Chegou a Portugal com 19 anos,
oriundo do Vasco
da Gama, para brilhar no Sp.
Braga. Afirmou-se de tal forma no Minho que em 1984 foi apresentado no Benfica
como substituto de Chalana,
uma responsabilidade que se revelou demasiado pesada.
Extremo nascido no Rio de Janeiro
a 13 de março de 1963, Geovânio Bonfim Sobrinho, mais conhecido no mundo do
futebol como Wando, concluiu a formação num dos mais conceituados emblemas
cariocas, mas fez quase toda a carreira no futebol luso. Começou por Braga, tendo somado onze
golos em 60 jogos entre 1982 e 1984 e ganhado a reputação de jogador veloz,
forte no drible e com qualidade na definição, tendo contribuído, às ordens de Quinito,
para a obtenção do quarto lugar em 1983-84, igualando a melhor classificação
até à data dos arsenalistas
na I
Divisão. “Fui muito bem recebido, é tudo boa gente em Braga, ainda hoje
quando vou lá é uma festa, todo o mundo se lembra de mim”, recordou ao Maisfutebol
em abril de 2014. O salto para o Benfica
fez-se com naturalidade. O que acabou por ser demasiado foi a designação de
sucessor do “pequeno
genial”, que havia rumado ao Bordéus.
Em quatro anos na Luz
venceu um campeonato (1986-87), três Taças
de Portugal (1984-85, 1985-86 e 1986-87) e uma Supertaça
(1985) e esteve na caminhada até à final da Taça
dos Campeões Europeus em 1987-88. Individualmente teve momentos bem
conseguidos, conforme atestam os 23 golos em 139 jogos de águia ao peito, mas
nunca foi totalmente compreendido pelo terceiro anel, tendo sido assobiado logo
na estreia, porque os benfiquistas não aceitavam a saída de Chalana.
“É verdade. Foi muito difícil. O Chalana
era o maior ídolo português, o que é que eu podia fazer? Ele era o Cristiano
Ronaldo daquela altura. Tive muitas dificuldades. Foi uma situação
confrangedora (…). O primeiro ano foi muito complicado. O treinador [o húngaro
Pal Csernai] ajudou-me muito, me deu muita moral e ia dizendo que ia acabar por
dar a volta por cima”, lembrou o autor do golo de honra dos encarnados
na goleada de 7-1 sofrida às mãos do Sporting
em dezembro de 1986.
Em 1988-89 esteve emprestado ao Vitória
de Setúbal, tendo feito parte de uma equipa recheada de jogadores
experientes que alcançou um honroso quinto lugar na I
Divisão, apesar de uma lesão o ter impedido de brilhar no Bonfim.
Seguiram-se dois anos no Marítimo
e um no Calheta antes de uma curta passagem pelos turcos do Konyaspor (1992-93)
e do regresso ao Brasil para representar o XV de Jaú.
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