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| Roger somou 44 jogos e sete golos de águia ao peito |
Não há benfiquista que não lhe
reconheça qualidade, mas a verdade é que não correspondeu às expetativas na
Luz.
Custou um milhão e 400 mil contos aos cofres
encarnados
em janeiro de 2001 (perto de
sete milhões de euros), um balúrdio naquele tempo
e que chegou a fazer dele, durante meio ano, a contratação mais cara da
história do clube – depois
Simão
Sabrosa foi contratado ao
Barcelona
por cerca de 13 milhões de euros.
Médio de características
ofensivas, baixa estatura (1,71 m) e pé esquerdo refinado nascido a 17 de
agosto de 1978 no Rio de Janeiro, filho de pai brasileiro e de mãe nascida em
Trinidad e Tobago, concluiu a formação e iniciou a carreira profissional no
Fluminense,
quando tinha apenas 17 anos.
Na altura, o
tricolor
carioca vivia nas ruas da amargura. E Roger foi o símbolo da reestruturação
do clube, tendo apontado dois dos golos da vitória sobre o São Cristóvão (4-0)
na final da
Copa Rio em 1998 e guiado em campo a equipa ao título de campeão da
Série C – sim, o terceiro escalão do futebol brasileiro – no ano seguinte. Na
altura, chegou a receber do treinador
Carlos
Alberto Parreira a alcunha de “
Maradoninha”.
Em 2000 continuou a destacar-se
no
emblema
do Rio de Janeiro e virou ídolo dos adeptos, tendo ainda sido convocado
para a seleção olímpica brasileira que competiu nos
Jogos de Sydney.
As boas atuações valeram-lhe a
transferência para o
Benfica.
Mostrou imediatamente qualidade técnica e precisão na execução de livres
diretos na equipa então orientada por
Toni,
tendo participado no golo da vitória num clássico com o
FC
Porto (2-1) na
Luz
logo na estreia. No quarto jogo, o segundo a titular, marcou num triunfo
caseiro sobre a
União
de Leiria (3-2). E no oitavo assinou um golo e uma assistência numa derrota
em casa às mãos do
Paços
de Ferreira (2-3). Entretanto eclipsou-se, tal como os seus companheiros,
numa época que culminou na obtenção na pior classificação da história do clube,
o sexto lugar.
No final dessa temporada, após
apenas 13 jogos (e dois golos) de águia ao peito, a até então contratação mais
cara da história do
Benfica
pediu para… voltar ao
Fluminense.
“Na primeira vez que estive no
Benfica,
por seis meses, eu pedi para voltar. Se tivesse a cabeça de hoje, não voltaria
de jeito nenhum”, admitiu numa entrevista ao jornal
Lance em maio de 2010,
quando lhe perguntaram qual o maior arrependimento da carreira.
O regresso ao
Flu
correu muito bem, ao ponto de ter sido escolhido para o onze ideal (Bola de
Prata, da
ESPN Brasil) do Brasileirão em 2001.
Voltaria ao
Benfica
apenas no verão de 2002, já com
Jesualdo
Ferreira no comando técnico, tendo vivido uma temporada marcada por uma grave
lesão, uma
pubalgia que o afastou dos relvados durante quase meio ano. Foi
substituído no decorrer da primeira parte do célebre jogo com o Gondomar no antigo
Estádio
da Luz, que ditou a eliminação na
Taça
de Portugal às mãos da equipa da II Divisão B e o despedimento de
Jesualdo,
a 24 de novembro, e só voltou a jogar a 3 de maio do ano seguinte, quando o
treinador já era
José
Antonio Camacho. Pelo meio tentou um tratamento através de fisioterapia com
o fisioterapeuta do
Real
Madrid, o que lhe permitiu disputar um amigável com o
Barcelona
na
Luz
em janeiro de 2003, mas agravou o problema e teve de ser operado. Feitas as
contas, fechou 2002-03 com 14 jogos (nove a titular) e dois golos.
Na primeira metade de 2003-04 assumiu
um papel de alguma importância na equipa, tendo sido utilizado em 17 jogos e
apontado três golos. Ainda que só tivesse atuado duas vezes na condição de
titular, era bastantes vezes lançado por
Camacho
no decorrer das segundas partes, rendendo maioritariamente o médio ofensivo
Zahovic
ou um dos avançados.
Em janeiro de 2004 voltou a ser
emprestado ao
Fluminense
e não mais voltou ao
Benfica,
apesar de no decorrer desse ano ter marcado dois golos ao Haiti na única internacionalização
que obteve pela
seleção
principal do Brasil, a 18 de agosto.
No início de 2005 transferiu-se em
definitivo dos
encarnados
para o
Corinthians,
por uma verba a rondar os 2,3 milhões de euros. Nesse ano conquistou o título
brasileiro ao lado de jogadores como
Carlos Tévez,
Javier Mascherano e
Carlos
Alberto e foi eleito para o onze ideal do Brasileirão (Prémio Craque do
Brasileirão, da
Rede Globo), apesar de ter partido a perna em outubro durante
um jogo com o
Vasco
da Gama.
Desde essa lesão que a sua carreira
entrou numa curva descendente, tendo ainda passado discretamente por
Flamengo,
Grêmio,
Qatar Sports Club, Al-Sailiya e
Cruzeiro,
apesar de alguns bons momentos no
tricolor
gaúcho e na
raposa,
antes de pendurar as botas em 2012, aos 35 anos.
As múltiplas lesões valeram-lhe a
alcunha de “chinelinho”, tendo o próprio admitido que esteve quase a participar
num reclame de
havaianas em respostas às críticas.
Após encerrar a carreira de
jogador, começou a de comentador, trabalhando presentemente para a
Rede
Globo e para a
SporTV brasileira.
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