quarta-feira, 22 de abril de 2026

Hoje faz anos o guardião que jogou na UEFA pelo Leixões e treinou no Benfica. Quem se lembra de Rui Marcos?

Rui Marcos jogou em todas as divisões em Portugal
Defendeu a baliza do Leixões na Taça UEFA, treinou à experiência no Benfica ao lado de Michel Preud’homme e passou também por um período experimental no Aston Villa, mas foi ao serviço do Farense que jogou na I Liga.
 
Nascido a 22 de abril de 1975 em Estarreja, no distrito de Aveiro, concluiu a formação no Beira-Mar em 1993, mas teve de começar o percurso como sénior no modesto Estrela Azul, nos distritais aveirenses. A partir daí, foi subindo a pulso. Após se destacar no Belmonte, na III Divisão Nacional, reforçou o Beira-Mar, então na II Liga, mas não chegou a ir a jogo.
 
Seguiu-se uma passagem pelo União de Coimbra antes de chegar pela primeira vez ao Leixões durante o verão de 1997. Se na primeira época em Matosinhos jogou pouco, tapado por Pinho, na segunda assumiu a titularidade em pleno, ajudando os bebés do Mar a concluir o campeonato da Zona Norte da II Divisão B em segundo lugar, atrás do Freamunde. Pelo meio esteve a treinar à experiência nos ingleses do Aston Villa e também no Benfica, por indicação do seu empresário Tozé Francisco, tendo trabalhado alguns dias ao lado do ídolo Michel Preud’homme.
 
Depois de um ano no Nacional, no qual ajudou os madeirenses então orientados por José Peseiro a subir à II Liga, deu o salto para o primodivisionário Farense.
 
No Algarve passou a primeira época em branco, na sombra do espanhol Raul Iglésias e do sérvio Mijanovic. Na segunda foi sete vezes a jogo, a primeira das quais num empate a um golo diante do campeão em título Boavista no Bessa, num jogo em que os leões de Faro terminaram reduzidos a dez jogadores.
 
No verão de 2002 regressou ao Leixões, com os matosinhenses ainda na II Divisão B, mas também… na decisão da Supertaça Cândido de Oliveira e na Taça UEFA, em virtude da caminhada até à final da Taça de Portugal na temporada anterior. Embora não tivesse sido muito utilizado ao longo da época, começou-a como titular, o que lhe permitiu jogar na Supertaça, perdida para o Sporting em Setúbal (1-5), e em quatro jogos na prova europeia, entre os quais os triunfos sobre o FK Belasica na Macedónia na ronda de qualificação e sobre o PAOK em Matosinhos na primeira eliminatória, ambos por 2-1.
 
 
Ainda em 2002-03, nos bebés do Mar, somou a segunda de três promoções à II Liga. Depois disso, também subiu por Gondomar em 2003-04, tendo voltado a competir no segundo escalão na temporada seguinte.
 
Entretanto foi cimentando um legado como guarda-redes de topo na II Divisão B, tendo ajudado Lousada (2005-06) e União da Madeira (2006-07) a vencer as respetivas séries, embora nenhum dos dois clubes tivesse conseguido a desejada promoção.
 
A 27 de fevereiro de 2008, na baliza do Moreirense, viveu um dos momentos altos da carreira, ao jogar no Estádio da Luz, diante do Benfica, para a Taça de Portugal, embora tenha saído derrotado por 0-2, sofrendo golos de Rui Costa e Makukula.
 
 
Depois ainda regressou ao Beira-Mar e à II Liga, tendo sido orientado por Leonardo Jardim, mas não chegou a jogar pelos aveirenses, tendo estado emprestado ao Avanca antes de se despedir da carreira na Beira Alta, onde representou Académico de Viseu (segunda metade de 2009-10) e Tondela (2010-11).
 
 
Após pendurar as luvas, aos 36 anos, emigrou para a Suíça.




 




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