quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

O titular na Espanha campeã mundial que foi flop no Benfica. Quem se lembra de Capdevila?

Capdevila não foi além de 12 jogos de águia ao peito
O segundo campeão do mundo a jogar em Portugal, depois de Anderson Polga e antes de Iker Casillas, Adil Rami, Julian Draxler, Enzo Fernández, Nico Otamendi e Ángel Di María. Até chegou ao Benfica apenas um ano após ter sido titular na seleção espanhola que venceu o Mundial 2010, mas foi tudo menos feliz na Luz.
 
Joan Capdevila nasceu a 3 de fevereiro de 1978 em Tàrrega, na Catalunha, e começou por jogar futebol no modesto Unió Esportiva Tàrrega, chegando a atuar pela equipa principal antes de concluir a formação no Espanyol.
 
Em 1998 estreou-se na I Liga Espanhola pelo segundo clube de Barcelona e na seleção espanhola de sub-21, tornando-se logo aí um lateral esquerdo importante no seu país. No ano seguinte mudou-se para o Atlético Madrid, no que se julgava ser um salto na carreira, mas a verdade é que desceu de divisão na única temporada que passou no Vicente Calderón.
 
 
Ainda assim valorizado, em 2000 marcou presença no Europeu de sub-21, ajudando Espanha a alcançar o terceiro lugar, o que valeu a la roja o apuramento para os Jogos Olímpicos de Sydney, dos quais saiu com a medalha de prata.
 
Além de ter marcado presença em dois torneios internacionais, o verão de 2000 para Capdevila ficou também marcado por uma transferência para o campeão espanhol da altura, o Deportivo da Corunha.
 
Na Galiza começou como suplente de Enrique Romero, com quem competiu ferozmente pela titularidade ao longo de seis anos. Se Romero esteve no Mundial 2002, o catalão estreou-se na seleção espanhola em outubro de 2002 e foi convocado para o Euro 2004 para substituir o lesionado Míchel Salgado, ainda que não tivesse saído do banco no torneio realizado em Portugal. Pelo meio, ambos contribuíram para as conquistas da Taça do Rei e da Supertaça de Espanha em 2002 e para a caminhada até às meias-finais da Liga dos Campeões em 2003-04.
 
Só a partir da época 2005-06 é que Capdevila se conseguiu estabelecer como titular indiscutível, o que lhe valeu, a partir de outubro de 2006, lugar cativo nas convocatórias e no onze da seleção principal de Espanha.
 
 
No verão de 2007 saiu a custo zero de um Deportivo em decadência para um emergente Villarreal. Logo na primeira época no submarino amarillo sagrou-se vice-campeão espanhol. Depois ajudou Espanha a vencer o Euro 2008. Dois anos depois contribuiu para a conquista do título mundial, na África do Sul, tendo sido o único titular da sua seleção, na final, que não pertencia a Real Madrid ou Barcelona. E pelo meio marcou presença na Taça das Confederações de 2009.
 
 
Em 2010-11 começou a perder algum espaço para José Catalá e no final dessa temporada saiu do Estádio de la Cerámica em final de contrato, tendo assinado pelo Benfica a custo zero em julho de 2011. Por essa altura, já tinha somado todas as 60 internacionalizações que tem no currículo.
 
 
Tudo apontava para que se tornasse dono e senhor do lado esquerdo da defesa encarnada, sucedendo a Fábio Coentrão, mas nunca convenceu Jorge Jesus a torna-lo titular em detrimento do brasileiro Emerson, que até era considerado um jogador muito limitado no capítulo ofensivo. Nem sequer foi inscrito para a fase de grupos da Liga dos Campeões. Na única época que passou na Luz, venceu a Taça da Liga, mas não foi além de 12 jogos disputados.
 
 
 
No final de julho de 2012 transferiu-se para o Espanyol, regressando assim ao seu primeiro clube como futebolista profissional, mas depois de um primeiro ano como maioritariamente titular foi relegado para um estatuto secundário em 2013-14, acabando dispensado no final dessa temporada.
 
Depois aventurou-se na então recém-criada Super Liga Indiana, tendo jogado no NorthEast United ao lado do português Miguel Garcia e do antigo avançado leonino Koke. Poucos meses depois, ingressou nos belgas do Lierse em janeiro de 2015, mas não foi feliz, ao ponto de só ter atuado em quatro encontros e sofrido uma lesão grave no joelho que o afastou dos relvados durante largos meses.
 
Só voltou a jogar em 2016-17, quando assinou pelo Santa Coloma, de Andorra, tendo conquistado o título do principado nessa temporada antes de anunciar o fim da carreira em julho de 2017, aos 39 anos.
 



 
 




  

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