quarta-feira, 11 de março de 2026

Hoje faz anos o elefante talhado para jogos grandes que marcou pelo Chelsea em oito finais. Quem se lembra de Drogba?

Drogba apontou 164 em 381 jogos pelo Chelsea
Não era um avançado que apresentava continuamente uma média de um golo por jogo, mas aparecia quase sempre nos grandes encontros, nomeadamente as finais. Pelo Chelsea, clube em que mais se notabilizou, marcou em oito finais, incluindo na que deu a primeira Liga dos Campeões aos londrinos, em 2012.
 
Nascido a 11 de março de 1978, em Abidjan, na Costa do Marfim, foi viver para França aos cinco anos, quando os pais o enviaram para casa de um tio, Michel Goba, que também foi futebolista profissional.
 
Percorreu as camadas jovens de vários clubes até se fixar no Le Mans, clube pelo qual se estreou como futebolista profissional na Ligue 2 em 1998-99. Os primeiros anos não foram fáceis, com sucessivas lesões e dificuldades físicas em corresponder à agenda de treinos e jogos e um registo de golos aquém do que se espera de um avançado.
 
 
Em janeiro de 2002 deu o salto para o Guingamp, então na Ligue 1. Na primeira meia época ajudou o equipa a evitar a despromoção, mas foi em 2002-03 que verdadeiramente explodiu, com 17 golos no campeonato – somente Shabani Nonda (Mónaco/26 golos) e Pauleta (Bordéus/23) marcaram mais – que ajudaram o clube do noroeste francês a melhor classificação da sua história, o 7.º lugar.
 
 
Seguiu-se novo salto, para o Marselha, pelo qual brilhou durante a temporada 2003-04. Apontou 32 golos em todas as provas, tendo sido eleito melhor jogador do campeonato gaulês e ajudado o emblema do sul de França a atingir a final da Taça UEFA, perdida para o Valência.
 
 
No verão de 2004 o Chelsea correspondeu a um pedido expresso do novo treinador, José Mourinho, e contratou o costa-marfinense por 38,5 milhões de euros. Rapidamente se tornou uma das figuras dos blues, tendo vencido 12 troféus durante a primeira passagem por Stamford Bridge, até 2012, entre os quais três edições da Premier League (2004-05, 2005-06 e 2009-10) e a Liga dos Campeões em 2011-12.
 
Para a conquista do primeiro título continental dos londrinos contribuiu ativamente ao marcar o golo do empate e converter o penálti decisivo na final diante do Bayern em Munique. Foi apenas a cereja no topo do bolo para um verdadeiro talismã para o Chelsea em jogos grandes, uma vez que tinha faturado noutras sete finais: Taça da Liga em 2004-05, 2006-07 e 2007-08 e Taça de Inglaterra em 2006-07, 2008-09, 2009-10 e 2011-12.
 
 
Após vencer a Champions mudou-se para os chineses do Shanghai Shenhua e de lá para o Galatasaray, clube pelo qual se sagrou campeão da Turquia em 2012-13.
 
 
 
Em 2014-15 voltou ao Chelsea, novamente com Mourinho como treinador, e, apesar de ser um habitual suplente de Diego Costa, venceu o campeonato e a Taça da Liga.
 
Seguiram-se aventuras no futebol norte-americano ao serviço de Montreal Impact e Phoenix Rising antes de pendurar as botas em 2018, aos 40 anos.
 
 
Internacionalmente, estreou-se pela seleção da Costa do Marfim em 2002 e estabeleceu-se naturalmente como um dos principais jogadores da história do país, tendo participado nos Mundiais de 2006, 2010 e 2014. Após a vitória sobre o Sudão que carimbou o apuramento para o Campeonato do Mundo da Alemanha, fez um discurso emotivo que ajudou a colocar um ponto final à guerra civil que assolava o país.  
 
 
Também marcou presença em seis edições da Taça das Nações Africanas, tendo atingido a final em 2006 e 2012, outros pontos altos de um percurso de 12 anos, 105 internacionalizações e 65 golos, registos que fazem dele o melhor marcador da história dos elefantes.
 






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