quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Onze ideal de jogadores que jogaram por Vitória FC e Sintrense

Vitória de Setúbal e Sintrense vão defrontar-se este domingo
O Vitória Futebol Clube é um histórico com mais de 70 participações na I Divisão e três Taças de Portugal e uma Taça da Liga no palmarés, enquanto o Sport União Sintrense nunca esteve no patamar maior do futebol português, embora seja uma presença assídua nos patamares nacionais.
 
Apesar das divisões distintas a que estão habituados, os clubes de Setúbal e Sintra já se defrontaram por quatro vezes em partidas oficiais – três vitórias para os sadinos e um empate – e constam em simultâneo no currículo desportivo de cerca de dezena e meia de futebolistas.
 
Vale por isso a pena conferir o nosso onze ideal de futebolistas que passaram pelos dois clubes, distribuídos em campo num 3x5x2.
 

Jorge Amaral (guarda-redes)

Jorge Amaral
Começamos pelo único internacional A deste onze ideal, uma personalidade que hoje é mais conhecida por defender o FC Porto na CMTV, mas que foi um dos bons guarda-redes do futebol português entre o final da década de 1970 e o início dos anos 1990.
Depois de concluir a formação no Benfica, estreou-se como sénior na baliza do Sintrense em 1975-76, na II Divisão Nacional.
Seguiu-se uma passagem de três anos pelo Marítimo antes de ingressar no Vitória de Setúbal no verão de 1979. Inicialmente viveu na sombra de Silvino, mas depois agarrou a titularidade, tendo amealhado 60 jogos pelos sadinos ao longo de três temporadas.
Valorizado pelas boas campanhas em Setúbal, somou duas internacionalizações pela seleção principal em outubro de 1981, em partidas referentes à fase de qualificação para o Mundial 1982, e deu o salto para o FC Porto no verão seguinte.
 
 

Bruno Bernardo (defesa)

Bruno Bernardo
Defesa central que fez carreira nas divisões secundárias do futebol português, fez grande parte da formação no Benfica e concluiu-a no Belenenses, tendo depois passado pelos seniores de Atlético Cacém, Madalena, Portosantense antes de reforçar o Sintrense, então a militar na III Divisão Nacional, no verão de 2009.
Após nove jogos na primeira metade da época entre campeonato e Taça de Portugal, voltou aos Açores para representar o Vitória do Pico.
Seguiram-se passagens por Moura, Farense, Quarteirense, Louletano, Loures e Cova da Piedade antes de ingressar no Vitória de Setúbal no verão de 2021, juntamente com o treinador Toni Pereira, que o havia orientado nos lourenses e nos piedenses.
Sempre titular nos jogos que disputou ao serviço dos sadinos, atuou em 23 partidas e apontou três golos, ajudando a equipa a atingir a fase de promoção da Liga 3 à II Liga.
Depois mudou-se para o Varzim.
 
 
 

Tiago Duque (defesa)

Tiago Duque
Defesa central canhoto que também pode atuar como lateral esquerdo, dividiu a formação entre Amora, Ginásio de Corroios, Sporting e Benfica e foi internacional jovem português (sub-16 a sub-18). Quando transitou para sénior assinou pelo Belenenses, que o emprestou sucessivamente ao longo de cinco temporadas.
O primeiro empréstimo foi precisamente ao Sintrense, em 2013-14, para competir no Campeonato de Portugal. Nessa época atuou em 24 jogos e apontou dois golos em todas as provas, ajudando a equipa da Portela de Sintra a assegurar a permanência.
Seguiram-se passagens por Atlético, Olhanense e Académica na II Liga, pelos luxemburgueses do Titus Pétange e por Amora, Praiense e Oliveirense nos campeonatos não profissionais antes de ingressar no Vitória de Setúbal no verão de 2023.
Na única época que passou no Bonfim foi um dos líderes de uma equipa que atingiu a final do Campeonato de Portugal e conseguiu uma promoção à Liga 3 que viria a ser revertida na secretaria, tendo atuado em 35 jogos e apontado dois golos.
Depois voltou ao Amora.
 
 
 

Fábio Pala (defesa)

Fábio Pala
Defesa lateral destro de grande projeção ofensiva e capaz de atuar nos dois corredores, fez toda a formação no Casa Pia, onde também se iniciou como futebolista sénior.
No verão de 2013, quando tinha 20 anos, assinou pelo Vitória de Setúbal, mas não chegou a jogar pelos sadinos durante essa primeira passagem pelo clube, de três épocas, tendo sido emprestado a Casa Pia (por duas vezes) e Pinhalnovense.
Após mais uma passagem pelo Casa Pia ingressou no Sintrense no verão de 2017. Ao longo de três anos na Portela amealhou 74 partidas (71 a titular) e quatro golos no Campeonato de Portugal e mais cinco na Taça de Portugal.
Seguiram-se passagens por Amora, Real SC, Académica, Belenenses, Atlético e novamente Amora antes de ingressar mais uma vez pelo Vitória no início da presente temporada, numa fase em que já tem 33 anos. Neste regresso ao Bonfim contabiliza já cinco jogos, tendo sido expulso na derrota no terreno do Serpa (2-4).
 
