segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

A minha primeira memória de... um jogo entre FC Porto e Paços de Ferreira

Avançado portista Pena marcado pelo pacense João Armando
Estávamos em setembro de 2000 e o FC Porto tinha acabado de perder Mário Jardel, autor de 168 golos em 175 jogos de dragão ao peito e melhor marcador nas quatro edições do campeonato português entre 1996-97 e 1999-00.

Nos cinco primeiros jogos da época 2000-01, Fernando Santos experimentou Romeu, Juan Antonio Pizzi, Domingos e Silvio Maric no eixo do ataque, mas nenhum deles apresentou golos. Ainda sem o substituto à altura de Super Mário, os azuis e brancos foram ao Brasil contratar Pena, ex-Palmeiras.


A estreia do reforço portista ocorreu precisamente no primeiro jogo de que tenho memória entre o FC Porto e o Paços de Ferreira, a 9 de setembro de 2000. Aliás, creio que só me recordo desse encontro exatamente por isso.

O possante avançado demorou 14 minutos a estrear-se a marcar com as novas cores, depois de um bom trabalho individual após passe de Capucho. E precisou de mais 15 para chegar ao segundo golo, na sequência de um livre lateral apontado por Deco.


O melhor que o recém-promovido Paços de Ferreira conseguiu foi reduzir na segunda parte e criar incerteza no resultado até ao apito final. Coube ao médio Glauber, de livre direto, faturar para a equipa de José Mota aos 59 minutos.

“Valeu Pena para disfarçar intranquilidade”, era o título da crónica do Record. “O FC Porto sentiu inesperadas dificuldades para superar um Paços de Ferreira que durante toda a segunda parte deteve a iniciativa do jogo e lhe foi superior. O que mais surpreendeu foi testemunhar a forma como a equipa portista vacilou e abanou perante a postura do adversário após o intervalo, ao ousar jogar em todo o campo e ao assumir o controlo do jogo, colocando o FC Porto em notórias dificuldades para segurar a vantagem adquirida até ao intervalo”, pode ler-se no texto.


Quando as duas equipas se defrontaram na segunda volta, na Mata Real, o FC Porto era terceiro classificado, a um ponto do Sporting e a quatro do Boavista, enquanto o Paços de Ferreira ocupava o sétimo lugar e era uma grandes sensações do campeonato, após seis anos na II Liga. Os castores de José Mota tinham empatado a zero em casa com Benfica e Sporting, mas até conseguiram melhor na receção aos dragões: ganhar.

Com um misto de jogadores há alguns anos no clube, como o guarda-redes Pedro, o central Adalberto e o lateral direito Paulito, e do toque de samba dos médios e avançados brasileiros Glauber, Rafael, Leonardo e Everaldo, os pacenses venceram pela primeira vez os dragões na noite de segunda-feira de 5 de fevereiro de 2001. O único golo do encontro foi apontado aos 90+3' por Leonardo, que se isolou pela esquerda e rematou sem hipóteses para o guarda-redes russo Sergei Ovchinnikov.

“O Paços de Ferreira completou o trio de jogos em casa com os três grandes sem perder e sem sofrer golos. Depois de ter obrigado Benfica e Sporting a dois empates a zero, venceu o FC Porto graças a um golo marcado por Leonardo, a dois minutos do fim de um jogo dramático e emocionante, embora quase sempre mal jogado devido à tempestade e às miseráveis condições do relvado”, escreveu o Record.

























1 comentário:

  1. ola amigo david reparei agora que nao o via no facebook nem o amigo jose calado ta tudo bem com as paginas e posts . abraço e gostava de o voltar a seguir .....

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