Joan Capdevila nasceu a 3 de
fevereiro de 1978 em Tàrrega, na Catalunha, e começou por jogar futebol no
modesto Unió Esportiva Tàrrega, chegando a atuar pela equipa principal antes de
concluir a formação no Espanyol. Em 1998 estreou-se na I
Liga Espanhola pelo segundo
clube de Barcelona e na seleção espanhola de sub-21, tornando-se logo aí um
lateral esquerdo importante no seu país. No ano seguinte mudou-se para o Atlético
Madrid, no que se julgava ser um salto na carreira, mas a verdade é que
desceu de divisão na única temporada que passou no Vicente Calderón. Ainda assim valorizado, em 2000 marcou
presença no Europeu de sub-21, ajudando Espanha
a alcançar o terceiro lugar, o que valeu a la
roja o apuramento para os Jogos Olímpicos de Sydney, dos quais saiu com
a medalha de prata. Além de ter marcado presença em
dois torneios internacionais, o verão de 2000 para Capdevila ficou também
marcado por uma transferência para o campeão espanhol da altura, o Deportivo
da Corunha. Na Galiza começou como suplente
de Enrique Romero, com quem competiu ferozmente pela titularidade ao longo de
seis anos. Se Romero esteve no Mundial
2002, o catalão estreou-se na seleção
espanhola em outubro de 2002 e foi convocado para o Euro 2004
para substituir o lesionado Míchel Salgado, ainda que não tivesse saído do banco
no torneio
realizado em Portugal. Pelo meio, ambos contribuíram para as conquistas da
Taça do Rei e da Supertaça de Espanha em 2002 e para a caminhada até às
meias-finais da Liga
dos Campeões em 2003-04. Só a partir da época 2005-06 é
que Capdevila se conseguiu estabelecer como titular indiscutível, o que lhe
valeu, a partir de outubro de 2006, lugar cativo nas convocatórias e no onze da
seleção
principal de Espanha.
Em 2010-11 começou a perder algum
espaço para José Catalá e no final dessa temporada saiu do Estádio de la
Cerámica em final de contrato, tendo assinado pelo Benfica
a custo zero em julho de 2011. Por essa altura, já tinha somado todas as 60
internacionalizações que tem no currículo.
Tudo apontava para que se
tornasse dono e senhor do lado esquerdo da defesa encarnada, sucedendo a Fábio
Coentrão, mas nunca convenceu Jorge
Jesus a torna-lo titular em detrimento do brasileiro Emerson, que até era
considerado um jogador muito limitado no capítulo ofensivo. Nem sequer foi
inscrito para a fase de grupos da Liga
dos Campeões. Na única época que passou na Luz,
venceu a Taça
da Liga, mas não foi além de 12 jogos disputados.
No final de julho de 2012
transferiu-se para o Espanyol,
regressando assim ao seu primeiro clube como futebolista profissional, mas
depois de um primeiro ano como maioritariamente titular foi relegado para um estatuto
secundário em 2013-14, acabando dispensado no final dessa temporada. Depois aventurou-se na então
recém-criada Super Liga Indiana, tendo jogado no NorthEast United ao lado do
português Miguel
Garcia e do antigo avançado leonino Koke. Poucos meses depois, ingressou nos
belgas do Lierse em janeiro de 2015, mas não foi feliz, ao ponto de só ter
atuado em quatro encontros e sofrido uma lesão grave no joelho que o afastou
dos relvados durante largos meses. Só voltou a jogar em 2016-17,
quando assinou pelo Santa Coloma, de Andorra, tendo conquistado o título do
principado nessa temporada antes de anunciar o fim da carreira em julho de
2017, aos 39 anos.
Sem comentários:
Enviar um comentário