma dessa felicidade ao extraordinário guarda-redes que têm.

Dados estes acontecimentos, o Benfica está qualificado para a Fase de Grupos da Liga dos Campeões, e terá de esperar pelo sorteio de 6ª feira para saber quais as três equipas que lhe saem na rifa.

Amanhã, em princípio, as análises futebolísticas deverão estar de regresso para fazer o rescaldo do Sporting – Nordsjaelland.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Felicidades Falcao!



Fiquei um grande fã teu em Portugal, espero que partas tudo no Atlético, embora eu pense que tivesses lugar na outra equipa de Madrid.

Há quem diga que o Benfica acerta em cheio nos reforços que são desviados para o FC Porto e é bem verdade, podemos falar de muitos, mas para mim o caso mais flagrante dos últimos anos foi mesmo Radamel Falcao.

Um goleador exímio, daqueles que inventa golos, dos que apenas precisa de meia oportunidade para marcar, daqueles cuja especialidade não é o jogo aéreo nem o bom jogo de pés mas sim marcar golos, ser um ponta-de-lança completo, apanhar a bola em qualquer sitio e atirá-la lá para dentro.

Para mim, é dos melhores 9 da actualidade, se não mesmo o melhor, é aquilo que muitas equipas precisam, um finalizador-nato, e na minha opinião, tinha lugar no Real Madrid, e por muito boa forma que esteja Benzema, falta-lhe a eficácia do colombiano.

No Atlético certamente dará muitas alegrias aos adeptos "colchoneros", quer sozinho na frente, quer ao lado de Diego Forlán, que afinal, parece que já não sai.

De qualquer modo, finalmente vestido de vermelho... e branco, espero que tenha bastante felicidade num clube pelo qual até tenho algum carinho, sobretudo depois de ter lido o livro do Futre. Não duvido que triunfará em Espanha, que figurará entre os melhores marcadores, que impressionará pelos golos que marcará de cabeça após um salto em que subiu ao segundo andar ou porque desceu onde muitos defesas não metem os pés, a inventar golos quando as jogadas parecerem perdidas, seja de calcanhar, de bicicleta, de carrinho e até de gatas.

Felicidades Falcao!

domingo, 21 de agosto de 2011

Liga ZON Sagres | Beira Mar 0-0 Sporting



Hoje, em Aveiro, Beira Mar e Sporting não foram além de um empate a zero, num jogo em que o melhor em campo, foi mesmo o árbitro, uma improvável figura no jogo.

O Beira-Mar apresentou a seguinte constituição: Rui Rego; Pedro Moreira, Jaime, Hugo e André Marques; Rui Sampaio e Yohan Tavares; Artur, Nildo Petronlina e Cristiano; Zhang.

Já o Sporting, apresentou um onze que na minha opinião já se vai aproximando do modelo ofensivo que equipa leonina tem de apresentar: Rui Patrício; João Pereira, Polga, Rodriguez (Carriço) e Evaldo; Rinaudo, Matías (Izmailov) e Schaars; Yannick Djaló (Postiga), Diego Capel e Wolfswinkel.

Um dos jogos mais insólitos de que tenho memória no futebol português, devido a toda a polémica em redor do árbitro, sobre o qual nada se sabia, nem a sua categoria, nem como foi encontrado, apenas o seu nome, Fernando Martins.

O jogo na primeira parte foi sempre muito equilibrado e sobretudo mal jogado e sonolento, com pouquíssimos remates de parte a parte, passes falhados, pedia-se, sobretudo ao Sporting, que apenas fez dois remates, o primeiro foi aos 29 minutos, por Yannick Djaló, levando algum perigo, e o segundo por Schaars cerca de 10 minutos depois, ainda que esse remate pudesse ser confundido com um remate de râguebi, que aí sim, teria dado três pontos à equipa leonina.

