sexta-feira, 24 de abril de 2026

Um dos míticos defesas da era dourada do AC Milan. Quem se lembra de Costacurta?

Costacurta disputou 663 jogos ao serviço do AC Milan
Não foi tão brilhante como Franco Baresi e Paolo Maldini, mas integrou a lendária linha defensiva do AC Milan no final dos anos 1980 e no início da década de 1990 e tornou-se um símbolo de consistência e longevidade ao mais alto nível, tendo prolongado a carreira até 2007.
 
Nascido a 24 de abril de 1966, em Orago, Alessandro Costacurta construiu praticamente todo o percurso como futebolista profissional ao serviço do AC Milan. A exceção aconteceu na primeira época de sénior, 1986-87, quando esteve emprestado ao Monza.
 
Produto das camadas jovens dos rossoneri, voltou ao clube quando este se afirmava como uma potência europeia, tendo integrado uma linha defensiva lendária, ao lado de Franco Baresi, Paolo Maldini e Mauro Tassotti. Juntos, os quatro venceram três Taças/Ligas dos Campeões Europeus, em 1988-89, 1989-90 e 1993-94. Mais tarde, já só na companhia de Maldini, venceu a Champions também em 2002-03 e 2006-07.
 
Dotado de grande leitura de jogo, sentido posicional e disciplina tática, características que compensavam a falta de velocidade, podia atuar no lado direito e no eixo da defesa e venceu, além dos títulos continentais, sete campeonatos (1987-88, 1991-92, 1992-93, 1993-94, 1995-96, 1998-99 e 2003-04) uma taça (2002-03) e cinco supertaças (1988, 1992, 1993, 1994 e 2004) de Itália, três Supertaças Europeias (1989, 1990 e 1994) e duas Taças Intercontinentais (1989 e 1990).
 
Pela seleção italiana, “Billy” somou 59 internacionalizações e dois golos entre 1991 e 1998. O ponto alto da sua carreira na squadra azzurra foi a caminhada até à final do Mundial 1994, perdida para o Brasil, mas depois desse torneio também foi chamado para o Euro 1996 e para o Campeonato do Mundo de 1998.
 
 
Apenas pendurou as botas aos 41 anos. Ainda chegou a ser o jogador mais velho a jogar na Liga dos Campeões e a atuar e marcar na Serie A, mas nos anos que se seguiram viu esses recordes serem batidos.
 
Após terminar o seu trajeto como futebolista teve uma curta experiência como treinador, tendo sido adjunto de Carlo Ancelotti no AC Milan e técnico principal do Mantova, da Serie B, mas foi sol de pouca dura. Depois tornou-se comentador desportivo, trabalhando desde 2010 para a Sky Italia


 



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