Hoje faz anos um dos esteios do grande Paços de Ferreira de Paulo Fonseca. Quem se lembra de Tiago Valente?
Tiago Valente somou 120 jogos e cinco golos pelo Paços de Ferreira
Um dos titulares indiscutíveis no
Paços
de Ferreira de Paulo
Fonseca que em 2012-13 alcançou um brilhante 3.º lugar na I
Liga e o consequente apuramento para as pré-eliminatórias de acesso à fase
de grupos da Liga
dos Campeões. Mas, antes dessa afirmação, teve muito que penar.
Defesa central nascido a 24 de abril
de 1985 em Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, Tiago Valente fez
toda a formação na Mata Real, tendo transitado para a equipa principal pela mão
de José
Mota em 2004-05, época marcada pela conquista do título da II
Liga e consequente promoção ao primeiro
escalão. No final da temporada, foi chamado a representar a seleção
nacional de sub-20 no Torneio de Toulon, tendo repetido a presença no ano
seguinte. Sem espaço no plantel
pacense, foi emprestado ao Gondomar, da II
Liga, em 2005-06. Voltou à Capital do Móvel na época que se seguiu e por lá
se manteve até janeiro de 2009, tendo vivido dois períodos a jogar com
regularidade no onze inicial, entre setembro de 2007 e fevereiro de 2008 e de
agosto a outubro de 2008. Porém, em ambas as ocasiões perdeu a titularidade após
jogos ou sequências de jogos com vários golos sofridos. Pelo meio foi apontado
como possível reforço dos ingleses do Charlton, então no Championship, mas
a mudança não se concretizou.
Acabou por reencontrar o seu
espaço no Desp.
Aves, na II
Liga, entre 2009 e 2012, afirmando-se como titular indiscutível numa equipa
que apontava aos lugares cimeiros da classificação.
No verão de 2012 terminou
contrato com os avenses
e voltou ao Paços
de Ferreira, precisamente na mesma altura em que o treinador Paulo Fonseca
se mudou da Vila das Aves para a Capital do Móvel. Em 2012-13 até começou a
temporada como suplente de Ricardo e Javier Cohene, mas após a quinta jornada
roubou o lugar ao paraguaio naturalizado palestiniano e ajudou a equipa a
estancar os golos sofridos. Se nos onze jogos em que Cohene atuou a equipa
sofreu 15, nos 26 de Tiago Valente os castores
só encaixaram 23. Alavancados por essa consistência defensiva, os pacenses
foram galgando lugares na classificação e só terminaram no terceiro lugar, à
frente do Sp.
Braga e com 12 pontos de vantagem sobre o Sporting,
que nessa época foi sétimo classificado. A temporada que se seguiu não foi
tão conseguida coletivamente e quase resultou em despromoção à II
Liga, mas individualmente o defesa português voltou a estabelecer-se como
titular indiscutível, o que lhe valeu uma transferência para os polacos do
Lechia Gdansk no verão de 2014.
Em janeiro de 2015 foi emprestado
ao Penafiel,
não conseguindo evitar a descida à II
Liga. Continuou vinculado à equipa do
leste europeu até ao início de 2016, quando assinou a custo zero pelo Vitória
de Setúbal. Por pouco não desceu de divisão ao serviço dos sadinos,
tendo somado dois empates, cinco derrotas e uma expulsão nas sete partidas em
que atuou. A partir daí, só jogou nas
divisões secundárias. Após ajudar o Desp.
Aves a subir à I
Liga em 2016-17 e o Varzim
a fazer uma época tranquila na II
Liga em 2017-18, vestiu a camisola do São
Martinho entre 2018 e 2021, o Tirsense
em 2021-22 e novamente o São
Martinho em 2022-23, sempre no Campeonato
de Portugal, despedindo-se da carreira de futebolista, aos 38 anos, com uma
despromoção aos distritais da AF
Porto. Paralelamente, iniciou a carreira
de treinador. Nestes primeiros anos na nova profissão tem trabalhado sobretudo
nas camadas jovens e/ou como adjunto em clubes como São
Martinho, Aliados Lordelo, Paços
de Ferreira, Marco
09 e Vilaverdense.
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