O chileno que marcou pouco no Sporting, mas venceu a Copa América por duas vezes. Quem se lembra de Pinilla?
Pinilla apontou sete golos em 28 jogos pelo Sporting
Tinha a alcunha de “Pinigol”, mas
não foi além de sete remates certeiros em 28 jogos pelo Sporting.
Era daqueles avançados que mostrava qualidade em vários aspetos, mas que
teimava em não se encontrar com as balizas adversárias. Foi pouco feliz em Alvalade,
tal como na maioria dos clubes em que jogou.
Mauricio Pinilla nasceu em
Santiago, capital do Chile, a 4 de fevereiro de 1984, e começou a jogar futebol
no Universidad
de Chile, tendo ascendido à equipa principal em 2002. No ano seguinte
estreou-se pela seleção
principal do seu país, a 30 de março, e transferiu-se para o Inter
de Milão, em julho. Contudo, foi imediatamente
transferido para o Chievo, que adquiriu 50 por cento dos seus direitos
desportivos, tendo sido emprestado ao Celta
de Vigo na segunda metade da temporada 2003-04.
Apesar de ter marcado apenas dois
golos em 18 jogos no espaço de um ano, o Sporting
comprou metade do passe do avançado, supostamente a percentagem que pertencia
ao Inter,
por uma verba a rondar o milhão de euros. Iniciou a aventura em Alvalade
como titular ao lado de Liedson na
dupla de ataque do 4x4x2 losango de José
Peseiro, mas foi-se mostrando perdulário na finalização, o que o levou a
perder espaço na equipa. Ao nono jogo oficial, finalmente marcou, numa goleada caseira
sobre o Boavista
(6-1), a 14 de novembro de 2004, o que coincidiu com uma mudança de… penteado.
No encontro seguinte, duas
semanas depois, voltou a faturar numa vitória gorda na receção ao Moreirense
(4-1).
Estaria finalmente aberto o
ketchup? Nada disso. Pinilla fez os sportinguistas esperar até 28 de abril de
2005 por marcar mais um golo, e que golo, um remate extraordinário de fora da
área no triunfo em Lisboa sobre o AZ
Alkmaar (2-1), na primeira-mão das meias-finais da Taça
UEFA.
O momento alto da passagem do
chileno por Portugal, porém, ficou guardado para quatro dias depois, quanto
apontou um hat trick numa vitória contundente numa visita ao Sp.
Braga (3-0), num jogo em que os leões
pouparam os habituais titulares a pensar na segunda-mão das meias-finais da prova
europeia.
Em 2005-06 perdeu ainda mais
espaço, em virtude da chegada de Deivid,
não indo além de sete jogos na primeira metade da época, todos como suplente
utilizado, tendo marcado um golo numa derrota no terreno da Udinese
(2-3), na segunda-mão da terceira pré-eliminatória de acesso à fase de grupos
da Liga
dos Campeões.
Seguiu-se um empréstimo aos
espanhóis do Racing Santander antes de ser transferido para os escoceses do
Hearts no verão de 2006.
A passagem por Edimburgo ficou
marcada por lesões e por apenas oito jogos em ano e meio, o que o levou a ser
emprestado à Universidad
de Chile.
Passou também sem grande sucesso
pelos brasileiros do Vasco
da Gama e pelos cipriotas do Apollon Limassol, numa altura em que já se
tinha retirado da seleção
chilena, após ser apanhado num hotel com a mulher… do capitão Luis Antonio
Jiménez.
Tudo parecia indicar que Pinilla
se transformasse numa espécie de promessa que ficou por cumprir, mas relançou a
carreira ao regressar a Itália em 2009-10 para representar o Grosseto, da Serie
B. Nessa época apontou 24 golos em 24 jogos no campeonato, tendo chegado a
faturar durante 12 jogos consecutivos, um recorde da competição.
Valorizado, deu o salto para o Palermo
no verão de 2010, tendo somado nove remates certeiros em 31 jogos na primeira
época no emblema
siciliano, na altura um crónico candidato aos lugares europeus na Serie
A. Paralelamente, regressou à seleção
do Chile, pela mão de Marcelo
Bielsa, em agosto de 2010. No segundo semestre de 2011
perdeu algum espaço no plantel, o que o fez rumar ao Cagliari em janeiro de
2012, primeiro por empréstimo e posteriormente a título definitivo. Na Sardenha
viveu alguns dos melhores anos da carreira, tendo faturado por 25 vezes em 68
jogos, o que lhe valeu a convocatória para o Mundial
2014, no qual o Chile
atingiu os oitavos de final, fase em que Pinilla rematou à trave e falhou um
penálti diante do Brasil.
Em julho de 2017 regressou ao seu
país, aos 33 anos, para voltar à Universidad
de Chile, tendo ainda representado o Coquimbo Unido antes de terminar a
carreira no início de 2021, aos 37.
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