sábado, 4 de agosto de 2012

Jogos Olímpicos 2012 | Brasil 3-2 Honduras


Esta tarde, em St. James Park, o Brasil derrotou Honduras por 3-2, em jogo a contar para os quartos-de-final dos Jogos Olímpicos. Leandro Damião (2) e Neymar (de grande penalidade) marcaram para os canarinhos, e Martínez e Espinoza para os hondurenhos.




Eis a constituição das equipas:



Brasil






O escrete qualificou-se para os Jogos Olímpicos ao vencer o Campeonato Sul-Americano de Sub-20 de 2011. Já na Grã-Bretanha, na fase final, terminou o Grupo C na liderança, vencendo os três encontros, frente a Egito, Bielorrússia e Nova Zelândia.
Os três convocados com mais de 23 anos são Thiago Silva (AC Milan), Marcelo (Real Madrid) e Hulk (FC Porto). Para além do incrível, também Danilo e Alex Sandro representam os dragões.
Esta é a 12ª presença olímpica dos brasileiros, mas curiosamente, nunca conseguiram a medalha de ouro, mas chegaram à de prata em duas ocasiões:
Em 1984, em Los Angeles, com nomes como Dunga e Silvinho (ex-Sporting, Vit. Guimarães, Tirsense, P. Ferreira e Maia), e Jair Picerni (ex-Nacional) era o selecionador;
E em 1988, em Seul, numa seleção com futuros ilustres como Taffarel, Zé Carlos (ex-Farense, Vit. Guimarães e Felgueiras), Batista (ex-Tirsense), Ricardo Gomes (ex-Benfica), André Cruz (ex-Sporting), Aloísio (ex-FC Porto), Valdo (ex-Benfica), Careca (ex-Sporting e Famalicão), Romário e Bebeto, e Carlos Alberto Silva (ex-FC Porto e Santa Clara era o selecionador.




Honduras






Para chegar até este torneio olímpico, Honduras deixou para trás Trindade e Tobago, Panamá e El Salvador.
Esta seleção da América do Norte qualificou-se para os quartos-de-final ao ficar em 2º no Grupo D, atrás do Japão, e à frente de Marrocos e Espanha.
Os três atletas com mais de 23 anos são Maynor Figueroa (Wigan), Roger Espinoza (Kansas City Spurs) e Jerry Bengtson (NE Revolution).
Esta é a 3ª presença nos JO dos Hondurenhos, depois de 2000 e 2008.




1’ Leandro Damião conseguiu isolar-se mas rematou ao lado.



O Brasil entrou forte no jogo.



11’ Após receber um passe longo de Oscar, Neymar permitiu a defesa de Mendoza.



12’ Espinoza cruzou atrasado para Figueroa, que dominou mal a bola, mas no ressalto esta acabou por sobrar para Martínez que atirou para o fundo das redes.






A selecção hondurenha estava a revelar muita agressividade no momento da recuperação da bola.



33’ Crisanto, poucos segundos depois de ter visto o primeiro cartão amarelo, viu o segundo e foi expulso. Martínez passou para médio-direito.



35’ Leandro Damião conseguiu ganhar algum espaço aos defesas adversários, mas mais uma vez o guardião das Honduras negou-lhe o golo.



38’ Hulk apareceu pela direita, deixou para trás Figueroa e cruzou rasteiro para o segundo poste, e face à passividade de Velásquez, Arnold Peralta e Leverón, Damião empatou a partida.






40’ Marcelo, de fora da área, testou os reflexos de Mendoza.



42’ Mano Menezes trocou Sandro por Danilo.



Intervalo.



48’ Espinoza flectiu da direita para o centro, tirou Juan pelo caminho e ainda de fora da área e perante displicente oposição de Rômulo, voltou a dar vantagem à formação da América Central.






50’ Velásquez derrubou Leandro Damião dentro da área hondurenha, e foi assinalada uma grande penalidade que Neymar converteu em golo.






59’ Orlin Peralta cedeu o seu lugar a Mejia.



60’ Neymar serviu Leandro Damião que rodou sobre Leverón e à ponta-de-lança fez o 3-2.






67’ Lucas rendeu Hulk.



71’ Lucas rematou forte de fora da área, mas saiu por cima.



73’ Garrido foi substituído por Alexander López.



O escrete aparentemente tinha o jogo controlado.



87’ Bengtson foi rendido por Lozano.



89’ Saiu Leandro Damião, entrou Alexandre Pato.



90’ Espinoza viu o segundo cartão amarelo e foi expulso.



