sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Sabedoria de Diego Zaporo ao serviço do Pinhalnovense

Diego Zaporo está na sexta época em Pinhal Novo
Há coisas que só os anos de experiência podem dar e Diego Zaporo que o diga. Capitão e goleador do Pinhalnovense nesta que é a sua segunda passagem pelo clube, colmata a falta da rapidez que denota aos 33 com um profundo conhecimento do jogo.

Este avançado brasileiro que passou sem grande sucesso pela I Liga em 2006-07 ao serviço de Vitória de Setúbal e Beira-Mar é um exemplo de racionalização de energia e de sabedoria no posicionamento, nas movimentações e nas tomadas de decisão com bola.


Não há pedaço de relva que ele desconheça na área do adversário. No alto do seu 1,89 m, esconde-se atrás do central do lado oposto ao da bola e aparece-lhe repentinamente à frente através de uma diagonal curta, que o coloca em posição privilegiada para finalizar.

Dá a ideia de que pressente onde a bola vai cair e ataca-a no local certo à hora certa para a atirar para o fundo das redes. É o tal instinto goleador que bafeja alguns e que no caso de Diego Zaporo se tem feito sentir mais na vila de Pinhal Novo, no concelho de Palmela, do que em outro lado qualquer. Afinal, este ponta de lança também passou por Olivais e Moscavide, Torreense, União de Leiria, Mirandela, Caldas e Vilafranquense nos relvados portugueses, mas é no Campo Santos Jorge que brilha com mais intensidade: 18 golos em 2009-10 (com Paulo Fonseca), 17 em 2018-19, 15 em 2017-18, nove em 2008-09 e, para já, oito no campeonato (e 10 em todas as competições) nesta temporada. É a jogar pelo Pinhalnovense e no Campeonato de Portugal (ou na antiga II Divisão B) que se sente como peixe na água.

Mas Diego Zaporo não se limita a esperar na área pelos cruzamentos. Embora passe a esmagadora maioria dos jogos a passo e outra parte significativa a trote, à procura de gerir da melhor forma possível o esforço, utiliza a qualidade dele no jogo aéreo para ganhar as primeiras bolas na sequência de lançamentos laterais ou quando a equipa opta por um futebol mais direto, dando sentido a um estilo a que os mais puristas chamam de aleatório. Quando ganha uma bola pelo ar e amortece de cabeça para um colega rematar, faz lembrar o papel de um distribuidor numa equipa de voleibol.


Além disso, joga bem de costas para a baliza, funcionando como um pivô que dá apoio frontal aos companheiros durante a elaboração dos ataques, necessitando de apenas um segundo e um ou dois toques para colocar a bola redondinha e com critério num companheiro.

A forma simples mas eficaz como desfruta do jogo é sem dúvida uma das razões pelas quais o Pinhalnovense de Luís Manuel ocupa neste momento um dos lugares cimeiros da Série D do Campeonato de Portugal e a discutir uma vaga no playoff de promoção à II Liga.




















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