quinta-feira, 25 de abril de 2019

A minha primeira memória de… um jogo entre FC Porto e Rio Ave

Sérgio Conceição e Miguelito em lance dividido
Com o título de 2003/04 garantido ainda antes de entrar em campo na jornada anterior, a antepenúltima do campeonato, a menor preocupação do FC Porto era o que restava jogar da I Liga. Afinal, ainda faltava disputar uma meia-final da Liga dos Campeões – e em caso de apuramento a final, o que acabou por se verificar – e a final da Taça de Portugal diante do Benfica.


Na penúltima ronda, a 30 de abril de 2004, os dragões deslocaram-se a Vila do Conde para defrontar o Rio Ave, principal surpresa dessa edição do campeonato por ter lutado até ao fim por uma vaga nas competições europeias apesar do estatuto de recém-promovido. Miguelito, Vandinho, Evandro e Paulo César eram algumas das figuras da equipa comandada por Carlos Brito, que tinha empatado em Alvalade e goleado o Sporting nos Arcos e conseguido uma igualdade em casa ante o Benfica.

A quatro dias da meia-final da Champions na Corunha, José Mourinho apresentou um onze repleto de segundas linhas, em que o médio Pedro Mendes e o avançado Derlei foram exceção à regra. Nuno Espírito Santo, Bosingwa, Pedro Emanuel, Ricardo Costa, Pedro Ribeiro, Mário Silva, Ricardo Fernandes, Sérgio Conceição e Maciel foram os outros escolhidos.


A falta de entrosamento do onze portista e da importância do encontro resultaram num menor desempenho dos azuis e brancos, que saíram derrotados. Um golo solitário de Miguelito (ou um frango de Nuno…) deram a vitória aos vila-condenses.

“Campeão de aviário. O FC Porto sofreu a segunda derrota da temporada num jogo feio e mau, que o Rio Ave ganhou com justiça e sem grande esforço. Nuno ofereceu o triunfo aos vila-condenses numa bandeja e a notícia é que Derlei está pronto para a Corunha”, escreveu O Jogo.


“Por outro lado, atendendo a todas as circunstâncias, não era de esperar que fosse bonito. O FC Porto apareceu em Vila do Conde com uma equipa tão remendada que era praticamente irreconhecível, o Rio Ave marcou demasiado cedo para ser realmente atrevido e o árbitro passou algum tempo a esbracejar desesperadamente para se manter à tona de um relvado encharcado até aos ossos, que tornava cada passe numa lotaria, cada finta num totobola e cada corte num atentado terrorista. Vendo bem, um jogo assim tinha que ser decidido por um golo assado. Nuno deu um frango daqueles que tornaram o Entroncamento famoso”, podia ler-se na crónica do diário desportivo.

“Quando duas equipas jogam mal, o árbitro [Jorge Sousa] é mau e o relvado está em más condições, é natural que o jogo seja péssimo”, sintetizou José Mourinho no final, em conferência de imprensa.

Curiosamente, lembro-me deste jogo, mais por ter sido apenas a segunda derrota do FC Porto no campeonato e pelo frango de Nuno, mas não me recordo do da primeira volta nem do confronto entre ambas as equipas, que os dragões venceram por 1-0, com golo de McCarthy de grande penalidade aos 89 minutos.




















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