domingo, 27 de novembro de 2011

Liga ZON Sagres | FC Porto 3-2 Sp. Braga



O FC Porto venceu esta noite o Sporting de Braga no Estádio do Dragão por 3-2, num jogo a contar para a Liga ZON Sagres. Para os dragões marcaram Hulk (2) e Kléber e para os minhotos Lima por duas vezes.


Eis a constituição das equipas:

FC Porto



No FC Porto, a dúvida reside em qual das faces a equipa irá apresentar esta noite: aquela que no passado fim-de-semana foi goleada em Coimbra ou a que foi a vencer quarta-feira na Ucrânia?
Os dragões precisam de ganharam para não se deixarem ultrapassar pelo Benfica, e ao mesmo tempo, alargar a distância para Sporting e Marítimo, que não venceram esta jornada, assim como o Sporting de Braga, adversário de hoje.
Vítor Pereira aposta no mesmo onze que venceu em Donetsk.


Sporting de Braga



O Sporting de Braga não venceu os últimos dois jogos para a Liga ZON Sagres e à entrada para esta jornada já se encontrava a cinco pontos da liderança, por isso, torna-se fundamental ganhar para não deixar fugir o Benfica e FC Porto. Uma vitória no Dragão igualaria os 22 pontos do Marítimo que é 4º e reduziria a distância para o Sporting que seria assim de apenas um.
Em relação ao onze que actuou em Alvalade, Quim regressa à baliza, Douglão substitui o castigado Elderson e Fran Mérida e Paulo César entram para o meio-campo ofensivo, ocupando os lugares que no jogo da Taça foram de Mossoró e Hélder Barbosa.


A segunda grande partida desta jornada começou muito taco-a-taco, com o Braga a querer assumir a sua condição de candidato ao título e a não trazer nenhum “autocarro” para a frente da sua grande área.

No entanto, ocasiões de golo nem vê-las para nenhum dos lados, todos os lances terminavam prematuramente e os remates que se faziam não davam para assustar até que o FC Porto, com Hulk ao leme, pegou de vez no jogo, e o brasileiro rematou aos 25’ para grande defesa de Quim.

Pouco tempo depois, os minhotos responderam, com um cruzamento de Alan que foi respondido ao segundo poste por Paulo César por cima.

Aos 37’, primeiro golo no Dragão e para a equipa da casa. Após uma bola jogada colectiva, James na direita fez um cruzamento de pé esquerdo que foi direito à cabeça de Hulk que saltou mais alto que os centrais adversários e fez assim o 1-0.


Para a segunda parte, quando se pensava que os comandados por Leonardo Jardim iriam aparecer com a ambição de mudar o resultado e mostrar as suas armas para o conseguir, foram os portistas que estiveram sempre mais próximos de ampliar a vantagem, anulando por completo os bracarenses.

Aos 67’, James Rodríguez cabeceia para uma grande defesa de Quim dando sequência a um cruzamento de Alvaro Pereira, e por esta altura, no Sporting de Braga, Hélder Barbosa e Mossoró entravam no jogo, mexendo com o mesmo, voltando a colocar a sua equipa a pisar terrenos mais próximos da baliza contrária.

Aos 73’, Alan rematou forte para uma grande defesa de Helton para canto, e quando todos pensavam que iríamos ter 20 minutos finais de grande equilibro e emoção, passado pouco tempo, Hulk de fora da área fez o 2-0 num remate espectacular de pé esquerdo não dando a mínima hipótese ao antigo guarda-redes do Benfica.

Logo a seguir, James foi substituído por Kléber e o ponta-de-lança brasileiro apenas precisou de dois minutos em campo para marcar, desviando a bola para a baliza após uma jogada incrível de Hulk na direita.

O clima no Estádio do Dragão era de festa, a equipa da casa estava a impor-se e a golear um forte opositor, parecia estar dado o pontapé na crise e os azuis e brancos estavam a marcar um impacto 24 horas depois de o Benfica ter vencido o “derby” da capital.

Ainda assim, antes do final do jogo, o Sporting de Braga marcou, por duas vezes, ambas por Lima, e chegou a assustar os milhares de adeptos portistas.
Primeiro, na conversão de uma grande penalidade aos 88’ e quando se pensava que este tinha sido o golo de honra, Paulo Vinicius aos 90+1’ tem um bom lance no flanco esquerdo, e cruza atrasado e rasteiro para o brasileiro, numa jogada em que Nuno Gomes teve uma movimentação muito boa.

Vitória justa dos campeões nacionais, que nunca foram inferiores ao adversário e com raras excepções nunca viram a sua vitória ser ameaçada. O resultado acaba por ser enganador, até porque até aos 88’ os comandados por Vítor Pereira venciam por 3-0.


O FC Porto em certos períodos do jogo pareceu o da temporada passada, não fez uma exibição apática como em jogos anteriores e até cativou a massa associativa, apesar de não termos assistido propriamente a um espectáculo brilhante.
Helton pouco trabalho teve, Maicon não atacou muito mas Hulk chegou e sobrou no seu flanco, os centrais quando chamados a intervir não estiveram mal também e Alvaro Pereira é o jogador que conhecemos.
O meio-campo controlou o jogo quando o resultado esteve 1-0 durante boa parte do jogo, James fez um bom jogo, Djalma não esteve mal mas talvez lhe fosse pedido mais, e Hulk, foi o melhor em campo, o autêntico abono de família desta equipa, esteve nos três golos e “levou o FC Porto ao colo”. Kléber marcou mesmo estando em campo durante muito pouco tempo.

Quanto ao Braga, não começou mal, mostrou personalidade, tal como já o tinha mostrado com o Benfica e em Alvalade na semana passada e esteve taco-a-taco com o FC Porto até perto da meia hora.
Depois, também com o golo sofrido, não conseguiu reagir, fruto também da pouca criatividade do seu meio-campo onde faltavam dois homens que entraram posteriormente e mexeram com a partida: Márcio Mossoró e Hélder Barbosa, embora fossem insuficientes para a obtenção de um resultado agradável.
Tenho de destacar Quim que foi gigante entre os postes e que tudo fez para que o Braga não fosse goleado, a defesa não esteve ao nível de encontros anteriores, o meio-campo como já afirmei foi pouco criativo e Lima apesar de ter bisado esteve desaparecido durante quase todo o jogo.

Com esta vitória do FC Porto, fica assim organizada a tabela classificativa da Liga ZON Sagres quando ainda se faltam disputar dois jogos da 11ª jornada:

sábado, 26 de novembro de 2011

Liga ZON Sagres | Benfica 1-0 Sporting



O Benfica venceu hoje o Sporting no Estádio da Luz por 1-0, com um golo de Javi García, num jogo a contar para a Liga ZON Sagres.


Eis a constituição das equipas:

Benfica



O Benfica aparece neste encontro motivado, não só porque se trata de um “derby” mas porque a meio da semana foi a Old Trafford empatar, garantindo assim o apuramento aos Oitavos-de-final da Liga dos Campeões.
No onze encarnado, Luisão sempre não pode jogar devido a lesão e o seu substituto é Jardel e na frente de ataque jogará Cardozo em detrimento de Rodrigo.


Sporting



O Sporting vai procurar no Estádio da Luz a 8ª vitória consecutiva para a Liga ZON Sagres e a primeira no recinto do seu maior rival desde 2006.
Face à equipa que jogou frente ao Sp. Braga no último fim-de-semana, a inclusão de Daniel Carriço com “pivot” defensivo do meio-campo é a única novidade, relegando André Santos para o banco de suplentes.


O jogo começou muito equilibrado, com o Sporting a tentar impedir um inicio forte do Benfica, recorrendo a faltas quando necessário e logo no primeiro minuto o árbitro João Capela quis impor ordem no jogo ao mostrar um cartão amarelo a Elias.

O que é certo é que até foram os leões que começaram melhor, com um cabeceamento de Wolfswinkel a passar perto do alvo, logo aos 5’.

Assim que o jogo assentou os encarnados não tardaram a responder, e na sequência de um canto marcado na esquerda, Gaitán livre de marcação fora da área atirou de primeira ao poste no primeiro grande momento de grande emoção neste “derby”.

Dois minutos depois, a formação de Domingos Paciência respondeu e num lance “made in Netherlands”, Wolfswinkel amorteceu de cabeça para um remate de pé direito de Schaars mas a bola sai ao lado, muito perto da baliza de Artur.

Aos 24’, Matías lesionou-se a fazer um curto na sua grande área, e teve de ser substituído por Carrillo que até entrou bem no jogo.

À passagem da meia hora, foi Onyewu a rematar com perigo, com um corte de Gaitán a desviar a bola que levava selo de golo.

O Sporting nesta altura chegava ao ataque acima de tudo por lançamentos longos, Capel estava a perder o duelo com Maxi Pereira, e Carrillo ainda tinha entrado há muito pouco tempo, já o Benfica privilegiava acima de tudo o ataque contínuo e o contra-ataque, onde conseguiam superiorizar-se aos leões.

