John Cena resistiu às investidas de Carlito e Chris Masters |
A primeira Elimination
Chamber de que tenho memória foi uma que... não cheguei a ver. E
passo a explicar: o combate ocorreu no New Year's Revolution 2006,
precisamente o último pay-per-view a não ser transmitido em
Portugal, numa altura em que eu ainda não tinha Internet. Porém,
lembro-me perfeitamente dos Monday Night Raw que antecederam o
evento, do desfecho do mesmo e do que se seguiu.
Comecemos por
contextualizar um pouco. John Cena vivia o seu primeiro longo reinado
como campeão da WWE e já ia em nove meses com o spinner belt
(lembram-se?) ao ombro – 280 dias para ser mais rigoroso.
Pela frente, tinha
pretendentes que não davam tréguas. Kurt Angle tinha sido derrotado
em combates pelo título nos PPV's anteriores, mas não arredava pé.
Por outro lado, Carlito e Chris Masters eram figuras em ascensão e
tinham a particularidade de estarem unidos por uma parceria –
naquela altura, quem se atreveria a dizer que os dois sairiam da WWE
sem qualquer título mundial no currículo? Depois, haviam superstars
a ter em conta, como Triple H, Shawn Michaels, Big Show ou Kane.
Nos combates de
qualificação, Angle bateu Ric Flair, Carlito derrotou Shelton
Benjamin, Chris Masters levou a melhor sobre Viscera, Shawn Michaels
apurou-se depois de de Triple H o atingir com uma cadeira para
desqualificar Big Show e Kane qualificou-se ao vencer o The Game
com a ajuda do parceiro de tag team Big Show.
Os dados estavam lançados
e o combate mereceu grande hype durante as semanas que o
antecederam. Shawn Michaels e John Cena tiveram a missão ingrata de
começar o combate, seguindo-se as entradas de Carlito e Kurt Angle.
Este último entrou a todo o gás mas depressa foi eliminado por HBK,
após sofrer um Sweet Chin Music.
Kane e Chris Masters
entraram depois, com o Big Red Monster a sofrer na pele os
efeitos da sociedade Masters/Carlito, acabando eliminado após um
double team. Minutos depois, Carlito afastou Shawn Michaels,
após um Rolling Cutter.
Para o final, sobraram a
dupla em ascensão e o fatigado campeão. A title change
parecia iminente, sobretudo quando Masters aplicou um DDT em
Cena no aço. No entanto, enquanto Masters prendia um Masterlock
em Cena, Carlito atingiu o parceiro com um golpe baixo e aplicou-lhe
o roll-up, provando desse veneno segundos depois por parte de
Cena, que assim assegurou o triunfo.
A noite para o
ensanguentado Cena, porém, ainda não tinha terminado. Vince McMahon
apareceu em cena e anunciou que seria feito o primeiro cash-in
do contrato Money in the Bank, por Edge. Um primeiro Spear
não resultou em mais do que uma near fall. Mas o Rated-R
Superstar não perdeu a paciência e conquistou pela primeira vez
o WWE Championship após um segundo Spear.
Se 2016 começou com uma
Elimination Chamber, terminou da mesma forma, com o PPV da ECW
December to Dismember, também não transmitido em Portugal e eleito
pior evento do ano no Wrestling Observer Newsletter awards.
Com o ECW Championship em jogo, Bobby Lashley levou a melhor sobre o
então campeão Big Show, Test, Rob Van Dam, Hardcore Holly e CM
Punk, numa decisão que levou ao despedimento de Paul Heyman. Heyman
era contra a ideia de coroar Lashley campeão, preferindo CM Punk,
que eliminaria rapidamente Big Show via submissão, algo que até ao
gigante agradou mas com o qual Vince McMahon não concordou.
Ainda assim, as primeiras
Elimination Chambers que acabei por ver foram as do No Way Out 2008,
quando The Undertaker e Triple H garantiram oportunidades pelo World
Heavyweight Championship e pelo WWE Championship, respetivamente, na
Wrestlemania XXIV.
E para o caro leitor, qual foi a primeira Elimination Chamber de que tem memória? E quais foram as melhores Elimination Chambers de sempre?
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