Face à pouca produtividade ofensiva da equipa, Domingos quis mexer no onze pouco depois da meia hora, fazendo uma dupla substituição, retirando Matias (que ainda não está com ritmo) e Yannick (que embora tecnicamente seja aquilo que se sabe, até estava a ser dos mais irrequietos), colocando em campo Izmailov e Hélder Postiga.
Surpreendeu-me imenso Wolfswinkel ter ficado em campo, porque num tipo de jogo em que o Sporting não consegue encostar o adversário às cordas e fazer cruzamentos para o “9” finalizar, não vale a pena jogar, é um jogador a menos. No entanto, o que mais critico nem é o holandês ter ficado em campo, porque a qualquer Domingos acreditou que com as alterações o Sporting pudesse encostar os aveirenses lá atrás e aí fazer jogo directo, o que critico é dar-lhe a titularidade quando já se previa que a equipa leonina não iria conseguir fazer esse tipo de jogo, até porque o jogo é fora de casa, e o Beira-Mar tem algumas responsabilidades em discutir o jogo, e por isso, era de prever que os de Aveiro fossem atrevidos e tentassem a sua sorte.

E se rapidamente o Sporting teve que fazer duas alterações, não demorou muito mais tempo a ter de as esgotar, com Rodriguez a ter de sair devido a lesão muscular ao intervalo, para dar lugar a Daniel Carriço.
E tendo em conta que na primeira parte João Pereira apresentou algumas queixas na zona lombar, previa-se um segundo tempo muito difícil para o Sporting, que com o lateral português a meio gás e um tipo de jogo que não beneficia Wolfswinkel, eu não diria que os leões iriam começar os segundos 45 minutos com 11 jogadores, nem com 10 sequer, mas sim com 9 e meio.

E claro, que assim, o Beira-Mar tinha condições e a obrigação de se superiorizar ao Sporting no segundo tempo, algo que a equipa de Aveiro já estava a fazer desde os 20 minutos, e apesar de não rematar muito, foi povoando o meio-campo sportinguista, obrigando Rui Patrício a estar muito atento a cruzamentos que eram bombeados para a sua grande área.

O intervalo acabou por fazer bem ao Sporting, que foi avançando no terreno e empurrou o Beira-Mar para trás durante toda a segunda parte, criando diversas ocasiões, mas não conseguindo nunca marcar.

Foi Postiga, foi Wolfswinkel, foi Capel, foram tantas e tantas as oportunidades desperdiçadas. Gostei do esforço do Postiga, que muitas vezes vinha buscar a bola ao seu meio-campo defensivo, gostei daquilo que Capel tentava acrescentar ao jogo, e a mesma coisa com Izmailov, no entanto, algo está mal.

Há aqueles jogos em que se podia estar uma tarde inteira a atirar à baliza que a bola não entra, no entanto, essas ocasiões são para ser raras, não para serem frequentes, e a verdade é que o Sporting em três jogos oficiais ainda não conseguiu ganhar e só marcou um golo.
Se com o Olhanense faltou sorte, no jogo da Dinamarca e no desta noite em Aveiro faltou acima de tudo uma maior “pressing” desde inicio, porque uma equipa que tem assumidamente problemas de finalização, não pode dar uma parte de avanço ao adversário.

Wolfswinkel pode não estar adaptado, mas agora pergunto, e quantos avançados com as suas características e com um preço não superior ao seu andam pela Península Ibérica? O homem tem quase dois meses de treinos, é incompreensível tantos desacertos tácticos, sempre a fugir de uma linha de passe e a criar dificuldades aos parceiros que não sabem como lhe colocar a bola. E depois, uma incrível falta de talento, tanto com os pés, como com a cabeça. Pode ser que me engane, mas está aqui um sério candidato a “flop” do ano.

Schaars é um jogador que acrescenta muito pouco à equipa, apenas é útil nas bolas paradas e diga-se de passagem que mesmo assim o Sporting não tem conseguido marcar golos desse modo, nem desse, nem de nenhum.

Evaldo é um estranho caso dentro do clube, visto que é sempre dos piores jogadores em campo e não se buscam alternativas a ele na sua posição. O ano passado deixaram estar lá alguém com a inutilidade de Grimi, e este ano parece que Atila Turan pouco ou nada fará no Sporting.

A linha defensiva esteve bem, Rodriguez e Polga são a melhor dupla, no entanto, gostei de ver Carriço, que se mostrou motivado tal como em 2008/2009 em lutar por um lugar na equipa, ao contrário dos últimos dois anos em que teve sempre uma atitude muito passiva e em que acusou demasiada confiança.