Perto do intervalo, na sequência de um canto cobrado por Aimar, Javi García surge ao primeiro poste e cabeceou para o fundo das redes, fazendo desta forma o 1-0.

Ao interregno, apesar do equilíbrio, é um resultado que não se desajustava de todo, o Benfica estava a conseguir chegar com mais soluções perto da área do Sporting, embora fosse a formação leonina a mais rematadora na primeira parte.


Na segunda metade, a equipa de Domingos Paciência como lhe competia tentou empatar o jogo e logo a abrir, na marcação de um livre directo descaído para a esquerda junto à grande área das águias, Elias atirou ao lado num lance muito perigoso.

No entanto, o Benfica não quis passar os últimos 45 minutos a defender e foi em busca do mesmo resultado dos últimos três derbies na Luz (2-0), e um exemplo forte foi um remate de Cardozo para defesa de Rui Patrício após tirar do caminho os centrais do Sporting.

Perto da hora de jogo, a formação leonina criou uma das suas maiores oportunidades para marcar, um cruzamento de Carrillo foi enviado directamente para a cabeça de Elias que levou a bola para a direcção certa, mas Artur estava entre os postes para responder com uma grande defesa.

Quando a partida estava equilibrada, Cardozo leva o segundo amarelo devido a protestos (já o primeiro tinha sido pela mesma razão) e é expulso, o que obriga Jorge Jesus a retirar uma das suas melhores unidades até então, Aimar, para colocar Rodrigo, que a partir daí foi o homem mais adiantado da equipa.

Logo a seguir, Wolfswinkel recuperou uma bola que foi dada como perdida por todo o sector defensivo dos vice-campeões nacionais (e aqui fez lembrar Liedson), atirou para defesa de Artur e na recarga Elias atirou para fora.

A jogar com mais um, Domingos percebeu que Carriço já não acrescentava nada (mesmo em igualdade numérica já não trazia grande utilidade em relação ao seu substituto) e colocou André Santos, privilegiando a circulação de bola e tendo agora um homem mais recuado no meio-campo que fosse mais forte na construção, mas contra dez os jogadores do Benfica jogaram mais perto da sua grande área, e como o médio português não é nenhum Iniesta ou Xavi a descobrir espaços, foram variadíssimas as vezes em que os futebolistas mais recuados dos leões tiveram que jogar para o lado ou até mesmo para trás, visto ser praticamente impossível furar a defensiva encarnada e a solução usada foi quase sempre o lançamento longo para Wolfswinkel que merecia mais apoio, pois tabelava bem, segurava bem a bola, mexia-se à procura de espaços, mas era preciso mais alguém na grande área para poder dar sequência ao chamado “chuveirinho”.

O apoio ao ponta-de-lança holandês chegou quando o técnico sportinguista retirou Insúa e colocou Bojinov em campo, mas estava difícil criar oportunidades a substituição revelou-se inconsequente, apesar de não ter nada a apontar ao búlgaro.

Até ao final do jogo, apesar do sufoco que o Sporting estava a causar, até foi o Benfica quem esteve mais perto do golo, primeiro com uma tentativa de canto directo de Gaitán à trave e já nos descontos Rodrigo isola-se mas Rui Patrício faz a mancha e impede o tento do espanhol.

O árbitro João Capela apitou para o final do encontro, e os encarnados acabam por vencer a partida. Se é justo? Bem, o Benfica marcou, o Sporting não o fez. É verdade que a produtividade ofensiva das equipas (mesmo em igualdade numérica) foi bastante semelhante, talvez o empate fosse o resultado que melhor se ajustasse, mas há que dar mérito a quem faz golos e não os sofre.


Analisando as equipas, posso mesmo começar pelo juiz da partida que creio que acusou a sua inexperiência em clássicos. Muitas vezes qualquer pormenor faz a diferença, e um cartão amarelo por jogo perigoso logo no primeiro minuto e expulsar um jogador por acumulação sem este ter feito uma única falta são aspectos que não contribuem para a beleza do espectáculo. Creio que não beneficiou nem prejudicou ninguém, quis ter o controlo do jogo, avisar desde cedo que os atletas não deveriam tomar um caminho demasiado agressivo, mas revelou um excesso de autoridade. Talvez da próxima lhe corra melhor, afinal foi a primeira vez em encontros de tal importância.

O Benfica foi a formação que mais vezes assumiu o jogo, apresentou mais soluções, atacou pelos flancos, pelo meio e até em contra-ataque, defendeu bem em inferioridade numérica e mesmo nesta situação até criou algumas oportunidades.
Jorge Jesus esteve bem, tanto na escolha do onze, organizar a equipa e nas substituições.
Artur foi mais uma vez gigante, Maxi Pereira venceu a maior parte dos duelos com Capel e até deu para atacar com qualidade, Jardel foi um digno substituto de Luisão, ninguém lhe pode apontar algo neste jogo, Garay foi sólido como de costume e Emerson foi o menos brilhante da defensiva encarnada, sendo variadíssimas vezes ultrapassado por Carrillo que deu imenso que fazer.
Javi Garcia é o homem do jogo, aquele que resolveu a partida e será ele a estar nas capas dos jornais amanhã. Witsel e Aimar fizeram ambos grandes exibições, o primeiro importantíssimo na construção de jogo e também a recuperar e a segurar a bola, e o segundo a dinamizar o ataque encarnado, aquele que pegava no esférico e fazia a sua equipa avançar no terreno.
Bruno César passou algo discreto, e o próprio Gaitán não terá feito um dos seus melhores jogos de águia ao peito, apesar de ter sido extremamente importante nas transições ofensivas mais rápidas da equipa. Já Cardozo, exceptuando um grande lance no começo da segunda parte em que tirou dois defesas do Sporting do caminho e rematou para defesa de Rui Patrício, pouco incomodou Onyewu e Polga.
Rodrigo teve uma boa oportunidade para ampliar a vantagem e Rúben Amorim ajudou a fechar o lado direito. Nolito não teve muito tempo para fazer algo.


Quando ao Sporting, apesar de um “derby” ser um jogo de 50% de hipóteses para cada lado, face ao “factor casa” do Benfica e até ao peso histórico de confrontos entre ambos, era o menos favorito para o jogo, e desde cedo esteve bem a retirar a iniciativa de tomar conta da partida por parte do seu rival.
A equipa não foi muito forte a construir jogo, parecia partida entre os defesas (e Daniel Carriço) e o resto do meio-campo e ataque, e com Maxi Pereira a ganhar a maioria dos duelos a Capel e sem Carrillo até determinada fase, as soluções foram os lançamentos longos e bolas paradas, mas mesmo com menos argumentos, foram várias as jogadas de perigo.
Percebo a intenção de Domingos Paciência em colocar Carriço em campo, é um jogador que defende melhor, tem maior capacidade de desarme, mas é fraco a sair a jogar, tem uma qualidade de passe muito fraca para uma equipa como o Sporting, e certamente que em próximas oportunidades não será alvo de aposta. Também aponto o dedo ao treinador por estar a ver Maxi neutralizar Capel, e já com Carrillo em campo não optar por trocar-lhes de flanco (algo que só aconteceu no clímax do “chuveirinho”), poderia ser outra solução, até porque proporcionaria diagonais de ambos, uma solução que a equipa não desfrutou durante a partida. De resto, pouco há a apontar, quando há duas grandes equipas em campo, não há só demérito de quem não marca, há mérito de quem defende e evita que o resultado fosse outro.
Rui Patrício quando foi chamado a intervir esteve muito bem, fez pelo menos duas grandes defesas e até esteve forte nos cruzamentos.
João Pereira não se safou mal perante Gaitán e Bruno César, Onyewu falhou na antecipação a Javi García no golo e mais tarde numa recepção que iria originar no tal único lance de perigo de Cardozo, não há nada a apontar a Polga e o próprio Insúa também não se safou mal perante os extremos do Benfica.
Daniel Carriço para mim foi o “patinho feio” dos leões, não trouxe assim tanta consistência defensiva e como homem responsável pela primeira fase de construção foi péssimo. Schaars e sobretudo Elias fizeram boas exibições, o brasileiro esteve em algumas das principais oportunidades de golo e correu imenso a pressionar os centrais e também Artur quando estes tinham a bola.
Matías não teve grandes oportunidades de se mostrar, Carrillo para mim foi das melhores unidades da sua equipa, mas tem imenso que evoluir, Capel face à inspirada exibição de Maxi teve de procurar outras vias de contribuir para o jogo ofensivo da equipa e esteve sempre inconformado, e Wolfswinkel não marcou, mas para mim fez o jogo em que trabalhou mais desde que chegou a Alvalade. Tabelou, mexeu-se, lutou imenso, fez lembrar Liedson, mas infelizmente para ele não conseguiu marcar, e já passou algum tempo desde que fez o seu último tento de bola corrida…


Com esta vitória, o Benfica ascende à liderança provisória da Liga ZON Sagres, já que só amanhã é que o FC Porto joga. Aqui fica a classificação após o clássico:

Premier League | Manchester United 1-1 Newcastle



Esta tarde, em Old Trafford, Manchester United e Newcastle empataram a uma bola em mais um jogo a contar para a Premier League.


