Defesa esquerdo com raízes cabo-verdianas
nascido a 7 de maio de 1984 em Peniche, começou a jogar futebol nas camadas
jovens do clube local, o Grupo
Desportivo de Peniche. Em 2000 mudou-se para os juvenis do Sporting,
mas um ano depois foi para o Vitória
de Guimarães concluir a formação. Quando transitou para sénior, foi
cedido a emblemas das divisões secundárias. Começou pelo Sandinenses da III
Divisão em 2003-04, seguindo-se o Valdevez na época seguinte. Em 2005-06 ainda
iniciou a temporada no plantel
vimaranense então às ordens de Jaime
Pacheco, chegando a atuar em cinco partidas, mas em janeiro de 2006 foi
emprestado ao Moreirense,
na altura a competir na II
Liga, acabando por descer de divisão por ambos os clubes. Em 2006-07 fez toda a época no Vitória
de Guimarães, ajudando a recolocar os minhotos
na I
Liga, e depois mudou-se para o Estrela
da Amadora. Ao serviço dos tricolores
começou a estabelecer-se como um jogador de primeiro
escalão, tendo atuado em 19 jogos no campeonato e apontado um golo… ao Vitória
de Guimarães.
No verão de 2008 emigrou pela
primeira vez, para representar os dinamarqueses do Vejle, mas ao fim de seis
meses já estava de regresso a Portugal para viver a fase mais bonita da
carreira com a camisola da Académica.
Nem sempre titular indiscutível durante os quatro anos e meio que passou em
Coimbra, viveu a melhor época a nível individual e coletivo em 2011-12, quando
ajudou os estudantes
a vencer a Taça
de Portugal, tendo mesmo cumprido os 90 minutos na vitória
sobre o Sporting no Jamor.
No verão de 2013 voltou a
emigrar, desta feita para Chipre, onde defendeu as cores do APOEL ao longo de
uma temporada, tendo conquistado o título cipriota apesar de não ter sido muito
utilizado. Após essa época reentrou no
futebol português pela porta de outro histórico, o Vitória
de Setúbal, ajudando os sadinos
a assegurar a permanência em 2014-15. Foi a última aventura que teve na I
Liga, despedindo-se do primeiro
escalão aos 31 anos, ao fim de 111 jogos e dois golos. Depois de um regresso pouco feliz
a Chipre para (não) jogar no Omonia, voltou definitivamente a Portugal em
janeiro de 2017, mas somente para jogar nas divisões secundárias. No ocaso da
carreira representou Olhanense
na II
Liga, Lusitano
de Évora e Estrela
de Vendas Novas nos distritais da AF
Évora e Comércio
e Indústria nos distritais da AF
Setúbal e no Campeonato
de Portugal, despedindo-se dos relvados somente em 2025, aos 40 anos, após
seis épocas no emblema
setubalense. Penduradas as botas, tornou-se
diretor desportivo do Comércio
e Indústria.
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