terça-feira, 22 de novembro de 2011

Liga dos Campeões | Manchester United 2-2 Benfica



O Benfica foi esta noite empatar em Old Trafford (2-2) frente ao Manchester United, e desta forma garantir o apuramento para os Oitavos-de-final da Liga dos Campeões.


Eis a constituição das equipas:

Manchester United



O United escusa apresentações, todos sabem do palmarés, prestígio e valor desta equipa, que ainda assim a nível exibicional tem estado furos abaixo do esperado.
Uma vitória apura os homens de Manchester para os Oitavos-de-final e não é esperado que facilitem em Old Trafford esta noite.
Para este jogo as ausências são: Michael Owen, Danny Welbeck, Tom Cleverley e Darron Gibson (lesões) e Vidic (castigo).
No entanto, a grande surpresa foi Wayne Rooney ter ficado de fora dos eleitos para esta partida, sendo o pouco utilizado Berbatov o escolhido para a frente de ataque. O lateral-direito Fábio e o médio Carrick, ambos com poucos minutos esta temporada, serão titulares.


Benfica



Já o Benfica, tem aquele que até agora promete ser o encontro mais difícil da época, e aquele em que a equipa corre sérios riscos de terminar a invencibilidade dos encarnados na presente temporada, ainda assim Jorge Jesus assumiu que o objectivo passa por ganhar e garantir em Inglaterra a passagem aos Oitavos.
O treinador benfiquista apenas não pode contar com os argentinos Saviola e Enzo Pérez, ambos devido a lesão, e não apresenta grandes surpresas no onze inicial.


A formação portuguesa começou muito bem e aos 4’ já estava em vantagem, após uma boa jogada colectiva, Gaitán fez uma diagonal pela direita e ao tentar colocar a bola no coração da área, esta sofreu sucessivos desvios de Evra e Jones e acabou por entrar na baliza do United. Surpresa em Old Trafford!

Dois minutos depois, o Benfica quis mostrar que a vantagem que tinha não era obra do acaso e Bruno César, na sequência de um canto vê um remate seu passar perto da trave.

Só por volta dos 20’ o United conseguiu reagir, sair do seu meio-campo com a bola controlada e ir em busca de um resultado mais positivo, e nesse período só Nani parecia inconformado, exemplo disso foi uma arrancada espectacular em que passou por quatro adversários e só foi travado em falta por Garay.

À passagem da meia hora, os “red devils” marcaram. Na sequência de um livre marcado a meio do meio-campo dos lisboetas, a bola chega ao extremo português dos campeões ingleses que da esquerda fez um cruzamento milimétrico para a cabeça de Berbatov, que fez assim o empate. Apesar de o tento ser validado, o búlgaro estava em posição irregular.

Logo a seguir, Ashley Young surge isolado e remata forte mas Artur conseguiu defender com os pés.

O jogo ía assim empatado para intervalo, para a segunda metade esperava-se que os britânicos entrassem por cima e tentassem a todo o custo marcar, e foi a isso que assistimos. Nos últimos 45 minutos o United jogou praticamente sempre no meio-campo das águias, dispondo das principais oportunidades para facturar.

Em pouco tempo, Fábio com tudo para marcar permitiu nova defesa de Artur, Luisão lesionou-se e Fletcher confirmou a superioridade da sua formação na segunda parte ao marcar na sequência de um cruzamento de Evra, numa recarga, pois o guarda-redes brasileiro do Benfica defendeu o primeiro remate.

No entanto, a sequência de acontecimentos num curto espaço de tempo neste jogo não se ficou por aqui, e dois minutos depois, após um mau alívio de De Gea que foi direito a Bruno César, este remata torto, a bola embate em Ferdinand e acaba por ressaltar numa zona em que Aimar à vontade a enviou para a baliza, igualando de novo a partida.

Os “red devils” foram de novo em busca da vitória, mas foi falhando objectividade na hora de concretizar, como numa oportunidade claríssima de Berbatov aos 79’ em que atirou por cima ou nas inúmeras vezes em que os jogadores do United se deixaram antecipar pelas saídas a punho de Artur Moraes.

Do outro lado, Jorge Jesus efectuou uma série de alterações tendo em vista a defesa do resultado, como as trocas de Gaitán por Matic e de Aimar por Ruben Amorim, mas engane-se quem pense que pelas substituições o Benfica deixou de atacar, pois até esteve bem próximo de levar a vitória, quando Rodrigo finalmente apareceu no jogo perto do fim, teve uma boa jogada individual mas rematou à malha lateral.


A partida terminou com empate a dois, que na minha opinião aceita-se, pois apesar do domínio dos homens de Manchester na segunda parte, faltou objectividade na hora de chegar ao golo e pouco se pode apontar à exibição que o Benfica fez em Old Trafford.


Fazendo uma análise às equipas, pergunto-me porque razão Alex Ferguson voltou a inventar?
Como é possível uma equipa como o United jogar com dois “pivots” defensivos e nenhum ter especiais atributos no que concerne ao transporte da bola pelo meio-campo adversário? E pior que tudo, como foi possível mantê-los durante todo o encontro mesmo num período em que estavam a encostar o Benfica à sua zona defensiva? Não havia o habitual titular Anderson, mas porque não Park ou Giggs? Já agora, porquê esperar pelos 80’ para finalmente se fazer uma substituição? Porque demorou Chicharito tanto tempo para entrar?
Sinto que não sou ninguém para lançar criticas ao técnico escocês, afinal, ele já vencia títulos neste clube ainda eu nem era nascido, e duas décadas e meia depois de ter chegado a Old Trafford, isso continua a acontecer com frequência, mas questiono as opções que tomou, e até nem falo das opções por Fábio e Berbatov, porque ambos até estiveram bem.
De resto, De Gea esteve algo nervoso, Ferdinand e Jones ficaram mal vistos nos golos sofridos, Evra esteve bem, Fletcher foi melhor que Carrick (não percebo como o inglês jogou os 90 minutos), Valencia e Ashley Young foram algo inconsequentes, Berbatov marcou mas foi demasiadas vezes apanhado em fora-de-jogo e podia ter facturado mais vezes, e Nani foi mesmo o mais inconformado, o melhor jogador do United nesta partida. Chicharito entrou tarde e não teve tempo para muito.


Quanto ao Benfica, é verdade que os seus golos foram originados de situações não muito habituais e algo fortuitas, mas teve todo o mérito, fez o que lhe competia e cumpriu o objectivo que foi o apuramento para a fase seguinte.
Artur Moraes foi gigante e para mim o melhor em campo, a defesa não tremeu muito, os laterais não subiram tanto como habitualmente e a lesão de Luisão é uma grande preocupação, até porque há um Benfica – Sporting à porta.
O meio-campo anulou o já por si habitualmente pouco produtivos ofensivamente Fletcher e Carrick, e mesmo Valencia e Ashley Young (que jogou pelo meio) não tiveram grandes situações para brilhar. Gaitán teve alguns bons lances e deve ter confirmado a Ferguson que é um grande jogador e que seria um investimento bem empregue. Rodrigo andou sempre muito apagado, mas apareceu na parte final para um remate que cheirou a golo.


Com este empate, o Benfica garante o apuramento, até porque tem vantagem nos confrontos directos com Manchester United e Basileia e essas duas formações encontram-se na última jornada, que é como quem diz, não podem ganhar as duas e mesmo em caso de empate na Suiça ou de vitória dos helvéticos e admitindo um cenário em que os lisboetas perderiam para o Otelul Galati, os encarnados têm vantagem e seria impossível ficarem em 3º.

Eis a classificação à 5ª Jornada:

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

WWE | Survivor Series 2011



Data: 20 de Novembro de 2011
Arena: Madison Square Garden
Cidade: Nova Iorque

Premier League | Tottenham 2-0 Aston Villa



O Tottenham bateu esta noite o Aston Villa por 2-0 em White Hart Line, para a Premier League, com dois golos do avançado togolês Emmanuel Adebayor.


Eis a constituição das equipas:

Tottenham



O Tottenham tem esta noite uma oportunidade de ouro para ultrapassar o Chelsea e igualar o Newcastle no 3º lugar, e mesmo assim, ter um jogo a menos que essas duas equipas. Ou seja, caso ganhe ao Aston Villa e a partida que tem em atraso até fica a um ponto do Manchester United que está em 2º.
Ainda não vi nenhum jogo dos “Spurs” esta época, mas dando uma olhada nos nomes que compõe o plantel, há muita qualidade.
Este encontro fica marcado pelo regresso ao banco de suplentes do treinador Harry Redknapp, após ter sido operado ao coração.


Aston Villa



O Aston Villa ocupa o 8º lugar, e tendo em conta que os sete primeiros são equipas candidatas à Liga dos Campeões, pode-se dizer que os “Villages” estão em 1º no seu campeonato.
Também ainda não tinha visto nenhum jogo desta formação esta época, em termos de nomes no plantel não me parece tão forte como o Tottenham, mas mesmo assim conta com atletas de renome internacional.
O gráfico acima parece confuso, mas a verdade é que o Aston Villa jogou em 4-4-2 que muitas vezes se desdobrava em 4-3-3 em função das movimentações de Emile Heskey.