Eis a constituição das equipas:

Manchester United



Como já tenho vindo a dizer, os “Red Devils” esta temporada têm estado longe do nível exibicional de outrora. Tem valido à formação de Old Trafford a sua eficácia e a qualidade dos seus jogadores, que mesmo parecendo não mostrar grande força motivacional em campo, têm talento que chegue para conseguir com que o United vai vencendo jogos.
Depois da derrota em casa perante o City, a equipa de Alex Ferguson soma três vitórias consecutivas para a Premier League (Everton, Sunderland e Swansea City), todas elas pela margem mínima.
Dois acontecimentos pouco felizes marcaram a semana do colosso inglês: Anderson lesionou-se e só deve voltar em Fevereiro e o empate para a Liga dos Campeões em Manchester perante o Benfica, insuficiente para garantir já a qualificação para os Oitavos-de-final.


Newcastle



O Newcastle tem sido a grande revelação deste ano da Premier League.
A primeira derrota que sofreu esta temporada foi no passado fim-de-semana e em casa do líder Manchester City (3-1), ocupa o 4º lugar mas está em igualdade pontual com o Tottenham que é primeiro e está apenas a quatro pontos do United, isto para além de ter em simultâneo com Liverpool e “citizens” a melhor defesa da competição. A campanha dos “Magpies” só não é mais surpreendente porque no fundo trata-se de um gigante adormecido, que participou na Liga dos Campeões e chegou diversas vezes longe na Taça UEFA durante a primeira metade da última década, apesar da descida de divisão há anos atrás.
Demba Ba, avançado senegalês, é o melhor marcador da formação de Alan Pardew com oito golos marcados (entre os quais dois “hat-tricks”) em onze jogos.


Tal como lhe competia, a formação de Manchester teve um inicio forte, assumindo as despesas da partida e tentando logo desde cedo se colocar em vantagem no marcador, mas o Newcastle, cheio de personalidade, aguentou a intensidade dos “Red Devils” nos minutos iniciais e com o tempo conseguiu baixar o ritmo, e a partir daí assistimos a uma partida equilibrada em que as duas equipas mostraram vontade de marcar, olharam nos olhos uma da outra, marcando uma posição vincada sobre as suas ambições e nesta fase os “Magpies” até conseguiram ter mais bola e até jogar no meio-campo do adversários em alguns períodos.

À passagem da meia hora, o United voltou à carga e de rajada criou duas bolas ocasiões, primeiro por Giggs que desviou de forma subtil um cruzamento de Fábio mas Krul respondeu com uma grande defesa e logo a seguir, na sequência da marcação de um pontapé de canto Nani atirou por cima.

Até ao intervalo, a equipa de Ferguson conseguiu recuperar a vantagem na posse de bola, embora esteja a sentir imensas dificuldades para assumir a sua superioridade, visto que o Newcastle cheio de confiança foi a Old Trafford para vencer, jogando até com uma defesa demasiado subida em alguns momentos, situações que dificultavam as saídas para o ataque dos “Red Devils” mas que por vezes beneficiavam a velocidade de Wayne Rooney e sobretudo Chicharito, na minha opinião o mais inconformado na primeira parte.


Na segunda metade, os homens da casa entraram fortíssimos, e marcou logo aos 50’.
Wayne Rooney marcou um livre à entrada da área contra a barreira, na recarga o inglês rematou de pé esquerdo mas a bola é interceptada por Steven Taylor que atirou contra o peito de Chicharito e voltou para trás entrando na baliza.

No entanto, o United continuou com o “turbo” ligado e esteve bastante por perto do 2-0 até antes da hora de jogo, ora por Fábio (por cima) ora Rooney (de cabeça, também por cima), e até mesmo em lances em que faltou apenas um último toque para se ampliar o resultado mas por mérito da defesa do Newcastle ou de Krul isso nunca aconteceu.

A partir dos 60’, a formação de Alan Pardew conseguiu aliviar a pressão e na sequência de um lance de bola parada, Steven Taylor de cabeça assistiu Coloccini e este apesar de rematar forte e já perto da baliza permitiu uma extraordinária defesa a De Gea.

No minuto seguinte, o árbitro entendeu (mal) que Ben Arfa foi derrubado por Ferdinand na grande área dos “Red Devils” e na conversão da grande penalidade Ba fez o empate.

Durante algum tempo, os “Magpies” aproveitaram o desnorteamento da equipa do United com o golo sofrido, mostraram atrevimento e vontade de se colocar em vantagem, mas nos últimos 15 minutos, os de Manchester voltaram a ligar o “turbo”, encostaram os de Newcastle às cordas (sobretudo com a expulsão de Jonas Gutierrez) e foi por pura falta de sorte que não conseguiram fazer o segundo.

Aos 77’ Young falhou à boca da baliza após passe de Nani, aos 80’ Krul sem saber como defende de peito um cabeceamento de Vidic e com mais mérito poucos minutos depois fez uma fantástica defesa a uma trivela de Evra. Até ao final do jogo, Young ainda atirou ao poste e um cabeceamento de Rooney foi salvo em cima da linha de golo por Simpson, entre outras, um autêntico sufoco! Ainda assim, nenhum dos talentosos jogadores do United conseguiu desbloquear o resultado.

O empate até se aceita, afinal de contas, pouco se pode apontar ao Newcastle que teve uma grande atitude em Old Trafford, mostrando um grande atrevimento que é de louvar. É verdade que o United rematou mais e criou mais ocasiões de golo (23-9 em remates) e que se tivesse que haver um vencedor, seria o mais justo, até porque a grande penalidade que proporcionou o golo de Ba é inexistente, mas o futebol é assim e não se pode falar em total injustiça.


Falando das equipas, a formação de Alex Ferguson mostrou duas faces.
A sua versão apática, que introduz ao jogo um ritmo lento, sem grandes ocasiões, em que dá muita iniciativa ao adversário e não é objectiva a atacar, e depois, a sua versão intensa, em que parece que liga o “turbo”, o colectivo torna-se bastante pressionante, ataca imenso, encosta a outra equipa até perto da sua área e cria variadíssimas oportunidades para marcar, bolas que não entram por pura infelicidade. De um momento para o outro, temos um United desmotivado que é apenas uma equipa de topo em Inglaterra para um United que mostra uma incrível capacidade, em que no Mundo é dificilmente superada.
De Gea esteve bem quando foi chamado a intervir, Vidic esteve bem, esforçou-se a defender e a atacar, Ferdinand foi injustiçado porque um corte seu na opinião do árbitro foi uma rasteira a Ben Arfa e Evra fez mais um jogo em que não deixa dúvidas que é dos melhores laterais-esquerdos do mundo.
No meio-campo, hoje sim, vimos um jogador de carácter mais defensivo (Carrick) e outro mais ofensivo (Giggs), que seja mais útil no transporte da bola para o ataque, e a produção ofensiva foi muito maior do que no jogo com o Benfica em que Fletcher e Carrick a atacar funcionavam praticamente como um homem só.
Nani e Rooney não fizeram dos seus melhores jogos e Ashley Young muito menos, já Chicharito especialmente na primeira parte foi sempre o mais inconformado da equipa, marcou o golo (ainda que acidentalmente) e a poucos segundos do fim viu o tento da vitória ser-lhe anulado.
Não se percebe como com o 1-1 a persistir desde os 64’, só aos 87’ é que Alex Ferguson mexeu na equipa, sobretudo se tivermos em conta que muitos dos jogadores alinharam a meio da semana contra o Benfica. Mais uma vez reafirmo, não sou ninguém para criticar um técnico com tal currículo, mas é de estranhar a sua passividade perante resultados menos agradáveis.

Quanto ao Newcastle, reforço o seu atrevimento.
É realmente uma equipa de primeira metade da tabela, que não tinha derrotas até à jornada passada e está a ter uma série terrível de jogos (City na semana anterior, United hoje e Chelsea no próximo fim-de-semana). Não estou completamente esclarecido quanto ao valor desta formação para tentar prever a que lugares se destina no final da época, espero ver a partida com os “blues” em St. James Park para dissipar as dúvidas, mas pela posição que ocupa e pela qualidade dos seus jogadores pelo menos é candidata às competições europeias.
Os “Magpies” não têm nenhum futebolista do “Outro Mundo”, mas têm de facto atletas de grande valia, de selecção, especialmente aquele meio-campo que me parece todo ele muito talentoso (Obertan, Guthrie, Cabaye e Jonás Gutierréz). O próprio guarda-redes (Tim Krul) fez grandes defesas, o sector mais recuado pareceu-me organizado e na frente Bem Arfa no apoio a Demba Ba é uma dupla que deve dar trabalho a qualquer defesa.


Com este empate, é esta a classificação provisória da Premier League:

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Liga dos Campeões | Shakhtar Donetsk 0-2 FC Porto



O FC Porto foi esta noite à Ucrânia vencer o Shakhtar Donetsk por 2-0, com golos de Hulk e Rat (p.b.), em jogo a contar para a Fase de Grupos da Liga dos Campeões.


