quarta-feira, 8 de junho de 2011

Liga Zon Sagres | Onze Ideal 2010/2011

A temporada 2010/2011 já acabou e agora é tempo para um balanço da época, e é por isso que hoje apresento a “Equipa Ideal” da Liga Zon Sagres 2011.

Neste post vou colocar aqueles que para mim foram os melhores da Liga Portuguesa nas suas posições, assim como também o melhor treinador.


Guarda-Redes



Esta época foi talvez a melhor de Helton em Portugal, aquela em que Rui Patrício ganhou maior notoriedade e em que Roberto se tornou talvez o guarda-redes mais vezes tema de conversa em Portugal, no entanto, para mim o “goleiro” que mais se destacou foi o brasileiro Diego, do Vitória de Setúbal.
Talvez o tenha escolhido porque vi três jogos dele ao vivo este ano, mais que qualquer outro guarda-redes da Liga, e nos três ter feito exibições fascinantes, permitindo ao Vitória de Setúbal pontuar e conseguir a permanência, no entanto, a verdade é que Diego foi sempre a figura mais regular dos sadinos, sendo apelidado de São Diego pela massa associativa do Vitória e como o melhor jogador do clube. Defendeu, durante os 30 jogos do campeonato… 4 grandes penalidades (!), é obra!
Fala-se que poderá dar o salto para o Sporting de Braga neste defeso, o que seria um prémio mais que merecido.


Defesas-Centrais:



O FC Porto, sobretudo na última década e meia sempre foi uma equipa que se pode gabar de ter grandes defesas-centrais, muitos dos quais vendidos a peso de ouro, e esta época não foi excepção.
Depois de Aloísio, Fernando Couto, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Pepe e Bruno Alves, foi a vez da revelação de Rolando, que teve sempre lugar cativo na defesa dos dragões, com bons desempenhos quer com Otamendi e com Maicon, dois que rodaram ao lado do português durante a época.
Se este ano o FC Porto só sofreu 16 golos, bem que lhe pode agradecer. Fala-se de um interesse muito sério da Juventus na sua contratação.




Sem qualquer dúvida que, sobretudo no campeonato, não fez uma época tão brilhante como a anterior, e mesmo na Liga Europa, ficou com a imagem algo manchada depois do erro que originou do golo do FC Porto, mas não haja dúvidas que Alberto Rodríguez foi mais uma vez uma pedra nuclear na zona mais defensiva dos bracarenses durante este ano.
Importantíssimo na estratégia defensiva do Sporting de Braga em muitos dos jogos da Liga Europa, deu o salto para o Sporting, clube que vai representar em 2011/2012.


Defesas-Laterais:



Não haja dúvidas que a grande revelação desta temporada foi o Lateral do Sporting de Braga, Sílvio, porque foi talvez o jogador da nossa Liga que mais depressa passou do anonimato para a ribalta, já que começou a época como reforço dos minhotos vindo do Rio Ave, demorou poucos jogos a conquistar a confiança de Domingos Paciência e até mesmo as dos seleccionadores nacionais, a meio do ano já se falava do interesse de alguns clubes, sendo dada como certa uma transferência para o FC Porto, no entanto, foi o Atlético de Madrid que o levou, segundo sei, a troco de 7 milhões de euros, a transferência que permitiu maior encaixa financeiro na história do Sporting de Braga.




E quem mais poderia ser? O melhor jogador do Benfica durante esta época, o mais regular nos bons e nos maus momentos, e o mais inconformado quando as coisas não corriam bem aos encarnados, de tal forma que era estranho ver o futebolista mais endiabrado da equipa a dezenas de metros da baliza adversário. Questiono-me até que ponto Jorge Jesus não pensou em colocar Fábio Coentrão mais perto da grande área contrário para que todos os seus movimentos pudessem ser mais decisivos.
Basicamente este provou o que já tinha mostrado durante a época passada e no Mundial 2010, é um sério candidato a melhor Lateral-Esquerdo do Mundo, e fala-se que durante este Verão dê o salto para o Real Madrid.
Foi o melhor jogador da Liga no mês de Fevereiro, e o segundo melhor em Setembro e Outubro.


