sábado, 25 de abril de 2026

Hoje faz anos o lateral direito brasileiro que passou 15 anos em Portugal. Quem se lembra de Milton Mendes?

Milton Mendes trabalhou como jogador e treinador na Madeira
Um lateral direito formado no Vasco da Gama e que chegou a atuar pela equipa principal dos vascaínos, mas que ainda jovem se mudou para Portugal, onde jogou durante 15 anos, tendo representado Louletano, Beira-Mar, Belenenses, União da Madeira e Sp. Espinho, entre outros. Depois enveredou pela carreira de treinador.
 
Nascido a 25 de abril de 1965 em Içara, no estado brasileiro de Santa Catarina, cresceu no seio de uma família adepta do Vasco e foi precisamente nos cruzmaltinos que começou a carreira.
 
Perante a falta de oportunidades no clube do Rio de Janeiro, foi emprestado ao Criciúma em 1986. No ano seguinte, iniciou uma longa aventura de década e meia no futebol português.
 
Em solo lusitano, começou pelo Louletano, primeiro na II Divisão Nacional e na quarta e última época, 1990-91, na edição inaugural da II Liga.
 
Os bons desempenhos despertaram o interesse de clubes do primeiro escalão. Aguerrido a defender e simultaneamente dotado de acutilância ofensiva, representou o Beira-Mar em 1991-92, ajudando os aveirenses a alcançarem um honroso 8.º lugar na I Divisão.
 
Na época seguinte integrou o plantel do Belenenses, mas pouco jogou, não indo além de oito encontros.
 
Entre 1993 e 1996 destacou-se com a camisola da União da Madeira, tendo encontrado compatriotas como Marco Aurélio, Rodrigão e o treinador Ernesto Paulo, que havia sido selecionador sub-20 e olímpico do Brasil, e destronado o capitão de equipa Nelinho como dono do lado direito da defesa. Em 1995 não conseguiu impedir a descida de divisão, mas continuou mais um ano no conjunto insular, a atuar na II Liga.
 
Em 1996-97 voltou à I Liga com a camisola do Sp. Espinho, tornando a descer de divisão, numa temporada marcada por uma lesão num joelho, problema que só lhe permitiu cumprir 12 partidas.
 
Depois regressou à ilha da Madeira para defender as cores de Camacha, São Vicente, Câmara de Lobos e Machico nos campeonatos não profissionais, tendo pendurado as botas em 2002, aos 37 anos.
 
Foi também no futebol madeirense que iniciou a carreira de treinador, tendo passado pelo comando técnico do Machico entre 2002 e 2004 e pelo Bom Sucesso do Funchal em 2006. Em 2007-08 foi adjunto de Sebastião Lazaroni no Marítimo, tendo acompanhado o compatriota também no Qatar SC entre 2008 e 2012.
 
Voltou a ser treinador principal ainda no Qatar, mas ao leme do Al-Shahaniya. Depois voltou ao Brasil, inicialmente para treinar o Paraná. Em 2015 guiou o Ferroviária à conquista do Campeonato Paulista Série A2, o que lhe valeu um convite para orientar o Atlético Paranaense, mas durou pouco no cargo, não resistindo a uma série de quatro derrotas seguidas.
 
Após uma experiência nos japoneses do Kashiwa Reysol, regressou uma vez mais ao Brasil para comandar Santa Cruz e posteriormente Vasco da Gama, Sport Recife, novamente Santa Cruz e São Bento, quase sempre sem grandes resultados. A exceção foi no Santa Cruz em 2016, quando venceu a Copa do Nordeste e o Campeonato Pernambucano.
 
 
Voltou ao Marítimo em agosto de 2020 para liderar a equipa sub-23 na Liga Revelação, mas em dezembro desse ano assumiu o comando técnico da equipa principal após a saída de Lito Vidigal, mas deixou o cargo em março seguinte, quando os verde-rubros ocupavam o último lugar da I Liga e levavam nove jogos sem vencer. Mas antes dessa crise eliminou o Sporting de Ruben Amorim na Taça de Portugal.
 
 
Depois dessa experiência nos Barreiros tornou ao Brasil, onde depois disso já orientou o Retrô em duas ocasiões (2021 e 2025). Pelo meio comandou os peruanos do Carlos A. Mannucci (2024).



 




 

Sem comentários:

Enviar um comentário