Eis a constituição das equipas:

Shakhtar Donetsk



Os ucranianos precisam forçosamente de uma vitória para conseguirem chegar à Liga Europa e beneficiam hoje do factor casa e de o seu adversário estar num mau momento.
Do que vi da sua deslocação ao Dragão em Setembro, gostei particularmente de Willian, Jadson e Luiz Adriano, mas só dois deles serão titulares esta noite.
Mircea Lucescu não poderá contar o lesionado Chigrinskiy (defesa-central) e o castigo Srna (lateral-direito).


FC Porto



Os dragões estão numa sequência de maus resultados, mas já provaram que nos momentos mais críticos sabem dar resposta e a dúvida é saber que face deste FC Porto jogará hoje em Donetsk.
Em relação à equipa que foi goleada em Coimbra, Helton, Defour e Djalma entram no onze e Bracali, Belluschi e Kléber voltam ao banco.


Na primeira parte o jogo foi maioritariamente equilibrada, ainda que com algum ascendente do Shakhtar que criou as principais oportunidades de golo, sobretudo um remate ao poste por Luiz Adriano aos 17’.

Os ucranianos entraram bem, remataram mais, tiveram mais posse de bola, tinha mais facilidade em chegar à área dos dragões e só aos poucos é que o FC Porto foi saindo do seu meio-campo e guiados por Hulk foram chegando perto da baliza adversária.


No segundo tempo, a formação portuguesa tinha que arriscar mais e foi isso que fez, subiu no terreno, melhorou os índices de posse de bola e foi à procura de um resultado que lhe fosse mais favorável.

Apesar das temperaturas negativas, o jogo aqueceu nos últimos 20 minutos com um remate de Fernandinho ao poste aos 72’, e alguns minutos depois, com o primeiro golo dos portistas, por Hulk, após um passe de João Moutinho que o isolou. Foi um tento que se adequa à superioridade da equipa na segunda parte, e é extremamente justo para o brasileiro que batalhou imenso para dar alcançar esta vantagem.

Com o 0-1 o FC Porto foi dominando as operações, e acabam por fazer o segundo, já nos 90’, através de um auto-golo de Rat que desviou um remate torto de Maicon para a sua baliza, resolvendo desta forma o jogo.


Acabou por ser um resultado que se aceita por aquilo que os azuis e brancos fizeram na segunda parte, onde mostraram acima de tudo vontade e garra para conseguir chegar à última jornada numa posição menos incómoda e ainda com aspirações de sonhar com os Oitavos.
Confesso que os meus níveis de atenção ao jogo estavam longe dos 100%, não quero ser injusto ou falar do que não sei, mas a exibição de Hulk foi a que mais deu nas vistas, o brasileiro pareceu sempre o mais inconformado quando as coisas não corriam tão bem.
João Moutinho também esteve em bom plano e Helton foi seguro, e em jeito de brincadeira, porque não elogiar os postes que evitaram dois golos dos ucranianos?

Quanto ao Shakhtar, esteve bem na primeira parte, sobretudo nos minutos iniciais, conseguiu superiorizar-se ao FC Porto muitas vezes durante o jogo, foi perigosa ao ponto de justificar pelo menos um golo, mas não o conseguiu e desta forma não jogará sequer na Liga Europa nos primeiros meses de 2012.


Com esta vitória dos dragões, fica assim ordenada a classificação do Grupo G:

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Liga dos Campeões | Manchester United 2-2 Benfica



O Benfica foi esta noite empatar em Old Trafford (2-2) frente ao Manchester United, e desta forma garantir o apuramento para os Oitavos-de-final da Liga dos Campeões.


Eis a constituição das equipas:

Manchester United



O United escusa apresentações, todos sabem do palmarés, prestígio e valor desta equipa, que ainda assim a nível exibicional tem estado furos abaixo do esperado.
Uma vitória apura os homens de Manchester para os Oitavos-de-final e não é esperado que facilitem em Old Trafford esta noite.
Para este jogo as ausências são: Michael Owen, Danny Welbeck, Tom Cleverley e Darron Gibson (lesões) e Vidic (castigo).
No entanto, a grande surpresa foi Wayne Rooney ter ficado de fora dos eleitos para esta partida, sendo o pouco utilizado Berbatov o escolhido para a frente de ataque. O lateral-direito Fábio e o médio Carrick, ambos com poucos minutos esta temporada, serão titulares.


Benfica



Já o Benfica, tem aquele que até agora promete ser o encontro mais difícil da época, e aquele em que a equipa corre sérios riscos de terminar a invencibilidade dos encarnados na presente temporada, ainda assim Jorge Jesus assumiu que o objectivo passa por ganhar e garantir em Inglaterra a passagem aos Oitavos.
O treinador benfiquista apenas não pode contar com os argentinos Saviola e Enzo Pérez, ambos devido a lesão, e não apresenta grandes surpresas no onze inicial.


A formação portuguesa começou muito bem e aos 4’ já estava em vantagem, após uma boa jogada colectiva, Gaitán fez uma diagonal pela direita e ao tentar colocar a bola no coração da área, esta sofreu sucessivos desvios de Evra e Jones e acabou por entrar na baliza do United. Surpresa em Old Trafford!

Dois minutos depois, o Benfica quis mostrar que a vantagem que tinha não era obra do acaso e Bruno César, na sequência de um canto vê um remate seu passar perto da trave.

Só por volta dos 20’ o United conseguiu reagir, sair do seu meio-campo com a bola controlada e ir em busca de um resultado mais positivo, e nesse período só Nani parecia inconformado, exemplo disso foi uma arrancada espectacular em que passou por quatro adversários e só foi travado em falta por Garay.

À passagem da meia hora, os “red devils” marcaram. Na sequência de um livre marcado a meio do meio-campo dos lisboetas, a bola chega ao extremo português dos campeões ingleses que da esquerda fez um cruzamento milimétrico para a cabeça de Berbatov, que fez assim o empate. Apesar de o tento ser validado, o búlgaro estava em posição irregular.

Logo a seguir, Ashley Young surge isolado e remata forte mas Artur conseguiu defender com os pés.

O jogo ía assim empatado para intervalo, para a segunda metade esperava-se que os britânicos entrassem por cima e tentassem a todo o custo marcar, e foi a isso que assistimos. Nos últimos 45 minutos o United jogou praticamente sempre no meio-campo das águias, dispondo das principais oportunidades para facturar.

Em pouco tempo, Fábio com tudo para marcar permitiu nova defesa de Artur, Luisão lesionou-se e Fletcher confirmou a superioridade da sua formação na segunda parte ao marcar na sequência de um cruzamento de Evra, numa recarga, pois o guarda-redes brasileiro do Benfica defendeu o primeiro remate.

No entanto, a sequência de acontecimentos num curto espaço de tempo neste jogo não se ficou por aqui, e dois minutos depois, após um mau alívio de De Gea que foi direito a Bruno César, este remata torto, a bola embate em Ferdinand e acaba por ressaltar numa zona em que Aimar à vontade a enviou para a baliza, igualando de novo a partida.

Os “red devils” foram de novo em busca da vitória, mas foi falhando objectividade na hora de concretizar, como numa oportunidade claríssima de Berbatov aos 79’ em que atirou por cima ou nas inúmeras vezes em que os jogadores do United se deixaram antecipar pelas saídas a punho de Artur Moraes.

Do outro lado, Jorge Jesus efectuou uma série de alterações tendo em vista a defesa do resultado, como as trocas de Gaitán por Matic e de Aimar por Ruben Amorim, mas engane-se quem pense que pelas substituições o Benfica deixou de atacar, pois até esteve bem próximo de levar a vitória, quando Rodrigo finalmente apareceu no jogo perto do fim, teve uma boa jogada individual mas rematou à malha lateral.


A partida terminou com empate a dois, que na minha opinião aceita-se, pois apesar do domínio dos homens de Manchester na segunda parte, faltou objectividade na hora de chegar ao golo e pouco se pode apontar à exibição que o Benfica fez em Old Trafford.


Fazendo uma análise às equipas, pergunto-me porque razão Alex Ferguson voltou a inventar?
Como é possível uma equipa como o United jogar com dois “pivots” defensivos e nenhum ter especiais atributos no que concerne ao transporte da bola pelo meio-campo adversário? E pior que tudo, como foi possível mantê-los durante todo o encontro mesmo num período em que estavam a encostar o Benfica à sua zona defensiva? Não havia o habitual titular Anderson, mas porque não Park ou Giggs? Já agora, porquê esperar pelos 80’ para finalmente se fazer uma substituição? Porque demorou Chicharito tanto tempo para entrar?
Sinto que não sou ninguém para lançar criticas ao técnico escocês, afinal, ele já vencia títulos neste clube ainda eu nem era nascido, e duas décadas e meia depois de ter chegado a Old Trafford, isso continua a acontecer com frequência, mas questiono as opções que tomou, e até nem falo das opções por Fábio e Berbatov, porque ambos até estiveram bem.
De resto, De Gea esteve algo nervoso, Ferdinand e Jones ficaram mal vistos nos golos sofridos, Evra esteve bem, Fletcher foi melhor que Carrick (não percebo como o inglês jogou os 90 minutos), Valencia e Ashley Young foram algo inconsequentes, Berbatov marcou mas foi demasiadas vezes apanhado em fora-de-jogo e podia ter facturado mais vezes, e Nani foi mesmo o mais inconformado, o melhor jogador do United nesta partida. Chicharito entrou tarde e não teve tempo para muito.


