quinta-feira, 7 de maio de 2020

Os 10 jogadores com mais jogos pelo Arouca na II Liga

Os futebolistas mais utilizados pelo Arouca na Segunda Liga
Indicado pela Federação Portuguesa de Futebol como um dos dois clubes para ascender à II Liga, o Futebol Clube de Arouca vai regressar a um patamar competitivo em que competiu por cinco vezes na sua história. Por ser um dos dois líderes das quatros séries do Campeonato de Portugal com mais pontos, o emblema beirão vê premiado o bom desempenho desta temporada, mas também o positivo histórico recente.


Protagonista de ascensão meteórica pelas várias divisões do futebol português, o emblema arouquense saiu dos distritais da AF Aveiro em 2007 e chegou à I Liga em 2013, tendo permanecido quatro temporadas entre a elite. Após duas épocas em que alcançou a permanência nas últimas jornadas, o Arouca obteve o histórico 5.º lugar e consequente apuramento europeu em 2016-16, mas um ano depois desceu de divisão.

No regresso ao segundo escalão, falhou a promoção em 2017-18 e acabou por ser despromovido ao Campeonato de Portugal na época seguinte. Porém, a queda vertiginosa foi estancada e os beirões garantiram, ainda que na secretaria, o regresso à II Liga.

Agora que está garantida a sexta participação do Arouca na II Liga, vale a pena recordar os dez futebolistas com mais jogos pelo clube nesse patamar competitivo.


10. Nené (49 jogos)

Nené
Médio defensivo internacional cabo-verdiano e com larga experiência nas ligas profissionais adquirida em clubes como Sp. Braga, Desp. Aves e União de Leiria, assim como nos campeonatos de Chipre e Roménia, chegou a Arouca no verão de 2010, quando já tinha 31 anos.
Na primeira época no clube dividiu a titularidade com Diogo Santos, tendo disputado 21 jogos (16 a titular), ajudando os beirões a obter um honroso 5.º lugar na estreia na II Liga. Na segunda temporada ganhou definitivamente um lugar no onze, tendo participado em 28 encontros (23 a titular), não evitando a dificuldade em assegurar a permanência.
Em abril de 2012 foi notícia por ter sido despejado do apertamento em que habitava em Arouca, na sequência de um alegado atraso no pagamento da renda por parte do clube.
Depois prosseguiu a carreira na II Liga com a camisola do Sp. Covilhã.


9. Jorge Leitão (49 jogos)

Jorge Leitão
Disputou 49 jogos tal como Nené, mas esteve em campo mais 28 minutos – 3304 contra 3276. Natural de Cinfães, a cerca de 40 quilómetros de Arouca, este extremo/ponta de lança despontou no Feirense, que o catapultou para o futebol inglês, onde viveu a melhor fase da carreira, entre 2000 e 2006. Quando regressou a Portugal fixou-se no distrito de Aveiro, primeiro no Beira-Mar e depois no Feirense e no Arouca.
Logo na época de estreia pelos arouquenses, em 2009-10, ajudou a equipa a vencer a II Divisão B – Zona Centro e a subir à II Liga, contribuindo para a promoção com seis golos.
Seguiram-se duas temporadas no segundo escalão. Em 2010-11 ajudou os beirões a alcançarem um honroso 5.º lugar, tendo disputado 29 jogos (27 a titular) e marcado quatro golos, a Fátima, Leixões (dois) e Desp. Aves.
Depois encerrou a carreira de jogador e iniciou a de treinador, tendo trabalhado no Arouca entre 2012 e 2018.



8. Hélder Silva (50 jogos)

Hélder Silva
Extremo de baixa estatura (1,69 m), fez toda a carreira no distrito de Aveiro. Ao Arouca chegou no verão de 2007, tendo tido o apresentador de televisão Jorge Gabriel como primeiro treinador, reforçando uma equipa então recém-promovida à III Divisão.
Logo na primeira temporada sagrou-se campeão da III Divisão – Série C e ascendeu à II Divisão B, patamar competitivo em que passou dois anos antes de alcançar nova promoção, desta vez à II Liga, em 2010.
Foi, por isso, parte integrante da ascensão meteórica dos arouquenses, tendo disputado duas épocas no segundo escalão. Em 2010-11 foi maioritariamente titular na campanha que culminou na obtenção de um honroso 5.º lugar, tendo participado em 24 jogos (17 no onze inicial) e marcado dois golos, a Varzim, Estoril e Sp. Covilhã. Na temporada seguinte manteve a influência, disputando 26 encontros (18 a titular) e apontando um golo, ao Moreirense.
Em 2012 deixou o clube, mas manteve-se na II Liga com a camisola do Oliveirense.



7. Soares (50 jogos)

Soares
Disputou 50 jogos tal como Hélder Silva, mas esteve em campo mais 807 minutos – 3899 contra 3092. Médio possante (1,85 m) e de características defensivas, chegou pela primeira vez ao Arouca em janeiro de 2012, por empréstimo do FC Porto, clube pelo qual nunca jogou e que já o tinha emprestado a Portimonense e Recreativo Huelva.
Embora tivesse chegado a meio da época, agarrou imediatamente a titularidade, indo a tempo de disputar 12 jogos (11 a titular), iniciando aí uma ligação forte a Vítor Oliveira. Na temporada seguinte mudou-se para o Rio Ave, mas devido à escassa utilização reforçou os arouquenses novamente por empréstimo, tendo participado em 20 encontros (todos como titular) e marcado um golo, ao União da Madeira, precisamente na partida que ditou a inédita promoção à I Liga.
Em 2013-14 continuou no clube por empréstimo dos rioavistas, mas não conseguiu manter a influência, não indo além de 15 jogos (oito a titular).
Depois passou pelo União da Madeira, onde reencontrou Vítor Oliveira, e pelo Cova da Piedade, antes de regressar ao Arouca em 2018-19. Cumpriu 18 jogos (15 a titular), não conseguindo evitar a despromoção, mas no final da época recebeu o convite do Gil Vicente (de Vítor Oliveira) para voltar à I Liga.



