domingo, 15 de abril de 2012

FA Cup | Tottenham 1-5 Chelsea



Esta tarde, no Wembley Stadium, o Chelsea goleou o Tottenham por 5-1 e apurou-se para a final da FA Cup, a Taça de Inglaterra. Didier Drogba, Juan Mata, Ramires, Frank Lampard e Florent Malouda marcaram para os “blues”, enquanto Gareth Bale fez o golo dos “Spurs”.



Eis a constituição das equipas:

Tottenham



Na FA Cup, os “Spurs” já deixaram pelo caminho o Cheltenham Town, Watford, Stevenage e Bolton. Na Premier League estão em 4º lugar, com os mesmos pontos que o Newcastle que é 5º, e apesar da boa campanha, estão numa fase decadente, já que nos últimos seis jogos apenas venceram um.
Dawson, Kaboul e Kranjcar são os principais ausentes.


Chelsea



Nesta competição, os “blues” já eliminaram o Portsmouth, Queen Park Rangers, Birmingham e Leicester City. Desde que Di Matteo assumiu o comando da equipa, conseguiu oito vitórias em onze jogos, a contar para todas as provas em que o Chelsea ainda está envolvido, o que se traduz na presença nas meias-finais da Liga dos Campeões, mas sem conseguir evitar o 6º lugar na Premier League.
Branislav Ivanovic, castigado, e Oriol Romeu e Ryan Bertrand, lesionados, ficam de fora.


Na fase inicial da partida, ambas as formações não introduziram o ritmo muito alto, procuraram não correr riscos e jogar pela certa, nomeadamente pelo corredor central.

Ao longo da primeira parte, o encontro foi subindo de intensidade, mas mantendo ainda assim a toada equilibrada.

31’ Drogba cabeceou ao lado após cruzamento de Kalou pela esquerda.

36’ Após cavalgada de Adebayor pela esquerda, o togolês cruzou para a área onde Van der Vaart desviou para o segundo poste e Lennon devolveu ao holandês que quase marcava, novamente fazendo uso da cabeça, mas Terry impediu o golo sobre a linha de baliza.

39’ Van der Vaart voltou a estar em evidência, ao cruzar bastante tenso pela direita, e sem que ninguém tocasse na bola, esta acertou no poste.

43’ John Terry, através de um lançamento longo, levou o esférico até Drogba, que rodou sobre William Gallas e rematou de pé esquerdo para o fundo das redes.


48’ Kalou assiste Drogba que recepcionou mal no interior da área, e a bola sobrou para Juan Mata que atirou para defesa de Cudicini para fora.
Na sequência do canto, num lance muito confuso, após intervenção do guarda-redes italiano a cabeceamento de David Luiz, Juan Mata rematou rasteiro, o bateu num conjunto de jogadores que estavam na linha de baliza, e o árbitro assinalou golo. As imagens não confirmam, e até parecem desmentir, que o tento tenha sido bem validado.


56’ Scott Parker isolou Adebayor que ao contornar Cech foi derrubado, no entanto, Gareth Bale que estava a acompanhar o lance, reduziu a desvantagem.


58’ David Luiz lesionou-se na jogada do 1-2 e foi prontamente substituído por Gary Cahill.

74’ Jermanie Defoe rendeu Van der Vaart, passando o Tottenham a jogar em 4-4-2.

77’ Juan Mata assistiu Ramires que resistiu à pressão de Assou-Ekotto e picou a bola sobre Cudicini, fazendo o 3-1.


81’ Frank Lampard com um livre directo de execução fantástica, acrescentou o seu lance à lista de marcadores.


82’ Saiu Ramires, entrou Florent Malouda.

84’ Di Matteo esgotou as substituições, refrescando o ataque e queimando algum tempo, colocando em campo Fernando Torres, retirando Didier Drogba.

90+3’ Harry Redknapp trocou Parker por Sandro.

90+4’ Juan Mata com um grande passe isolou Malouda que ampliou a vantagem dos “blues”.


Sem mais ocorrências, confirmava-se a vitória do Chelsea por 5-1.
A partida começou com um ritmo não muito alto, as ocasiões de golo demoraram a aparecer, e até ao tento de Drogba, até foi o Tottenham quem criou mais perigo, numa fase em que o jogo já estava a subir gradualmente de intensidade.
Logo no começo da segunda parte, os “blues” ampliaram a vantagem de forma bastante polémica (a bola não chegou a entrar) e quando se pensava que estava já encontrado o vencedor, Gareth Bale reduziu pouco depois e levou o encontro para uma fase muito disputada. No entanto, Ramires fez o terceiro e a partir daí os níveis de confiança e concentração dos “Spurs” caíram e assistiu-se à goleada.

Analisando os atletas em campo, começando pelos do Tottenham…
Cudicini efetuou algumas boas defesas e não foi por ele que a equipa sofreu cinco golos, com Lennon à sua frente Walker não foi tão ofensivo como é habitual, e defensivamente até deu conta de Kalou, Gallas e King sentiram bastantes dificuldades para parar o endiabrado Drogba, sobretudo o francês que ficou mal na fotografia no 0-1, e Assou-Ekotto cometeu um deslize que foi fatal, ao não acompanhar Ramires no lance do 1-3, embora tenha feito uma exibição de bom nível.
Scott Parker mostrou porque é um dos melhores trincos em Inglaterra, ao segurar bem o meio-campo e ao distribuir passes fantásticos, Modric nunca conseguiu aproximar-se muito do último terço para fazer uso das suas capacidades de distribuição e organização de jogo, Lennon nunca teve muito espaço para “sprintar” em direção à área contrária, Gareth Bale foi uma autêntica locomotiva sempre que progredia pelo seu flanco mas apareceu pouco (apesar do golo) e Van der Vaart foi presença assídua em alguns dos principais lances de ataque dos “Spurs”.
Adebayor, possante e rápido, deu trabalho aos defesas adversários e esteve em evidência no tento da sua equipa.
Defoe pouco acrescentou.

Quanto aos jogadores do Chelsea…
Cech não teve que fazer muitas defesas complicadas, Bosingwa parece estar a atravessar uma fase de pouca segurança e confiança, David Luiz e Terry estiveram intransponíveis e foi exatamente no momento em que o brasileiro se lesionou que o Tottenham marcou o seu golo, e Ashley Cole não subiu muito, face à presença de Lennon e Walker pela sua frente, mas foi feliz a defender.
Obi Mikel ajudou a impedir que Modric pudesse fazer a diferença perto da área, Lampard marcou um golo fantástico de livre direto, Juan Mata esteve em grande destaque ao marcar o golo fantasma e ao fazer duas assistências, Ramires fez o 3-1, que sentenciou o jogo, e Kalou não esteve muito em foco.
Didier Drogba exibiu-se em excelente forma, estando endiabrado e sendo um perigo à solta, à imagem do que nos habituou desde que chegou a Londres.
Gary Cahill cumpriu no eixo da defesa, Malouda ainda entrou a tempo de marcar e Fernando Torres não teve muito tempo em campo.

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