Samuel Eto'o nasceu a 10 de março
de 1981 em Douala, nos Camarões, e é amplamente considerado um dos melhores
jogadores africanos de todos os tempos. Destacou-se por ser um avançado
versátil e virtuoso: veloz, dotado de veia goleadora, técnica e taticamente
evoluído (que o diga Mourinho…)
e bastante competitivo. Após destacar-se na Kadji Sports
Academy, do seu país, e mudou-se muito jovem para Espanha, onde integrou as
camadas jovens do Real
Madrid. Apesar de ter estado ligado aos merengues
durante quatro anos, teve poucas oportunidades na equipa principal, tendo
passado por empréstimos a Leganés,
Espanyol
e Maiorca. Foi no emblema
das Ilhas Baleares que começou a ganhar notoriedade no futebol europeu, entre
2000 e 2004, tornando-se num dos avançados mais prolíferos da liga
espanhola. Em 2000-01 ajudou mesmo o conjunto
insular a alcançar a melhor classificação de sempre no campeonato, o
terceiro lugar, o que valeu um inédito apuramento para a Liga
dos Campeões. Dois anos depois, em 2002-03, foi decisivo para a conquista
da Taça
do Rei, a única da história do clube.
Em 2004 transferiu-se para o Barcelona,
tendo vivido na Catalunha o período mais marcante da sua carreira. Ao serviço do
clube
blaugrana conquistou vários títulos importantes, incluindo três
campeonatos espanhóis (2004-05, 2005-06 e 2008-09) e duas Ligas
dos Campeões (2005-06
e 2008-09),
tendo marcado em ambas as finais.
Em 2009 mudou-se para o Inter
de Milão, onde foi treinado por José
Mourinho. A primeira temporada em San Siro (2009-10) foi histórica, uma vez
que conquistou a liga
italiana, a taça nacional e a Liga
dos Campeões, completando o chamado triplete. Eto’o tornou-se assim
no quarto jogador a vencer a Champions
em épocas consecutivas por clubes diferentes, juntando-se a Marcel Desailly,
Paulo Sousa e Gerard Piqué.
Após o sucesso em Itália, o
camaronês jogou ainda em clubes como os russos do Anzhi Makhachkala, os
ingleses do Chelsea
(onde voltou a ser treinado por Mourinho)
e do Everton
e os italianos da Sampdoria,
entre outros, antes de terminar a carreira em 2019. Internacionalmente, foi a grande
referência da seleção
nacional de Camarões durante muitos anos, tendo participado em quatro
Campeonatos do Mundo (1998, 2002,
2010 e 2014) e vencido duas Taças das Nações Africanas (2000 e 2002). É ainda o
melhor marcador da história dos leões
indomáveis, com 56 golos em 118 internacionalizações.
Eleito quatro vezes Melhor
Jogador Africano do Ano (2003, 2004, 2005 e 2010) pela Confederação Africana de
Futebol (CAF), manteve-se ligado ao futebol após pendurar as botas. É, desde dezembro de 2021, o presidente da
Federação Camaronesa de Futebol.
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