domingo, 12 de maio de 2019

As alterações nas leis de jogo que vão mudar o futebol na próxima época

Regra do pontapé de baliza vai sofrer alteração revolucionária
As leis de jogo vão sofrer várias alterações revolucionárias a partir da próxima época e já há treinadores com dores de cabeça. Preocupado em tornar o jogo mais dinâmico, o International Board decidiu a 2 de março, por exemplo, incluir a amostragem de cartões a treinadores e outros elementos do banco, retirar a obrigação de a bola sair da área no pontapé de baliza e proibir a presença de jogadores atacantes a menos de um metro das barreiras aquando da marcação de livres.


As mudanças promovidas pela entidade responsável pela elaboração das leis de jogo, fundada em 1886 pelas federações nacionais de Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte ainda antes de se sonhar com a existência da FIFA, vão "dar mais fluidez e mais justiça ao jogo" e, por outro lado, eliminar "situações que criam algumas dúvidas e conflitos", acredita o antigo árbitro de primeira categoria Elmano Santos, em conversa com o DN.

Os pontapés de baliza que preocupam Mourinho

Se uns estão satisfeitos com as alterações, José Mourinho está bastante preocupado com uma, relativa aos pontapés de baliza. A partir da próxima temporada, a bola não precisa de sair da área para se considerar em jogo, ou seja, os defesas podem-na receber mais próximo da baliza mas serem pressionados assim que ela seja pontapeada.

"Isto vai ter consequências grandes ao nível daquilo que é o jogo. Se nos últimos dez anos houve uma grande evolução na primeira fase de construção, agora, a grande questão passa por saber se isto vai ser uma segunda fase dessa evolução ou, pelo contrário, significa um retrocesso. Muitas equipas vão abdicar da primeira fase de construção e jogar muito mais vezes direto", alertou o ex-treinador do Manchester United durante o Fórum de Treinadores que decorreu no início de abril em Portimão. Por outro lado, Jorge Jesus desvalorizou a questão no mesmo certame: "A nova regra para mim tem importância zero, é tudo igual."

Contactado pelo DN, Domingos Paciência, que já orientou clubes candidatos aos primeiros lugares, como Sporting e Sp. Braga, e outros com objetivos mais modestos como Académica, União de Leiria, Vitória de Setúbal e Belenenses, considera que a alteração na lei 16 é uma das "mais significativas" entre as que vão entrar em vigor a partir de 1 de junho: "No fundo, o treinador pode, de certa forma, querer aproveitar para fazer uma pressão alta, obrigar o adversário a fazer um jogo mais direto e levar a que o treinador comece a desenvolver determinadas estratégias em função do pontapé de baliza."

Embora a equipa adversária continue sem poder entrar na área até que a bola seja pontapeada, a mudança nas regras "vai fazer diferença, porque uma coisa é estar posicionado em função de ter de deixar que uma bola percorra um perímetro obrigatório por lei, outra é estar posicionado sabendo que a bola não tem de percorrer obrigatoriamente esse perímetro". "O treinador pode procurar levar a que o adversário tenha outro tipo de jogo. As equipas que estão habituadas a sair a jogar desde trás podem ficar mais condicionadas", crê o antigo avançado de FC Porto e Tenerife. "Agora existe um espaço entre o jogador e a bola, e o guarda-redes no pontapé de baliza tanto pode jogar no central como no lateral, levando a que os jogadores da outra equipa dividam esse espaço. A partir do momento em que a bola não tenha que percorrer esse perímetro, o jogador pode colocar-se mais próximo da área e pode pressionar imediatamente o central, obrigando a bater na frente. A bola pode ser intercetada e o erro vai ser provocado. Mas na prática é que se vão ver as várias formas de condicionamento. Vai depender muito da estratégia de cada equipa, da ideia de cada treinador e da evolução da exploração dessa situação", explicou.

Para Elmano Santos, esta alteração "permite dar mais fluidez ao jogo, uma vez que era uma das situações mais vezes utilizada para retardar o recomeço de jogo". "Os treinadores, sendo conhecedores das leis de jogo, sabiam que, não deixando a bola sair da área, o pontapé seria repetido. Em termos táticos e para os árbitros poderá trazer alguma dificuldade acrescida, porque a bola poderá entrar em jogo numa zona mais recuada, mas para os adversários não muda nada, têm de respeitar uma distância que até é superior aos 9,15 metros da maioria das situações de jogo. É uma alteração que poderá mudar um pouco o jogo", analisou o antigo árbitro madeirense de 52 anos, que apitou 220 jogos na I Liga entre 2000-2001 e 2010-2011.

Expulsões de treinadores passaram a ser sinalizadas por cartões

Cartões para treinadores

De 1 de junho em diante, não se admire se vir algum árbitro a correr em direção ao banco para exibir um cartão amarelo ou vermelho a um treinador ou outro elemento oficial. "Vai permitir retirar qualquer dúvida em relação ao elemento que é advertido", acredita Elmano Santos, acerca de uma regra que será aproximada ao máximo dos critérios para amostragem de cartões a jogadores. E se o árbitro não conseguir identificar a pessoa que terá tido a conduta imprópria, será o treinador principal a receber o cartão.

Domingos Paciência, que poderá ser advertido ou expulso através de cartões pela primeira vez desde que deixou de jogar, aprova a medida. "Acho bem, até para não criar situações de dúvida sobre quem foi expulso e para estabelecer regras mais rigorosas para quem está no banco, porque os jogadores estão numa situação de exigência de esforço e de grande pressão e quem está de fora tem de estar mais lúcido, calmo e sereno. A regras dos cartões amarelos vai obrigar a criar medidas e castigos mais organizados", realçou o treinador de 50 anos.