Médios:



Outras das revelações da temporada e sem dúvida alguma uma das poucas coisas boas que o Sporting teve durante a mesma foi André Santos, trinco que no ano anterior tinha estado emprestado à União de Leiria, mais um produto da formação leonina.
Embora com uma tenra idade e com um enorme potencial, revelou já uma grande maturidade competitiva, premiada com uma internacionalização pela selecção portuguesa.
Importante defensivamente e o primeiro a tomar iniciativa na construção de jogo da equipa.
É uma das grandes apostas do Sporting para a temporada que se adivinha.




Discreto mas ao mesmo tempo uma peça fundamental neste Sporting de Braga, assim é Vandinho, um veterano dos relvados, capitão dos minhotos, decisivo na recuperação de bolas e na primeira fase de construção de jogo da equipa, com 33 anos, marcou por exemplo, o golo no Estádio da Luz que acabaria por ser decisivo na passagem dos Guerreiros do Minho à final da Liga Europa.
Na época que se avizinha, fala-se que irá actuar por uma equipa do Médio-Oriente que tem um ordenado milionário para lhe oferecer.




Por último, no meio-campo deste Onze Ideal temos João Moutinho, o nome mais polémico do último defeso, ao transferir-se do Sporting para o rival FC Porto, naquela que foi a maior transferência de sempre entre clubes portugueses, e segundo o próprio, fê-lo porque queria ser campeão, e verdade seja dita, cumpriu o objectivo no final da temporada, sendo um dos indiscutíveis da equipa azul-e-branca, fazendo provavelmente a sua melhor época de sempre e conquistando um lugar na selecção nacional ao lado de Raul Meireles e Carlos Martins, depois de ter sido estranhamente afastado do Mundial 2010.
Este ano conquistou tantos troféus como em seis anos de Sporting: 4!
Foi o terceiro melhor jogador da Liga em Novembro.


Avançados:



Embora não jogasse propriamente a avançado, nem fosse necessariamente um extremo, a asa direita do meio-campo do Benfica foi a grande revelação dos encarnados desta época, falo de Salvio.
Chegou à Luz como um dos muitos reforços sul-americanos da equipa, demorou a ganhar o seu lugar no onze, mas nas últimas jornadas da primeira volta agarrou-o com unhas e dentes e só o deixou no final da temporada, fruto de uma lesão.
Num ano em que Cardozo não se afirmou como no passado e em que a equipa sentiu muito a falta de Di Maria, Salvio foi mesmo dos principais produtores de jogo ofensivo da equipa, contribuindo com muitos golos e assistências.
Agarrou um lugar na equipa à 14ª Jornada no jogo com o Rio Ave, no qual bisou, e a partir daí a equipa só venceu no campeonato, até ao jogo em Braga (onde não jogou por castigo), ou seja, no melhor período da equipa durante a época. Há que também dizer que o Benfica só foi eliminado da Taça de Portugal e da Liga Europa quando o mesmo já se encontrava lesionado.
O seu passe custa 15 milhões de euros e parece que assim é difícil os encarnados o contratarem em definitivo ao Atlético Madrid, fala-se agora no interesse da Fiorentina.
Foi o segundo melhor jogador da Liga em Janeiro, e o terceiro em Fevereiro.




Foi o melhor marcador do campeonato com 23 golos, e certamente o melhor jogador também, tendo recebido o premido de melhor jogador do mês por quatro ocasiões durante a época (Setembro, Outubro, Novembro e Janeiro), e por outras duas ocupou os restantes lugares do pódio (2º lugar em Fevereiro e 3º em Março), portanto, é indiscutível a presença de Hulk neste onze, isto apesar de um final de época em que o seu rendimento caiu um pouco de qualidade.
Tem uma cláusula de rescisão cifrada em 100 milhões de euros e segundo o presidente dos Dragões, Pinto da Costa, não sai do clube por um valor abaixo desse, nem que seja por um cêntimo a menos, no entanto, propostas não faltam e a sua permanência no FC Porto não está 100% assegurada em 2011/2012.
Foi igualmente decisivo na conquista da Liga Europa e Taça de Portugal.




