sexta-feira, 24 de abril de 2026

Hoje faz anos um dos esteios do grande Paços de Ferreira de Paulo Fonseca. Quem se lembra de Tiago Valente?

Tiago Valente somou 120 jogos e cinco golos pelo Paços de Ferreira
Um dos titulares indiscutíveis no Paços de Ferreira de Paulo Fonseca que em 2012-13 alcançou um brilhante 3.º lugar na I Liga e o consequente apuramento para as pré-eliminatórias de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões. Mas, antes dessa afirmação, teve muito que penar.
 
Defesa central nascido a 24 de abril de 1985 em Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, Tiago Valente fez toda a formação na Mata Real, tendo transitado para a equipa principal pela mão de José Mota em 2004-05, época marcada pela conquista do título da II Liga e consequente promoção ao primeiro escalão. No final da temporada, foi chamado a representar a seleção nacional de sub-20 no Torneio de Toulon, tendo repetido a presença no ano seguinte.
 
Sem espaço no plantel pacense, foi emprestado ao Gondomar, da II Liga, em 2005-06. Voltou à Capital do Móvel na época que se seguiu e por lá se manteve até janeiro de 2009, tendo vivido dois períodos a jogar com regularidade no onze inicial, entre setembro de 2007 e fevereiro de 2008 e de agosto a outubro de 2008. Porém, em ambas as ocasiões perdeu a titularidade após jogos ou sequências de jogos com vários golos sofridos. Pelo meio foi apontado como possível reforço dos ingleses do Charlton, então no Championship, mas a mudança não se concretizou.
 
 
Acabou por reencontrar o seu espaço no Desp. Aves, na II Liga, entre 2009 e 2012, afirmando-se como titular indiscutível numa equipa que apontava aos lugares cimeiros da classificação.
 
 
No verão de 2012 terminou contrato com os avenses e voltou ao Paços de Ferreira, precisamente na mesma altura em que o treinador Paulo Fonseca se mudou da Vila das Aves para a Capital do Móvel.
 
Em 2012-13 até começou a temporada como suplente de Ricardo e Javier Cohene, mas após a quinta jornada roubou o lugar ao paraguaio naturalizado palestiniano e ajudou a equipa a estancar os golos sofridos. Se nos onze jogos em que Cohene atuou a equipa sofreu 15, nos 26 de Tiago Valente os castores só encaixaram 23. Alavancados por essa consistência defensiva, os pacenses foram galgando lugares na classificação e só terminaram no terceiro lugar, à frente do Sp. Braga e com 12 pontos de vantagem sobre o Sporting, que nessa época foi sétimo classificado.
 
A temporada que se seguiu não foi tão conseguida coletivamente e quase resultou em despromoção à II Liga, mas individualmente o defesa português voltou a estabelecer-se como titular indiscutível, o que lhe valeu uma transferência para os polacos do Lechia Gdansk no verão de 2014.
 
 
 
Em janeiro de 2015 foi emprestado ao Penafiel, não conseguindo evitar a descida à II Liga.
 
Continuou vinculado à equipa do leste europeu até ao início de 2016, quando assinou a custo zero pelo Vitória de Setúbal. Por pouco não desceu de divisão ao serviço dos sadinos, tendo somado dois empates, cinco derrotas e uma expulsão nas sete partidas em que atuou.
 
A partir daí, só jogou nas divisões secundárias. Após ajudar o Desp. Aves a subir à I Liga em 2016-17 e o Varzim a fazer uma época tranquila na II Liga em 2017-18, vestiu a camisola do São Martinho entre 2018 e 2021, o Tirsense em 2021-22 e novamente o São Martinho em 2022-23, sempre no Campeonato de Portugal, despedindo-se da carreira de futebolista, aos 38 anos, com uma despromoção aos distritais da AF Porto.
 
Paralelamente, iniciou a carreira de treinador. Nestes primeiros anos na nova profissão tem trabalhado sobretudo nas camadas jovens e/ou como adjunto em clubes como São Martinho, Aliados Lordelo, Paços de Ferreira, Marco 09 e Vilaverdense



 




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