Creio que Domingos está a falhar claramente nas previsões que tem feito aos jogos, porque nunca coloca de inicio a equipa que melhor se adequa aos tipos de jogo, e talvez por aí, cinco das nove substituições que fez nos três jogos oficiais esta época tenham sido antes da segunda parte estar a decorrer, o que mostra que algo não está a correr conforme o previsto.
E quem anda no futebol há tanto tempo, quem treina com os seus jogadores todos os dias e estuda os adversários é que tem a culpa de não entrar em jogo com os jogadores mais adequados.
Há muito trabalho pela frente, no entanto, dou o benefício da dúvida ao ex-treinador do Sporting de Braga, porque ainda estamos numa fase inicial da temporada, há muitos jogadores novos, outros que não estão nas melhores condições por terem vindo de lesões, chegado tarde ao clube ou ter estado na Copa América ou em outros torneios pelas selecções, até porque nada está perdido.
Espero uma boa atitude na quinta-feira frente ao Nordsjaelland, tenho imensa curiosidade em ver um meio-campo ofensivo composto por Jeffren, Izmailov e Capel, apoiados por um Matías em melhor forma, e tendo no ataque Rubio, que tendo em conta os golos que marca sempre que tem tempo de jogo e a ineficácia da equipa, merece uma oportunidade.

O Beira-Mar cumpriu o seu papel e penso que esta equipa, agora que tem iraniano a investir nela, com alguns reforços e um maior entrosamento entre os jogadores pode vir a tornar-se uma sensação nesta Liga ZON Sagres, quem sabe, para atacar a primeira metade da tabela.

Quanto ao árbitro do encontro, devo dizer que esteve bem melhor que muitos da 1ª categoria, ainda que nem sempre os seus auxiliares tenham estado a altura.
Como é possível árbitros como este preocupados em deixar jogar e tentarem fazer com que o jogo se resolva pelos jogadores estarem nos Regionais e alguém tão incoerente, espalhafatoso e rigoroso como Bruno Paixão ser árbitro internacional?
Há muito que investigar na arbitragem em Portugal!

sábado, 20 de agosto de 2011

Liga ZON Sagres | Benfica 3-1 Feirense



O Benfica venceu esta noite o Feirense por 2-1 num jogo a contar para a 2ª jornada da Liga ZON Sagres.

Os encarnados apresentaram-se em campo na máxima força, com o seu melhor onze para um jogo do género: Artur; Maxi, Luisão, Garay e Capdevilla; Javi Garcia, Gaitán (Witsel), Nolito (Enzo Peréz) e Aimar (Bruno César); Saviola e Cardozo.

Já os fogaceiros, equipa que cujos jogadores e forma de jogar desconhecia: Paulo Lopes; Pedro Queirós, Varela, Luciano e Serginho (Stopira); Diogo Cunha e Sténio; Diogo Rosado, Bamba (Mika) e Ludovic; Rabiola (Jonathan).

O Feirense até entrou bem no jogo, mas a jogar em casa o Benfica começou a tornar-se dominador a partir dos primeiros 10 minutos, e aí, em igual período, atravessou a melhor fase na partida, criando quatro ocasiões, a primeira por Saviola à malha lateral aos 11’, a segunda na sequência de um lançamento lateral de Maxi (que já se sabe que é como um canto) encontrou a cabeça de Cardozo que assim assistiu Nolito para que o espanhol fizesse o 1-0, estavam decorridos 13 minutos.
De salientar dois aspectos: a importância do gesto de Cardozo, que para além de ter amortecido a bola para Nolito, conseguiu igualmente confundir a defesa contrária, o que possibilitou ao espanhol estar mais desmarcado.
E depois, o antigo jogador do Barcelona B marcou pelo 5º jogo oficial consecutivo, igualando um recordo de Eusébio.

A fase do Benfica continuou, e poucos minutos depois, Gaitán acertou no poste, e novamente, perto dos 20’, Aimar atirou à malha lateral.

A partir daí o Benfica foi reduzindo um pouco a intensidade de jogo, no entanto, nesta fase o Feirense estava a acusar demasiado o golo sofrido e revelou alguma falta de ambição, o que aliada à inferioridade técnico/táctica comparativamente as águias, tornou-se um sério obstáculo para as ambições dos fogaceiros.
Foram valendo algumas iniciativas individuais, sobretudo do “speedy González” Ludovic no lado esquerdo, causando uma dor de cabeça a Maxi, e de outros jogadores que vestiam de azul, que face à pouca confiança que tinham, muitas vezes precipitavam-se e tentavam encontrar como solução remates a uma distância demasiado longe da baliza encarnada.
Até ao intervalo o Benfica foi dominando e controlando o jogo, criando oportunidades, mas não com a intensidade do período dos 10 aos 20 minutos, e por isso, não conseguiu ir com melhor resultado para o intervalo do que o 1-0.

