terça-feira, 7 de junho de 2022

Os 10 jogadores com mais jogos pelo Académico de Viseu na I Divisão

Académico de Viseu participou por quatro vezes na I Divisão
Fundado no início do século XX por um grupo de alunos da Escola Secundária Alves Martins e do colégio da Via Sacra, o que justificou o nome do clube e a predominância da cor negra, o Clube Académico de Futebol foi referenciado pela primeira vez na imprensa local de Viseu a 7 de junho 1914, data que assume como sendo a da sua fundação.
 
Nesse dia, o Académico de Viseu defrontou o Tondela no Campo do Viriato, no entanto, foi apenas um grupo informal até 1927, quando foram aprovados e entregues os Estatutos na Federação Desportiva de Viseu (atual Associação de Futebol de Viseu).
 
Presença assídua nos campeonatos nacionais desde os primórdios dos mesmos, na década de 1930, os academistas chegaram pela primeira vez à I Divisão em 1978-79, repetindo a presença no primeiro escalão por três vezes na década seguinte, em 1980-81, 1981-82 e 1988-89.

Contudo, em janeiro de 2006 o Clube Académico Futebol Clube sofreu um forte revés, ao ser declarado insolvente por decisão judicial e depois extinto. Porém, um grupo de sócios inconformados chegou a acordo com o Grupo Desportivo de Farminhão, que militava na I Divisão Distrital da AF Viseu e passou a chamar-se Académico de Viseu Futebol Clube, designação que mantém até aos dias de hoje.
 
Daí para cá, os viriatos iniciaram nova ascensão na hierarquia do futebol português, tendo saído dos distritais viseenses em 2007 e atingido a II Liga em 2013. Ainda a militar no segundo escalão, os beirões estiveram perto de regressar ao patamar maior do futebol português em 2018.
 
Paralelamente, o Académico atingiu as meias-finais da Taça de Portugal em 2019-20 e os quartos de final em 1978-79.
 
Vale por isso a pena recordar os dez jogadores com mais jogos pelo Académico de Viseu na I Divisão.
 
 

10. Nogueira (34 jogos)

Nogueira
Polivalente defesa/médio de elevada estatura (1,90 m) que antes de iniciar a carreira de futebolista até foi guarda-redes de andebol, concluiu a formação no Belenenses e passou por vários clubes do distrito de Lisboa, como o Oriental e o Sacavenense, antes de ingressar no Académico de Viseu no verão de 1988.
Na única temporada que passou na Beira Alta disputou 34 jogos (todos a titular) e marcou um golo ao Farense no campeonato, mas mostrou-se impotente para evitar a despromoção.
Após a descida de divisão mudou-se para o Fafe, passando depois para o clube em que se notabilizou e que o catapultou para a seleção nacional AA, o Boavista.
 
 

9. Leal (35 jogos)

Leal
Defesa central/lateral esquerdo de elevada estatura (1,86 m) nascido em Angola, mas radicado em Viseu desde tenra idade, fez toda a formação no Repesenses, tendo ainda jogado nos seniores do Viseu e Benfica antes de reforçar o Académico de Viseu no verão de 1985, quando ainda jogava a extremo e os academistas militavam na II Divisão.
Em 1988 ajudou os viseenses a alcançarem a promoção ao primeiro escalão, patamar em que atuou em 35 partidas (todas a titular) e apontou três golos, diante de Belenenses e Estrela da Amadora (dois), ainda assim insuficientes para evitar a despromoção.
Apesar da descida de divisão, valorizou-se, tornou-se internacional sub-21 português e deu o salto para o Sporting.
Após cinco anos em Alvalade, 15 internacionalizações pela seleção AA e passagens por Belenenses, Felgueiras, Estrela da Amadora e Santa Clara, regressou ao Académico de Viseu em 2002, quando já tinha 37 anos, para se despedir dos relvados no clube que o revelou para a alta-roda do futebol.
Na temporada seguinte, em 2003-04, assumiu o comando técnico dos viseenses durante sete jornadas, não tendo alcançado qualquer vitória.
 
 

8. Quim (36 jogos)

Quim
Avançado viseense com formação feita a meias entre Académico e Travanca, transitou para a equipa principal ainda com idade de júnior, em 1984-85, época em que ajudou os academistas a subir à II Divisão Nacional.
Em 1988 voltou a festejar uma promoção, mas à I Divisão, patamar em que disputou 36 jogos (28 a titular) e apontou três golos, diante de Nacional, Sporting e Sp. Braga, ainda assim insuficientes para evitar a descida de divisão.
Após a descida de divisão permaneceu no clube até 1994, tendo vivido uma subida à II Liga em 1993 e duas descidas à II Divisão B, em 1992 e 1994.
Após deixar os viriatos mudou-se para o Guarda.
 
 
 

7. Inaldo (45 jogos)

Inaldo
Médio ofensivo brasileiro com grande potência de remate, chegou a representar o Fluminense, tendo ingressado no Académico de Viseu no início da época 1979-80, proveniente do Águila, de El Salvador.
Na primeira época no Fontelo ajudou os beirões a alcançar a promoção ao primeiro escalão, patamar em que atuou em 45 jogos (27 a titular) e apontou onze golos, registo que fez dele o melhor marcador de sempre dos viseenses na I Divisão. Se em 1980-81 contribuiu para que fosse assegurada a permanência, na temporada seguinte não conseguiu evitar a despromoção.
Após a descida de divisão, em 1982, transferiu-se para o Nacional.
Depois de encerrar a carreira, teve de amputar as duas perdas na sequência da doença de diabetes. Um grupo de viseenses mobilizou-se numa angariação de fundos para lhe permitir a compra das duas próteses dos membros inferiores.
 


