quarta-feira, 22 de abril de 2026

Hoje faz anos o antivedeta devoto a Cristo que ganhou a Bola de Ouro em 2007. Quem se lembra de Kaká?

Kaká somou 307 jogos e 104 golos pelo AC Milan
O antivedeta. Um craque cujas elegância, qualidade técnica e visão de jogo exibidas dentro das quatro linhas contrastavam com o comportamento muito discreto fora dos relvados. Conhecido pela devoção a Jesus Cristo, venceu a Bola de Ouro e a Liga dos Campeões pelo AC Milan em 2007.
 
Ricardo Izecson dos Santos Leite nasceu a 22 de abril de 1982, em Gama, Distrito Federal, no Brasil, mas no futebol todos o conhecem por Kaká, por ser assim que o irmão mais novo Digão o chamava quando era criança.
 
Amplamente considerado um dos melhores futebolistas da sua geração, fez toda a formação no São Paulo, estreando-se pela equipa principal em 2001, contribuindo para a conquista do Torneio Rio-São Paulo no ano de estreia e do supercampeonato paulista no ano seguinte.
 
 
Teve um impacto tão imediato no tricolor paulista que Luiz Filipe Scolari o fez estrear na seleção principal do Brasil quando tinha apenas 19 anos, num amigável diante da Bolívia a 31 de janeiro de 2002. Menos de meio ano depois foi convocado para o Mundial na Coreia do Sul e no Japão, que a canarinha viria a ganhar, mas foi utilizado somente num jogo, tendo entrado a cerca de 20 minutos do fim na vitória sobre a Costa Rica (5-2), na fase de grupos.
 
No verão de 2003 transferiu-se para o clube no qual viveu o auge da carreira, o AC Milan, numa transação que rendeu 8,5 milhões de euros ao São Paulo.
 
Em San Siro ganhou quase tudo o que havia para ganhar: Serie A (2003-04), Supertaça de Itália (2004), Liga dos Campeões (2006-07), Supertaça Europeia (2007) e Mundial de Clubes (2007). Foi ainda finalista vencido da Champions em 2004-05. O impacto que teve para a conquista do cetro continental em 2007, traduzido em números em dez golos e três assistências em 13 jogos, valeu-lhe a Bola de Ouro e o prémio de melhor jogador do ano para a FIFA.
 
 
Em 2009 transferiu-se para o Real Madrid, por 68,5 milhões de euros, tendo sido uma das primeiras contratações do recém-eleito presidente Florentino Pérez, juntamente com Cristiano Ronaldo, Karim Benzema e Xabi Alonso, entre outros.
 
Apesar das expetativas elevadas, a sua passagem pelo Santiago Bernabéu ficou marcada por lesões que limitaram os seus desempenhos nas duas primeiras épocas. E quando passou a estar fisicamente mais disponível, não conseguiu roubar a titularidade a Mesut Ozil. Ainda assim, venceu uma Taça do Rei (2010-11) e um campeonato espanhol (2011-12).
 
 
Em 2013 voltou ao AC Milan a custo zero, curiosamente na mesma altura em que tinha acabado de chegar ao Real Madrid o treinador que o havia orientado em Itália, Carlo Ancelotti. Apresentou-se a relativo bom nível, tendo marcado nove golos em 37 jogos, mas não conseguiu replicar o êxito vivido ao serviço dos rossoneri na década anterior.
 
No verão de 2014 rescindiu com os milaneses e comprometeu-se com o Orlando City para reforçar a equipa que se iria estrear na Major League Soccer (MLS) no ano seguinte. Mas como tinha ainda vários meses pela frente até se mudar para os Estados Unidos em janeiro de 2015, decidiu regressar ao São Paulo para se ir mantendo ativo.
 
No país do soccer encerrou a carreira em 2017, aos 35 anos.
 
 
Pela seleção brasileira somou 93 internacionalizações e 29 golos entre 2002 e 2016. Além do Mundial 2002, venceu a Taça das Confederações em 2005 e 2009 e marcou presença nos Campeonatos do Mundo de 2006 e 2010 e na Gold Cup de 2003.
 



 
 



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