E por fim, como não poderia deixar de ser, aquele que para mim é o sucessor de Liedson como melhor ponta-de-lança a jogar em Portugal com as características lutadoras, de bom cabeceador apesar da baixa estatura e de com uma alta eficácia frente à baliza contrária que o Levezinho também possuía, falo claro, de Falcao.
A temporada do FC Porto foi excepcional, praticamente sem pontos baixos, pode-se dizer que se dividiu em duas partes: Aquela em que a equipa ganhava e jogava bem e aquela em que a equipa ganhava mas sem “nota artística”, e esse período menos espectacular da equipa atravessou a última metade de Janeiro e a primeira metade de Fevereiro, período em que os dragões se viram privados de Radamel Falcao.
No campeonato marcou 16 golos, foi o segundo melhor marcador da competição, a seguir ao seu companheiro Hulk que fez 23, e tendo uma média de 0,73 golos por jogo, ajudou a resolveu a Supertaça com 1 golo, marcou 3 na Taça de Portugal e ainda facturou 18 na Liga Europa, incluindo o golo decisivo que deu o troféu ao FC Porto, tendo sido o melhor marcador dessa competição.
Acabou por ser igualmente o melhor marcador das provas da UEFA esta época, batendo mesmo alguns recordes.
“El Tigre” é neste momento um dos avançados mais apetecíveis da Europa, e com uma cláusula de 30 milhões, não será muito fácil segurá-lo na Invicta.


Treinador:



Quem mais poderia ser? Aos 33 anos bateu imensos recordes!
Tantos que nem me recordo de todos, mas acima de tudo treinador mais jovem a ter conquistado uma competição europeia e responsável pelo único campeonato do FC Porto que terminou sem derrotas, um feito que apenas o Benfica tinha conseguido há muitos anos atrás.
André Villas Boas só não venceu a “cagativa” Taça da Liga, e não o fez porque apostou sempre numa equipa secundária para os jogos dessa competição, porque de resto venceu a Supertaça, Campeonato, Taça de Portugal e Liga Europa de uma forma imaculável, tendo vitórias bastante convincentes sobre o Benfica (5-0) e sobre outros emblemas com algum nome no futebol europeu como Villarreal, Spartak e CSKA de Moscovo. E tudo isto, numa altura em que o futebol cada vez é mais equilibrado e é mais difícil marcar golos.
Na Liga Portuguesa tiveram o melhor ataque, melhor defesa, melhor marcador, não sofreram qualquer derrota, perderam apenas seis pontos (!) ao longo da época e conquistaram o título em pleno Estádio da Luz, casa do Benfica, o seu maior rival.
É pretendido por clubes europeus de topo como o Chelsea e Atlético de Madrid.


E fico-me por aqui, se não concordarem gostava que dissessem qual é para vocês o Onze Ideal na caixa de comentários.

domingo, 5 de junho de 2011

Qualificação EURO 2012 | Portugal 1-0 Noruega



Ontem à noite desloquei-me pela primeira vez ao Estádio da Luz para assistir a uma partida de futebol, neste caso entre Portugal e Noruega, tendo em vista a qualificação para o EURO 2012.

O jogo era decisivo porque se Portugal perdesse era praticamente certo que ficaria afastado do primeiro lugar do grupo (que dá qualificação directa) e se ganhasse conseguiria ascender à liderança desse mesmo grupo, colocando-se na "pole position" para as três jornadas que faltam.

A Noruega até entrou melhor no jogo nos primeiros minutos, mas Portugal depressa se recompôs e dominou toda a primeira parte, que exceptuando uma ou outra jogada perigosa da selecção do país do bacalhau, foi praticamente de sentido único.

Os noruegueses fechavam bem no meio e obrigavam Portugal a recorrer às alas e a tentar cruzar as bolas para a grande área, mas aí os defesas da Noruega chamaram-lhe um figo, já que fisicamente são muito mais possantes, e cheguei a pensar que para o tipo de jogo que estávamos a fazer se não era melhor ter Hugo Almeida que é bem mais alto do que Postiga na frente de ataque, para poder dar luta aos centrais noruegueses. Por esta altura Portugal conseguia chegar com frequência à área da Noruega, mas pouco à baliza, sendo que parecia que os jogadores não queriam arriscar remates de longa distância, o que achei errado, sobretudo se tivermos em conta o "pontapé canhão" que Meireles e Martins têm, e mesmo o próprio Moutinho tem um bom remate. Devo dizer ainda que já fui ver muitos jogos ao vivo (não muitos desta magnitude) e este foi o que teve maior intensidade.

A segunda parte começou como a primeira tinha acabado, ou seja, com Portugal a chegar com frequência à área contrária, mas desta vez alcançando o golo, num dos muitos cruzamentos feitos por Nani, mas desta vez pelo chão, onde Postiga marcou um golo à ponta-de-lança, sendo esse o único feito da partida.