O Feirense que na primeira parte fez lembrar as equipas espanholas da segunda metade da tabela que iam jogar a Camp Nou cheias de medo, na segunda parte entraram com uma atitude diferente e aos 52 minutos chegaram à igualdade, através de um cabeceamento de Rabiola muito bem sucedido.

A partir daí, o jogo foi muito equilibrado, chegando mesmo a estar algo partido, com as duas equipas a arriscarem à procura da vitória, e curiosamente, até era o Feirense que se ía aproximando com mais facilidade da área do Benfica, e aí destaco um remate de Diogo Rosado que obrigou Artur a aplicar-se.

No entanto, o Benfica não podia de forma alguma atrasar-se tanto em relação ao FC Porto que tinha vencido na noite anterior, e foi à procura do segundo golo, primeiro num livre de Cardozo que obrigou Paulo Lopes a uma defesa apertada, e depois, veio o 2-1, após uma jogada individual de bastante insistência de Maxi pela direita, o uruguaio serviu Cardozo para este colocar de novo os encarnados em vantagem, estavam decorridos 75 minutos.

No entanto, a turma de Santa Maria da Feira não baixou os braços, e procurou o 2-2, e nesse período, houve uma jogada polémica na grande área do Benfica, com Javi Garcia a empurrar Ludovic, o árbitro optou por não marcar, e de facto é um lance que deixa muitas dúvidas, porque tudo depende da intensidade, e depois, pela velha história de que se em todas as situações destas fossem marcadas grandes penalidades, havia imensas em todos os jogos.

Do outro lado, o Benfica ganhou confiança, e após passe de Witsel, Bruno César num lance de génio ultrapassa três adversários, levanta a cabeça e num remate fantástico faz o 3-1 aos 90+1’, possivelmente, o principal motivo de conversa na imprensa desportiva de amanhã.


Sobre ilações a tirar, penso que o Benfica voltou a acusar demasiada confiança quando tinha o jogo controlado e terá de trabalhar mais para ser uma equipa mais forte a defender um resultado vantajoso, e aqui há que trabalhar tudo, seja o ataque para que permita rapidamente aos encarnados chegar a um resultado que coloque “KO” os adversários, assim como a organização defensiva (foram seis golos sofridos nos últimos quatro jogos oficiais), tal como controlar psicologicamente a confiança demasiada excessiva que a equipa ganha quando se encontra em vantagem.
De resto, devo dizer que para este tipo de jogo o Benfica apresentou o melhor onze.
Ok, podemos dizer que talvez Capdevilla não esteja actualmente melhor que Emerson, e claro, muitos benfiquistas preferiam ver Witsel de inicio em vez de Cardozo, no entanto, o espanhol só adquire ritmo jogando, e o paraguaio é, a meu ver, um jogador talhado para este tipo de jogos.
O facto de o adversário ser muito inferior ao Benfica e ir à Luz procurar jogar para o empate, leva a que jogue com uma linha mais recuada, e por isso, em vez de assistirmos a uma batalha a meio-campo ou a um jogo partido, é um tipo de jogo em que os encarnados encostam o oponente às cordas, e por isso, faz sentido haver um avançado mais posicional como Cardozo para acrescentar algo lá na área, o que no caso são centímetros e uma capacidade de finalização que a qualquer momento pode desequilibrar o marcador a favor do Benfica, e isso foi de mais evidente, porque o paraguaio fez um golo e uma assistência.
Quando o Benfica for o desfavorecido, quando tiver de jogar com uma equipa que jogue com uma linha mais avançada, quando for preciso mobilidade para chegar à baliza contrária e não haver o luxo de se poder jogar com um jogador mais posicional (porque aí praticamente é estar a jogar com 10, e isso viu-se contra o Arsenal), aí sim, faz todo o sentido que jogue Witsel em vez de Cardozo, ficando o ataque entregue a Saviola, no entanto, não deixando de estar apoiado de jogadores com características ofensivas como Aimar, Witsel, Nolito e Gaitán por exemplo.
Já Bruno César, no pouco tempo que esteve em campo teve um lance de génio que resultou no terceiro golo, e agora, os adeptos vão pedir a sua presença em campo durante mais tempo, e se lances destes se forem repetindo, está aqui uma ameaça bem séria à titularidade que hoje foi de Gaitán e Nolito.

