O sucessor de Baía que se transferiu do Nacional para o Chelsea. Quem se lembra de Hilário?
Hilário disputou um total de 59 jogos pelo FC Porto entre 1996 e 2000
Guarda-redes natural de São Pedro
da Cova, concelho de Gondomar, e com toda a formação feita no FC
Porto, foi ganhar rodagem para a Naval na II Divisão B e para a Académica
na II
Liga quando transitou para sénior.
Em 1996-97, pouco depois de quase
ter descido à II B nos estudantes
e de ter sido suplente de Quim no Torneio de Toulon, ingressou na equipa principal
dos dragões,
então comandada por António Oliveira, e acabou por se tornar rapidamente no
guarda-redes titular, destronando o polaco Andrzej Wozniak e ultrapassando o
sueco Lars Eriksson na hierarquia, numa altura em que Vítor Baía tinha acabado de
se transferir para o Barcelona. Nessa época disputou 26 jogos e
sofreu 21 golos, não tendo sofrido qualquer golo nos seus primeiros sete
encontros – incluindo numa vitória em Alvalade,
na sua estreia –, mas foi destronado por Silvino
já em março de 1997. Ainda assim, contribuiu para a conquista do título
nacional.
Na temporada seguinte, porém,
perdeu espaço para Rui Correia, não indo além de quatro jogos, todos em janeiro
de 1998, tendo sofrido nove golos. Contudo, festejou a dobradinha.
Em 2000-01 não somou um único
minuto de competição, tal como na primeira metade de 2002-03. Pelo meio, foi o
habitual titular do Varzim
em 2001-02, ajudando os poveiros
a conseguir a permanência na I
Liga.
Depois de ter passado o primeiro semestre
de 2003 ao serviço da Académica,
ajudando os estudantes
a manter-se no primeiro
escalão, no verão desse ano transferiu-se para o Nacional,
emblema ao serviço do qual redescobriu a felicidade. Até começou como suplente
de Nuno Carrapato e terminou a aventura na Madeira com dificuldades para bater
a concorrência do suíço Diego Benaglio, mas nos três anos que passou na Choupana
totalizou 68 jogos – o máximo pessoal por um clube – e contribuiu para dois
apuramentos para a Taça
UEFA, em 2004 e 2006.
No verão de 2006 foi convidado
por um treinador que não lhe deu um único minuto de jogo no FC
Porto, José
Mourinho, para se juntar a ele no Chelsea.
E Hilário pertenceu ao plantel dos londrinos
entre 2006 e 2014, conseguindo aproveitar lesões de Petr Cech e Carlo Cudicini
para disputar, por exemplo, 18 jogos em 2006-07. Nesses oito anos contribuiu
para conquistas como a Taça da Liga e Taça de Inglaterra na época de estreia e o
campeonato e a Taça de Inglaterra em 2009-10. Ainda que sem jogar nessas
competições, também festejou a conquista da Liga
dos Campeões em 2011-12 e a Liga
Europa em 2012-13.
Numa das épocas em que disputou
mais jogos, 2009-10, já com Carlo Ancelotti no comando técnico, foi pela
primeira vez chamado à seleção
nacional A, por Carlos Queiroz, tendo conseguido a sua primeira e única
internacionalização num particular diante da China,
em março de 2010. Após pendurar as luvas, em agosto
de 2014, permaneceu na estrutura dos blues.
Depois de ter estado no departamento de scouting até 2018, passou a
trabalhar como treinador de guarda-redes em 2018-19, cargo que ainda desempenha
e que deverá passar a conciliar com o de treinador de guarda-redes da seleção
inglesa agora que Thomas Tuchel é selecionador.
Sem comentários:
Enviar um comentário