quinta-feira, 9 de abril de 2026

Hoje faz anos o avançado que os adeptos do Liverpool apelidaram de “Deus”. Quem se lembra de Robbie Fowler?

Fowler marcou 183 golos em 369 jogos pelo Liverpool
Muitos jogadores lendários passaram pelo Liverpool, mas poucos terão sido apelidados pelos aficionados adeptos dos reds de “Deus”. Aconteceu com este goleador formado no clube e que brilhou ao serviço da equipa principal sobretudo durante a década de 1990.
 
Robbie Fowler nasceu a 9 de abril de 1975 em Liverpool e é considerado um dos avançados mais talentosos da sua geração. Com um instinto goleador fora do comum, era um perigo à solta nas áreas adversárias, tendo criado uma ligação especial com as bancadas de Anfield.
 
Apesar de ter crescido como adepto do rival Everton, fez toda a formação no clube vermelho de Merseyside, tendo assinado contrato profissional no dia em que celebrou o 17.º aniversário. Quase um ano e meio depois, já após se ter sagrado campeão europeu de sub-18 em 1993 e melhor marcador desse torneio, fez a estreia (a jogar e a marcar) pela equipa principal, num triunfo para a Taça da Liga inglesa no terreno do Fulham (3-1). Na segunda-mão dessa eliminatória, fez ainda melhor: faturou todos os golos da vitória em casa por 5-0.
 
 
Aí nasceu uma estrela que durante o resto da década de 1990 se tornou no principal goleador do Liverpool, tendo feito parte de uma geração que ficou conhecida como “Spice Boys”, juntamente com Jamie Redknapp, David James, Neil Ruddock, Steve McManaman e Jason McAteer.
 
Avançado não muito alto para os padrões britânicos (1,80 m), mas capaz de marcar golos nas situações mais improváveis, foi o autor de façanhas como um famoso hat-trick ao Arsenal em apenas quatro minutos e 33 segundos, um dos mais rápidos da história do Premier League, a 28 de agosto de 1994.
 
 
Quase cinco anos depois, a 3 de agosto de 1999, protagonizou uma celebração de golo polémica diante do Everton, ao usar a linha de fundo para simular estar a snifar cocaína, em resposta a falsas acusações de abuso de drogas por parte dele, o que lhe valeu uma suspensão por parte da Federação Inglesa (FA).
 
 
Embora o colosso inglês estivesse longe dos tempos áureos, Fowler contribuiu para a conquista de vários troféus como duas Taças da Liga (1994-95 e 2000-01), uma Taça de Inglaterra (2000-01), uma Taça UEFA (2000-01) e uma Supertaça Europeia (2001).
 
Numa altura em que estava algo tapado pelo sucesso da dupla composta por Michael Owen e Emile Heskey, transferiu-se para o Leeds United no final de novembro de 2001 por cerca de 16,8 milhões de euros. Mais tarde, escreveu numa autobiografia que o treinador Gérard Houllier o forçou a deixar Anfield.
 
Apesar de um bom arranque em Elland Road, com 12 golos na primeira (meia) época, foi perdendo gás, o que o levou a mudar-se para um então modesto Manchester City em janeiro de 2003, por cerca de 9,8 milhões de euros.
 
 
Ao serviço dos citizens voltou aos registos positivos, tendo atingido a dezena de golos tanto em 2003-04 como em 2004-05. Na época que se seguiu enfrentou vários problemas físicos, mas quatro golos em dois jogos em janeiro de 2006 levaram o Liverpool a contratá-lo.
 
Essa segunda passagem por Anfield foi curta, mas ainda assim emocionalmente significativa, culminando na caminhada até à final da Liga dos Campeões em 2006-07. Depois despediu-se do clube pelo qual havia marcado um total de 183 golos em 369 jogos.
 
Em julho de 2007 assinou pelo Cardiff City, a militar no Championship, ajudando a equipa galesa a atingir a final da Taça da Liga inglesa.
 
Ainda voltou a jogar na Premier League numa curta experiência com a camisola do Blackburn Rovers em 2008-09 e depois mudou-se para a Austrália, onde representou North Queensland Thunder e Perth Glory.
 
O último clube da sua carreira foi o Muangthong United da Tailândia, então comandado por Henrique Calisto. Após a saída do técnico português, Fowler desempenhou as funções de jogador-treinador.
 
Paralelamente, teve uma carreira internacional pautada por alguma discrição. Apontou sete golos em 26 jogos pela seleção inglesa e esteve presente nos Europeus de 1996 e 2000 e no Mundial 2002, mas raramente foi protagonista.
 
 



 
 






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