terça-feira, 11 de abril de 2023

Os 10 jogadores com mais jogos pelo Barreirense na II Liga

Dez futebolistas que jogaram pelo Barreirense na II Liga
No início do século XX, um grupo de aprendizes das oficinas dos Caminhos de Ferro do Sul e Sueste fundaram uma agremiação a que deram o nome de Sport Recreativo Operário Barreirense, que foi crescendo e beneficiando da extinção de outras coletividades para aumentar o número de sócios. No entanto, dificuldades financeiras levaram o clube a proceder a uma profunda reorganização interna e, em assembleia geral realizada a 11 de abril de 1911, foi decidido que tendo como base esse clube nascesse o Foot-Ball Club Barreirense.
 
Hoje nos campeonatos distritais, o Barreirense já foi um dos clubes mais importantes do futebol nacional. Na década de 1930, foi duas vezes finalista do Campeonato de Portugal, perdendo em 1930 para o Benfica no prolongamento e em 1934 para o Sporting.
 
Na I Divisão também foi presença assídua nos anos 1950, 1960 e 1970, tendo como melhor classificação o quarto lugar obtido em 1969-70, que valeu a qualificação para a Taça das Cidades com Feiras, precursora da antiga Taça UEFA e atualmente Liga Europa, em que defrontou o Dínamo Zagreb: 2-0 no Barreiro, 1-6 na Croácia.
 
Remetidos para as divisões secundárias desde 1979, os alvirrubros assumiram-se como uma das principais equipas da II Divisão B – Zona Sul entre 1991 e 2005, numa fase em que conseguiam colocar vários produtos da formação na equipa principal, arrastar multidões a todos os campos em que jogavam e obter honrosas classificações. Em 2004-05, sagraram-se mesmo campeões e alcançaram a subida à II Liga.
 
Em termos de II Liga, o histórico clube do Barreiro participou na edição inaugural, em 1990-91, tendo lá voltado em 2005-06. Em ambas as vezes a despromoção foi o desfecho. No total, os camarros somaram 12 vitórias, 24 empates, 36 derrotas e um saldo de 57-117 em golos em 72 jogos no segundo escalão.
 
Vale por isso a pena recordar os dez jogadores com mais jogos pelo Barreirense na II Liga.
 

10. Hugo Morais (28 jogos)

Hugo Morais
Médio lisboeta de características ofensivas, passou pelas camadas jovens de Benfica e Estrela da Amadora e pelos seniores de Futebol Benfica, Casa Pia, Sintrense, Estrela Vendas Novas, Marítimo, Camacha, União da Madeira e Desp. Aves antes de ingressar no Barreirense no verão de 2005, por empréstimo do Estrela da Amadora.
Na única temporada que passou no Dom Manuel de Mello participou em 28 jogos (11 a titular) na II Liga e apontou três golos, diante de Desp. Chaves, Olhanense e Portimonense, ainda assim insuficientes para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão mudou-se para o Leixões, tendo ajudado o emblema de Matosinhos a subir à I Liga.
 
 
 

9. Marco Soares (30 jogos)

Marco Soares
Médio defensivo com raízes cabo-verdianas, mas nascido em Setúbal, chegou a jogar nos iniciados do Sporting ao lado de Miguel Garcia, Ricardo Quaresma, Luís Lourenço e Cristiano Ronaldo, mas fez quase toda a formação no Barreirense.
Em 2002-03 transitou para a equipa principal e duas épocas depois foi um dos esteios da equipa que alcançou a promoção à II Liga, patamar em que em 2005-06 atuou em 30 partidas (26 a titular) e marcou dois golos, frente a Maia e Desp. Aves, não conseguindo evitar a descida à II Divisão B.
Apesar da despromoção, no final da temporada conseguiu estrear-se pela seleção de Cabo Verde e dar o salto para a União de Leiria, então na I Liga.
 
 
 

8. Formiga (31 jogos)

Formiga

Médio ofensivo natural de Sesimbra, passou pelo clube da terra, assim como por Vitória de Setúbal, Esperança de Lagos, Gil Vicente e Recreio de Águeda antes de ingressar no Barreirense no verão de 1989.
Na primeira época no Dom Manuel de Mello contribuiu para o apuramento para a edição inaugural da II Liga, em 1990-91, na qual atuou em 31 jogos (30 a titular) e marcou dois golos, diante de Portimonense e O Elvas, ainda assim insuficientes para evitar a despromoção.
Após a descida à II Divisão B transferiu-se para o Lusitano VRSA.
 
 