Como seria de se esperar, o Tottenham entrou por cima, dominava o adversário em termos de posse de bola (cerca de 80% nos primeiros 15 minutos) e jogava mais perto da baliza contrária, mas a primeira grande ocasião só aconteceu aos 11’ quando após uma jogada no flanco direito, Aaron Lennon cruzou para um cabeceamento de Emmanuel Adebayor ao lado.

Pouco tempo depois, um remate de Kaboul interceptado por um defesa e passou perto da baliza de Shay Given, e na sequência do canto, após um alivio da defesa dos homens de Birmingham, a bola sobra para Gareth Bale que em esforço colocou-a na área onde Adebayor com um pontapé de bicicleta fez o 1-0.

O Aston Villa reagiu de uma forma tímida mas foi a formação londrina quem continuou a mandar na partida e a criar oportunidades, especialmente com um remate forte do lado direito de Rafael van der Vaart à malha lateral, e mais perto do intervalo, acabou mesmo por ampliar a vantagem. Após um cruzamento vindo da esquerda junto à relva por Bale, Collins e Given não conseguem interceptar a bola e esta acaba por sobrar para Adebayor, que à boca da baliza fez o 2-0.


A formação de Harry Redknapp chegou assim ao interregno em vantagem com toda a justiça, porque dominou o jogo na primeira metade em termos territoriais, de posse de bola e até de oportunidades, e o que se seguiu nos últimos 45 minutos acabou por ser mais do mesmo.

O Aston Villa ainda esboçou uma reacção no inicio da segunda parte, mas depois só deu Tottenham.

Adebayor falhou o 3-0 por duas vezes de forma em que lhe era exigido mais (52’ isolado por um grande passe de Luka Modric e 61’ após movimento na diagonal na sequência de uma assistência de van der Vaart).

Walker, jovem lateral dos “Spurs”, também esteve perto de marcar num remate de fora da área, e já mais perto do fim, uma sequência de defesas de Given também impediram que o resultado correspondesse de uma forma mais justa ao que foi a partida: um jogo de sentido único, em que parecia que o campo estava inclinado.


Fazendo uma análise às equipas, tenho de fazer rasgados elogios ao Tottenham.
É certo que o adversário até nem foi muito exigente, mas o que vi esta noite foi uma equipa muito completa, com grandes jogadores em todas as posições e que na minha opinião não é inferior ao Chelsea, e não sei até que ponto não será superior ao United (que esta época tarde em convencer a nível exibicional).
Brad Friedel teve uma noite tranquila, Walker e Assou-Ekotto têm as características dos bons laterais modernos e Ledley King e sobretudo Kaboul mostraram ser bons centrais que embora sem grande qualidade técnica, têm um grande físico e são muito fortes no desarme.
Scott Parker fez um grande jogo sobretudo em termos defensivos pois recuperou imensas bolas e desenrascou-se em situações complicadas sem jogar feio e fazer faltas, já ofensivamente falhou alguns passes que podiam ter comprometido a sua equipa mas isso acontece a todo o bom jogador. Van der Vaart e especialmente Modric impressionaram-me pela qualidade de passe e de dinâmica que dão àquele meio-campo, o croata é um excelente jogador que me faz lembrar João Vieira Pinto, tanto em termos físicos como na condução do esférico.
Já quanto ao trio da frente, já tinha ouvido falar imenso deste Gareth Bale mas confesso que nunca tive oportunidade de o ver jogar e hoje fiquei rendido a este jogador que faz da verticalidade a sua principal arma, Aaron Lennon é um excelente jogador também e o que se pode apontar a Emmanuel Adebayor que fez os dois golos dos “Spurs”?
Uma equipa completíssima que me deixou água na boca. Quero vê-los em acção mais vezes, sobretudo frente às principais equipas do campeonato inglês, pois fiquei com a sensação de que está aqui um sério candidato ao pódio.

Quanto ao Aston Villa, por muito que me esforce, não consigo destacar especialmente pela negativa e muito menos pela positiva qualquer jogador. Pareceu-me uma formação muito homogénea mas neste caso isso não é positivo pois toda a equipa esteve apagada.
Exigia-se mais aos avançados que afinal de contas são habitualmente convocados para a selecção inglesa, e também à defesa que foi muito permissiva.
Surpreende-me como é que o Villa está em 8º.


Com esta vitória do Tottenham por 2-0, conclui-se a 12ª jornada da Premier League e esta é a classificação:

domingo, 20 de novembro de 2011

Taça de Portugal | Sporting 2-0 Sp. Braga



O Sporting qualificou-se para a próxima eliminatória da Taça Portugal após bater esta noite o Sp. Braga por 2-0 em Alvalade, com golos de Diego Capel e Insúa.


Eis a constituição das equipas:

Sporting



O Sporting mostra todo o seu respeito pelo valor do adversário e não mexe muito naquele que costuma ser a sua equipa habitual. A única novidade acaba por ser a titularidade de André Santos, relegando Pereirinha para o banco de suplentes. Com toda a normalidade, Polga, Onyewu e Insúa recuperaram de lesões e regressam ao onze.
Os leões voltam a iniciar uma partida sem um extremo de raiz no lado direito, situação à qual tenho vindo a ser um crítico pois a equipa geralmente “coxeia”, ataca sobretudo pelo flanco esquerdo, não joga a toda a largura, torna-se previsível e Diego Capel desgasta-se mais facilmente.


Sporting de Braga



Esta época ainda só vi um jogo completo do Braga, e foi ao vivo, no Bonfim, numa partida em que os minhotos venceram o Vitória de Setúbal por 1-0. Pareceu-me ser uma formação que está uns furos abaixo da temporada transacta, mas que no entanto continua muito forte.
Para Leonardo Jardim, a lista de jogadores impedidos de jogar é extensa, há oito lesionados e sem laterais-direitos de raiz, a solução encontrada pelo técnico madeirense foi adaptar o médio Leandro Salino a essa posição.
Na baliza, estará Berni (guarda-redes da Taça), em detrimento do habitual titular Quim.


O Braga começou melhor no jogo, com transições rápidas a tentar criar perigo, e logo aos 8’ Lima teve uma grande arrancada, entrou na grande área mas rematou ao lado.

No entanto, os minhotos abriram-se um pouco na sua zona defensiva, e num contra-ataque conduzido em velocidade por Matías, o chileno colocou no flanco direito em Wolfswinkel, que cruzou para a área onde Capel recebeu a bola, tirou Berni do caminho e com a baliza aberta fez o 1-0 à passagem do primeiro quarto de hora.

Nos minutos que se seguiram o Sporting pela primeira vez estava por cima da partida, e após um livre marcado do lado esquerdo por Matías, o guarda-redes italiano dos bracarenses defendeu para a frente onde Insúa de forma involuntária acabou por marcar com o peito. Golpe rude para a formação de Leonardo Jardim.

Nesta altura o Braga reagiu e tentou a todo o custo reduzir o mais cedo possível, e até esteve perto de marcar, mas viu negadas as suas oportunidades sobretudo por Rui Patrício.
Primeiro por um livre de Hugo Viana aos 24’, depois através de um cruzamento na esquerda e posteriores tentativas de recarga após o desvio do guarda-redes português e finalmente, mais perto do intervalo, por um cabeceamento de Djamal.

O Sporting chegava então ao interregno com uma vantagem de dois golos, algo exagerada nesta altura, na minha opinião, até porque a formação leonina pouco mais produziu ofensivamente do que os lances em que marcou. Mas já se sabe, a eficácia também conta.


O segundo tempo começou logo com uma contrariedade para os arsenalistas, Elderson foi expulso após derrubar Elias ainda fora da grande área quando este se isolava, e acabou por ser o que o Sporting também precisava para controlar esta partida, o que com ou sem bola, foi acontecendo, ainda que com algumas oscilações.

A melhor oportunidade para o Sp. Braga igualar foi aos 68’, por Paulo César (acabado de entrar), a cabecear à trave após cruzamento na direita por Leandro Salino.

Nesta fase do jogo, e já a pensar no “derby” do próximo sábado, Domingos Paciência tinha retirado Matías (que trabalhou condicionado ao longo da semana) e André Santos (foi-lhe mostrado o cartão amarelo) e colocou em campo Carrillo e Carriço, e mais tarde ainda trocou o queixoso e amarelado Insúa por Evaldo.

O Sporting também teve oportunidades para ampliar o marcador, primeiro por João Pereira, aos 73’, de trivela ao lado, e aos 86’, Carrillo num remate espectacular atirou ao ferro, mas o resultado ficou mesmo em 2-0, uma vitória justa dos leões.

