Não era um avançado que
apresentava continuamente uma média de um golo por jogo, mas aparecia quase sempre
nos grandes encontros, nomeadamente as finais. Pelo Chelsea,
clube em que mais se notabilizou, marcou em oito finais, incluindo na que deu a
primeira
Liga dos Campeões aos londrinos, em 2012.
Nascido a 11 de março de 1978, em
Abidjan, na Costa do Marfim, foi viver para França aos cinco anos, quando os
pais o enviaram para casa de um tio, Michel Goba, que também foi futebolista
profissional. Percorreu as camadas jovens de
vários clubes até se fixar no Le Mans, clube pelo qual se estreou como
futebolista profissional na Ligue 2 em 1998-99. Os primeiros anos não foram
fáceis, com sucessivas lesões e dificuldades físicas em corresponder à agenda
de treinos e jogos e um registo de golos aquém do que se espera de um avançado.
Em janeiro de 2002 deu o salto
para o Guingamp, então na Ligue
1. Na primeira meia época ajudou o equipa a evitar a despromoção, mas foi
em 2002-03 que verdadeiramente explodiu, com 17 golos no campeonato – somente Shabani
Nonda (Mónaco/26
golos) e Pauleta (Bordéus/23)
marcaram mais – que ajudaram o clube do noroeste francês a melhor classificação
da sua história, o 7.º lugar.
Seguiu-se novo salto, para o Marselha,
pelo qual brilhou durante a temporada 2003-04. Apontou 32 golos em todas as
provas, tendo sido eleito melhor jogador do campeonato
gaulês e ajudado o emblema
do sul de França a atingir a final da Taça
UEFA, perdida para o Valência.
Após vencer a Champions
mudou-se para os chineses do Shanghai Shenhua e de lá para o Galatasaray,
clube pelo qual se sagrou campeão da Turquia em 2012-13.
Em 2014-15 voltou ao Chelsea,
novamente com Mourinho
como treinador, e, apesar de ser um habitual suplente de Diego
Costa, venceu o campeonato e a Taça da Liga. Seguiram-se aventuras no futebol
norte-americano ao serviço de Montreal Impact e Phoenix Rising antes de
pendurar as botas em 2018, aos 40 anos.
Internacionalmente, estreou-se
pela seleção da Costa
do Marfim em 2002 e estabeleceu-se naturalmente como um dos principais
jogadores da história do país, tendo participado nos Mundiais de 2006,
2010 e 2014. Após a vitória sobre o Sudão que carimbou o apuramento para o Campeonato
do Mundo da Alemanha, fez um discurso emotivo que ajudou a colocar um ponto
final à guerra civil que assolava o país.
Também marcou presença em seis
edições da Taça das Nações Africanas, tendo atingido a final em 2006 e 2012,
outros pontos altos de um percurso de 12 anos, 105 internacionalizações e 65
golos, registos que fazem dele o melhor marcador da história dos elefantes.
Sem comentários:
Enviar um comentário