7. Pedro Duarte (32 jogos)

Pedro Duarte
Lateral/médio esquerdo natural de Setúbal, chegou ao Barreirense ainda júnior, em 1995-96, tendo subido à equipa principal duas épocas depois pela mão de José Rachão.
Em 1998-99 representou o Montijo, mas regressou ao Dom Manuel de Mello no verão de 1999 para ir paulatinamente ganhando o seu espaço, tendo explodido em 2004-05, temporada que ficou marcada pela subida à II Liga.
“Tive o prazer de viver neste clube um dos dias mais felizes da minha carreira, a tão desejada subida de divisão. Lembro-me como se fosse hoje: o estádio completamente repleto de barreirenses a torcer pela tão desejada vitória, e a mais que merecida subida de divisão. Tínhamos uma equipa composta por jogadores jovens, de grande qualidade e humildade, e um dos orçamentos mais baixos da II Divisão B. Todos trabalhávamos para alcançar um só objetivo, a vitória. Encarávamos todos os jogos como se fossem finais e éramos uma verdadeira família dentro e fora de campo”, afirmou ao Maisfutebol em dezembro de 2012.
Em 2005-06 participou em 32 partidas (31 a titular) no segundo escalão e apontou três golos, frente a Desp. Aves, Desp. Chaves e Olhanense, mas mostrou-se impotente para evitar a despromoção.
 Após a descida à II B transferiu-se para o Estoril, tendo ainda passado cinco anos no futebol cipriota antes de regressar ao Barreirense em 2013-14, na derradeira temporada da carreira.
Na época que se seguiu iniciou o seu promissor trajeto de treinador no comando técnico da equipa principal dos alvirrubros com a conquista do título distrital da AF Setúbal, tendo em 2015-16 garantido a permanência no Campeonato de Portugal. No entanto, não resistiu aos maus resultados em dezembro de 2016.
No verão de 2020 regressou ao clube para assumir novamente o comando técnico, mas foi sol de pouca dura, uma vez que ainda antes do início da temporada 2020-21 rumou ao Gil Vicente para ser adjunto de Rui Almeida.
“Foi um prazer fazer parte da família Barreirense. Digo isto porque éramos realmente uma família dentro e fora de campo. Um clube onde encontrei grandes profissionais, pessoas competentes, muita ambição, profissionalismo e onde vivi grandes alegrias. Os adeptos eram incansáveis no apoio à equipa e a nossa claque (Brigada Relote) acompanhava-nos para todo lado. O Estádio Dom Manuel de Mello estava sempre muito composto nos jogos em casa e tornava-se um campo difícil para as equipas adversárias”, recordou, saudosista.
 
 
 

6. Luís Miguel (33 jogos)

Luís Miguel

Defesa central nascido no Seixal, ingressou nos juniores do Barreirense no final da década de 1980, tendo transitado para a equipa principal em 1989-90, época marcada pelo apuramento para a edição inaugural da II Liga.
No segundo escalão participou em 33 encontros (32 a titular) e marcou um golo ao Freamunde pelos alvirrubros, mas não conseguiu impedir a descida à II Divisão B.
Após a despromoção permaneceu mais dois anos no Dom Manuel de Mello, tendo participado numa eliminatória da Taça de Portugal frente ao Sporting em novembro de 1992 antes de dar o salto para a União de Leiria no verão de 1993.
 
 


5. Hilário Gomes (34 jogos)

Hilário Gomes
Médio defensivo natural de Sarilhos Pequenos, despontou no 1º de Maio Sarilhense e passou pela Quimigal antes de passar pela primeira vez pelo Barreirense entre 1982 e 1984, na altura para competir na II Divisão Nacional.
Seguiram-se aventuras no Vitória de Guimarães e no Belenenses antes do regresso ao Dom Manuel de Mello no verão de 1988. Em 1989-90 contribuiu para o apuramento para a edição inaugural da II Liga, na qual participou em 34 encontros, todos na condição de titular, mas sem conseguir evitar a despromoção.
Após a descida de divisão permaneceu mais dois anos no clube, tendo participado numa eliminatória da Taça de Portugal frente ao Sporting em novembro de 1992.
No verão de 1993 transferiu-se para o Palmelense.
 
 
 

4. Paiva (34 jogos)

Paiva
Disputou o mesmo número de jogos de Hilário Gomes, mas amealhou mais 295 minutos em campo – 2896 contra 2601.
Defesa central/trinco internacional jovem português que jogou ao lado de Futre, Fernando Mendes, Morato e Venâncio nas camadas jovens do Sporting, passou pelos seniores de Sesimbra, Peniche e Esperança de Lagos antes de ser recrutado pelo Barreirense durante o verão de 1989.
Na primeira época no Dom Manuel de Mello contribuiu para o apuramento para a edição inaugural da II Liga, em 1990-91, na qual atuou em 34 encontros (todos como titular), mostrando-se impotente para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão transferiu-se para o Lusitano VRSA.
 
 

3. Quim (35 jogos)

Quim
Não podia faltar um guarda-redes nesta lista. Nascido em Sintra, dividiu a formação entre Sintrense e Belenenses, tendo passado ainda pelos seniores dos azuis do Restelo, do Torreense, do Atlético e do Sacavenense antes de ingressar no Barreirense no verão de 1987, na altura para competir na II Divisão Nacional.
Em 1989-90 contribuiu para o apuramento para a edição inaugural da II Liga, na qual participou em 35 encontros e sofreu 63 golos, mostrando-se impotente para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão permaneceu mais três anos no clube, sempre a jogar na II Divisão B.
 
 

2. Pascoal (36 jogos)

Pascoal

Defesa que concluiu a formação e despontou no Amora, teve uma passagem pelo Seixal antes de ingressar no Barreirense no verão de 1989.
Na primeira época no Dom Manuel de Mello contribuiu para o apuramento para a edição inaugural da II Liga, em 1990-91, na qual participou em 36 partidas (todas como titular) e marcou um golo ao Freamunde, insuficiente para evitar a descida à II Divisão B.
Após a despromoção permaneceu mais um ano no clube, rumando depois ao Lusitano VRSA.
 
 

1. Ricardo Jorge (37 jogos)

Ricardo Jorge
Lateral esquerdo internacional jovem português formado e revelado pelo Montijo, mas que jogou ao lado de Paulo Madeira e Paulo Sousa nos juniores do Benfica, ingressou no Barreirense no verão de 1990.
Na única temporada que passou no Dom Manuel de Mello disputou 37 jogos (todos a titular) na II Liga e marcou um golo à União de Leiria, insuficiente para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão regressou ao Montijo.














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