Quanto ao Feirense, gostei da atitude na segunda parte, no entanto, creio que está longe de poder lutar pelo 9º/10º lugar a que o seu treinador se propõe, e digo isto por duas razões: pela forte concorrência e sobretudo pela falta de ambição e de experiência que a equipa revelou na primeira parte. Há muito trabalho pela frente e não me surpreenderá se os fogaceiros passarem boa parte da temporada abaixo da linha de água, ou pelo menos, perto desses lugares.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Liga Europa | Nordsjaelland 0-0 Sporting

Ainda não foi desta que o Sporting se estreou a vencer oficialmente em 2011/2012, não indo além de um empate com o Nordsjaelland, uma modesta equipa do meio da tabela na Dinamarca, um campeonato com pouca expressão na Europa. Domingos Paciência repetiu os mesmos onze que começou o jogo com o Olhanense: Rui Patrício; João Pereira, Polga, Rodriguez e Evaldo; Rinaudo, André Santos (Matías) e Schaars; Jeffren (Izmailov), Djaló e Postiga (Rubio). O que vimos no inicio do jogo foi um Sporting à imagem da temporada passada, não se conseguindo impor no jogo, e ser facilmente assustado por um adversário menor, ainda que até à meia hora os leões estivessem em ascendente na partida, até ao momento em que o jogador mais inconformado, Jeffren, pegou na bola e fez dois remates perigosos, que foram respondidos com duas boas defesas do guarda-redes dinamarquês. De resto, toda a primeira parte foi um jogo disputado a meio-campo, com um ritmo mesmo muito lento, sem nenhum toque de criatividade (excepção feita às iniciativas de Jeffren), certamente muito sonolento para quem estava a assistir. Na segunda parte, Domingos mexeu na equipa de forma a dar a agitar as coisas no ataque, e se a saída de Jeffren se possa entender por problemas físicos, a verdade é que as substituições foram feitas no sentido de dar mais mobilidade aos postos mais ofensivos, com as saídas de André Santos para as entradas de Matías de Rubio, e até mesmo com a entrada de Izmailov. Creio que houve uma melhoria com a entrada de Matías, o jogo do Sporting a meio-campo esteve mais articulado, até mesmo com a ala direita, mas a verdade é que não se conseguia colocar a bola no último homem, até porque a ala esquerda não é uma solução, devido às limitações técnicas de Yannick Djaló e Evaldo, dois jogadores que não têm categoria para serem titulares numa equipa como o Sporting, e muito menos terem uma faixa completamente entregue a eles. O Nordsjaelland só chegou à baliza do Sporting nos últimos 10/15 minutos, quando deu conta da impotência da equipa portuguesa e ganhou alguma confiança, no entanto, se não estou em erro, durante o jogo todo Rui Patrício só fez uma única defesa e foi um espectador assíduo de todo o jogo, um pouco à imagem do que se tinha sucedido com o Olhanense, o que por um lado pode ser um bom indicador de que a linha defensiva está a fazer bem o seu trabalho. Bem, na minha opinião, o que falta a esta equipa do Sporting é um maior volume de jogo ofensivo, porque por muito que os adversários se fechem, isso acontece porque a equipa leonina é superior e os oponentes não podem correr tantos riscos, a grande maioria dos jogos durante a época serão assim, e a desculpa não pode ser que os outros têm um autocarro à frente da baliza, é preciso saber contornar as dificuldades, arranjar soluções, e há matéria-prima para isso. Será coincidência André Santos sair destes dois jogos bem cedo no jogo para dar lugar a um jogador mais ofensivo e que possa galvanizar mais o jogo da equipa? Claro que