quarta-feira, 1 de abril de 2026

Hoje faz anos o canhoto de Freamunde que saltou do Paços para a Roma. Quem se lembra de Antunes?

Antunes disputou 174 jogos e 19 golos pelo Paços de Ferreira
Um dos melhores laterais esquerdos portugueses no século XXI. Por uma razão ou por outra nunca esteve numa fase final, mas somou 13 internacionalizações, jogou nos campeonatos de Itália e Espanha e na Liga dos Campeões e foi campeão na Ucrânia e em Portugal.
 
Canhoto nascido a 1 de abril de 1987 em Freamunde, no concelho de Paços de Ferreira, fez toda a formação nos capões, tendo transitado para a equipa principal quando ainda era júnior de primeiro ano, em 2004-05. Lançado por Nicolau Vaqueiro na antiga II Divisão B, beneficiou de competir num nível mais competitivo do que a maioria dos jogadores da sua geração para merecer as primeiras chamadas às seleções jovens, nomeadamente os sub-18 e os sub-19, tendo sido convocado para o Campeonato da Europa de sub-19 em 2006.
 
No verão de 2006, quando já contabilizava cerca de 90 jogos enquanto futebolista sénior, deu o salto para o Paços de Ferreira, então na I Liga. Alvo de aposta de José Mota, foi a grande revelação dos pacenses em 2006-07, contribuindo para a obtenção do sexto lugar no campeonato, que valeu o primeiro apuramento europeu da história do clube.
 
No final da temporada, além de ter participado no Europeu de sub-21 e no Mundial de sub-20, estreou-se pela seleção nacional A pela mão de Luiz Felipe Scolari num amigável com o Kuwait (1-1) e deu o salto para a AS Roma, para onde se transferiu por uma verba a rondar 1,5 milhões de euros (primeiro 300 mil euros de taxa de empréstimo e um ano depois 1,2 milhões pela transferência em definitivo).
 
Não vingou no emblema da cidade eterna, porém, estreou-se na Liga dos Campeões e contribuiu para a conquista da Taça de Itália em 2007-08, tendo sido titular em ambas as mãos das meias-finais, diante do Catania.
 
Seguiram-se empréstimos a Lecce, Leixões, Livorno e Panionios, nenhum deles particularmente bem-sucedido, ao ponto de ter descido de divisão nas duas primeiras cedências e de ter jogado na Serie B italiana quando esteve no emblema toscano. Ainda chegou a ser chamado por Carlos Queiroz para jogos da seleção nacional em agosto e setembro de 2008, mas depois desapareceu do mapa da equipa das quinas.
 
 
À procura de relançar a carreira, voltou ao Paços de Ferreira no verão de 2012, após terminar o vínculo que o ligava aos romanos, e cumpriu esse objetivo. Às ordens de Paulo Fonseca contribuiu para a obtenção do histórico 3.º lugar na I Liga, contributo esse que só não foi mais efetivo porque em janeiro de 2013 se transferiu, por 1,25 milhões de euros, para o Málaga, na altura uma equipa importante no campeonato espanhol e que se encontrava a competir na Liga dos Campeões.
 
 
 
Rapidamente se tornou titular no emblema andaluz, o que lhe valeu o regresso à seleção nacional, após cinco anos de ausência, nas três últimas datas FIFA de 2013. Também foi convocado para um amigável diante dos Camarões em março de 2014, o último antes de ser revelada a convocatória final para o Mundial do Brasil, mas ficou de fora do lote de eleitos para a fase final, uma vez que Paulo Bento preferiu chamar André Almeida para suplente de Fábio Coentrão.
 
 
No início de fevereiro de 2015 mudou-se para o Dínamo Kiev, que pagou seis milhões de euros pelo seu passe. Na Ucrânia deu continuidade à boa fase na carreira, ajudou a equipa da capital a vencer dois campeonatos (2014-15 e 2015-16), uma taça (2014-15) e uma supertaça (2016).
 
 
Dotado de um forte remate, brilhou na Liga Europa com um disparo a 30 metros da baliza que entrou no ângulo superior direito da baliza do Everton num jogo dos oitavos de final da prova em março de 2015, um lance que fez o presidente ucraniano na altura, Petro Poroshenko, a saltar da cadeira e festejar efusivamente nas bancadas. “Foi o melhor golo da minha carreira”, confessou ao jornal A Bola.
 
 
Pelo meio foi chamado pelo selecionador Fernando Santos para as datas FIFA de março de 2015 e outubro de 2016, mas não foi convocado para o Euro 2016, tendo sido preterido a favor de Raphael Guerreiro e Eliseu.
 
No verão de 2017 reentrou no futebol espanhol pela porta do Getafe, inicialmente por empréstimo e posteriormente a título definitivo, com os azulones a pagar 2,5 milhões de euros pelo seu passe. Nos três anos que passou no emblema da região de Madrid contribuiu para honrosas classificações na liga espanhola, sobretudo o quinto lugar alcançado em 2018-19, a apenas dois pontos da zona de apuramento para a Liga dos Campeões. Entretanto foi convocado para jogos da seleção nacional em outubro de novembro de 2017, mas falhou a presença no Mundial 2018.
 
 
Em abril de 2019 sofreu uma rotura do ligamento cruzado anterior do joelho direito e só voltou a jogar novamente em dezembro desse ano, mas em 2019-20 não foi além de três jogos oficiais disputados. Depois terminou contrato e tornou-se num jogador livre.
 
Apesar de não estar numa situação favorável, Ruben Amorim acreditou nele e indicou a sua contratação ao Sporting. Embora tivesse sido quase sempre suplente de Nuno Mendes, participou na conquista da Taça da Liga e do campeonato nacional em 2020-21, ajudando os leões a quebrar um jejum de 19 anos. Considerado um jogador importante no grupo de trabalho, teve o privilégio de capitanear os verde e brancos no seu jogo de despedida do clube, tendo posteriormente regressado ao Paços de Ferreira.
 
 
A terceira passagem pela Capital do Móvel, porém, ficou marcada pelo insucesso coletivo. Desceu à II Liga em 2022-23 e esteve perto de viver uma despromoção à Liga 3 na derradeira temporada da carreira, em 2024-25.
 
 
Após pendurar as botas, aos 38 anos, tornou-se treinador. Começou pela equipa de iniciados do Freamunde, mas em outubro de 2025 assumiu o comando técnico da equipa principal, que atualmente se encontra nos primeiros lugares da Série 1 da Divisão de Elite da AF Porto, a discutir a promoção ao Campeonato de Portugal.
  








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