Quanto ao Benfica, é verdade que os seus golos foram originados de situações não muito habituais e algo fortuitas, mas teve todo o mérito, fez o que lhe competia e cumpriu o objectivo que foi o apuramento para a fase seguinte.
Artur Moraes foi gigante e para mim o melhor em campo, a defesa não tremeu muito, os laterais não subiram tanto como habitualmente e a lesão de Luisão é uma grande preocupação, até porque há um Benfica – Sporting à porta.
O meio-campo anulou o já por si habitualmente pouco produtivos ofensivamente Fletcher e Carrick, e mesmo Valencia e Ashley Young (que jogou pelo meio) não tiveram grandes situações para brilhar. Gaitán teve alguns bons lances e deve ter confirmado a Ferguson que é um grande jogador e que seria um investimento bem empregue. Rodrigo andou sempre muito apagado, mas apareceu na parte final para um remate que cheirou a golo.


Com este empate, o Benfica garante o apuramento, até porque tem vantagem nos confrontos directos com Manchester United e Basileia e essas duas formações encontram-se na última jornada, que é como quem diz, não podem ganhar as duas e mesmo em caso de empate na Suiça ou de vitória dos helvéticos e admitindo um cenário em que os lisboetas perderiam para o Otelul Galati, os encarnados têm vantagem e seria impossível ficarem em 3º.

Eis a classificação à 5ª Jornada:

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

WWE | Survivor Series 2011



Data: 20 de Novembro de 2011
Arena: Madison Square Garden
Cidade: Nova Iorque

Premier League | Tottenham 2-0 Aston Villa



O Tottenham bateu esta noite o Aston Villa por 2-0 em White Hart Line, para a Premier League, com dois golos do avançado togolês Emmanuel Adebayor.


Eis a constituição das equipas:

Tottenham



O Tottenham tem esta noite uma oportunidade de ouro para ultrapassar o Chelsea e igualar o Newcastle no 3º lugar, e mesmo assim, ter um jogo a menos que essas duas equipas. Ou seja, caso ganhe ao Aston Villa e a partida que tem em atraso até fica a um ponto do Manchester United que está em 2º.
Ainda não vi nenhum jogo dos “Spurs” esta época, mas dando uma olhada nos nomes que compõe o plantel, há muita qualidade.
Este encontro fica marcado pelo regresso ao banco de suplentes do treinador Harry Redknapp, após ter sido operado ao coração.


Aston Villa



O Aston Villa ocupa o 8º lugar, e tendo em conta que os sete primeiros são equipas candidatas à Liga dos Campeões, pode-se dizer que os “Villages” estão em 1º no seu campeonato.
Também ainda não tinha visto nenhum jogo desta formação esta época, em termos de nomes no plantel não me parece tão forte como o Tottenham, mas mesmo assim conta com atletas de renome internacional.
O gráfico acima parece confuso, mas a verdade é que o Aston Villa jogou em 4-4-2 que muitas vezes se desdobrava em 4-3-3 em função das movimentações de Emile Heskey.


Como seria de se esperar, o Tottenham entrou por cima, dominava o adversário em termos de posse de bola (cerca de 80% nos primeiros 15 minutos) e jogava mais perto da baliza contrária, mas a primeira grande ocasião só aconteceu aos 11’ quando após uma jogada no flanco direito, Aaron Lennon cruzou para um cabeceamento de Emmanuel Adebayor ao lado.

Pouco tempo depois, um remate de Kaboul interceptado por um defesa e passou perto da baliza de Shay Given, e na sequência do canto, após um alivio da defesa dos homens de Birmingham, a bola sobra para Gareth Bale que em esforço colocou-a na área onde Adebayor com um pontapé de bicicleta fez o 1-0.

O Aston Villa reagiu de uma forma tímida mas foi a formação londrina quem continuou a mandar na partida e a criar oportunidades, especialmente com um remate forte do lado direito de Rafael van der Vaart à malha lateral, e mais perto do intervalo, acabou mesmo por ampliar a vantagem. Após um cruzamento vindo da esquerda junto à relva por Bale, Collins e Given não conseguem interceptar a bola e esta acaba por sobrar para Adebayor, que à boca da baliza fez o 2-0.


A formação de Harry Redknapp chegou assim ao interregno em vantagem com toda a justiça, porque dominou o jogo na primeira metade em termos territoriais, de posse de bola e até de oportunidades, e o que se seguiu nos últimos 45 minutos acabou por ser mais do mesmo.

O Aston Villa ainda esboçou uma reacção no inicio da segunda parte, mas depois só deu Tottenham.

Adebayor falhou o 3-0 por duas vezes de forma em que lhe era exigido mais (52’ isolado por um grande passe de Luka Modric e 61’ após movimento na diagonal na sequência de uma assistência de van der Vaart).

Walker, jovem lateral dos “Spurs”, também esteve perto de marcar num remate de fora da área, e já mais perto do fim, uma sequência de defesas de Given também impediram que o resultado correspondesse de uma forma mais justa ao que foi a partida: um jogo de sentido único, em que parecia que o campo estava inclinado.


Fazendo uma análise às equipas, tenho de fazer rasgados elogios ao Tottenham.
É certo que o adversário até nem foi muito exigente, mas o que vi esta noite foi uma equipa muito completa, com grandes jogadores em todas as posições e que na minha opinião não é inferior ao Chelsea, e não sei até que ponto não será superior ao United (que esta época tarde em convencer a nível exibicional).
Brad Friedel teve uma noite tranquila, Walker e Assou-Ekotto têm as características dos bons laterais modernos e Ledley King e sobretudo Kaboul mostraram ser bons centrais que embora sem grande qualidade técnica, têm um grande físico e são muito fortes no desarme.
Scott Parker fez um grande jogo sobretudo em termos defensivos pois recuperou imensas bolas e desenrascou-se em situações complicadas sem jogar feio e fazer faltas, já ofensivamente falhou alguns passes que podiam ter comprometido a sua equipa mas isso acontece a todo o bom jogador. Van der Vaart e especialmente Modric impressionaram-me pela qualidade de passe e de dinâmica que dão àquele meio-campo, o croata é um excelente jogador que me faz lembrar João Vieira Pinto, tanto em termos físicos como na condução do esférico.
Já quanto ao trio da frente, já tinha ouvido falar imenso deste Gareth Bale mas confesso que nunca tive oportunidade de o ver jogar e hoje fiquei rendido a este jogador que faz da verticalidade a sua principal arma, Aaron Lennon é um excelente jogador também e o que se pode apontar a Emmanuel Adebayor que fez os dois golos dos “Spurs”?
Uma equipa completíssima que me deixou água na boca. Quero vê-los em acção mais vezes, sobretudo frente às principais equipas do campeonato inglês, pois fiquei com a sensação de que está aqui um sério candidato ao pódio.

Quanto ao Aston Villa, por muito que me esforce, não consigo destacar especialmente pela negativa e muito menos pela positiva qualquer jogador. Pareceu-me uma formação muito homogénea mas neste caso isso não é positivo pois toda a equipa esteve apagada.
Exigia-se mais aos avançados que afinal de contas são habitualmente convocados para a selecção inglesa, e também à defesa que foi muito permissiva.
Surpreende-me como é que o Villa está em 8º.


Com esta vitória do Tottenham por 2-0, conclui-se a 12ª jornada da Premier League e esta é a classificação:

domingo, 20 de novembro de 2011

Taça de Portugal | Sporting 2-0 Sp. Braga



O Sporting qualificou-se para a próxima eliminatória da Taça Portugal após bater esta noite o Sp. Braga por 2-0 em Alvalade, com golos de Diego Capel e Insúa.


Eis a constituição das equipas:

Sporting



O Sporting mostra todo o seu respeito pelo valor do adversário e não mexe muito naquele que costuma ser a sua equipa habitual. A única novidade acaba por ser a titularidade de André Santos, relegando Pereirinha para o banco de suplentes. Com toda a normalidade, Polga, Onyewu e Insúa recuperaram de lesões e regressam ao onze.
Os leões voltam a iniciar uma partida sem um extremo de raiz no lado direito, situação à qual tenho vindo a ser um crítico pois a equipa geralmente “coxeia”, ataca sobretudo pelo flanco esquerdo, não joga a toda a largura, torna-se previsível e Diego Capel desgasta-se mais facilmente.