não! Por muito bom jogador que seja, não há espaço para um jogador com as suas características, uma equipa ambiciosa como o Sporting tem que ter uma unidade mais ofensiva no seu lugar, e claramente que no duelo com Schaars pela titularidade, fica a perder devido ao factor bolas paradas. Na minha opinião, o triângulo do meio-campo leonino, quando estiver tudo a 100%, será composto por Rinaudo a 6, Matías como “box to box” e Izmailov um pouco mais próximo do ponta-de-lança, é o mínimo que se pode pedir a um treinador que quer ser campeão. Nem penso que será um risco, porque o Benfica e o Porto jogam com tantos ou mais homens de características ofensivas. Depois, temos a ala esquerda deplorável, como é possível o Evaldo ser titular no Sporting? No máximo, daria um bom suplente. E pior que isso, como é possível Yannick Djaló também o ser, e juntos ocuparem na totalidade uma faixa do terreno? Yannick só tem velocidade, falta-lhe técnica, por isso, é um bom suplente no máximo, útil para quando a equipa precisar de jogar em contra-ataque, não quando se encontra uma defesa composta por muitos homens, que é preciso contornar um após outro, e trocar bem a bola entre os jogadores para a confundir de forma a criar oportunidades de golo, e aí Capel tem uma vantagem clara, espero que ganhe ritmo rapidamente, o problema é que só se ganha ritmo jogando, e hoje não jogou. Do outro lado, Jeffren está a ser uma sensação, e João Pereira tem feito boas exibições. Na frente de ataque, aceito que jogue Postiga, mas por favor, dêem oportunidades ao Rubio, é um jogador que embora não tivesse muito em jogo hoje, não desapontou ninguém e esteve bem sempre que teve a bola consigo. Oxalá Bojinov recupere depressa também, é preciso um goleador. Os outros clubes jogam à defesa, por vezes falta sorte (hoje nem foi por aí), no entanto, assim também se vêem os campeões, são aqueles que arranjam soluções de enfrentar as adversidades pela força do seu jogo, ou pelo uso da inteligência, e penso que o Sporting está muito monótono, vejo demasiadas bolas para os flancos, e depois Jeffren ou Yannick que se desembaracem, ou fazendo diagonais para o meio, ou procurando cruzamentos, mas é preciso saber dar a volta a esta monotonia, é preciso encontrar soluções pelo centro do terreno e isso faz-se sobretudo com Matías e Izmailov em campo em simultâneo, é preciso chegar à área contrária de outro modo e daí Capel possa ser útil em vez de Yannick, é preciso que o avançado venha buscar jogo mais atrás, é preciso que os alas troquem entre si, é preciso ser-se menos previsível e ter mais soluções. Dentro de uma semana, haverá um jogo que poderá revelar-se complicado frente a estes dinamarqueses, porque se marcarem um golo, o Sporting terá que marcar dois em Alvalade, e com esta eficácia e um principio de jogo na minha opinião pouco eclético, será difícil fazê-lo. Já agora, e mencionando os Sub-20, que chegaram à final do Mundial da categoria, metam os olhos no Nuno Reis antes de avançarem com uma proposta de milhões por outro central, pensem no Cédric antes de contratarem este Arias (ainda não o vi jogar, mas duvido que seja algum fenómeno) quando já havia João Pereira, João Gonçalves e Pereirinha, isto só para citar alguns. Se o Patrício hoje é um guarda-redes que enche as medidas e pode muito bem ser titular na selecção, não se esqueçam que foi por um senhor muito criticado chamado Paulo Bento apostar e insistir nele, o mesmo se passa com estes jovens que estão no Mundial Sub-20. E por aqui termino esta minha análise, saudações sportinguistas!