A partir daí, Portugal foi esfriando o jogo e segurando a vantagem, abdicando muitas vezes de tentar alcançar o segundo golo, que daria a tranquilidade na partida e que seria certamente decisivo no desempate de "goal average" no final da qualificação.
Durante este período, e embora nunca tivesse em causa a vitória portuguesa, revelou-se a maior frescura dos jogadores noruegueses, já que a maioria, que jogam no seu país, está com o campeonato a começar enquanto que os portugueses fizeram aqui o último jogo da época. Chegou-se mesmo a ouvir alguns assobios, mas nada de mais, vitória justa de Portugal!

sábado, 28 de maio de 2011

Liga dos Campeões | Barcelona 3-1 Manchester United



Esta noite o Barcelona confirmou oficialmente o que toda a gente já sabia: É, irremediavelmente, a melhor equipa da Europa!

Felizmente não foi uma final como a da Liga Europa, em que as equipas jogaram no erro do adversário, mas foi uma final activa, na qual o Manchester United entrou muito pressionante, chegando mesmo a impor-se no jogo nos primeiros 10 minutos.
E aqui percebo a intenção em não colocar o Nani de inicio, pois a intenção de Alex Ferguson creio que seria desgastar a zona mais recuada do Barcelona, e depois, numa fase adiantada do jogo, quanto já tivessem todos “rotos”, terem que levar com o português que poderia facilmente criar desequilíbrios.

Ora após os 10 minutos iniciais, o Barcelona consegue controlar o seu jogo e mostrar a sua identidade, que apesar de mais que conhecida e estudada, parece ser humanamente impossível de contrariar, e pronto, lá temos trocas de bola no meio-campo adversário e uma “goleada” em posse de bola como de costume, com o golo de Pedro a aparecer aos 27 minutos numa altura em que o Barça poucas situações de perigo tinha tido e o United então nenhuma mesmo.

O que é certo é que sete minutos depois e contra a corrente do jogo, lá apareceu o empate pelo mais inconformado dos ingleses, Wayne Rooney, embora o homem que lhe fez o passe, Ryan Giggs, se encontrava em fora-de-jogo.

No entanto, os catalães continuaram por cima, sobretudo após o intervalo, que parece ter-lhes feito bastante bem, e não demoraram muito a colocarem-se de novo em vantagem, por quem? Pelo melhor jogador do Mundo, Lionel Messi.

E a partir daqui, e embora a vantagem fosse só de um golo, o Barcelona ao seu estilo foi dominando e controlando o jogo, fazendo com que os jogadores do United desacreditassem por completo na possibilidade de reviravolta.

Por fim, entrou Nani, tarde de mais, e nas duas primeiras vezes que tocou na bola, perdeu-a em ambas as ocasiões, e logo na mesma jornada, a que viria a assinalar o 3-1 para os espanhóis, por intermédio de David Villa. O jogo em termos emocionais acabou aqui, ainda que o United tinha feito algo para reduzir a desvantagem.

Completamente justa a vitória do Barcelona neste jogo e na competição, visto que é indiscutivelmente a melhor equipa da Europa, aquela que tem a identidade de jogo mais forte, a que tem os melhores jogadores e a que pratica melhor futebol. E digo isto, mesmo tendo estado a torcer pelo Manchester United, porque com Mourinho e Ronaldo no Real Madrid, ganhei algum espírito “Anti-Barça”, e com Nani do outro lado, tinha mesmo que torcer pelos ingleses.

Palavra ainda para Edwin Van Der Sar, um dos melhores guarda-redes do Mundo, que comprovou mais uma vez esse estatuto nesse jogo, terminou a sua carreira de 21 anos nesta partida.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Wrestling Portugal - Bammer vs. Cougar - Rescaldo e Reportagem


No último domingo (22.05.2011) desloquei-me ao Centro Shotokai em Monte Abraão (Queluz) para assistir a mais um evento do Wrestling Portugal e prestar apoio ao que se faz no nosso país, soltem-se seus fãs do armário (!), conheci lá duas pessoas pessoalmente que já conhecia da CWO e acho que o que faz falta para a nossa modalidade voltar a ser uma moda é irmos aos “shows” e assumirmos abertamente os fãs que somos.....