Com esta vitória, a equipa de Alvalade segue para a próxima eliminatória onde já não entram FC Porto, Sp. Braga e Vitória de Guimarães, entre outros.


Fazendo uma análise às equipas, terei de começar pela de arbitragem. Não gosto de comentar as decisões dos juízes da partida, penso que a velocidade do jogo e a ilusão de óptica influenciam algumas decisões, mas quanto aos critérios, não há desculpas, e esta noite Jorge Sousa apitou demasiado, mostrou muitos cartões e estragou um pouco um jogo que tinha condições para ser electrizante.


O Sporting não fez uma exibição de encher o olho, não foi aquela equipa que em jogos anteriores criava dezenas de ocasiões de golo, mas fez o suficiente, mostrou eficácia e maturidade, e sobretudo, que consegue também bater adversários com a valia do Sporting de Braga, um adversário directo na Liga ZON Sagres e também um candidato a vencer esta Taça de Portugal.
Rui Patrício fez uma série de boas defesas, o sector defensivo esteve bem, André Santos ainda não está ao nível da época passada mas não esteve mal, Elias fez mais um grande jogo tanto a atacar como a defender, Schaars como de costume não deu nas vistas mas é sempre importante, Matías não brilhou mas não se lhe pode apontar nada, Capel fez mais das suas e Wolfswinkel não marcou, mas esteve muito mais em jogo do que nas recentes partidas.
Quanto aos que entraram, Carriço esteve bem a trinco, Carrillo teve um grande momento em que atirou ao ferro e mostrou argumentos para lutar pela titularidade e Evaldo esteve menos tempo em campo mas juntamente com o peruano teve algumas jogadas na esquerda.

Quanto ao Braga, entrou em Alvalade com uma atitude positiva, foi-se um pouco abaixo após sofrer o primeiro golo, mas reagiu assim que sofreu o segundo e durante todo o jogo foi criando algumas situações de perigo e talvez merecesse pelo menos um golo.
Berni falhou no segundo golo, não aproveitou a oportunidade, de resto, Leandro Salino não esteve mal como lateral-direito e a defesa acabou por sofrer golos nos poucos erros que cometeu.
A atacar Hugo Viana foi importante sobretudo nas bolas paradas, Alan mostrou vontade, mas foi mesmo Lima o mais inconformado, ainda que tudo isso tenha sido insuficiente para pelo menos marcar um golo.

Premier League | Chelsea 1-2 Liverpool



O Liverpool foi esta tarde a Stamford Bridge vencer o Chelsea por 2-1 num jogo a contar para a Premier League. Maxi Rodríguez e Glenn Johnson marcaram para os “reds”, Sturridge fez o golo dos “blues”.


Eis a constituição das equipas:

Chelsea



À entrada para este jogo, o Chelsea está num desolador 4º lugar e tem agora a oportunidade de alcançar o Newcastle no 3º posto.
A equipa de André Villas-Boas ainda não venceu nenhuma equipa que luta por uma vaga na Liga dos Campeões, e começa assim a contestação ao treinador português.
Já vi alguns jogos dos londrinos esta temporada, penso que tem uma formação composta por grandes jogadores em quase todas as posições, mas que para este nível falta-lhe mais soluções ofensivas, pois Drogba esteve lesionado por algum tempo, Torres marca poucos golos, Anelka o mesmo e não há alternativas nas alas aos jogadores que actualmente actuam, onde há o incansável Juan Mata que é um grande dinamizador dos “blues” mas também Sturridge que ainda está muito verde para ser titular no Chelsea.


Liverpool



O Liverpool está a fazer um campeonato abaixo das expectativas, continuando abaixo dos lugares que dão acesso às competições europeias, perdendo muitos pontos em jogos em que a vitória era mais que uma obrigação.
Do pouco que vi dos “reds” esta época, arrisco-me a dizer que é Suárez + 10.


Os minutos iniciais foram muito intensos e disputados, sobretudo a meio-campo, com ligeiro ascendente do Chelsea que foi a primeira equipa a criar perigo, num remate de Mata que foi interceptado perto da linha de baliza por Glenn Johnson.

Pouco depois, o lateral do Liverpool subiu pelo flanco mas demorou demasiado a cruzar a bola e já com pouco ângulo Petr Cech conseguiu ficar com o esférico.

Aos 21’, deu a sensação de golo em Stamford Bridge. Um livre directo de Drogba enganou até o realizador que pensou que a bola tinha entrado, mas na verdade passou muito perto do poste, bateu no placard publicitário, voltou para três e bateu na rede do lado de fora, iludindo muitos espectadores.

Aos 33’, golo do Liverpool. Petr Cech arriscou na marcação do pontapé de baliza ao passar a bola por Obi Mikel, que face à pressão perdeu-a para Craig Bellamy, e o galês tabelou bem com Suárez para posteriormente assistir Maxi Rodríguez, que sozinho na esquerda, deu vantagem aos “reds”.


Para o segundo tempo, Villas-Boas mexeu na equipa a retirou de campo Obi Mikel para colocar Sturridge, e acertou em cheio na substituição, pois aos 55’, o recém-entrado atacante inglês acabaria por marcar ao desviar à boca da baliza um remate rasteiro e torto de Malouda.

Assim que alcançou o empate, o Chelsea colocou-se por cima do jogo, galvanizando os seus adeptos e tendo algumas oportunidades para chegar à vantagem, encostando por completo o Liverpool ao seu meio-campo defensivo. Entre as ocasiões para marcar destaca-se um pontapé de bicicleta de Malouda ao lado e poucos minutos depois o francês respondeu de primeira a um cruzamento de Ivanovic mas o remate saiu mais uma vez bastante desenquadrado com a baliza.

Na minha opinião já tarde do jogo, Fernando Torres e Raúl Meireles entraram na partida para substituir Didier Drogba e Ramires, mas até foi o Liverpool (que tinha colocado no jogo Henderson e Downing) que beneficiou com as alterações do seu adversário.
Primeiro, aos 86’, após uma grande jogada de Henderson na direita, Kuyt em boa posição atira ao lado, mas no minuto seguinte, a formação de Kenny Dalglish marcou mesmo, após uma grande arrancada no flanco direito por Glenn Johnson, este passou por Ashley Cole e de pé esquerdo na cara de Petr Cech fez o 1-2, resultado com que terminou a partida.


Foi um jogo intenso, sobretudo nos primeiros 10 minutos e em toda a segunda parte. Se o resultado é justo? Bem, na minha opinião ambas as equipas mostraram querer vencer, o Chelsea acabou por sofrer dois golos um pouco contra a corrente do jogo, mas há que dar mérito ao Liverpool que aproveitou as oportunidades e defendeu bem.


Fazendo uma análise a ambas as formações, volto a bater na mesma tecla no que concerne aos londrinos. Villas-Boas tem jogadores pouco completos que acrescentam pouco, e posso dar uma série de exemplos: Ivanovic jogou a lateral e é pouco rápido, não tem grande domínio de bola e até me pergunto porque razão não foi o mais móvel David Luiz a ocupar essa posição, ou então, porquê Bosingwa no banco? Obi Mikel é um “6” que defensivamente é melhor que Meireles, sem dúvida, mas o português também defende bem e sobretudo é extremamente importante a transportar o jogo. Nas alas, Sturridge parece estar ainda verde, falta-lhe experiência e potenciar algumas qualidades, mas ao olharmos para as alternativas vemos um pouco explosivo Malouda que só na segunda parte apareceu e esteve quase sempre mal, até na assistência que acabou por fazer tentou rematar à baliza, e deixou de acompanhar Glenn Johnson no 1-2. Na frente de ataque, Didier Drogba está em sub-rendimento, e já se sabe que Fernando Torres também não é o goleador que foi outrora.
Para uma equipa que quer lutar pelo título inglês, foram mostrados muito poucos argumentos comparativamente ao que já vi das equipas de Manchester.
Quanto a outros jogadores, é difícil pedir mais de John Terry mas David Luiz teve muito nervoso, Ramires, Lampard e Mata tentaram dinamizar o ataque mas não fizeram dos seus melhores jogos. E como já disse, Torres e Meireles entraram bastante tarde.
Villas-Boas continua sem vencer concorrentes directos.

No que concerne ao Liverpool, sendo os menos favoritos neste jogo, não deixaram de mostrar ambição e organização e foi assim que basicamente venceram a partida.
Tinha dito que do pouco que vi, esta equipa parecia Suárez e mais dez mas hoje vi mais, vi os “reds” a ter no uruguaio o seu melhor jogador mas com uma boa dinâmica no ataque criada por Craig Bellamy, Kuyt e também Maxi Rodríguez. E porque não falar de Henderson que entrou no segundo tempo?
A defesa não tremeu, antes pelo contrário, susteve muito bem a grande pressão que o Chelsea exerceu na segunda parte, e até foi um jogador desse sector que resolveu o jogo após uma grande arrancada, falo de Glenn Johnson.
Desta vez, pareceu-me uma formação que com alguns ajustes pode fazer coisas bonitas em Inglaterra.


