sexta-feira, 3 de agosto de 2018

A minha primeira memória de… uma Supertaça Cândido de Oliveira

João Vieira Pinto fez a estreia oficial pelo Sporting neste jogo

Comecei a ver futebol em meados de 2000 e, como acontece com vários outros torneios, a minha primeira memória de uma edição da Supertaça Cândido de Oliveira remonta a esse ano.

Na altura, a prova disputava-se a duas mãos, mas não como nas eliminatórias de hoje em dia, em que os golos marcados fora servem para critério de desempate. Ou seja, caso houvesse um empate no número de golos marcados e sofridos, recorria-se a uma terceiro jogo em campo neutro, designado de finalíssima. Foi o que veio a verificar-se em 2000, entre o Sporting campeão nacional e o FC Porto vencedor da Taça de Portugal, que arrastaram a decisão para 2001.


A primeira mão da 22.ª edição da Supertaça foi jogada no Estádio das Antas, a 13 de agosto de 2000, a cerca de uma semana do início do campeonato. No lado portista, começava a era pós-Mário Jardel, na terceira época de Fernando Santos no comando técnico. Nos leões de Augusto Inácio, acabadinhos de quebrar um jejum de 18 anos sem o título nacional, João Vieira Pinto estreava-se oficialmente com a camisola verde e branco, depois de ter sido despedido do Benfica por Vale e Azevedo.


Passados tantos anos, ainda me lembrava do resultado final: uma igualdade a um golo. Mas tenho de admitir que necessitei de recorrer ao Youtube para avivar a memória no que concerne à marcha do marcador e os autores dos golos: o veterano leão argentino Beto Acosta (então à beira dos 34 anos) inaugurou o marcador aos 60 minutos, o dragão russo e reforço para essa temporada Dmitri Alenichev empatou aos 89.


Tal como a primeira mão, também o encontro de Alvalade, disputado cinco meses depois, foi transmitido pela RTP1, na noite de 31 de janeiro de 2001, uma quarta-feira. Por ser tarde e a meio da semana, eu, então um menino acabadinho de completar nove anos de idade, fui obrigado a trocar o clássico pela almofada e os lençóis.

No dia seguinte, fiquei a saber que tinha perdido um enfadonho empate a zero, numa fase da época em que o técnico sportinguista já era Manuel Fernandes, sucessor de Fernando Mendes, que por sua vez tinha substituído Inácio. Menos mudanças sofreram os portistas. Até Paulinho Santos, que tinha sido expulso nas Antas, fez questão de ver o cartão vermelho também em Alvalade.


Se fosse como nas regras das eliminatórias de hoje, o Sporting garantia a conquista da Supertaça, devido ao maior número de golos marcados fora. Mas como naquela época era diferente, teve de se recorrer a uma finalíssima, a 16 de maio de 2001 (mais uma quarta-feira), já no final da temporada, no Municipal de Coimbra.

Desta feita, não houve transmissão televisiva em canal aberto, pelo que tive de acompanhar o encontro pela rádio. Schmeichel defendeu um penálti de Deco logo aos 6 minutos, mas Sergei Ovchinnikov nada pôde fazer – ainda tocou na bola… - para travar a grande penalidade convertida por Acosta aos 31’, que deu o único golo de um encontro que terminou com apenas dez homens para cada lado, devido às expulsões de Beto e Jorge Costa já nos derradeiros 20 minutos.


O apito final confirmou a quarta Supertaça da história do Sporting, naquela que foi a última edição da prova em que não houve um jogo único em terreno neutro. Menos de três meses depois, o FC Porto bateu o Boavista (1-0) em Vila do Conde e voltou a vencer o troféu.













E para o caro leitor, qual foi a primeira Supertaça Cândido de Oliveira de que tem memória? E quais foram os melhores e mais marcantes jogos de sempre da prova?

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