sexta-feira, 12 de abril de 2024

“Na clínica um que acha que é Napoleão, outro que é Robinson Crusoé e ninguém acredita que sou Maradona”. As melhores tiradas de Diego

Maradona foi um jogador genial e um homem polémico
Tão genial dentro de campo quanto controverso fora das quatro linhas, Diego Armando Maradona disparou tiros de pressão de ar sobre jornalistas, teve problemas com a justiça italiana e tentou livrar-se várias vezes do vício da droga, tendo inclusivamente estado internado numa clínica de reabilitação.
 
Depois de mais um processo de desintoxicação, partilhou a experiência: “Na clínica há um que acha que é o Napoleão, há outro que diz que é o Robinson Crusoé e ninguém acredita que eu sou o Maradona.”
 
O antigo internacional argentino era assim, um tipo polémico, mas com bastante sentido de humor, até mesmo a recordar a infância difícil que viveu: “Cresci num bairro privado de Buenos Aires… privado de água, luz e telefone.”
 
Esse bom humor não foi adquirido quando ascendeu ao estrelato. Já vinha da juventude. Em 1980, quando representava os Argentinos Juniors, quis esquentar um pouco um jogo diante do Boca Juniors. “Tinha dito que faria dois golos a Gatti, mas como ele agora me chamou gordo vou fazer-lhe quatro”, afirmou, dirigindo-se ao guarda-redes da turma de Buenos Aires, que se tinha referido a Maradona como “um gordito que jogava bem”. Mas Diego não se ficou pelas palavras, marcou mesmo quatro golos a Gatti num encontro que o Argentinos Juniors venceu por 5-3. E no ano seguinte o Boca contratou o “gordito”.
 
 
Depois de um ano no Boca, mudou-se para o Barcelona em 1982 e transferiu-se para o Nápoles dois anos depois. Depois veio o momento alto da carreira, a conquista do Mundial 1986, no México, tendo brilhado sobretudo no jogo diante de Inglaterra, no qual marcou dois golos: a mão de Deus e o “Golo do Século”, no qual fintou meia equipa inglesa. “Entrar na grande área adversária e não rematar é a mesma coisa que estarmos a dançar com a nossa irmã”, atirou.
 
Mais tarde, já como selecionador da Argentina, e depois de ter garantido o apuramento para o Mundial 2010 mesmo no fim da fase de qualificação, não só suspirou de alívio como gritou de raiva: “Para aqueles que não acreditaram, que a chupem e continuem a chupar. Eu sou branco ou preto, nunca cinzento. Aqueles que me trataram como trataram, continuem a mamar.”
 







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