Não sei quantas pessoas estavam lá, mas pareceu-me menos que do último “show”, o que se compreendia porque talvez o “card” estivesse mais fraco e porque era dia de Final da Taça de Portugal, no entanto, ainda bem que o “card” era mais fraco porque as minhas expectativas eram baixas e sai de lá imensamente satisfeito, vamos lá ao que interessa:

O “show” começou com o plantel do WP no ringue e com Pedro Pavão a ter tempo no micro a falar de Randy Savage e ouviu-se as 10 badaladas.

Cougar a em ao ringue e recorda que da última vez que combateu com Bammer houve interferências exteriores e que desta vez queria que houvesse um vencedor justo, nisto aparece o campeão, menos simpático para o público do que o candidato principal, e sem dizer uma única palavra, pareceu concordar com David Batista e apertou-lhe intensamente a mão.
Cougar não tem grandes “mic skills” e parece-me que a voz não ajuda muito, mas criou-se um pouco mais de “hype” para o Main-Event. Ambos voltam para o “backstage”.

(1) Salvador vence Tony Fernandes - Salvador aparece, tem uma boa interacção com o público e disse que neste “show” não ía haver combate de alunos mas que em vez disso ele ía lutar com um aluno, Tony Fernandes. Tal aconteceu, e devo dizer que Salvador está como o vinho do Porto e que se calhar não fosse o facto de ter uma “gimmick” associada a um “site” o levasse com uma seriedade mesmo muito grande e que diria que era um dos melhores do WP. Tony apresentou um bom “selling”, mas pouco mais posso dizer porque basicamente a sua função era ser espancado pelo dono do PTW que o venceu em pouco tempo com um “TKO” e aplicando mais um depois do combate.

(2) Hugo Santos venceu Ruben Branco - A estreia prometida foi a de Branco, Ruben Branco. O ex-aluno estreia-se com uma “gimmick” de político, e como “heel”, revelando-se contra as decisões do Director Executivo Afonso Malheiro que mais uma vez não esteve no evento. O combate não foi muito longo, devendo ter tido cerca de cinco minutos, e nos quais Hugo mostrou que não trabalha à hora e esteve sempre à procura do “Crossface” que acabou por chegar fazendo Brando desistir. Vota (em) Branco dia 5!

(3) Pégaso venceu Seth
- Este deve ter sido o segundo combate mais longo da noite, e foi muito bom. Pégaso esteve muito bem mas talvez sem o brilho que teve em outros “shows”. Já Seth mostrou-se mais que no último e posso dizer que gosto bastante do seu “high-flying”, houve “spots” bastante interessantes e ele mostrou-se diferente do que o outro voador do WP, Cougar. Sena venceu Seth com um “Fim de Sena” a meio do ar, o segundo a meio do ar dos últimos dois “shows”, e a meu ver não ficou mais uma vez com muito bom aspecto. Acho que quando for assim o Pégaso devia fazer outro.

Tempo para intervalo, onde se bebeu um copinho de Pepsi e uma fatia de bolo do chocolate que estava mesmo boa, hmm… que até lambi os dentes. LOL

(4) Bernardo Barreiros venceu Ricky - Bernardo veio, gozou com o GM, distribuiu algum papel higiénico pelo público e desafiou Bruno Almeida para um combate, este não aceitou mas apresentou Ricky como seu oponente. O combate foi curto e Ricky venceu com o “Rick Kick”, credibilizando-se ainda mais e não deve estar muito longe de receber a sua oportunidade pelo título.

(5) Kelly venceu Alice Marques de Almeida e o Zé de Manteigas num combate Ameaça Tripla – Kelly e Alice vêm para fazer um combate individual, mas numa jogada de génio para evitar que se realize mais um combate apenas entre as duas (já que como são as únicas lutadoras do “roster”) o Zé aparece e dá a entender que quer estar ali no meio das duas (maroto o gajo!). O Zé teve uma prestação a fazer lembrar os últimos tempos de Eric Young na TNA, ou seja, esteve ali para a palhaçada. Kelly lá ganhou, salvo erro, com um “Super Kick” em Alice, e relembro, salvo erro…