Com esta vitória do Liverpool no terreno do Chelsea, fica assim a classificação da Premier League:

sábado, 19 de novembro de 2011

Taça de Portugal | Académica 3-0 FC Porto



A Académica venceu hoje o FC Porto por 3-0 em Coimbra e eliminou assim os «dragões» da Taça de Portugal, impedindo-os de concretizar o sonho de conquistar a competição pela quarta vez consecutiva.


Eis a constituição das equipas:

Académica



A Académica, depois de entrar com todo o gás no campeonato está agora a acumular alguns resultados menos positivos, não vencendo um jogo há mais de um mês (16 de Outubro, 1-0 ao Oriental, Taça de Portugal) e se tivermos em conta apenas partidas com equipas do principal escalão, não vence um encontro desde 26 de Setembro (4-0 ao Feirense, Liga ZON Sagres).
Ainda assim, ocupa a tranquila 7ª posição, com os mesmos pontos que o Olhanense que está em 6º.
A única ausência importante é o defesa-central Abdoulaye.


FC Porto



Os dragões apresentam-se em Coimbra sem grandes surpresas, as únicas novidades são as titularidades de Rafael Bracali (guarda-redes da Taça) e Maicon (fruto das lesões de Fucile e Sapunaru). Sem tão grande alarido, porque são jogadores habituados a jogar de inicio, Otamendi, Varela e Walter entram para os lugares que se previam que fossem de Mangala, James e Kléber.
Esta partida é fundamental para Vítor Pereira, visto que após a derrota em Chipre para a Liga dos Campeões e o empate em Olhão, uma eliminação na Taça de Portugal podia levá-lo ao desemprego.


A primeira parte não teve oportunidades de golo e grandes motivos de interesse, disputou-se a um ritmo muito lento, mesmo com muito tempo útil, de tal forma que o árbitro praticamente não deu descontos.

O jogo foi sempre equilibrado, e o único remate que levou relativo perigo foi por Adrien Silva aos 23’, que passou uns bons metros acima da trave.

Nos primeiros 45 minutos, a Académica optou maioritariamente por atacar pelo flanco esquerdo, aproveitando a inexperiência de Maicon na lateral.


A segunda metade foi diferente, as equipas entraram com uma atitude diferente, mostraram vontade de marcar e vimos mais ocasiões em poucos minutos logo a seguir ao recomeço, como um remate de Hulk para defesa apertada de Ricardo ou um remate de Pape Sow à malha lateral.

Depois, aos 58’, aconteceu o primeiro de vários acontecimentos que desmoronou o FC Porto. Quem acompanha a minha opinião sabe que sou um adepto confesso do talento de James Rodríguez, mas ao colocá-lo em campo quase que para a posição de “10” para retirar Belluschi, a equipa perdeu um elo de ligação entre os sectores, alguém que ajudasse João Moutinho a transportar a bola do meio-campo defensivo para o ofensivo e ganhou um homem na frente para tentar gerar desequilíbrios, mas de que vale isso se a formação perdeu capacidade de fazer com que o esférico pisasse esses terrenos?

No minuto seguinte, Éder apareceu isolado por Sissoko mas Alvaro Pereira fez um corte decisivo e na quase na sequência do lance, do outro lado do campo, Hulk volta a rematar para defesa de Ricardo, que foi uma espécie de último suspiro dos dragões até ao que estava para vir.

E o que estava para vir eram os golos da Académica, primeiro por Marinho, a encostar ao segundo poste, sozinho e em posição regular, um passe cruzado de Sissoko pela esquerda, aos 64’.

Vítor Pereira quis dar a volta ao resultado, mas fez duas alterações que ainda pioraram a sua equipa no que concerne à construção de jogo. Varela deu lugar a Kléber e o FC Porto passou então a jogar com dois pontas-de-lança posicionais cujas características pouco ou nada acrescentam no que concerne a fazer com que a bola chegue às zonas de conclusão, e ainda trocou Moutinho por Defour, e apesar das semelhanças, o belga não tem ainda o nível do português.
Ou seja, nesta fase tínhamos uma espécie de 4-1-1-4 em que Defour pouco ou nada podia fazer na construção de jogo, os alas não tinham muitas hipóteses de poder mexer com o jogo e os avançados não tinham oportunidades porque as bolas não chegavam lá.

Quem agradeceu foram os “estudantes” que estavam sólidos a defender, estavam a conseguir sacudir a pressão, aliviar com maior ou menor dificuldade as bolas que apareciam na sua grande área e foram-se aventurando no contra-ataque, geralmente conduzidos por Sissoko, que aos 82’ conseguiu ultrapassar Maicon (que desistiu do lance para reclamar falta) e cruzou atrasado para Adrien Silva rematar para o 2-0. Segundo golo que foi uma fotocópia do primeiro, apenas mudaram os protagonistas.

A seguir ao golo sofrido, o FC Porto reagiu na marcação de um livre directo, mais uma vez por Hulk, para mais uma grande defesa de Ricardo.

Nas bancadas, as imagens da Sporttv captavam as expressões faciais de Pinto da Costa e era bem audível a insatisfação dos adeptos portistas para com o seu treinador: “Vítor, cabrão, pede a demissão!”

Os homens de Coimbra foram fazendo o seu jogo, e aos 89’, com um bom passe Éder isolou Diogo Valente que perante Bracali fez o 3-0, resultado com que a partida iria terminar minutos mais tarde.

Este, para já, foi o resultado mais negro (e não digo isto pela cor do equipamento do adversário) desde que a contestação a Vítor Pereira começou, não só pelos números, mas também por significar a eliminação precoce do FC Porto da Taça de Portugal.


Analisando as equipas, começo pela de arbitragem. Sou um crítico habitual de Bruno Paixão, mas tenho que dar a mão à palmatória, pois foi discreto e nunca prejudicou o jogo, ao contrário do que é habitual.

Quanto à Académica, penso que demonstrou organização, paciência e qualidade. Organização porque em todas as fases do jogo esteve sempre equilibrada, soube defender e atacar, conseguiu dois golos parecidíssimos e isso trata-se de uma situação muito treinada, ou então, coincidência, mas acredito na primeira opção. Paciência porque não foi atrás do ritmo lento do FC Porto na primeira parte para abrir-se em demasia, e esperou pelas oportunidades para criar perigo e marcar. Qualidade porque tudo o que fez foi devido ao valor da formação tanto individual como colectivamente, obtendo uma vitória justa e folgada perante o campeão nacional, que não perdia por tais número há mais de um ano e meio.
Ricardo esteve sempre no caminho da bola, a defesa foi organizada e não deu muitas hipóteses, Hélder Cabral foi um lateral ofensivo quando teve oportunidade, no meio-campo Pape Sow e Diogo Melo deram músculo, Adrien Silva foi o dínamo da equipa pelo centro e mostrou qualidades para dar que pensar aos dirigentes do Sporting que querem ir ao mercado contratar um jogador para a sua posição (recordo que ele está emprestado pelo clube de Alvalade), Sissoko (de apenas de 19 anos) fez o que quis de Maicon e parece ter um futuro muito promissor, Marinho marcou mas em termos de criatividade não esteve ao nível do extremo do outro flanco, e Éder, ponta-de-lança, não marcou mas fez uma assistência e também foi importante a destabilizar.

No que concerne ao FC Porto, faltou ritmo na primeira parte, os jogadores não corriam, não criaram desequilíbrios, não procuraram o golo, e na segunda metade, quando até estavam por cima, Vítor Pereira destruiu a capacidade da equipa construir jogo e retirou Belluschi de campo, colocando um homem para apoiar o ponta-de-lança, mas como já disse mais atrás, sem alguém lá atrás para transportar a bola, era impossível ela chegar a James Rodríguez para auxiliar o ponta-de-lança.
Bracali não teve culpas nos golos, Maicon foi uma nulidade, um lateral inventado, no entanto, se a solução passava por uma adaptação de um central, porque não Otamendi que já fez essa posição pelo menos na selecção argentina ou Mangala que de entre os homens do eixo defensivo do FC Porto é o mais rápido? Foi do lado do brasileiro que surgiram os dois primeiros golos da Académica e ofensivamente nada acrescentou. De resto, no que diz respeito a este sector, Otamendi falhou menos que Rolando e Alvaro Pereira já se sabe, não fez um jogo brilhante mas não sabe jogar mal.
O meio-campo nunca soube aumentar o ritmo de jogo, Varela esteve apagado, Hulk foi o mais inconformado mas ainda não está ao nível que nos habituou e Walter nem se deu por ele.
Os homens que entraram também pouco ou nada acrescentaram.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Qualificação EURO 2012 | Portugal 6-2 Bósnia-Herzegovina



Portugal goleou esta noite a Bósnia por 6-2 no Estádio da Luz e apurou-se para o EURO 2012.


