segunda-feira, 3 de março de 2014

Uma Wrestlemania pouco democrática

wwe.com
São cada vez mais distantes os dias em que ver WWE fazia parte da rotina diária. O principal público cresceu, está mais ocupado, e os PPV’s centralizam os semanais Monday Night Raw e Friday Night Smackdown. Basta ver o evento mensal para sentir o pulso à promotora de Vince McMahon e assistir às principais decisões.

Pelo caminho, inicio e fim da nova ECW e experiências secundárias como NXT, Heat, Velocity, Superstars ou Main-Event.

Num sports entertainment conhecido por ser uma espécie de concurso de popularidade, em que os lutadores que têm maior ligação com o público participam nas principais storylines, bastou ver o Royal Rumble e o Elimination Chamber para perceber que a WWE não está a oferecer aos fãs, nem pouco mais ou menos, aquilo que eles querem, e logo numa altura de Wrestlemania.

Os fãs pedem por Daniel Bryan, mas já não se importavam se fosse um CM Punk a figurar no main-event do maior evento do ano.

O reinado da grande sensação do momento tem estado constantemente a ser adiado. O que só por si não é uma má notícia. Há superstars que, indiscutivelmente, funcionam melhor atrás do título do que com ele à cintura. Mas em causa poderá estar a sua popularidade, que pode cair pela ausência de sucessos. Pode-se dizer que uma vitória sobre Triple H na WM seria um ótimo push para o ouro, mas tal não é um dado adquirido. Quantas foram as vezes que o The Game entrou para este tipo de combates com a pá e a areia na mão, pronto a enterrar uma nova estrela?

Pelo WWE World Heavyweight Championship, que ao que tudo indica, fechará a Wrestlemania, dois lutadores cujo período de maior popularidade já passou. Randy Orton e Batista. O Animal constitui mesmo um caso sério, de quem se esperava muito como babyface com imagem rejuvenescida, mas que os fãs não esqueceram e todas as semanas lhe devolvem a antipatia. Ou a WWE dá uma grande volta à storyline e consegue atrair a atenção dos fãs ou poderá estar a lidar com um dos piores main-events que o maior dos palcos já assistiu.

John Cena, amado por muitos e odiado por outros, mas ainda a cara da companhia, à exceção do duelo com The Rock há dois anos, está pela primeira vez sem competir por algo na WM. Ou o fator surpresa funcionará muito bem ou este será o combate (vs. Bray Wyatt) mais desinteressante de sempre do Marine no evento.

Arrisco então dizer que talvez a principal atração da noite venha dos lados do Dead Valley. Se todos os anos já poucos arriscam no fim da streak, desta feita, frente ao veterano Brock Lesnar, a crença é nula. Esvanece-se, mais uma vez, o sonho de um Undertaker vs. Cena.






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