(6) Bammer venceu Cougar: Titulo Nacional do WP – Melhor combate da tarde, e que superou muito as minhas expectativas, porque geralmente estes combates em que há uma grande disparidade de tamanhos gera uma grande cagada, ou então, em alguns casos revela-se épico. Cougar entrou com todo o gás, com Bammer a ter tiques de “heel” e com o público a não revelar indiferença mas sim confusão em quem deve apoiar e por isso fica calado, até que alguém lá combinou numa troca de cânticos entre Cougar e Bammer. Houve muitos bons “spots” com Cougar a meu ver a mostrar alguns golpes que não o tinha visto fazer muitas vezes como um “Moonsault” e um “SSP” para o adversário quando este está de pé, e isso deve-se também porque teve pela frente um adversário mais forte e mais pesado que o pudesse agarrar com segurança. Já Bammer com alguém mais pequeno e mais fácil de projectar apresentou também uma panóplia de golpes que raramente faz (alguns dos quais acho que nunca fez num combate) como alguns “Suplexes” e acima de tudo um “Torture Rack”. Adversários diferentes, posturas diferentes em ringue, isto é boa psicologia. Detesto lutadores que ligam o piloto automático e fazem o “mesmo combate” contra vários adversários. Houve vários “spots” inovadores e fica aqui o meu apoio para que continue, adorei o “Sunset Flip Powerbomb” do Cougar. Talvez por vezes o Bammer vendesse alguns golpes de David Batista um pouco a mais para a disparidade de tamanhos que têm, mas nada que sujasse a belíssima imagem deram.

Entrei no Centro Shotokai com as expectativas em baixo e era um espectáculo em que só ía se tivesse mesmo companhia, e acabou por ser um evento que superou as minhas expectativas, numa grande festa do wrestling, em que me diverti bastante. Tarde muito bem passada e faço um apelo para que saiam do armário e venham ver esta modalidade, deixem-se da história de “o que é português é mau” porque acima de tudo “o que é português é nosso”, e ainda que o produto seja bom, se o apoiarmos e fizermos parte do espectáculo, só tem a melhorar.

Para todos aqueles que na NWO vão “meter nojo” às noticias da APW e do WP: deixem-se disso rapazes!

WWE | Over The Limit 2011



Data: 22 de Maio de 2011
Arena: Key Arena
Cidade: Seattle, Washington

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Liga Europa | Porto 1-0 Sp. Braga



"As finais não se jogam, ganham-se!"

Esta frase de José Mourinho personifica as finais actuais do futebol mundial, e esta não foi excepção.
Uma final é um jogo único, toda a campanha que se fez até ali não vale de nada, são 90 minutos que decidem quem fica na história, quem levanta a taça e por outro lado, apesar de um percurso glorioso, quem morre na praia e quem não terá o seu nome inscrito da lista de vencedores de uma competição tão importante.
Sendo um jogo em que o que importa mesmo é vencer, a táctica, o medo de errar e o pragmatismo sobrepõem-se a qualquer vontade dos jogadores se quererem mostrar com alguma "nota artística" (e aqui cito Jorge Jesus), e esta final não foi excepção.

Uma final típica dos tempos modernos, com poucas oportunidades e consequentemente poucos golos, em que ganha quem é mais eficaz, e foi isso que o FC Porto foi, apesar da justiça da vitória não estarem em causa.

O FC Porto esteve sempre (umas vezes mais, umas vezes menos...) por cima do jogo, com uma posse de bola que não deve ter estado longe dos 65/70%, e embora criando poucas, criou mais ocasiões de golo, e sobretudo, marcou.
Daí destaco um remate de Hulk que passou muito perto do poste logo no inicio do jogo e claro, o golo de Falcao executado irrepreensivelmente. Este colombiano se ruma depressa a um grande europeu não me admirava nada que viesse a ser Bota de Ouro, tem uma eficácia incrível e a meu ver é o grande abono de família desta equipa.

O Braga fez o jogo que lhe competia, sendo o desfavorecido, ainda mais lhe competia não errar, mas errou, por intermédio de Rodríguez, no lance que veio a resultar no golo do FC Porto. Apesar de ter sido o único erro, foi aproveitado. Destaque para duas ocasiões, uma de Custódio no inicio do jogo e outra de Mossoró no inicio da segunda parte, aproveitando um erro de Fernando.

Resta dar os parabéns ao FC Porto que conquista o terceiro troféu europeu em oito anos e André Vilas Boas, que na sua primeira época completa como treinador, já conquistou três troféus e tornou-se no treinador mais novo a vencer uma competição europeia.

Palavra de apreço, também, ao Sporting de Braga, que foi enorme durante toda esta campanha.

Book by Tânia Albuquerque | Day 3/11







segunda-feira, 2 de maio de 2011

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