Eis a constituição das equipas:

Portugal



Paulo Bento mantém o mesmo onze que jogou na Bósnia.
Portugal não falha uma grande competição desde 1998, joga em casa, tem o apoio de dezenas de milhares de adeptos nas bancadas do maior estádio do país, tem à sua volta um clima de grande confiança e por isso também de grande responsabilidade.


Bósnia-Herzegovina



É verdade que a Bósnia nunca esteve numa fase final, mas também é verdade que nunca ficou tão perto de chegar a uma: tem provavelmente a sua melhor geração de jogadores e está à distância de um empate com golos de ser apurada.
Em relação ao jogo da 1ª mão, há algumas alterações no sector defensivo: Salihovic não pode jogar devido a castigo mas Papac e Pandza, que estavam suspensos no jogo em Zenica, estão agora disponíveis. No entanto, só o primeiro vai jogar de inicio, pois será Jahic a ocupar o lado esquerdo da defesa, substituindo Salihovic.


Portugal começou muito bem, pressionante e com vontade de resolver o assunto e após um aviso num remate de Raúl Meireles ao lado, Cristiano Ronaldo viria a fazer o 1-0 aos 8’ na marcação de um livre directo.

Apesar da vantagem, a equipa das quinas não abrandou, quis mais um golo, para ter mais tranquilidade (como diria Paulo Bento), e aos 21’, na marcação de um livre directo, CR7 atirou forte para uma grande defesa de Begovic.
Mas este era apenas um aviso já que dois minutos depois, Nani, do meio da rua, rematou forte e colocado e fez um golo do outro Mundo.

A partir daqui os lusos abrandaram o ritmo, quiseram controlar o jogo de uma forma menos intensa, tanto com ou sem bola, mas a Bósnia aproveitou para chegar mais perto e aos 33’, Dzeko cabeceia à trave num lance em que foi marcado fora-de-jogo, mas deu para assustar o até então descansado Rui Patrício.

Nos cinco minutos seguintes, Hélder Postiga caiu na área e pediu-se grande penalidade, mas o avançado do Saragoça levou cartão amarelo supostamente por ter simulado a falta, e pouco depois, João Moutinho contornou o guarda-redes e em óptima posição falhou um passe para o meio da área e perdeu-se uma oportunidade de luxo para o 3-0.

Como quem não marca sofre, no minuto seguinte foi assinalada um penalty a favor da Bósnia após Fábio Coentrão ter tocado a bola com o braço na grande área, e na sua conversão Misimovic, que instantes antes já tinha proporcionado uma grande defesa a Rui Patrício, converteu em golo.

Até ao intervalo, apenas um livre de Ronaldo mereceu destaque. Nesta altura do jogo, ficou a sensação de que Portugal podia estar bem mais tranquilo, visto que teve oportunidades de fazer o 3-0 e o próprio golo dos bósnios surgiram quando os próprios não tinham feito muito para o justificar.

No segundo tempo os jogadores portugueses voltaram a dar intensidade ao jogo e a encostar o adversário lá atrás, e voltaram a marcar nos primeiros 10 minutos, mais uma vez por Cristiano Ronaldo que isolou-se após passe de João Moutinho, contornou o guarda-redes e atirou de pé esquerdo para o 3-1.
Lulic protestou por alegado fora-de-jogo mas acabou expulso por duplo amarelo.

Portugal com dois golos de vantagem e em superioridade numérica, procurou o quarto, teve uma grande oportunidade com um cabeceamento de Fábio Coentrão e numa grande penalidade que ficou por assinalar por mão de Papac, no entanto, contra o contra a corrente do jogo, foi a Bósnia a marcar, aos 65’, por Spahic, a aparecer em posição irregular na sequência de um livre.

O resultado voltava a estar perigoso, mas a equipa das quinas fez o 4-2 sete minutos depois, por Hélder Postiga, isolado e de pé esquerdo, após um grande passe de Rúben Micael.

Este parecia ser o KO para os balcânicos, mas por via das dúvidas, aos 80’, na marcação de um livre directo descaído para a direita, Miguel Veloso fez um golo fantástico.

No Estádio da Luz o clima era de festa mas o resultado ainda não estava feito, e aos 82’, Hélder Postiga cabeceou para o 6-2 após cruzamento de Coentrão na esquerda. Dois caxineiros a participar no último tento da partida.

Até final, Rúben Micael ainda podia ter feito o sétimo mas a bola saiu ao lado.


Foi um grande jogo, sempre com Portugal por cima, mas com a Bósnia a fazer dois golos em três remates que efectuou durante todo o jogo que deram sempre um toque emotivo, que só foi desfeito quando chegou a goleada.

Quantos às equipas, é uma partida para recordar mais tarde, com uma exibição da selecção portuguesa como já não se via há algum tempo.
Rui Patrício não teve culpas nos golos e fez uma grande defesa, os centrais estiveram bem sobretudo Pepe, João Pereira atacou e defendeu bem ainda que não tenha sido muito exuberante e Coentrão esteve na jogada que deu o primeiro golo da Bósnia, mas redimiu-se, podia ter marcado de cabeça e acabou por fazer a assistência para o sexto.
Miguel Veloso fez um GRANDE jogo, “varreu” muitas transições dos bósnios, foi importante na construção de jogo, marcou um golo fantástico e parece ter agarrado o lugar. Raúl Meireles e João Moutinho também estiveram muito bem, Cristiano Ronaldo fez dos seus melhores jogos por Portugal, Nani marcou um grande golo, esteve a bom nível mas acabou por ser ofuscado pela grande exibição do madeirense, e Postiga, que andou desaparecido e apagado durante boa fase da partida, mas apareceu na parte final para bisar.

Em relação à Bósnia, foi dominada praticamente durante 90 minutos, e só por Misimovic (bom remate aos 39’) e algumas iniciativas de Dzeko foram tentando remar contra a maré, mas foi insuficiente. Pjanic esteve limitado e não pode dar um melhor contributo à sua selecção.

Com esta vitória, Portugal carimbou o apuramento para o EURO 2012, marcando presença no seu quinto Campeonato da Europa consecutivo.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

TNA | Turning Point 2011



Data: 13 de Novembro de 2011
Arena: Impact Wrestling Zone
Cidade: Orlando, Florida

Qualificação EURO 2013 (Sub-21) | Albânia 2-2 Portugal



A selecção portuguesa de Sub-21 foi este final de tarde à Albânia empatar a dois frente à selecção local.


Eis a constituição das equipas:

Albânia (Sub-21)



A Albânia ocupa o penúltimo posto no Grupo 6, tendo apenas uma vitória em quatro jogos (restantes três foram derrotas) e um “score” de 7-11 em golos. O apuramento é uma tarefa quase impossível, mas com metade dos jogos por disputar e uma diferença para o segundo lugar de quatro pontos, não é de admirar que esta formação queira ganhar o jogo para ainda sonhar.


Portugal (Sub-21)



Os portugueses actualmente ocupam o 2º lugar neste grupo, com sete pontos em três jogos, e um saldo de 9-3 em golos. Com a Rússia na primeira posição (12 pontos/4 jogos) e a Polónia na terceira mas em igualdade pontual (7/4), é fundamental que Portugal não vacile perante o previsível frágil adversário para ter hipótese de pelo menos se qualificar como um dos segundos melhores classificados para o “Play-Off”.
Vi os jogos frente à Polónia e Moldávia em casa e gostei do que vi, um conjunto de jogadores que sabe mexer bola, organizados na defesa, mas que tal como é de prever nestas selecções jovens, tem alguma falta de maturidade e de entrosamento.
Em relação à equipa que jogou na última quinta-feira perante os moldavos, André Almeida será o trinco depois de cumprir castigo e Diogo Amado estará na bancada, e Salvador Agra e Wilson Eduardo entrarão para os lugares de Saná e Rui Fonte.


Portugal começou bem num relvado difícil e criou a primeira oportunidade logo aos 2’, quando Josué atirou por cima, no entanto, os minutos iniciais revelarem-se produtivos em termos de posse de bola, aproveitando o piso enquanto este tinha alguma decência, mas inconclusivos em termos de concretização, mas ainda assim, aos 20’, após um bom cruzamento de Rúben Ferreira na esquerda, Josué aparece vindo de trás e cabeceia para o 0-1.

A vantagem ajustava-se ao que se estava a ver, um jogo não muito intenso, por vezes aborrecido, mas com controlo total da equipa das quinas, que mesmo não tendo muitas ocasiões para ampliar o resultado, iam mantendo o esférico muito longe da baliza de Mika, que até ao final do primeiro tempo foi um mero espectador.

Na segunda parte, houve mais intensidade, mais abertura por parte dos albaneses, e aproveitando isso, os portugueses subiram mais e acabaram também por abrir mais o seu jogo, e isso beneficiou o jogo que se tornou mais emocionante e teve muitas mais ocasiões de golo. A primeira foi logo aos 46’, com Pelé (entrou ao intervalo para o lugar de Salvador Agra) a rematar de fora da área a proporcionar uma grande defesa a Frasheri.