Sporting de Braga



Esta época ainda só vi um jogo completo do Braga, e foi ao vivo, no Bonfim, numa partida em que os minhotos venceram o Vitória de Setúbal por 1-0. Pareceu-me ser uma formação que está uns furos abaixo da temporada transacta, mas que no entanto continua muito forte.
Para Leonardo Jardim, a lista de jogadores impedidos de jogar é extensa, há oito lesionados e sem laterais-direitos de raiz, a solução encontrada pelo técnico madeirense foi adaptar o médio Leandro Salino a essa posição.
Na baliza, estará Berni (guarda-redes da Taça), em detrimento do habitual titular Quim.


O Braga começou melhor no jogo, com transições rápidas a tentar criar perigo, e logo aos 8’ Lima teve uma grande arrancada, entrou na grande área mas rematou ao lado.

No entanto, os minhotos abriram-se um pouco na sua zona defensiva, e num contra-ataque conduzido em velocidade por Matías, o chileno colocou no flanco direito em Wolfswinkel, que cruzou para a área onde Capel recebeu a bola, tirou Berni do caminho e com a baliza aberta fez o 1-0 à passagem do primeiro quarto de hora.

Nos minutos que se seguiram o Sporting pela primeira vez estava por cima da partida, e após um livre marcado do lado esquerdo por Matías, o guarda-redes italiano dos bracarenses defendeu para a frente onde Insúa de forma involuntária acabou por marcar com o peito. Golpe rude para a formação de Leonardo Jardim.

Nesta altura o Braga reagiu e tentou a todo o custo reduzir o mais cedo possível, e até esteve perto de marcar, mas viu negadas as suas oportunidades sobretudo por Rui Patrício.
Primeiro por um livre de Hugo Viana aos 24’, depois através de um cruzamento na esquerda e posteriores tentativas de recarga após o desvio do guarda-redes português e finalmente, mais perto do intervalo, por um cabeceamento de Djamal.

O Sporting chegava então ao interregno com uma vantagem de dois golos, algo exagerada nesta altura, na minha opinião, até porque a formação leonina pouco mais produziu ofensivamente do que os lances em que marcou. Mas já se sabe, a eficácia também conta.


O segundo tempo começou logo com uma contrariedade para os arsenalistas, Elderson foi expulso após derrubar Elias ainda fora da grande área quando este se isolava, e acabou por ser o que o Sporting também precisava para controlar esta partida, o que com ou sem bola, foi acontecendo, ainda que com algumas oscilações.

A melhor oportunidade para o Sp. Braga igualar foi aos 68’, por Paulo César (acabado de entrar), a cabecear à trave após cruzamento na direita por Leandro Salino.

Nesta fase do jogo, e já a pensar no “derby” do próximo sábado, Domingos Paciência tinha retirado Matías (que trabalhou condicionado ao longo da semana) e André Santos (foi-lhe mostrado o cartão amarelo) e colocou em campo Carrillo e Carriço, e mais tarde ainda trocou o queixoso e amarelado Insúa por Evaldo.

O Sporting também teve oportunidades para ampliar o marcador, primeiro por João Pereira, aos 73’, de trivela ao lado, e aos 86’, Carrillo num remate espectacular atirou ao ferro, mas o resultado ficou mesmo em 2-0, uma vitória justa dos leões.

Com esta vitória, a equipa de Alvalade segue para a próxima eliminatória onde já não entram FC Porto, Sp. Braga e Vitória de Guimarães, entre outros.


Fazendo uma análise às equipas, terei de começar pela de arbitragem. Não gosto de comentar as decisões dos juízes da partida, penso que a velocidade do jogo e a ilusão de óptica influenciam algumas decisões, mas quanto aos critérios, não há desculpas, e esta noite Jorge Sousa apitou demasiado, mostrou muitos cartões e estragou um pouco um jogo que tinha condições para ser electrizante.


O Sporting não fez uma exibição de encher o olho, não foi aquela equipa que em jogos anteriores criava dezenas de ocasiões de golo, mas fez o suficiente, mostrou eficácia e maturidade, e sobretudo, que consegue também bater adversários com a valia do Sporting de Braga, um adversário directo na Liga ZON Sagres e também um candidato a vencer esta Taça de Portugal.
Rui Patrício fez uma série de boas defesas, o sector defensivo esteve bem, André Santos ainda não está ao nível da época passada mas não esteve mal, Elias fez mais um grande jogo tanto a atacar como a defender, Schaars como de costume não deu nas vistas mas é sempre importante, Matías não brilhou mas não se lhe pode apontar nada, Capel fez mais das suas e Wolfswinkel não marcou, mas esteve muito mais em jogo do que nas recentes partidas.
Quanto aos que entraram, Carriço esteve bem a trinco, Carrillo teve um grande momento em que atirou ao ferro e mostrou argumentos para lutar pela titularidade e Evaldo esteve menos tempo em campo mas juntamente com o peruano teve algumas jogadas na esquerda.

Quanto ao Braga, entrou em Alvalade com uma atitude positiva, foi-se um pouco abaixo após sofrer o primeiro golo, mas reagiu assim que sofreu o segundo e durante todo o jogo foi criando algumas situações de perigo e talvez merecesse pelo menos um golo.
Berni falhou no segundo golo, não aproveitou a oportunidade, de resto, Leandro Salino não esteve mal como lateral-direito e a defesa acabou por sofrer golos nos poucos erros que cometeu.
A atacar Hugo Viana foi importante sobretudo nas bolas paradas, Alan mostrou vontade, mas foi mesmo Lima o mais inconformado, ainda que tudo isso tenha sido insuficiente para pelo menos marcar um golo.

Premier League | Chelsea 1-2 Liverpool



O Liverpool foi esta tarde a Stamford Bridge vencer o Chelsea por 2-1 num jogo a contar para a Premier League. Maxi Rodríguez e Glenn Johnson marcaram para os “reds”, Sturridge fez o golo dos “blues”.


Eis a constituição das equipas:

Chelsea



À entrada para este jogo, o Chelsea está num desolador 4º lugar e tem agora a oportunidade de alcançar o Newcastle no 3º posto.
A equipa de André Villas-Boas ainda não venceu nenhuma equipa que luta por uma vaga na Liga dos Campeões, e começa assim a contestação ao treinador português.
Já vi alguns jogos dos londrinos esta temporada, penso que tem uma formação composta por grandes jogadores em quase todas as posições, mas que para este nível falta-lhe mais soluções ofensivas, pois Drogba esteve lesionado por algum tempo, Torres marca poucos golos, Anelka o mesmo e não há alternativas nas alas aos jogadores que actualmente actuam, onde há o incansável Juan Mata que é um grande dinamizador dos “blues” mas também Sturridge que ainda está muito verde para ser titular no Chelsea.


Liverpool



O Liverpool está a fazer um campeonato abaixo das expectativas, continuando abaixo dos lugares que dão acesso às competições europeias, perdendo muitos pontos em jogos em que a vitória era mais que uma obrigação.
Do pouco que vi dos “reds” esta época, arrisco-me a dizer que é Suárez + 10.


Os minutos iniciais foram muito intensos e disputados, sobretudo a meio-campo, com ligeiro ascendente do Chelsea que foi a primeira equipa a criar perigo, num remate de Mata que foi interceptado perto da linha de baliza por Glenn Johnson.

Pouco depois, o lateral do Liverpool subiu pelo flanco mas demorou demasiado a cruzar a bola e já com pouco ângulo Petr Cech conseguiu ficar com o esférico.

Aos 21’, deu a sensação de golo em Stamford Bridge. Um livre directo de Drogba enganou até o realizador que pensou que a bola tinha entrado, mas na verdade passou muito perto do poste, bateu no placard publicitário, voltou para três e bateu na rede do lado de fora, iludindo muitos espectadores.

Aos 33’, golo do Liverpool. Petr Cech arriscou na marcação do pontapé de baliza ao passar a bola por Obi Mikel, que face à pressão perdeu-a para Craig Bellamy, e o galês tabelou bem com Suárez para posteriormente assistir Maxi Rodríguez, que sozinho na esquerda, deu vantagem aos “reds”.


Para o segundo tempo, Villas-Boas mexeu na equipa a retirou de campo Obi Mikel para colocar Sturridge, e acertou em cheio na substituição, pois aos 55’, o recém-entrado atacante inglês acabaria por marcar ao desviar à boca da baliza um remate rasteiro e torto de Malouda.

Assim que alcançou o empate, o Chelsea colocou-se por cima do jogo, galvanizando os seus adeptos e tendo algumas oportunidades para chegar à vantagem, encostando por completo o Liverpool ao seu meio-campo defensivo. Entre as ocasiões para marcar destaca-se um pontapé de bicicleta de Malouda ao lado e poucos minutos depois o francês respondeu de primeira a um cruzamento de Ivanovic mas o remate saiu mais uma vez bastante desenquadrado com a baliza.

