sexta-feira, 13 de março de 2026

Hoje faz anos o brasileiro contratado pelo Benfica para fazer esquecer Chalana. Quem se lembra de Wando?

Wando representou Sp. Braga, Benfica, Vitória FC e Marítimo
Chegou a Portugal com 19 anos, oriundo do Vasco da Gama, para brilhar no Sp. Braga. Afirmou-se de tal forma no Minho que em 1984 foi apresentado no Benfica como substituto de Chalana, uma responsabilidade que se revelou demasiado pesada.
 
Extremo nascido no Rio de Janeiro a 13 de março de 1963, Geovânio Bonfim Sobrinho, mais conhecido no mundo do futebol como Wando, concluiu a formação num dos mais conceituados emblemas cariocas, mas fez quase toda a carreira no futebol luso.
 
Começou por Braga, tendo somado onze golos em 60 jogos entre 1982 e 1984 e ganhado a reputação de jogador veloz, forte no drible e com qualidade na definição, tendo contribuído, às ordens de Quinito, para a obtenção do quarto lugar em 1983-84, igualando a melhor classificação até à data dos arsenalistas na I Divisão. “Fui muito bem recebido, é tudo boa gente em Braga, ainda hoje quando vou lá é uma festa, todo o mundo se lembra de mim”, recordou ao Maisfutebol em abril de 2014.
 
O salto para o Benfica fez-se com naturalidade. O que acabou por ser demasiado foi a designação de sucessor do “pequeno genial”, que havia rumado ao Bordéus. Em quatro anos na Luz venceu um campeonato (1986-87), três Taças de Portugal (1984-85, 1985-86 e 1986-87) e uma Supertaça (1985) e esteve na caminhada até à final da Taça dos Campeões Europeus em 1987-88. Individualmente teve momentos bem conseguidos, conforme atestam os 23 golos em 139 jogos de águia ao peito, mas nunca foi totalmente compreendido pelo terceiro anel, tendo sido assobiado logo na estreia, porque os benfiquistas não aceitavam a saída de Chalana. “É verdade. Foi muito difícil. O Chalana era o maior ídolo português, o que é que eu podia fazer? Ele era o Cristiano Ronaldo daquela altura. Tive muitas dificuldades. Foi uma situação confrangedora (…). O primeiro ano foi muito complicado. O treinador [o húngaro Pal Csernai] ajudou-me muito, me deu muita moral e ia dizendo que ia acabar por dar a volta por cima”, lembrou o autor do golo de honra dos encarnados na goleada de 7-1 sofrida às mãos do Sporting em dezembro de 1986.
 
     
 
Em 1988-89 esteve emprestado ao Vitória de Setúbal, tendo feito parte de uma equipa recheada de jogadores experientes que alcançou um honroso quinto lugar na I Divisão, apesar de uma lesão o ter impedido de brilhar no Bonfim.
 
 
Seguiram-se dois anos no Marítimo e um no Calheta antes de uma curta passagem pelos turcos do Konyaspor (1992-93) e do regresso ao Brasil para representar o XV de Jaú.



 
  





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