Quando nada o fazia prever, aos 55’, Bala ganha uma bola de cabeça à defensiva portuguesa, e quem aproveitou foi Sadiku que atirou para o fundo das redes, repondo o empate.

Minutos depois, Rui Jorge substituiu Nélson Oliveira por Rui Fonte, trazendo para um avançado mais posicional, o que se percebe pelo difícil relvado que obrigava a um jogo mais directo, e ainda que a alteração não tenha produzido efeitos directos, Portugal chegou ao golo sete minutos depois, com Wilson Eduardo a responder bem de cabeça a um cruzamento na direita de Cédric Soares.

Com o tento obtido, a selecção portuguesa voltou a abrandar, mas desta vez sem ter tanto tempo a bola, até porque o relvado não permitia tal circulação, e a Albânia, sem nada a perder, foi atacando, e aos 77’, volta a empatar, num lance com algumas semelhanças com o primeiro golo. Bala voltou a ganhar nas alturas à defesa portuguesa, amortecendo para Sadiku que rematou para o 2-2.

Até final do jogo, foi Portugal quem esteve mais perto do 3-2, criou mais oportunidades e conseguiu empurrar o adversário para o seu meio-campo, por culpa também da expulsão de Imami, mas nem Josué de livre directo, nem Wilson à boca da baliza conseguiram dar os três pontos à equipa.


Fazendo a análise às equipas, começando pelos albaneses, penso que entraram algo apáticos na primeira parte, não reagiram ao golo, mas no segundo tempo mudaram de atitude, e ainda que com menos qualidade e menos bola, fizeram uso das suas armas e conseguiram o empate.
O guarda-redes esteve a bom nível, e na frente, Bala e Sadiku combinaram muito bem, especialmente nos golos, e este último já leva 6 golos em 5 jogos na fase de qualificação, o que para um jogador da Albânia é muito. Certamente um jogador para se seguir com atenção e que poderá dar cartas no futebol.

Quanto a Portugal, voltou a marcar primeiro como de resto tem feito em todos os jogos neste apuramento, mas tal como frente à Polónia e Rússia, deixou-se empatar, desta vez por duas vezes, comparando com os polacos, mas não perderam, algo que fizeram com os russos.
Nota-se então três defeitos principais nesta equipa:
1) Apesar de ter marcado em todos os jogos, ficou sempre a sensação de que podia ter feito mais, e Rui Jorge disse mesmo isso na vitória por 5-0 frente à Moldávia.
2) Há pouca capacidade para controlar o jogo, e mesmo que houvesse a desculpa do relvado, também é possível controlar uma partida sem ter a bola.
3) Os portugueses são baixos, os portugueses sofreram golos após duas bolas divididas pelo ar entre os seus centrais e Bala, em lances em que talvez tenha havido mais mérito para o albanês do que demérito para Pedro Mendes e João Pereira.
Em termos individuais, é difícil destacar alguém, creio que a equipa foi sempre homogénea, ainda que esteja a apreciar o bom trabalho de André Martins como dínamo do meio-campo e das boas acções, quer defensivas como ofensivas, de ambos os laterais.

Com este empate, Portugal conseguiu isolar-se no segundo lugar, já que a Polónia perdeu surpreendentemente em casa frente à Moldávia, no entanto, como só os quatro melhores segundos se apuram, pode ter perdido uma oportunidade de ouro para chegar ao “Play-Off” por essa via.

domingo, 13 de novembro de 2011

III Divisão | GD Fabril 0-3 Farense



O Farense foi esta tarde ao Barreiro vencer o GD Fabril por 3-0, num jogo a contar para a III Divisão Nacional – Série F.


Eis a constituição das equipas:

GD Fabril



O Grupo Desportivo Fabril, é um clube do Barreiro (cidade onde vivo), e de 1937 a 1977 foi conhecida como CUF, tendo estado no principal escalão português por 23 vezes, chegando a qualificar-se para as competições europeias por três ocasiões, com a curiosidade de ser a única equipa portuguesa a se poder gabar de ter derrotado o AC Milan num jogo oficial disputado em Portugal. Em 1977, o clube passou a chamar-se Quimigal e finalmente, em 2000, por Fabril.
Actualmente joga na Série F da III Divisão, ocupando o 3º lugar, com 15 pontos, menos três que o seu adversário à entrada para esta jornada, não tendo ainda perdido nenhum ponto no seu reduto.
Em relação a nomes, o seu treinador é Alfredo Almeida, provavelmente um dos técnicos mais jovens dos campeonatos nacionais (28 anos), e no que concerne a jogadores, há alguns que jogaram nos escalões de formação do Sporting por exemplo, como Bruno Cruz e Rúben Guerreiro, e um dos pontas-de-lança é Catarino, antigo jogadores de dezenas de clubes (incluindo Vitória de Setúbal, Nacional e Olhanense), e que com 39 anos já apontou 252 na sua carreira (seis deles esta temporada) e é conhecido como “Jardel do Viso”.


Farense



Em relação ao Sporting Clube Farense, é um clube com uma história recente no principal escalão português, esteve lá por 23 vezes também, sendo a última há dez anos, tendo também participado em competições europeias, mas apenas por uma vez. É para muitos o principal emblema algarvio de todos os tempos.
Na actualidade está igualmente na Série F da III Divisão Nacional, na 2ª posição, com 18 pontos, a apenas um do líder Esperança de Lagos.
O seu técnico é o popular Manuel Balela, que chegou a orientar o clube na I Liga.
Em relação a jogadores, há alguns com experiência nos escalões profissionais como o guada-redes Serrão e Caniggia.


O jogo começou equilibrado, ainda que o GD Fabril desse o sinal “+”.

Como a primeira meia hora não teve grandes oportunidades de golo, deu para reparar em algumas movimentações interessantes, como trocas de posição entre Rúben Guerreiro e Bruno Cruz por parte dos homens da casa, e uma alternância nas alas dos forasteiros por Vila, Chiquinho e até mesmo Pituca, havendo os tais desdobramentos típicos do futebol moderno.

Os algarvios logo no inicio tiveram uma grande contrariedade, a lesão de Igor, dando lugar à entrada de Robert, e até foi dos pés do brasileiro que surgiu o primeiro remate perigoso do jogo, aos 28’, quando após assistência de Pituca rematou para defesa de Álvaro.

O relvado também não estava a beneficiar o espectáculo, dado que prendia muito a bola e não a deixava circular com fluidez.

No minuto seguinte, Catarino picou a bola para a entrada da pequena área onde Rúben Guerreiro com pouco ângulo proporcionou que desta vez fosse o guarda-redes do Farense a brilhar.

Aos 32’, o golo dos Leões de Faro. Numa bola bombeada para o ataque, Rúben Guerreiro falhou o alívio e possibilitou que Chiquinho ficasse isolado e rematasse para a baliza. Paulo Letras ainda tocou a bola numa tentativa de corte, mas esta bateu no poste e acabou por entrar.

O Fabril respondeu bem e logo a seguir, Bruno Cruz rematou à entrada da área mas o esférico foi desviando para canto por um defesa que interceptou o lance.

Pouco antes do intervalo, Pituca isolou Vila e este com toda a calma do Mundo fez o 2-0. Mais um golo pelo flanco esquerdo.


Na segunda parte, a formação do Barreiro entrou forte e com vontade de marcar cedo para chegar pelo menos ao empate, criando várias oportunidades nos dez primeiros minutos, sobretudo pelo inconformado Ju, que aos 49’ rematou enrolado para uma defesa a dois tempos de Serrão e aos 55’ estoirou fora de fora da área para uma grande defesa do guarda-redes algarvio.

Depois destes momentos de perigo, o Farense foi conseguindo aliviar a pressão, foi chegando mais perto da baliza fabrilista e controlando o jogo, e aos 68’ voltou a marcar, com um desvio de Robert ao primeiro poste após cruzamento de Pituca pela direita.

Como se não bastasse a desvantagem de três golos, quatro minutos depois Bruno Cruz levou o segundo amarelo e foi expulso, envolvendo-se posteriormente em trocas de palavras algo acesas com um suposto adepto do Fabril.

Até ao final da partida, foram mesmo os de Faro que estiveram mais próximos de novo golo, com Robert a desperdiçar duplamente uma oportunidade a partir de um cruzamento de Caniggia, primeiro rematando para defesa do guarda-redes e depois por cima, quando estavam decorridos 80 minutos.


Em termos de análises às equipas, para que conste, Alfredo Almeida, treinador do Fabril, estava castigado e viu o jogo da bancada, não podendo orientar a sua formação que até começou bem o jogo mas cometeu erros defensivos, deu espaço ao seu adversário sobretudo do seu lado direito e foi daí que surgiram os primeiros dois golos do Farense.
Se tiver que destacar um jogador nesta equipa, falarei (como já o fiz há três anos noutro sítio da Internet) de Bruno Cruz, centro-campista do Fabril, que apesar da expulsão, mostrou mais uma vez uma qualidade de passe e organização de jogo que está muito acima do que é exigido numa III Divisão, é um jogador para outros campeonatos e causa-me estranheza ainda andar naquela que é o quarto escalão do futebol português.