Supertaça de Espanha | Barcelona 3-2 Real Madrid



O Barcelona conquistou hoje a sua 10ª Supertaça Espanhola, ao bater o Real Madrid por 3-2 em Camp Nou.

O Barça, que mexeu muito na equipa que tinha jogado domingo na capital espanhola, apresentou: Valdés; Daniel Alves, Mascherano, Piqué e Abidal; Busquets (Keita), Xavi e Iniesta; Villa (Adriano), Pedro (Fabregas) e Messi.

Já o Real Madrid só fez uma mexida: Casillas; Sergio Ramos, Ricardo Carvalho, Pepe e Coentrão; Khedira (Marcelo) e Xabi Alonso; Di Maria (Higuain), Ozil (Kaká) e Ronaldo; Benzema.

Os “blancos” entraram novamente melhor no jogo, pressionando imenso os “blaugrana” nos minutos iniciais, no entanto, tal como acontecera na 1ª mão, assim que os “merengues” deixaram de pressionar tanto, o Barcelona, quem nem estava a fazer muito, na sua primeira parte marcou, com Messi a descobrir Iniesta completamente isolado, que com um toque de classe atirou a bola para dentro da baliza, estavam decorridos 14 minutos.

Estava tudo mais complicado para o Real Madrid que precisava agora de fazer dois golos, mas os “madrileños” não se foram abaixo e cinco minutos depois empataram por intermédio de Cristiano Ronaldo, desviando um remate cruzado de Benzema para o fundo das redes. Há dúvidas sobre o posicionamento de Ronaldo neste lance, pois ficou-se na dúvida se entre o remate de Benzema e o desvio do português, Sergio Ramos tinha tocado na bola, e se tocou, CR7 estava fora-de-jogo, se não, o golo era o limpo.

A partir daí, o jogo foi muito equilibrado e intenso, um grande jogo mesmo, no entanto, com o Real a dar sinal “+”, com vários remates perigosos, como um de Ronaldo que Valdés desviou para a trave, ou então um remate cruzado e algo enroscado de Ozil ao qual o “portero” dos catalães, respondeu com uma boa defesa.

Do outro lado, Messi avisou duas vezes, possibilitando a Casillas duas grandes defesas, a primeira em que ganhou asas e atirou a bola para canto, a segunda impedindo o golo para os pés, mas como já se sabe, a “pulga” não é de falhar muitas vezes e perto do intervalo faz o 2-1, numa jogada em que é assistido com um passe de calcanhar de Piqué, e finaliza com classe, perante um Cristiano Ronaldo que o tentou acompanhar mas que acabou ajoelhado perante o argentino.

O jogo chegou ao intervalo tal como tinha chegado em Madrid, com 2-1 a favor dos “blaugrana”.

Na segunda parte, o jogo foi mau, sem oportunidades, muito duro, com muitas faltas e picardias, demasiado agressivo e violento, com um ritmo de jogo a ficar menos acelerado, apesar das alterações que as equipas iam fazendo.
Só a dez minutos do fim se viu um lance de relevo, e foi o golo do Real Madrid, após um canto que até nem saiu muito bem a Kaká, a bola fica ali no coração da área do Barça, houve alguma atrapalhação, mas acabou por sobrar para Benzema que empatou o jogo, pensando-se que tinha atirado o jogo para prolongamento.

No entanto, o Barcelona, que parece que controla os jogos conforme quer e que basta meter uma mudança superior para pôr o resultado a seu favor, poucos minutos depois, faz o 3-2, por intermédio de Messi, e numa altura em que Ricardo Carvalho já andava a meio gás. O argentino abriu o jogo para Adriano, e foi-se dirigindo para a zona do primeiro poste onde haveria de concluir um cruzamento do brasileiro, sentenciando assim o resultado final.

O Real ainda tentou o empate (que desta feita lhe daria a Supertaça), mas sem sucesso, porque o Barça já não iria largar a liderança. Os minutos finais foram os mais negros deste super clássico, com Marcelo a pontapear Fabregas junto à linha lateral e a ser expulso, os suplentes de ambas as equipas entrarem em campo, há uma série de agressões, Ozil e Villa que já tinham sido substituídos acabam expulsos, Mourinho trocou uns “calduços” com um membro do “staff” do Barcelona e o jogo fica interrompido por cerca de quatro minutos, e quando recomeçou, poucos mais segundos teve, pois terminou de imediato.

Tenho de destacar a atitude do Real Madrid que parece ser uma equipa com uma personalidade mais forte que na época transacta, e com mais vontade de se afirmar como a primeira equipa em Espanha, no entanto, falta-lhe maior eficácia de remate, algo que Benzema não traz e embora esteja melhor do que na temporada passada e nos dois golos do Real, parece-me ser muito previsível, lento a pensar e executar. E Higuain, o outro avançado, ainda não está em forma, e também teve poucos minutos para se mostrar. Penso que o Real deveria encontrar um ponta-de-lança mais eficaz, e não tenho dúvidas em dizer que Falcao irá para o clube errado da capital espanhola, porque me parece que seria o avançado ideal para os “merengues”.

Também tenho de falar do anti-jogo do Barcelona, que aproveitavam todas as interrupções de jogo para enviar a bola para longe, e como o árbitro quis ser tolerante para que um jogo desta envergadura não se estragasse, a verdade é que os catalães foram abusando desse tipo de situações. Não fica nada bem a um clube com uma cultura tão própria e que este ano vai defender os títulos de campeão espanhol e europeu.

O primeiro troféu da época ficou em Barcelona, a ver vamos quem levará a melhor nas outras competições.
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