 
 

Paulo Lima (médio defensivo)

Paulo Lima
Médio defensivo possante (1,86 m) e com formação dividida essencialmente Real SC e Sporting, estreou-se como sénior no Sintrense em 2017-18, no Campeonato de Portugal.
Embora tivesse entrado já com a época a decorrer há alguns meses, em novembro de 2017, foi a tempo de atuar em 17 encontros (16 a titular) e apontar dois golos, ajudando a equipa da Portela de Sintra a assegurar a permanência.
Depois foi para os Estados Unidos com uma bolsa universitária e aventurou-se também no futebol universitário, tendo representado o Providence Friars antes de se tornar o segundo português selecionado no Draft da Major Legue Soccer (MLS), ao assinar pelo Houston Dynamo.
Não chegou a estrear-se pela equipa do Texas, tendo posteriormente passado pelos romenos do Unirea Bascov antes de regressar ao Sintrense no final de agosto de 2023, mas após 14 jogos transferiu-se para o Vitória de Setúbal, em janeiro de 2024.
Em meia época no Bonfim atuou em 15 partidas e marcou um golo, ajudando os sadinos a atingir a final do Campeonato de Portugal e a conseguir uma promoção à Liga 3 que viria a ser revertida na secretaria.
No final dessa temporada mudou-se para o São João de Ver.
 
 
 

Vasco Varão (médio centro)

Vasco Varão
Médio de características ofensivas, internacional jovem português e que jogou ao lado de Simão Sabrosa e Miguel nas camadas jovens do Sporting, passou por clubes como Atlético, Camacha, Olivais e Moscavide, Odivelas e Fátima antes de ingressar no Vitória de Setúbal no verão de 2009.
Em meia época no Bonfim disputou dez jogos entre I Liga, Taça de Portugal e Taça da Liga e marcou um golo, ao seu Atlético, na prova rainha.
Em janeiro de 2010 transferiu-se para o Carregado, tendo prosseguido a carreira nas divisões secundárias. Após passagens também por Sp. Covilhã, Fátima, Atlético e Mafra, atuou em oito encontros (alguns deles na condição de capitão) e apontou dois golos pelo Sintrense entre agosto e outubro de 2017, numa época em que a equipa da Portela de Sintra militava no Campeonato de Portugal.
No final desse ano mudou-se para o Casa Pia, meses antes de encerrar a carreira.
 
 
 

Miguel Rosa (médio ofensivo)

Miguel Rosa
Médio ofensivo/extremo internacional jovem português formado ao Benfica e com uma longa ligação ao Belenenses, passou ainda três anos e meio no Cova da Piedade e um no Estrela da Amadora antes de se estrear nos campeonatos não profissionais ao serviço do Sintrense em 2023-24.
Nessa época atuou em 20 jogos (14 a titular) entre Campeonato de Portugal e Taça de Portugal e apontou dois golos, curiosamente um deles ao Vitória de Setúbal num jogo disputado na Portela de Sintra.
Na temporada seguinte os sadinos foram despromovidos na secretaria aos campeonatos distritais e tiveram de recomeçar na II Divisão Distrital da AF Setúbal. Nessa aventura chegaram a contar com Miguel Rosa, que atuou em três partidas pelos vitorianos em novembro de 2024.
Porém, pouco depois mudou-se para o Sacavenense, clube pelo qual não chegou a jogar.
 
 
 

José Varela (extremo)

José Varela
Extremo cabo-verdiano de baixa estatura (1,68 m) há muito radicado em Portugal, fez grande parte da formação no Real SC, mas concluiu-a no Loures.
Depois foi para o Desp. Aves iniciar o percurso como sénior, tendo passado pelas equipas B, sub-23 e principal dos avenses e estado emprestado ao Mirandela antes de se mudar para o Vilafranquense, que por sua vez o emprestou ao Leça.
No verão de 2021 reforçou o Vitória de Setúbal, oriundo do emblema de Vila Franca de Xira, e durante dois anos afirmou-se como uma das figuras dos sadinos na Liga 3. Nesse período somou 58 jogos, 15 golos e cinco assistências. Em 2021-22 contribuiu para o apuramento para a fase de promoção à II Liga, mas na época que se seguiu não conseguiu impedir a descida de divisão ao Campeonato de Portugal, apesar da campanha positiva até aos oitavos de final da Taça de Portugal.
Após a despromoção transferiu-se para os indonésios do Persikabo 1973, mas em janeiro de 2024 regressou a Portugal pela porta do Alverca, tendo ainda passado pelo Belenenses antes de representar o Sintrense em 2025-26. Nessa época atuou em 29 jogos e apontou dois golos, ajudando a equipa da Portela de Sintra a assegurar a permanência no Campeonato de Portugal.
No verão de 2026 mudou-se para o Cinfães.
 