 
 

6. Rodrigo Moura (49 jogos)

Rodrigo Moura
Médio viseense de características defensivas, transitou dos juniores para os seniores do Académico em 1965, na altura para jogar na III Divisão e contribuir para a promoção para o segundo escalão nacional. Paralelamente, tornou-se internacional sub-18.
Em 1966-67 vestiu a camisola da Académica, mas nas duas épocas que se seguiram voltou a representar os viriatos, desta feita na II Divisão.
Seguiram-se passagens por Vitória de Guimarães, Sp. Braga e Famalicão antes do regresso ao Fontelo em 1976. Dois anos depois festejou a subida à I Divisão, patamar em que atuou em onze encontros (oito a titular) em 1978-79, não conseguindo evitar a despromoção numa época em que os beirões atingiram os quartos de final da Taça de Portugal.
Na temporada seguinte voltou a contribuir nova subida ao patamar maior do futebol português, desta vez para ajudar os academistas a manterem-se dois anos entre a elite. Nessas duas épocas, 1980-81 e 1981-82, amealhou 38 partidas (todas a titular) e um golo na I Divisão.
Após a descida à II Divisão permaneceu mais um ano no clube, rumando depois ao Gouveia.
Depois de encerrar a carreira de jogador, iniciou a de treinador, tendo dirigido a equipa principal do Académico entre abril e dezembro de 1998.
 
 

5. Emanuel (52 jogos)

Emanuel
Defesa central madeirense, chegou ao Académico de Viseu no verão de 1979, proveniente do Montijo tal como o irmão Arnaldo, já depois de ter passado por Marítimo e Nacional.
Na primeira época no Fontelo alcançou a subida à I Divisão, patamar em que disputou um total de 52 jogos (49 a titular) e apontou cinco golos entre 1980 e 1982, tendo feito parte da equipa que em 1980-81 fez história ao alcançar uma inédita permanência.
Após a descida de divisão mudou-se para o Amora, então a militar no primeiro escalão.
 
 

4. Sobreiro (53 jogos)

Sobreiro
Lateral esquerdo natural de Santa Maria da Feira, reforçou o Académico de Viseu no verão de 1979 depois de um longo percurso no Feirense, clube pelo qual se estreou na I Divisão.
Na primeira época no Fontelo ajudou os viseenses a assegurar a subida ao primeiro escalão, patamar em que totalizou 53 jogos (51 a titular) entre 1980 e 1982, contribuindo para a inédita permanência em 1980-81.
Após a descida de divisão permaneceu mais um ano na Beira Alta, rumando depois ao Tirsense antes de voltar ao Feirense.
Haveria de falecer em maio de 2015, aos 64 anos, vítima de doença prolongada.
 
 


3. Flávio (54 jogos)

Flávio
Extremo luso-venezuelano, começou a carreira no Oliveira do Bairro e foi de lá que saltou para o Académico de Viseu no verão de 1980.
Nas duas temporadas que passou no Fontelo, competiu na I Divisão, tendo totalizado 54 jogos (50 a titular) e quatro golos, tendo feito parte da única equipa dos viseenses que assegurou a permanência no primeiro escalão, em 1980-81.
Em 1982 os academistas foram despromovidos, mas Flávio continuou a atuar no patamar maior do futebol português ao serviço de clubes como Marítimo, Recreio de Águeda, Varzim e Fafe.
 
 

2. Hélder (57 jogos)

Hélder
Guarda-redes internacional sub-21 português natural de Tramagal, no concelho de Abrantes, concluiu a formação e iniciou o seu trajeto enquanto sénior na Académica – que na altura se chamava… Académico –, de onde se transferiu para Viseu no verão de 1979.
Na primeira época no Fontelo alcançou a subida à I Divisão, patamar em que disputou um total de 57 jogos (todos a titular) e sofreu 88 golos entre 1980 e 1982, tendo feito parte da única equipa dos viseenses que assegurou a permanência no primeiro escalão, em 1980-81.
Em 1982, apesar da descida de divisão e dos muitos golos encaixados, valorizou-se ao ponto de ter dado o salto para o Sp. Braga, clube pelo qual se notabilizou durante o resto da década de 1980.
 
 

1. Chico Santos (71 jogos)

Chico Santos
Defesa central/médio defensivo natural de Portimão, concluiu a formação e iniciou o seu trajeto enquanto sénior no Portimonense, passou ainda pelo Sp. Covilhã antes de se transferir para o Académico de Viseu no verão de 1977 na companhia de Albasini e Tayob.
Na primeira época no Fontelo contribuiu para a primeira subida de sempre dos viseenses à I Divisão, patamar em que disputou 21 jogos (todos a titular) e marcou um golo ao Belenenses em 1978-79, não conseguindo evitar a despromoção apesar de, paralelamente, ter contribuído para a caminhada até aos quartos de final da Taça de Portugal.
Após a descida de divisão permaneceu no clube, tendo ajudado os academistas a alcançarem nova promoção ao primeiro escalão em 1979-80. Nas duas temporadas que se seguiram amealhou 50 encontros (todos no onze inicial) e marcou um golo, tendo feito parte da única equipa dos beirões que assegurou a permanência na I Divisão, em 1980-81.
Após a descida à II Divisão, em 1982, mudou-se para o Leixões.






 



1 comentário:

  1. só me lembro de Moreira, que jogava no início dos anos 80, e era jurista. não há nada acerca dele?

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