Na minha opinião já tarde do jogo, Fernando Torres e Raúl Meireles entraram na partida para substituir Didier Drogba e Ramires, mas até foi o Liverpool (que tinha colocado no jogo Henderson e Downing) que beneficiou com as alterações do seu adversário.
Primeiro, aos 86’, após uma grande jogada de Henderson na direita, Kuyt em boa posição atira ao lado, mas no minuto seguinte, a formação de Kenny Dalglish marcou mesmo, após uma grande arrancada no flanco direito por Glenn Johnson, este passou por Ashley Cole e de pé esquerdo na cara de Petr Cech fez o 1-2, resultado com que terminou a partida.


Foi um jogo intenso, sobretudo nos primeiros 10 minutos e em toda a segunda parte. Se o resultado é justo? Bem, na minha opinião ambas as equipas mostraram querer vencer, o Chelsea acabou por sofrer dois golos um pouco contra a corrente do jogo, mas há que dar mérito ao Liverpool que aproveitou as oportunidades e defendeu bem.


Fazendo uma análise a ambas as formações, volto a bater na mesma tecla no que concerne aos londrinos. Villas-Boas tem jogadores pouco completos que acrescentam pouco, e posso dar uma série de exemplos: Ivanovic jogou a lateral e é pouco rápido, não tem grande domínio de bola e até me pergunto porque razão não foi o mais móvel David Luiz a ocupar essa posição, ou então, porquê Bosingwa no banco? Obi Mikel é um “6” que defensivamente é melhor que Meireles, sem dúvida, mas o português também defende bem e sobretudo é extremamente importante a transportar o jogo. Nas alas, Sturridge parece estar ainda verde, falta-lhe experiência e potenciar algumas qualidades, mas ao olharmos para as alternativas vemos um pouco explosivo Malouda que só na segunda parte apareceu e esteve quase sempre mal, até na assistência que acabou por fazer tentou rematar à baliza, e deixou de acompanhar Glenn Johnson no 1-2. Na frente de ataque, Didier Drogba está em sub-rendimento, e já se sabe que Fernando Torres também não é o goleador que foi outrora.
Para uma equipa que quer lutar pelo título inglês, foram mostrados muito poucos argumentos comparativamente ao que já vi das equipas de Manchester.
Quanto a outros jogadores, é difícil pedir mais de John Terry mas David Luiz teve muito nervoso, Ramires, Lampard e Mata tentaram dinamizar o ataque mas não fizeram dos seus melhores jogos. E como já disse, Torres e Meireles entraram bastante tarde.
Villas-Boas continua sem vencer concorrentes directos.

No que concerne ao Liverpool, sendo os menos favoritos neste jogo, não deixaram de mostrar ambição e organização e foi assim que basicamente venceram a partida.
Tinha dito que do pouco que vi, esta equipa parecia Suárez e mais dez mas hoje vi mais, vi os “reds” a ter no uruguaio o seu melhor jogador mas com uma boa dinâmica no ataque criada por Craig Bellamy, Kuyt e também Maxi Rodríguez. E porque não falar de Henderson que entrou no segundo tempo?
A defesa não tremeu, antes pelo contrário, susteve muito bem a grande pressão que o Chelsea exerceu na segunda parte, e até foi um jogador desse sector que resolveu o jogo após uma grande arrancada, falo de Glenn Johnson.
Desta vez, pareceu-me uma formação que com alguns ajustes pode fazer coisas bonitas em Inglaterra.


Com esta vitória do Liverpool no terreno do Chelsea, fica assim a classificação da Premier League:

sábado, 19 de novembro de 2011

Taça de Portugal | Académica 3-0 FC Porto



A Académica venceu hoje o FC Porto por 3-0 em Coimbra e eliminou assim os «dragões» da Taça de Portugal, impedindo-os de concretizar o sonho de conquistar a competição pela quarta vez consecutiva.


Eis a constituição das equipas:

Académica



A Académica, depois de entrar com todo o gás no campeonato está agora a acumular alguns resultados menos positivos, não vencendo um jogo há mais de um mês (16 de Outubro, 1-0 ao Oriental, Taça de Portugal) e se tivermos em conta apenas partidas com equipas do principal escalão, não vence um encontro desde 26 de Setembro (4-0 ao Feirense, Liga ZON Sagres).
Ainda assim, ocupa a tranquila 7ª posição, com os mesmos pontos que o Olhanense que está em 6º.
A única ausência importante é o defesa-central Abdoulaye.


FC Porto



Os dragões apresentam-se em Coimbra sem grandes surpresas, as únicas novidades são as titularidades de Rafael Bracali (guarda-redes da Taça) e Maicon (fruto das lesões de Fucile e Sapunaru). Sem tão grande alarido, porque são jogadores habituados a jogar de inicio, Otamendi, Varela e Walter entram para os lugares que se previam que fossem de Mangala, James e Kléber.
Esta partida é fundamental para Vítor Pereira, visto que após a derrota em Chipre para a Liga dos Campeões e o empate em Olhão, uma eliminação na Taça de Portugal podia levá-lo ao desemprego.


A primeira parte não teve oportunidades de golo e grandes motivos de interesse, disputou-se a um ritmo muito lento, mesmo com muito tempo útil, de tal forma que o árbitro praticamente não deu descontos.

O jogo foi sempre equilibrado, e o único remate que levou relativo perigo foi por Adrien Silva aos 23’, que passou uns bons metros acima da trave.

Nos primeiros 45 minutos, a Académica optou maioritariamente por atacar pelo flanco esquerdo, aproveitando a inexperiência de Maicon na lateral.


A segunda metade foi diferente, as equipas entraram com uma atitude diferente, mostraram vontade de marcar e vimos mais ocasiões em poucos minutos logo a seguir ao recomeço, como um remate de Hulk para defesa apertada de Ricardo ou um remate de Pape Sow à malha lateral.

Depois, aos 58’, aconteceu o primeiro de vários acontecimentos que desmoronou o FC Porto. Quem acompanha a minha opinião sabe que sou um adepto confesso do talento de James Rodríguez, mas ao colocá-lo em campo quase que para a posição de “10” para retirar Belluschi, a equipa perdeu um elo de ligação entre os sectores, alguém que ajudasse João Moutinho a transportar a bola do meio-campo defensivo para o ofensivo e ganhou um homem na frente para tentar gerar desequilíbrios, mas de que vale isso se a formação perdeu capacidade de fazer com que o esférico pisasse esses terrenos?

No minuto seguinte, Éder apareceu isolado por Sissoko mas Alvaro Pereira fez um corte decisivo e na quase na sequência do lance, do outro lado do campo, Hulk volta a rematar para defesa de Ricardo, que foi uma espécie de último suspiro dos dragões até ao que estava para vir.

E o que estava para vir eram os golos da Académica, primeiro por Marinho, a encostar ao segundo poste, sozinho e em posição regular, um passe cruzado de Sissoko pela esquerda, aos 64’.

Vítor Pereira quis dar a volta ao resultado, mas fez duas alterações que ainda pioraram a sua equipa no que concerne à construção de jogo. Varela deu lugar a Kléber e o FC Porto passou então a jogar com dois pontas-de-lança posicionais cujas características pouco ou nada acrescentam no que concerne a fazer com que a bola chegue às zonas de conclusão, e ainda trocou Moutinho por Defour, e apesar das semelhanças, o belga não tem ainda o nível do português.
Ou seja, nesta fase tínhamos uma espécie de 4-1-1-4 em que Defour pouco ou nada podia fazer na construção de jogo, os alas não tinham muitas hipóteses de poder mexer com o jogo e os avançados não tinham oportunidades porque as bolas não chegavam lá.

Quem agradeceu foram os “estudantes” que estavam sólidos a defender, estavam a conseguir sacudir a pressão, aliviar com maior ou menor dificuldade as bolas que apareciam na sua grande área e foram-se aventurando no contra-ataque, geralmente conduzidos por Sissoko, que aos 82’ conseguiu ultrapassar Maicon (que desistiu do lance para reclamar falta) e cruzou atrasado para Adrien Silva rematar para o 2-0. Segundo golo que foi uma fotocópia do primeiro, apenas mudaram os protagonistas.

A seguir ao golo sofrido, o FC Porto reagiu na marcação de um livre directo, mais uma vez por Hulk, para mais uma grande defesa de Ricardo.

Nas bancadas, as imagens da Sporttv captavam as expressões faciais de Pinto da Costa e era bem audível a insatisfação dos adeptos portistas para com o seu treinador: “Vítor, cabrão, pede a demissão!”

Os homens de Coimbra foram fazendo o seu jogo, e aos 89’, com um bom passe Éder isolou Diogo Valente que perante Bracali fez o 3-0, resultado com que a partida iria terminar minutos mais tarde.

Este, para já, foi o resultado mais negro (e não digo isto pela cor do equipamento do adversário) desde que a contestação a Vítor Pereira começou, não só pelos números, mas também por significar a eliminação precoce do FC Porto da Taça de Portugal.


Analisando as equipas, começo pela de arbitragem. Sou um crítico habitual de Bruno Paixão, mas tenho que dar a mão à palmatória, pois foi discreto e nunca prejudicou o jogo, ao contrário do que é habitual.