Quanto ao Farense, mostrou ter melhor equipa em termos gerais, são coesos a defender, ocupando bem os espaços, e fazem transições com qualidade, nota-se aqui o bom trabalho de Manuel Balela. É sem dúvida uma formação candidata à subida de divisão e em voltar à II Divisão.
Em termos individuais, destaco Pituca, que fez duas assistências, mas sobretudo Jordan, centro-campista inglês que é um típico jogador britânico, com estampa física, bom a defender e ainda melhor a organizar e a distribuir jogo.


O resultado acaba por ser um pouco pesado para a equipa do Barreiro, creio que 0-2 ou 1-3 teria sido mais justo, no entanto, não é isso que conta no futebol, e com esta vitória o Farense, beneficiando de resultados alheios, ascendeu à liderança da Série F, enquanto o Fabril caiu para 5º, em igualdade pontual com a União de Montemor, como se pode ver em baixo.

sábado, 12 de novembro de 2011

Jogo de Preparação | Inglaterra 1-0 Espanha



Num jogo de carácter particular disputado esta tarde, Inglaterra venceu Espanha por 1-0 em Wembley, com um golo de Frank Lampard.


Eis a constituição das equipas:

Inglaterra



Os britânicos apuraram-se com normalidade para o EURO 2012, sem grandes sobressaltos, num grupo que incluía também Montenegro, Suiça, Bulgária e País de Gales, voltando à maior competição europeia de selecções após a surpreendente ausência em 2008.
Desde o Mundial 1966 que Inglaterra nada vence, por isso, há sempre grande especulação para saber se é desta.
No entanto, nos últimos tempos têm surgido algumas polémicas na selecção como a suspensão de Rooney (não convocado para este jogo) que pode afastá-lo do Campeonato da Europa, as declarações de Fabio Capello sobre a relação de Andy Carroll com o álcool e mais recentemente o corte de declarações entre Rio Ferdinand e John Terry, após os alegados insultos racistas dirigidos pelo central do Chelsea a Anton Ferdinand, jogador do Queens Park Rangers e irmão de Rio.


Espanha



Já os espanhóis têm feito resultados curiosos. No apuramento para o EURO 2012 conquistaram vitórias em todos os jogos disputados, mas no que diz respeito a partidas de carácter particular, têm perdido alguns, incluindo goleadas sofridas frente a Portugal (0-4) e Argentina (1-4).
Espanha venceu o EURO 2008 e o Mundial 2010, por isso, no próximo Campeonato da Europa será apontada como a principal favorita, apesar de se falar que a tensão que se vive entre jogadores de Real Madrid e Barcelona possa afectar o seio do grupo.


Na primeira metade, a bola andou longe das balizas, num jogo essencialmente disputado a meio-campo onde a Espanha fazia a tal circulação irritante para os adversários que têm de correr atrás do esférico com pouca percentagem de sucesso nos desarmes.

Os nossos vizinhos espanhóis, como se sabe, apesar da disposição táctica que apresentei em cima, os três homens do meio-campo e até mesmo os alas foram trocando entre si povoando o centro do terreno de forma quase aleatória, impossibilitando que os jogadores ingleses tivessem uma marcação directa com algum rigor, no entanto, no último terço não se conseguiam criar oportunidades, e como do outro lado a Inglaterra também só corria atrás da bola e pouco mais, praticamente na primeira parte não houve situações de golo.

Para o segundo tempo, ambos os técnicos efectuaram alterações, e praticamente na primeira vez que os britânicos chegaram perto da baliza contrária marcaram. Aos 49’, num livre executado a partir do lado esquerdo, Milner colocou a bola no coração da área onde apareceu Darren Bent a cabecear ao poste, e depois, sozinho junto à linha de golo Frank Lampard só teve que encostar com a testa para fazer o 1-0.

Nesta fase, pela primeira vez na partida, Inglaterra esteve por cima, teve mais bola e beneficiou do jogo estar mais aberto e os “nuestros hermanos”, já sem Xavi, mostraram vontade de empatar mas tiveram muita dificuldade em conseguir chegar à baliza adversária e o a vantagem britânica poucas vezes esteve ameaçada.

Villa e Fabregas foram os mais inconformados. O avançado após receber um passe para as costas da defesa de Busquets, contornou Joe Hart mas atirou à malha lateral aos 56’, e mais tarde, aos 73’, recebeu uma bola que parecia perdida à entrada da grande área, dominou de peito e rematou ao poste.
Já o antigo médio do Arsenal, neste regresso a Londres, rematou por duas vezes ao lado com algum perigo, uma aos 82’ de fora da área após tabela com Juan Mata e outra aos 89’ após receber um cruzamento atrasado de David Villa.

Espanha não conseguiu marcar e Inglaterra venceu por 1-0, mesmo sem ter feito um grande jogo.


Analisando as equipas, penso que os ingleses demonstraram que não estão ao nível do seu rival desta tarde em termos técnicos, mas conseguiram superiorizar-se num lance de bola parada, fazendo valer a estatura física dos seus jogadores. Defensivamente estiveram bem.
Joe Hart até nem teve grande trabalho mas quando foi chamado esteve no caminho da bola, os centrais estiveram sólidos e não deixaram passar nada e Glenn Johnson e Ashley Cole não atacaram muito mas defenderam bem.
No meio-campo, tirando Lampard que marcou, os três jogadores (e os que os substituíram) passaram o jogo a correr atrás da bola, Walcott não teve muitas oportunidades de brilhar, Milner também não mas marcou o livre que deu origem ao golo e Darren Bent também participou nessa jogada. Em relação aos jogadores que entraram na segunda parte, há pouco a dizer.
Fiquei com ideia que em alguns postos há jogadores com mais argumentos para serem titulares e que este não foi o melhor «onze» possível.

Quanto a Espanha, foi igual a si própria, com elevada percentagem de posse de bola, no entanto, frente a equipas mais complicadas como esta, incapaz de marcar muitos golos, e no caso de hoje até nem marcou nenhum. Basta recordar o Mundial 2010 em que “La Roja” ganhou a maioria dos jogos por 1-0. Depois, um pouco à imagem de Barcelona, tem como calcanhar de Aquiles os lances em que têm de defender bolas paradas.
Casillas teve pouco trabalho e Reina a mesma coisa, Arbeloa esteve bem, os centrais também e achei muito interessante Jordi Alba, parece que a falta de ritmo de Capdevilla não será um grande problema porque o lateral do Valência é muito bom mesmo.
Xabi Alonso, Busquets, Iniesta, David Silva e Xavi estiveram bem no “tiki-taka”, no entanto, faltou sempre maior objectividade e intensidade para que surgisse um último passe em condições para alguém finalizar. David Villa lutou, foi inconformado, mas não marcou.
Em relação a quem entrou na segunda parte, destaco Fabregas que também tentou remar para a maré enquanto pode mas foi inconsequente.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Qualificação EURO 2012 | Bósnia-Herzegovina 0-0 Portugal



Portugal empatou a zero na Bósnia-Herzegovina, frente à selecção local, num jogo a contar para o “Play-Off” de apuramento para o EURO 2012. Com esta igualdade, tudo se decidirá na próxima terça-feira em Lisboa.


Eis a constituição das equipas:

Bósnia-Herzegovina



Já não vejo um jogo dos bósnios há dois anos, quando perderam frente a Portugal, em Zenica, pela margem mínima, no “Play-Off” para o Mundial 2010, e agora, voltam a marcar presença nesta fase, após o 2º lugar no grupo da poderosa França, e diga-se de passagem que esta selecção até esteve próxima de garantir a 1ª posição.
A estrela da equipa é Edin Dzeko (Manchester City), no entanto Lulic está a fazer um excelente trabalho na Lazio esta temporada, e há outros jogadores a actuar em clubes de “classe média/alta” europeia como Emir Spahic (Sevilha) e Pjanic (Roma).
Na defesa, Sasa Papac (Rangers) e Boris Pandza (KV Mechelen) não podem dar o contributo à sua selecção.


Portugal



Em relação aos portugueses, os últimos tempos tem ficado marcado pelas recentes polémicas com Ricardo Carvalho e Bosingwa, que têm deixado a imagem de que Paulo Bento tem um excessivo autoritarismo.
Em relação ao último par de jogos, com Islândia e Dinamarca, há os regressos de Pepe e Fábio Coentrão que estavam lesionados, e ainda uma maior frescura de Cristiano Ronaldo que na altura tinha alguns problemas físicos, que para além de estar a 100%, está também motivado para calar os bósnios que têm gritado por Messi e incomodá-lo com lasers.
A única novidade no onze é Miguel Veloso, que ocupa o lugar habitual de Carlos Martins na Era Paulo Bento.


