quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Hoje faz anos o lateral canhoto de Odemira que era especialista em livres. Quem se lembra de Nuno Amaro?

Nuno Amaro jogou por Farense, Gil Vicente e Leixões na I Liga
Odemira é o maior concelho do país em área (cerca de 1720 km²), mas não é propriamente um grande viveiro de craques. São raros os jogadores que de lá se catapultaram para a elite do futebol nacional, mas há sempre uma exceção que confirma a regra. Neste caso é um defesa lateral com um pé esquerdo calibrado que foi internacional jovem português e disputou 115 jogos na I Liga.
 
Os primeiros passos no futebol, porém, foram dados num concelho vizinho, Ourique, onde representou o Ourique Desportos Clube nos escalões de infantis e iniciados. Depois deu o salto para o Farense, onde concluiu a formação e iniciou o percurso como sénior em 1992. Paralelamente, somou oito internacionalizações pelas seleções jovens, dos sub-15 aos sub-17, todas entre julho de 1991 e setembro de 1992.
 
Contudo, em cinco anos na equipa principal dos leões de Faro não foi além de dois jogos oficiais, um em 1993-94 e outro em 1994-95. Concorrentes de peso como Paixão não lhe deram hipóteses. Pelo meio esteve emprestado ao Louletano, então na II Divisão B, em 1995-96.
 
Sem espaço no São Luís, viu-se obrigado a procurar melhor sorte noutras paragens. Voltou ao Alentejo para representar o Desp. Beja na II B em 1997-98 e o Ourique na III Divisão na época seguinte antes de rumar a norte, onde viveu os melhores anos da carreira.
 
Primeiro ajudou o Marco a subir à II Liga em 2000, depois reentrou no primeiro escalão pela porta do Gil Vicente. Em cinco épocas em Barcelos atuou em 115 partidas, 108 das quais na I Liga, ajudando os gilistas a assegurar a permanência em todas. Tanto individualmente como coletivamente, a melhor temporada foi a de 2002-03, quando participou em 31 encontros, marcou dois golos e ajudou os barcelenses a obter um honroso 8.º lugar.
 
   
 
Seguiram-se três anos no Leixões, tendo contribuído para a conquista do título nacional da II Liga em 2006-07, às ordens de Vítor Oliveira, um treinador que já o havia orientado no Gil Vicente. Ainda voltou a jogar na I Liga em 2007-08, mas não foi além de cinco partidas. O brasileiro Ezequias, que já o havia relegado para o banco em Barcelos na segunda metade de 2004-05, voltou a ser o carrasco do lateral esquerdo alentejano.
 
 
Entre 2008 e 2010 representou o Vizela, primeiro na II Liga e depois na II Divisão B, e encerrou a carreira com a camisola do Esposende em 2010-11, na III Divisão.
 
Após pendurar as botas aventurou-se como treinador nas camadas jovens do Gil Vicente entre 2012 e 2017.   







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