Quanto à Académica, penso que demonstrou organização, paciência e qualidade. Organização porque em todas as fases do jogo esteve sempre equilibrada, soube defender e atacar, conseguiu dois golos parecidíssimos e isso trata-se de uma situação muito treinada, ou então, coincidência, mas acredito na primeira opção. Paciência porque não foi atrás do ritmo lento do FC Porto na primeira parte para abrir-se em demasia, e esperou pelas oportunidades para criar perigo e marcar. Qualidade porque tudo o que fez foi devido ao valor da formação tanto individual como colectivamente, obtendo uma vitória justa e folgada perante o campeão nacional, que não perdia por tais número há mais de um ano e meio.
Ricardo esteve sempre no caminho da bola, a defesa foi organizada e não deu muitas hipóteses, Hélder Cabral foi um lateral ofensivo quando teve oportunidade, no meio-campo Pape Sow e Diogo Melo deram músculo, Adrien Silva foi o dínamo da equipa pelo centro e mostrou qualidades para dar que pensar aos dirigentes do Sporting que querem ir ao mercado contratar um jogador para a sua posição (recordo que ele está emprestado pelo clube de Alvalade), Sissoko (de apenas de 19 anos) fez o que quis de Maicon e parece ter um futuro muito promissor, Marinho marcou mas em termos de criatividade não esteve ao nível do extremo do outro flanco, e Éder, ponta-de-lança, não marcou mas fez uma assistência e também foi importante a destabilizar.

No que concerne ao FC Porto, faltou ritmo na primeira parte, os jogadores não corriam, não criaram desequilíbrios, não procuraram o golo, e na segunda metade, quando até estavam por cima, Vítor Pereira destruiu a capacidade da equipa construir jogo e retirou Belluschi de campo, colocando um homem para apoiar o ponta-de-lança, mas como já disse mais atrás, sem alguém lá atrás para transportar a bola, era impossível ela chegar a James Rodríguez para auxiliar o ponta-de-lança.
Bracali não teve culpas nos golos, Maicon foi uma nulidade, um lateral inventado, no entanto, se a solução passava por uma adaptação de um central, porque não Otamendi que já fez essa posição pelo menos na selecção argentina ou Mangala que de entre os homens do eixo defensivo do FC Porto é o mais rápido? Foi do lado do brasileiro que surgiram os dois primeiros golos da Académica e ofensivamente nada acrescentou. De resto, no que diz respeito a este sector, Otamendi falhou menos que Rolando e Alvaro Pereira já se sabe, não fez um jogo brilhante mas não sabe jogar mal.
O meio-campo nunca soube aumentar o ritmo de jogo, Varela esteve apagado, Hulk foi o mais inconformado mas ainda não está ao nível que nos habituou e Walter nem se deu por ele.
Os homens que entraram também pouco ou nada acrescentaram.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Qualificação EURO 2012 | Portugal 6-2 Bósnia-Herzegovina



Portugal goleou esta noite a Bósnia por 6-2 no Estádio da Luz e apurou-se para o EURO 2012.


Eis a constituição das equipas:

Portugal



Paulo Bento mantém o mesmo onze que jogou na Bósnia.
Portugal não falha uma grande competição desde 1998, joga em casa, tem o apoio de dezenas de milhares de adeptos nas bancadas do maior estádio do país, tem à sua volta um clima de grande confiança e por isso também de grande responsabilidade.


Bósnia-Herzegovina



É verdade que a Bósnia nunca esteve numa fase final, mas também é verdade que nunca ficou tão perto de chegar a uma: tem provavelmente a sua melhor geração de jogadores e está à distância de um empate com golos de ser apurada.
Em relação ao jogo da 1ª mão, há algumas alterações no sector defensivo: Salihovic não pode jogar devido a castigo mas Papac e Pandza, que estavam suspensos no jogo em Zenica, estão agora disponíveis. No entanto, só o primeiro vai jogar de inicio, pois será Jahic a ocupar o lado esquerdo da defesa, substituindo Salihovic.


Portugal começou muito bem, pressionante e com vontade de resolver o assunto e após um aviso num remate de Raúl Meireles ao lado, Cristiano Ronaldo viria a fazer o 1-0 aos 8’ na marcação de um livre directo.

Apesar da vantagem, a equipa das quinas não abrandou, quis mais um golo, para ter mais tranquilidade (como diria Paulo Bento), e aos 21’, na marcação de um livre directo, CR7 atirou forte para uma grande defesa de Begovic.
Mas este era apenas um aviso já que dois minutos depois, Nani, do meio da rua, rematou forte e colocado e fez um golo do outro Mundo.

A partir daqui os lusos abrandaram o ritmo, quiseram controlar o jogo de uma forma menos intensa, tanto com ou sem bola, mas a Bósnia aproveitou para chegar mais perto e aos 33’, Dzeko cabeceia à trave num lance em que foi marcado fora-de-jogo, mas deu para assustar o até então descansado Rui Patrício.

Nos cinco minutos seguintes, Hélder Postiga caiu na área e pediu-se grande penalidade, mas o avançado do Saragoça levou cartão amarelo supostamente por ter simulado a falta, e pouco depois, João Moutinho contornou o guarda-redes e em óptima posição falhou um passe para o meio da área e perdeu-se uma oportunidade de luxo para o 3-0.

Como quem não marca sofre, no minuto seguinte foi assinalada um penalty a favor da Bósnia após Fábio Coentrão ter tocado a bola com o braço na grande área, e na sua conversão Misimovic, que instantes antes já tinha proporcionado uma grande defesa a Rui Patrício, converteu em golo.

Até ao intervalo, apenas um livre de Ronaldo mereceu destaque. Nesta altura do jogo, ficou a sensação de que Portugal podia estar bem mais tranquilo, visto que teve oportunidades de fazer o 3-0 e o próprio golo dos bósnios surgiram quando os próprios não tinham feito muito para o justificar.

No segundo tempo os jogadores portugueses voltaram a dar intensidade ao jogo e a encostar o adversário lá atrás, e voltaram a marcar nos primeiros 10 minutos, mais uma vez por Cristiano Ronaldo que isolou-se após passe de João Moutinho, contornou o guarda-redes e atirou de pé esquerdo para o 3-1.
Lulic protestou por alegado fora-de-jogo mas acabou expulso por duplo amarelo.

Portugal com dois golos de vantagem e em superioridade numérica, procurou o quarto, teve uma grande oportunidade com um cabeceamento de Fábio Coentrão e numa grande penalidade que ficou por assinalar por mão de Papac, no entanto, contra o contra a corrente do jogo, foi a Bósnia a marcar, aos 65’, por Spahic, a aparecer em posição irregular na sequência de um livre.

O resultado voltava a estar perigoso, mas a equipa das quinas fez o 4-2 sete minutos depois, por Hélder Postiga, isolado e de pé esquerdo, após um grande passe de Rúben Micael.

Este parecia ser o KO para os balcânicos, mas por via das dúvidas, aos 80’, na marcação de um livre directo descaído para a direita, Miguel Veloso fez um golo fantástico.

No Estádio da Luz o clima era de festa mas o resultado ainda não estava feito, e aos 82’, Hélder Postiga cabeceou para o 6-2 após cruzamento de Coentrão na esquerda. Dois caxineiros a participar no último tento da partida.

Até final, Rúben Micael ainda podia ter feito o sétimo mas a bola saiu ao lado.


Foi um grande jogo, sempre com Portugal por cima, mas com a Bósnia a fazer dois golos em três remates que efectuou durante todo o jogo que deram sempre um toque emotivo, que só foi desfeito quando chegou a goleada.

Quantos às equipas, é uma partida para recordar mais tarde, com uma exibição da selecção portuguesa como já não se via há algum tempo.
Rui Patrício não teve culpas nos golos e fez uma grande defesa, os centrais estiveram bem sobretudo Pepe, João Pereira atacou e defendeu bem ainda que não tenha sido muito exuberante e Coentrão esteve na jogada que deu o primeiro golo da Bósnia, mas redimiu-se, podia ter marcado de cabeça e acabou por fazer a assistência para o sexto.
Miguel Veloso fez um GRANDE jogo, “varreu” muitas transições dos bósnios, foi importante na construção de jogo, marcou um golo fantástico e parece ter agarrado o lugar. Raúl Meireles e João Moutinho também estiveram muito bem, Cristiano Ronaldo fez dos seus melhores jogos por Portugal, Nani marcou um grande golo, esteve a bom nível mas acabou por ser ofuscado pela grande exibição do madeirense, e Postiga, que andou desaparecido e apagado durante boa fase da partida, mas apareceu na parte final para bisar.

Em relação à Bósnia, foi dominada praticamente durante 90 minutos, e só por Misimovic (bom remate aos 39’) e algumas iniciativas de Dzeko foram tentando remar contra a maré, mas foi insuficiente. Pjanic esteve limitado e não pode dar um melhor contributo à sua selecção.

Com esta vitória, Portugal carimbou o apuramento para o EURO 2012, marcando presença no seu quinto Campeonato da Europa consecutivo.
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