Portugal até começou bem o jogo, não que tivesse criado muitas oportunidades de golo, mas dominou territorialmente a partida, jogando acima de tudo no meio-campo adversário e tendo ligeira superioridade em termos de posse de bola, sobretudo na primeira meia hora, em que o que falhava sempre era o último toque para colocar o esférico na baliza.

O remate mais perigoso de Portugal na primeira parte surgiu aos 26’, após um bom trabalho de Cristiano Ronaldo na esquerda, o madeirense rematou mas a bola embateu num opositor que interceptou o lance na pequena área.

Apesar das condições favoráveis com um público fervoroso a seu favor, uma temperatura a que estão mais adaptados e um relvado (?) escolhido a dedo, os bósnio nunca foram muito ofensivos, apostaram quase sempre num futebol directo e só nos últimos 10/15 minutos se aproximaram mais da baliza de Rui Patrício.

Para a segunda parte, esperava-se mais do mesmo, duas equipas a tentarem sem arriscar muito chegarem ao golo, resta saber se a Bósnia vai continuar a atitude dos últimos momentos do primeiro tempo ou se Portugal vai controlar a maioria do jogo como estava a fazer.

Nos últimos 45 minutos, o jogo esteve muito mais aberto, houve mais situações em que a bola esteve perto de um toque bem sucedido de entrar, mas por motivos de concentração defensiva, da relva ou mesmo por falta de sorte não houve nenhum golo.

A melhor oportunidade para Portugal surgiu aos 50’, após um grande passe de calcanhar de Nani a isolar Ronaldo que de pé esquerdo rematou torto, culpando a relva pelo sucedido.

A Bósnia esteve muito mais ofensiva e teve a sua melhor oportunidade por Ibisevic, que começou o jogo no banco, rematando por cima.

As duas formações não correram muitos riscos, mas abriram o jogo na segunda parte e isso poderia ter custado caro, sobretudo aos jogadores portugueses que viram as bolas passarem mais perto da sua baliza.

As entradas de Hugo Almeida e Rúben Micael não mudaram o jogo, mas o resultado acaba por não ser negativo, porque em Portugal a equipa das quinas terá um relvado em que poderá pôr em prática o seu futebol técnico e terá o apoio de milhares de portugueses. Ainda assim, 0-0 é muito perigoso porque se a Bósnia marcar um golo precisa de sofrer dois para perder a vantagem na eliminatória.


Em relação às equipas, creio que Portugal teve uma boa atitude, muito melhor do que a que teve na Dinamarca e se continuar com esta motivação penso que só uma catástrofe impedirá o apuramento.
Em termos individuais, Rui Patrício esteve bem quando foi chamado, João Pereira não teve oportunidade de subir muitas vezes e teve um jogo essencialmente com preocupações defensivas, Pepe e Bruno Alves estiveram melhor e provaram que não há dupla que os supere no eixo da defesa entre todas as combinações possíveis (isto excluindo Ricardo Carvalho) e Fábio Coentrão parece-me que actuou com problemas físicos e apresentou limitações.
Miguel Veloso fez um bom jogo mas os cantos não lhe estavam a sair bem, Raúl Meireles e Moutinho também foram fundamentais para o controlo do jogo sobretudo na primeira parte. Ronaldo tentou marcar e assistir, foi um grande jogador de equipa, o melhor em campo na minha opinião mas não conseguiu o golo, Nani esteve mais apagado que o extremo do Real Madrid mas não esteve mal, Postiga falhou algumas oportunidades que muitos não falhariam e Hugo Almeida não teve grandes chances de mudar o resultado, ainda que tenha participado em algumas boas jogadas ofensivas.

Em relação à Bósnia, pareceu-me uma formação forte defensivamente e não vai ser fácil marcar-lhe golos. Na frente, tem jogadores com qualidade técnica e capacidade de resolver um jogo como Dzeko, mas também Pjanic, Misimovic e Ibisevic que entrou muito bem e participou de forma activa num período em que a selecção da casa não marcou por alguma falta de sorte.

Qualificação EURO 2013 (Sub-21) | Portugal 5-0 Moldávia



A selecção portuguesa de Sub-21 venceu esta noite a congénere moldava por expressivos 5-0.


Eis a constituição das equipas:

Portugal (Sub-21)



Os portugueses actualmente ocupam o 3º lugar no Grupo 6, com quatro pontos em três jogos, e um saldo de 4-3 em golos. Com a Rússia na primeira posição (12 pontos/4 jogos) e a Polónia na segunda (7/4), é fundamental que Portugal não vacile perante o previsível frágil adversário para ter hipótese de pelo menos se qualificar como um dos segundos melhores classificados para o “Play-Off”.
Vi (e analisei) o jogo frente à Polónia e pareceu-me ser uma equipa com potencial, qualidade técnica e vontade, com uma defesa que me parece sólida no jogo defensivo e que gosta de subir nas bolas paradas, e um ataque com jogadores irrequietos.


Moldávia (Sub-21)



A Moldávia ocupa o último posto neste grupo, somando derrotas em todos os jogos disputados, e um saldo de 3-12 em golos. O apuramento é uma miragem e não tendo muitos dados sobre esta formação, pelos resultados parece ser bastante frágil.


Portugal começou bem no jogo, com um sistema táctico muitos desdobrável com um 4-4-2 losango em que o “pivot” ofensivo Josué muitas vezes abria do lado direito, e Nélson Oliveira encostava-se ao flanco esquerdo, fazendo assim um 4-3-3.

O 1-0 surgiu logo aos 6’, por Nélson Oliveira, no coração da área, ao desviar um cruzamento rasteiro de André Martins.

A partir daí, Portugal preocupou-se mais em assumir o controlo do jogo e em manter uma elevadíssima posse de bola, continuando a atacar e chegando com normalidade ao segundo golo, aos 23’, após um cruzamento de Cédric na direita, Rui Fonte cabeceou de cima para baixo para o fundo das redes.

Dois minutos depois, novo golo para Portugal, mais uma jogada de André Martins pelo lado direito na qual faz um cruzamento rasteiro que passa por quase toda a área até chegar a Saná que finalizou com classe.

Com normalidade, aos 29’, surge o 4-0, na sequência de um cruzamento milimétrico de Ruben Ferreira na esquerda, Nélson Oliveira rematou para mais um tento.

Até ao intervalo, apenas mais uma situação de perigo, em que na sequência de um livre directo André Martins vê o guarda-redes desviar o seu remate para a trave e consequentemente para fora.


Para a segunda parte Portugal entrou já a pensar no jogo de segunda-feira na Albânia, baixando o ritmo de jogo e com Rui Jorge a efectuar logo no inicio duas substituições, nas quais dois dos elementos em maior destaque na primeira metade saíram (Nélson Oliveira e André Martins) para dar entrada a Abel Camará e Salvador Agra.

A selecção nacional de esperanças foi jogando a ritmo de cruzeiro, sem criar muitas oportunidades, mas aos 69’ chegou ao quinto golo por Abel Camará, após passe de Rui Fonte.

Assim continuou o jogo até final, com o 5-0 e a um ritmo baixo com muita posse de bola para os portugueses, apenas com um cabeceamento do avançado do Espanhol ao poste como motivo de destaque.


Com esta vitória, Portugal cola-se à Polónia no 2º lugar do Grupo e precisa não desperdiçar de pontos de forma a tentar ser dos melhores segundos classificados, ou então, ainda que isso não dependa só de si, tentar ultrapassar a Rússia no comando da tabela.

Analisando as equipas, a formação das quinas realizou uma boa partida, aparecendo moralizada talvez até de forma surpreendente, visto que os últimos resultados pareciam comprometer o apuramento. Gostei do desdobramento táctico do 4-4-2 losango para o 4-3-3 e ao mesmo tempo com André Martins a surgir muitas vezes no flanco direito para efectuar cruzamentos, alguns dos quais resultando em golo. Na minha opinião, o jogador do Sporting foi mesmo o grande destaque desta equipa, com remates, assistências e muita dinâmica. Mostrou que merece oportunidades no seu clube.
Os centrais estiveram sólidos, os laterais defenderam e atacaram bem (uma assistência cada), Diogo Amado esteve discreto como normalmente um Nº6 é, Saná marcou e esteve bem, de André Martins já falei, Josué foi fundamental no desdobramento táctico, apoio para o brilhantismo do médio leonino e a confundir a defesa adversária, Nélson Oliveira bisou e ganha vantagem na luta no ataque a Wilson Eduardo, e Rui Fonte também marcou e ainda cabeceou ao poste. Salvador Agra esteve irrequieto como de costume, Abel Camará marcou e mostrou argumentos e Diogo Viana ainda foi a tempo de participar em algumas jogadas de ataque.

Já do lado da Moldávia, pareceu uma equipa muito frágil sobretudo na defesa, apesar de um guarda-redes que mostrou ter muita elasticidade e alguns jogadores na frente que parecem ser dotados de qualidade técnica.
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