quarta-feira, 29 de abril de 2026

Hoje faz anos o sobrinho de Futre que aos 11 anos treinou com o plantel principal do Sporting. Quem se lembra de Artur Futre?

Artur Futre jogou na I Liga ao serviço de Alverca e Desp. Aves
Acabou por não ir além de 17 jogos na I Liga, mas foi um futebolista bastante promissor. Treinou na equipa principal do Sporting às ordens de Carlos Queiroz quando tinha apenas 11 anos, foi campeão nacional de juniores pelo Alverca e internacional sub-20 e esteve vinculado ao Benfica durante duas temporadas.
 
Nascido a 29 de abril de 1983, no Montijo, Artur Futre herdou o jeito para jogar futebol do tio Paulo, tendo ingressado nas camadas jovens do Sporting aos nove anos, no início da época 1992-93.
 
Dois anos depois, em outubro de 1994, o então médio direito dos infantis foi chamado por Carlos Queiroz para integrar o treino da equipa principal, juntamente com Figo, Peixe, Oceano, Marco Aurélio e Carlos Xavier, entre outros. Destro, ao contrário do tio, era orientado na altura por Osvaldo Silva, que também havia treinado o antigo craque dos três grandes e do Atlético Madrid.
 
Apesar da qualidade técnica que lhe era reconhecida, nunca conseguiu confirmar tudo o que prometeu, acabando por ser dispensado do Sporting aos 15 anos. Passou ainda pelas camadas jovens de Vitória de Setúbal e Samouquense antes de concluir a formação no Alverca, tendo feito parte da mítica equipa de juniores dos ribatejanos campeã nacional da categoria em 2001-02.
 
Na época seguinte integrou o plantel principal, numa altura em que existia um protocolo com o Lourinhanense, que funcionava como equipa-satélite. Como resultado, entre 2002 e 2004 Artur Futre competiu regularmente pelo conjunto da região Oeste na III Divisão Nacional, mas não foi além de nove jogos pelo Alverca nesse período. Ainda assim, contribuiu para a promoção à I Liga em 2003 e atuou em quatro jogos no primeiro escalão em 2003-04. Pelo meio também somou uma internacionalização pela seleção nacional de sub-20, numa derrota às mãos da Escócia (1-2) em Alcochete, a 17 de dezembro de 2003.
 
Em 2004-05 conseguiu jogar com alguma regularidade pelos ribatejanos na II Liga, tendo atuado em 20 partidas (metade como titular) e apontado quatro golos.
 
No final dessa temporada o Alverca extinguiu o futebol sénior e na mesma altura Artur Futre assinou pelo Benfica, clube pelo qual nunca veio a jogar oficialmente – apenas disputou um particular numa digressão a África em maio de 2006. Durante o vínculo às águias esteve emprestado ao Maia, na II Liga, e ao Desportivo das Aves, no patamar maior do futebol português. Pelos avenses somou mais 13 jogos (nove a titular) na I Liga em 2006-07, tendo averbado três remates certeiros numa época marcada pela descida de divisão.
 
 
No verão de 2007 decidiu retirar-se, quando tinha apenas 24 anos, passando a trabalhar como promotor de eventos desportivos. Porém, voltou aos relvados para jogar pelo Olímpico Montijo entre 2008 e 2011, despedindo-se com a conquista do título distrital da AF Setúbal.
 
A fama precoce e as comparações com o tio, garante, atraiçoaram-no durante a carreira. “As pessoas comparavam-me ao meu tio, como ainda hoje fazem, mas isso é impossível. O meu tio aos 23 anos já era um jogador de classe mundial, referência de muita gente. (…) Ser sobrinho de quem sou é um pau de dois bicos. É complicado porque se faço um jogo bom sou o maior e quando faço um jogo mau sou o pior. (…) Gostava de ser o Artur Futre e não o sobrinho de Paulo Futre, mas sei que não vou conseguir livrar-me dessa etiqueta. Já me habituei a viver com isso e já me mentalizei que estou pronto para levar com isso e muito mais”, confessou ao Maisfutebol em novembro de 2006.
 
Entretanto, tornou-se scout da empresa de agenciamento de profissionais de futebol Proeleven



 


 







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