Hoje faz anos o lateral canhoto de Odemira que era especialista em livres. Quem se lembra de Nuno Amaro?
Nuno Amaro jogou por Farense, Gil Vicente e Leixões na I Liga
Odemira é o maior concelho do
país em área (cerca de 1720 km²), mas não é propriamente um grande
viveiro de craques. São raros os jogadores que de lá se catapultaram para a
elite do futebol nacional, mas há sempre uma exceção que confirma a regra.
Neste caso é um defesa lateral com um pé esquerdo calibrado que foi
internacional jovem português e disputou 115 jogos na I
Liga.
Os primeiros passos no futebol,
porém, foram dados num concelho vizinho, Ourique, onde representou o Ourique
Desportos Clube nos escalões de infantis e iniciados. Depois deu o salto para o
Farense,
onde concluiu a formação e iniciou o percurso como sénior em 1992.
Paralelamente, somou oito internacionalizações pelas seleções jovens, dos
sub-15 aos sub-17, todas entre julho de 1991 e setembro de 1992. Contudo, em cinco anos na equipa
principal dos leões
de Faro não foi além de dois jogos oficiais, um em 1993-94 e outro em
1994-95. Concorrentes de peso como Paixão não lhe deram hipóteses. Pelo meio
esteve emprestado ao Louletano,
então na II Divisão B, em 1995-96. Sem espaço no São Luís, viu-se
obrigado a procurar melhor sorte noutras paragens. Voltou ao Alentejo para
representar o Desp.
Beja na II B em 1997-98 e o Ourique na III Divisão na época seguinte antes
de rumar a norte, onde viveu os melhores anos da carreira. Primeiro ajudou o Marco
a subir à II
Liga em 2000, depois reentrou no primeiro
escalão pela porta do Gil
Vicente. Em cinco épocas em Barcelos atuou em 115 partidas, 108 das quais
na I
Liga, ajudando os gilistas
a assegurar a permanência em todas. Tanto individualmente como coletivamente, a
melhor temporada foi a de 2002-03, quando participou em 31 encontros, marcou
dois golos e ajudou os barcelenses
a obter um honroso 8.º lugar.
Seguiram-se três anos no Leixões,
tendo contribuído para a conquista do título nacional da II
Liga em 2006-07, às ordens de Vítor
Oliveira, um treinador que já o havia orientado no Gil
Vicente. Ainda voltou a jogar na I
Liga em 2007-08, mas não foi além de cinco partidas. O brasileiro Ezequias,
que já o havia relegado para o banco em Barcelos na segunda metade de 2004-05,
voltou a ser o carrasco do lateral esquerdo alentejano.
Entre 2008 e 2010 representou o Vizela,
primeiro na II
Liga e depois na II Divisão B, e encerrou a carreira com a camisola do Esposende
em 2010-11, na III Divisão. Após pendurar as botas
aventurou-se como treinador nas camadas jovens do Gil
Vicente entre 2012 e 2017.
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