Hoje faz anos o lateral direito brasileiro que passou 15 anos em Portugal. Quem se lembra de Milton Mendes?
Milton Mendes trabalhou como jogador e treinador na Madeira
Um lateral direito formado no Vasco
da Gama e que chegou a atuar pela equipa principal dos vascaínos,
mas que ainda jovem se mudou para Portugal, onde jogou durante 15 anos, tendo
representado Louletano,
Beira-Mar,
Belenenses,
União
da Madeira e Sp.
Espinho, entre outros. Depois enveredou pela carreira de treinador.
Nascido a 25 de abril de 1965 em
Içara, no estado brasileiro de Santa Catarina, cresceu no seio de uma família
adepta do Vasco
e foi precisamente nos cruzmaltinos
que começou a carreira. Perante a falta de oportunidades
no clube
do Rio de Janeiro, foi emprestado ao Criciúma em 1986. No ano seguinte,
iniciou uma longa aventura de década e meia no futebol português. Em solo lusitano, começou pelo Louletano,
primeiro na II Divisão Nacional e na quarta e última época, 1990-91, na edição
inaugural da II
Liga. Os bons desempenhos despertaram o
interesse de clubes do primeiro
escalão. Aguerrido a defender e simultaneamente dotado de acutilância
ofensiva, representou o Beira-Mar
em 1991-92, ajudando os aveirenses
a alcançarem um honroso 8.º lugar na I
Divisão. Na época seguinte integrou o
plantel do Belenenses,
mas pouco jogou, não indo além de oito encontros. Entre 1993 e 1996 destacou-se com
a camisola da União
da Madeira, tendo encontrado compatriotas como Marco Aurélio, Rodrigão e o
treinador Ernesto Paulo, que havia sido selecionador sub-20 e olímpico do Brasil,
e destronado o capitão de equipa Nelinho como dono do lado direito da defesa. Em
1995 não conseguiu impedir a descida de divisão, mas continuou mais um ano no conjunto
insular, a atuar na II
Liga. Em 1996-97 voltou à I
Liga com a camisola do Sp.
Espinho, tornando a descer de divisão, numa temporada marcada por uma lesão
num joelho, problema que só lhe permitiu cumprir 12 partidas. Depois regressou à ilha da
Madeira para defender as cores de Camacha,
São Vicente, Câmara
de Lobos e Machico nos campeonatos não profissionais, tendo pendurado as
botas em 2002, aos 37 anos. Foi também no futebol
madeirense que iniciou a carreira de treinador, tendo passado pelo comando
técnico do Machico entre 2002 e 2004 e pelo Bom Sucesso do Funchal em 2006. Em
2007-08 foi adjunto de Sebastião
Lazaroni no Marítimo,
tendo acompanhado o compatriota também no Qatar SC entre 2008 e 2012. Voltou a ser treinador principal ainda
no Qatar, mas ao leme do Al-Shahaniya. Depois voltou ao Brasil, inicialmente
para treinar o Paraná. Em 2015 guiou o Ferroviária à conquista do Campeonato
Paulista Série A2, o que lhe valeu um convite para orientar o Atlético
Paranaense, mas durou pouco no cargo, não resistindo a uma série de quatro
derrotas seguidas. Após uma experiência nos
japoneses do Kashiwa Reysol, regressou uma vez mais ao Brasil para comandar Santa
Cruz e posteriormente Vasco
da Gama, Sport
Recife, novamente Santa
Cruz e São Bento, quase sempre sem grandes resultados. A exceção foi no Santa
Cruz em 2016, quando venceu a Copa do Nordeste e o Campeonato Pernambucano.
Voltou ao Marítimo
em agosto de 2020 para liderar a equipa sub-23 na Liga Revelação, mas em
dezembro desse ano assumiu o comando técnico da equipa principal após a saída
de Lito Vidigal, mas deixou o cargo em março seguinte, quando os verde-rubros
ocupavam o último lugar da I
Liga e levavam nove jogos sem vencer. Mas antes dessa crise eliminou o Sporting
de Ruben
Amorim na Taça
de Portugal.
Depois dessa experiência nos
Barreiros tornou ao Brasil, onde depois disso já orientou o Retrô em duas ocasiões
(2021 e 2025). Pelo meio comandou os peruanos do Carlos A. Mannucci (2024).
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