 
 

Carlos Freire (extremo)

Carlos Freire
Extremo esquerdo natural de Sintra internacional jovem português que começou a jogar futebol nas camadas jovens do MTBA, concluiu a formação e iniciou o percurso como sénior no Sporting, que o catapultou para a seleção nacional A em outubro de 1981.
Embora regularmente utilizado em Alvalade, nunca se conseguiu afirmar como titular indiscutível, culpa de avançados como Rui Jordão e Manuel Fernandes, o que o fez transferir-se para o Vitória de Setúbal no verão de 1983.
Em dois anos no Bonfim totalizou 49 jogos e dez golos entre campeonato e Taça de Portugal, tendo contribuído para a obtenção do honroso quinto lugar em 1983-84, numa época em que esteve às ordens de Manuel de Oliveira. Enquanto jogador dos sadinos somou ainda duas internacionalizações pela seleção nacional de sub-21, em setembro e outubro de 1984.
Posteriormente passou por Portimonense, Celta de Vigo, Estoril e Beira-Mar.
Após um ano de pausa na carreira, despediu-se dos relvados com a camisola do Sintrense em 1992-93, na II Divisão B, aos 34 anos.
 
 

Tozé (avançado)

Tozé
Avançado de baixa estatura (1,75 m) nascido em Luanda, mas radicado em Portugal desde tenra idade, concluiu a formação no Vitória de Setúbal em 1995-96 e foi lançado na equipa principal na época seguinte, tendo apontado um golo no único jogo em que foi utilizado, no terreno do Leça na última jornada da I Liga.
Ainda iniciou a temporada seguinte no Bonfim, mas após apenas três jogos realizados pelos sadinos mudou-se para o Lusitano de Évora em janeiro de 1998.
Seguiram-se passagens por Olhanense, Louletano, União de Leiria e Desp. Aves antes de ingressar no Sintrense no verão de 2004, na altura para competir na III Divisão Nacional.
Acabou por passar apenas meia época na Portela de Sintra, uma vez que no início de 2005 rumou ao Amora.
 
 
 

Valdu Té (avançado)

Valdu Té
Possante avançado guineense (1,89 m) que estava a evoluir na Academia do Sporting em Bissau, foi recrutado para jogar pelos juniores do Vitória de Setúbal em 2014 depois de o empresário Paulo Rodrigues o ter trazido para Portugal e de Benfica e Sporting o terem rejeitado.
Entretanto assinou contrato de um ano de formação com opção de cinco de profissional, algo que acabou por ser acionado pelos sadinos, que na altura o blindaram até 2021 com uma cláusula de rescisão de 20 milhões de euros, um recorde no clube.
Em 2015-16, naquela que foi a sua primeira temporada em Portugal, ajudou os juniores vitorianos a sagrarem-se campeões nacionais da II Divisão, com 26 golos em 23 jogos.
Depois surgiu na pré-época da equipa principal no verão de 2016. No entanto, chocou com uma realidade bem diferente. “Não tive muita formação, fiz praticamente o segundo ano de júnior. No meu primeiro ano de sénior, não estava bem preparado”, confessou o avançado, numa entrevista ao canal da FPF.
Sem espaço nas escolhas de José Couceiro e igualmente sem vontade em estar um ano sem jogar, foi emprestado ao Mafra, do Campeonato de Portugal, mas só atuou em oito partidas, tendo apontado um golo. Em 2017-18, voltou a integrar a pré-temporada vitoriana, mas tornou a ser cedido, desta vez ao Olímpico do Montijo, onde se mostrou a um melhor nível: 23 jogos, cinco golos.
No entanto, 2018-19 trouxe uma enorme novidade para o Vitória e para Valdu Té: a Liga Revelação. O novo espaço competitivo permitiu ao guineense treinar na equipa principal, pela qual cumpriu 12 encontros, e ganhar rodagem no campeonato dos sub-23. Acabou por não singrar às ordens de Lito Vidigal nem de Sandro Mendes e voltou a ser cedido, ao Arouca, onde também não vingou. Ainda assim, marcou um golo pela equipa principal, ao Armacenenses para a Taça de Portugal, e chegou a faturar ao FC Porto na I Liga, mas viu o remate certeiro ser invalidado por uma alegada mão na bola na área portista.
Após três empréstimos e alguns episódios conturbados entre o empresário Paulo Rodrigues e administração da SAD do Vitória, rescindiu em agosto de 2020 com os sadinos, ficando livre para assinar pelo Amora.
Após passagens por clubes de Japão, China, Malásia e Líbia, reentrou no futebol português pela porta do Sintrense em agosto de 2025. Em cerca de quatro meses na Portela de Sintra somou sete golos em 15 jogos entre Campeonato de Portugal e Taça de Portugal, tendo depois rumado aos búlgaros do Dobrudja Dobrich.
 









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