quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Hoje faz anos o lateral que jogou no Brasil de 1982 e passou discreto pelo FC Porto. Quem se lembra de Edevaldo?

Edevaldo representou o FC Porto no primeiro semestre de 1986
Foi um dos laterais da seleção brasileira que encantou no Mundial 1982. Na altura representava o Internacional de Porto Alegre. Quatro anos depois reforçou o FC Porto, mas não foi além de três jogos disputados, porque João Pinto não lhe deu hipóteses.
 
Nascido a 28 de janeiro de 1958 em Campos dos Goytacazes, no estado do Rio de Janeiro, Edevaldo “Cavalo” começou a jogar futebol no Fluminense, clube que o catapultou para o escrete em 1980, ano em que venceu o campeonato carioca.
 
Em 1982 mudou-se para o Internacional e foi na condição de jogador do colorado que participou no Mundial de Espanha, como suplente de Leandro, tendo entrado apenas nos minutos finais da vitória sobre a Argentina na segunda fase de grupos (3-1). Nesse ano também venceu o tradicional torneio de verão organizado pelo Barcelona, o Troféu Joan Gamper.
 
Depois de dois anos e meio no Vasco da Gama, emblema pelo qual se sagrou vice-campeão do Brasil em 1984, ingressou no FC Porto no início de 1986, sob a promessa de um contrato de longa duração. “Mas ao chegar a Portugal vi que o que havia era um ‘contrato de risco’, como dizemos aqui no Brasil, de apenas quatro meses: fevereiro a junho de 1986. O lateral direito titular, o grande João Pinto, tinha sido operado a um pulmão e o FC Porto não sabia quando ele voltaria a jogar, por isso contratou-me de emergência no Brasil. Eles queriam um atleta experiente, de qualidade, que chegasse e entrasse de imediato na equipa. E eu tinha um currículo de respeito”, recordou ao Maisfutebol em maio de 2019.
 
  
“Adorei esses quatro meses, apesar de só ter feito três partidas no campeonato nacional, e gostava de ter continuado. O Duílio, não sei se vocês se lembram dele no Sporting, ainda me tentou levar para Lisboa, mas recusei. Era muito jovem, tive saudades do Rio e preferi voltar a casa. Enfim, tive a grande honra de jogar num FC Porto fortíssimo e tenho aqui na sala uma fotografia dessa equipa. Ainda sei todos os nomes de cor e salteado”, prosseguiu o antigo lateral direito, que se sagrou campeão nacional pelos dragões em 1985-86.
 
Depois regressou ao Brasil, mas para representar clubes modestos até encerrar a carreira em 1998.
 
Após pendurar as botas abriu uma escola de futebol e trabalhou no Fluminense como treinador nas camadas jovens e adjunto na equipa principal.



 




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