Sem mais ocorrências até final, o Brasil confirmou o apuramento para as meias-finais, onde defrontará a Grã-Bretanha ou a Coreia do Sul.
A formação orientada por Mano Menezes entrou forte e pressionante, criando diversas situações de perigo nos minutos iniciais, mas foi a Honduras, muito agressiva no momento da recuperação de bola, a adiantar-se no marcador contra a corrente do jogo.
No período de tempo que seguiu, a selecção da América Central até estava a conseguir anular as iniciativas dos canarinhos, mas com a expulsão de Crisanto, que viu dois cartões amarelos em questão de segundos, tudo mudou. Para além de ter menos um homem a pressionar, Martínez teve de ocupar o lado direito do meio-campo, e assim perdeu influência e deixou então de apoiar mais de perto o ponta-de-lança, Bengtson, que se já não estava muito em jogo, então a partir daí apagou-se por completo.
O escrete não se fez rogado e pouco depois chegou à igualdade, por Leandro Damião, e na segunda parte, quando se pensava que seria um passeio dos sul-americanos, Espinoza voltou a colocar os hondurenhos em vantagem, dificultando a tarefa brasileira.
Ainda assim, dispondo de mais argumentos, o Brasil chegou com relativa naturalidade ao 2-2 e posteriormente ao 3-2, controlando depois a partida até ao seu final.



Analisando os atletas em campo, começando pelos do Brasil…
Gabriel (Milan) ficou mal na fotografia numa saída a um cruzamento, mas de resto esteve sempre seguro;
Dado o recuo dos extremos para virem buscar jogo atrás, Rafael (Manchester United) e Marcelo (Real Madrid) não foram muito ofensivos; Juan (Inter) podia ter feito muito melhor no lance do 1-2; e a Thiago Silva (Paris SG) pouco há a apontar;
Sandro (Tottenham) sentiu dificuldades para travar Martínez, saindo ainda na primeira parte; Rômulo (Spartak Moscovo) travou duelo intenso com Espinoza e foi muito suave na abordagem ao remate que originou o golo desse seu opositor; e Oscar (Chelsea) foi o coordenador de jogo da equipa, embora sempre muito marcado por Garrido;
Neymar (Santos) marcou de grande penalidade com um estilo muito peculiar, fez uma assistência, é muito habilidoso mas também muito castigado pelos adversários no que concerne a faltas, perdendo também frequentemente a bola devido a não se conseguir impor na luta corpo-a-corpo com os oponentes; Hulk (FC Porto) não está no seu pique de forma mas foi muito influente no 1-1; e Leandro Damião (Internacional) bisou e sofreu o “penalty” do 2-2, é um “9” puro, é possante e oportunista;
Danilo (FC Porto) deu maior contributo na construção de jogo a meio-campo que Sandro; Lucas (São Paulo) rematou uma vez com perigo; e Alexandre Pato (AC Milan) entrou para queimar algum tempo.



Quanto aos jogadores das Honduras…
Mendoza (Platense) é um guarda-redes com óptimos reflexos cobiçado na Europa, mas que ainda assim se precipitou a sair de entre os postes no lance do 1-1;
Arnold Peralta (CD Vida) é um lateral muito agressivo, que também pode actuar como médio-defensivo, mas que foi muito passivo no primeiro golo canarinho; Velásquez também não esteve bem nesse lance e ainda cometeu o “penalty”; Leverón (Motagua) andou aos papéis nas jogadas do 1-1 e do 3-2; e Figueroa (Wigan) tem muita força na cobrança de lançamentos laterais e livres, e como é canhoto, faz lembrar Roberto Carlos, tendo feito ainda de forma atabalhoada a assistência para o 0-1, ainda que tivesse sido facilmente ultrapassado em velocidade por Hulk no 1-1;
Garrido (Olímpia) foi o polícia de Oscar; Espinoza (Kansas City Spurs) esteve no 0-1 e marcou o 1-2, foi o jogador mais activo e dinâmico da sua selecção, travou intenso duelo com Rômulo a meio-campo, e quando foi expulso por acumulação de amarelos, já nos descontos, foi aplaudido por colegas, adversários e também pelo público; e Martínez (Seattle Sounders) é muito habilidoso, gosta de pegar no jogo e aparecer nas faixas e dar apoio ao ponta-de-lança, e quando a equipa ficou reduzida a dez unidades, teve de jogar como médio-direito e perdeu influência;
Crisanto (CD Victoria) foi médio-ala, mas também pode ser lateral, e levou dois amarelos no espaço de um minuto; Orlin Peralta (CD Vida) é limitado como flanqueador, devendo render mais como defesa-esquerdo; e Bengtson (NE Revolution) esteve muito apagado;
Mejia (Motagua), Alexander López (Olímpia) e Lozano (Valencia) não acrescentaram nada à partida e foram inconsequentes na procura de um melhor resultado.




Com este resultado, é este o quadro da competição:

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