Barreiras sem infiltrados

Barreiras sem jogadores da equipa atacante serão uma realidade
A cena é recorrente: pontapé livre potencialmente perigoso, uma barreira da equipa que defende a 9,15 metros da bola e alguns jogadores da equipa atacante infiltrados na mesma à procura de abrir um buraco ou tapar o raio de visão do guarda-redes. Vai deixar de acontecer. A partir da próxima época, os atacantes não podem ficar no raio de um metro da barreira, quando esta é formada por três ou mais elementos. E se os jogadores estiverem neste espaço quando a bola é reposta em jogo, será marcado um livre indireto contra a equipa que estava a atacar.

Aos olhos de quem arbitra, será eliminada uma situação que cria algum conflito, mas poderá diminuir o número de golos marcados através de livres. "Acho muito bem, porque há situações em que nos livres há bloqueios, que não são permitidos mas o árbitro não vê e depois nas imagens leva-se para a questão da intensidade. Acho que é benéfico, porque o mérito de um livre tem de ser alcançado por quem o bate e por quem é mais ágil a atacar uma bola ou mais agressivo em termos de jogo aéreo num livre lateral. É uma lei que vai clarificar mais o futebol, deixando de haver um contacto que por vezes prejudica a equipa que defende", crê Domingos.

Fluidez nas substituições, mais justiça

O International Board esmerou-se na reunião nas alterações promovidas neste ano. Não tão destacadas pelos treinadores, há outras que visam tornar o futebol mais dinâmico e justo.

Nas substituições, por exemplo, o jogador substituído é obrigado a abandonar o campo pela linha lateral mais próxima. Ou seja, a imagem de um jogador a atravessar todo o campo para sair junto da zona do quarto árbitro vai desaparecer.

Nos penáltis, existirão regras mais apertadas para os guarda-redes, que não poderão tocar na rede, na barra ou nos postes antes de a bola partir, sendo obrigado a estar em contacto com a linha de baliza quando a bola partir. Por outro lado, o jogador que sofreu a grande penalidade, mesmo que assistido pela equipa médica, pode ficar em campo para bater a grande penalidade.

Bola ao solo vai mudar a partir de 1 de junho de 2019
Nas situações de bolas ao solo, o falso fair play deixará de existir. A partir de 1 de junho, a bola ao solo será jogada apenas no raio de ação do jogador que tocou a bola pela última vez aquando da paragem do jogo, devendo os demais ficar a pelo menos quatro metros de distância. E se a bola ao solo ocorrer dentro da área, será jogada apenas pelo guarda-redes.

Os golos marcados com a mão ou na sequência de uma recuperação de posse de bola através de uma mão na bola, mesmo que de forma involuntária, serão sempre punidos com falta.

Por outro lado, os árbitros terão permissão para adiar a amostragem de cartões para depois da execução de um livre, se a equipa que sofreu a falta decidir batê-lo rapidamente e criar uma situação de golo iminente. Se um jogador para o qual estava destinado um cartão vermelho acabar por interferir no lance originado pelo livre, o jogo é interrompido e o árbitro assinala livre indireto ou a falta mais grave.

Sugestões de Domingos e Elmano

Domingos Paciência considera que todas estas alterações "vão melhorar o futebol", mas deixa uma ideia para o futuro. "Só há uma regra que eu gostava que um dia viesse a acontecer [risos]... que é uma lei como a do hóquei em patins: a partir do momento que se passasse do meio-campo não se podia voltar a jogar para trás. Acho que o futebol seria mais ofensivo e seria marcada uma falta a meio-campo contra a equipa que jogasse para trás. Posso estar a ser um bocadinho lunático, mas era uma coisa que eu gostava de ver um dia no futebol", confessou o treinador que levou o Sp. Braga ao segundo lugar em 2009-2010 e à final da Liga Europa na época seguinte.

Desafiado pelo DN, Elmano Santos também escolheu uma alteração às leis de jogo que gostava de ver. "Tornar o fora de jogo mais objetivo, principalmente no que toca a influenciar a ação do adversário. Por muitos critérios que tenhamos, há sempre uma zona cinzenta", sugeriu.

Cinco alterações históricas nas leis de jogo

Fora de jogo: A lei que provavelmente sofreu mais alterações durante os anos, por mais pequenas que se tratassem. Inicialmente, um jogador estava em jogo desde que houvesse três adversários entre ele e a baliza e podia ver um fora de jogo ser-lhe assinalado no próprio meio-campo, algo que deixou de acontecer em 1925 e 1920, respetivamente. Desde 1990 que um atacante em linha com o penúltimo defesa está considerado em jogo.

Substituições: Apenas em 1958 é que uma substituição foi permitida, mas apenas em caso de lesão. Doze anos depois, já se podiam fazer duas, mesmo sem ser por razões táticas. Somente em 1995 é que três substituições passaram a ser permitidas e desde o ano passado que poderá haver uma quarta, mas apenas durante o prolongamento.

Cartões: As expulsões estão previstas desde 1889, mas os cartões apareceram bem mais tarde, em 1970, inspirados nos semáforos do trânsito. A partir da próxima época, também treinadores e outros elementos oficiais poderão ser advertidos ou expulsos com recurso a cartões.

Atrasos para o guarda-redes: Durante muito tempo até 1992, o guarda-redes podia agarrar a bola depois de esta ser deliberadamente passada para ele por um companheiro de equipa, desde que dentro da área. Daí para cá, se tal acontecer a equipa adversária beneficia de um livre indireto.












2 comentários:

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