6. Kiko (53 jogos)

Kiko
Central brasileiro, mas já com experiência nas ligas profissionais portuguesas adquiridas ao serviço de Paços de Ferreira e Gil Vicente, acrescentou maturidade à equipa do Arouca na época de estreia do clube na II Liga, em 2010-11.
Titular nos dois anos passados no conjunto beirão, formou dupla com o camaronês William, o brasileiro Juan, o português Miguel Ângelo e o argelino Zarabi no eixo defensivo. Na primeira época disputou 28 encontros (26 a titular) e apontou 11 golos, um registo assinalável para um defesa, contribuindo fortemente para a obtenção do honroso 5.º lugar.
Na segunda temporada manteve a influência, tendo participado em 25 partidas (24 a titular) e marcado dois golos, entre os quais um ao Estoril, na última jornada, que garantiu a permanência.
Depois mudou-se para o União da Madeira, então também a militar na II Liga.



5. Hugo Monteiro (54 jogos)

Hugo Monteiro
Extremo formado no Boavista e durante muito tempo ligado aos axadrezados, esteve seis anos vinculado ao Arouca, mas nunca foi um titular indiscutível.
Na época de estreia pelos beirões, em 2010-11, não foi além de sete jogos (quatro a titular), tendo apontado um golo, ao Trofense. Nas duas temporadas seguintes, Vítor Oliveira deu-lhe mais protagonismo: 23 encontros (13 a titular) e um golo, ao Moreirense, em 2011-12; 24 partidas (14 a titular) e dois golos, ao Benfica B e ao Santa Clara, contribuindo para a inédita promoção à I Liga e para a caminhada até aos quartos de final da Taça de Portugal.
Nas três épocas de seguinte continuou vinculado ao clube, mas não foi além de nove jogos no patamar maior do futebol português, todos como suplente utilizado.
Após deixar os arouquenses pendurou as botas e aventurou-se no jiu-jitsu e no hóquei em campo.



4. Babanco (54 jogos)

Babanco
Disputou 54 jogos tal como Hugo Monteiro, mas esteve em campo mais 1924 minutos – 4418 contra 2494. Médio canhoto e polivalente, capaz de fazer várias posições do meio-campo e também a de lateral esquerdo, foi contratado ao Boavista de Praia no verão de 2010 e, embora já fosse internacional cabo-verdiano, era ainda um desconhecido no futebol português.
Na primeira temporada em Arouca disputou 25 jogos (24 a titular) e marcou cinco golos, a Oliveirense, Desp. Aves (dois), Trofense e Sp. Covilhã, contribuindo para a obtenção de um honroso 5.º lugar. Na segunda época participou em 29 encontros (27 a titular) e apontou dois golos, a Moreirense e Oliveirense.
Depois deu o salto para a I Liga, patamar competitivo no qual jogou com as camisolas de Olhanense, Estoril e Feirense.



3. Bruno Alves (62 jogos)

Bruno Alves
Médio formado no Vitória de Guimarães e com uma longa ligação aos vimaranenses, chegou ao Arouca no verão de 2017, depois de ter contribuído para a promoção do Desp. Aves à I Liga e numa altura em que os arouquenses tinham acabado de descer ao segundo escalão.
Sem grande surpresa, foi maioritariamente titular nos beirões, tendo disputado 34 partidas (33 a titular) em 2017-18.
Na época seguinte envergou a braçadeira de capitão em alguns encontros, foi menos utilizado, cumprindo apenas 27 jogos (21 a titular), não conseguindo evitar a despromoção.
Após várias temporadas na II Liga, atua desde o verão do ano passado no Campeonato de Portugal. Começou a época no Fátima, concluiu-a no Valadares Gaia.


2. Joeano (62 jogos)

Joeano
Disputou 62 jogos tal como Bruno Alves, mas esteve em campo mais 104 minutos – 4700 contra 4596. Ponta de lança brasileiro com praticamente toda a carreira feita em Portugal, necessitou de apenas dois anos para alcançar o estatuto de uma das principais figuras do Arouca.
Já depois de ter representado Académica e Vitória de Setúbal na I Liga e de ter passado pelos campeonatos de Israel e Chipre, estava à beira de completar 32 anos quando reforçou os beirões e revelou-se um reforço de luxo.
Em 2011-12 apontou 19 golos em 26 jogos (18 a titular), o que lhe valeu o primeiro lugar na lista de melhores marcadores do campeonato. Na época seguinte repetiu a façanha, mas com 24 golos em 36 encontros (32 a titular), contribuindo imenso para a inédita promoção à I Liga.
Entretanto transferiu-se para o Rio Ave e depois prosseguiu a carreira nas divisões secundárias.



1. Bukia (63 jogos)

André Bukia
Extremo internacional pela República Democrática do Congo, mas com quase toda a carreira feita em Portugal, chegou pela primeira vez ao Arouca no verão de 2017, por empréstimo do Boavista, clube ao qual estava vinculado desde 2015.
Canhoto, veloz e dotado de qualidade técnica, rapidamente se tornou uma peça importante na equipa, tendo apontado seis golos em 32 jogos (27 a titular) pelos beirões em 2017-18. Na época seguinte manteve a influência, tendo disputado 31 encontros (24 a titular) e marcado cinco golos, ainda assim insuficientes para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão foi emprestado ao Kaysar, do Cazaquistão, mas regressou em janeiro deste ano, a tempo de disputar um jogo, participando assim na subida à II Liga.
















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