domingo, 26 de novembro de 2023

As três vezes em que o Malveira defrontou equipas das ligas profissionais na Taça de Portugal

Malveira jogou em Guimarães para a Taça em 2010-11
Na visita deste domingo (às 15:00) à União de Leiria em jogo da 4.ª eliminatória da Taça de Portugal, o Atlético Clube da Malveira vai defrontar pela quarta vez uma equipa das ligas profissionais na prova rainha.
 
Nas três ocasiões anteriores, duas frente a equipas da II Liga e uma diante de conjuntos da I Liga, a formação do concelho de Mafra saiu derrotada e, consequentemente, eliminada. Numa delas, acabou por ser afastada precisamente pela equipa que se haveria de tornar finalista vencida.
 
Vale por isso a pena recordar os três confrontos anteriores entre o Malveira e clubes das ligas profissionais na Taça de Portugal.
 
2004-05: 3.ª eliminatória
Malveira 1-2 Santa Clara (5 de outubro de 2004)
Depois de eliminar os insulares São Vicente (3-0 em casa) e Velense (5-3 fora), o Malveira, na altura comandado por Carlos Jeremias, recebeu pela primeira vez a visita de uma equipa das ligas profissionais, curiosamente outra equipa das ilhas, os açorianos do Santa Clara, então orientados por José Morais.
No Estádio das Seixas, o conjunto de Ponta Delgada foi para intervalo a vencer por 2-0, graças aos golos de Gutto aos oito minutos e de Artur Jorge Vicente aos 42’. Pouco depois da hora de jogo, Frutuoso reduziu para os malveirenses (62’).


 
2010-11: 3.ª eliminatória
Vitória de Guimarães 4-Malveira (17 de outubro de 2010)
Depois de eliminar o 1º Maio do Funchal na Madeira após desempate por grandes penalidades na 2.ª eliminatória, o Malveira viajou até Guimarães para defrontar uma equipa que viria a chegar à final da Taça de Portugal e concluir o campeonato da I Liga em 5.º lugar.
No Estádio Dom Afonso Henriques, o Vitória de Manuel Machado brindou os malveirenses então comandados por João Pedro Roberto com uma goleada de 4-0. Marcelo Toscano (12 minutos), João Ribeiro (26’), Edgar (63’) e Maranhão (87’) marcaram os golos.
“Quatro golos e três bolas nos ferros da baliza do Atlético da Malveira são provas mais do que suficientes de que o Vitória de Guimarães seguiu à risca os avisos de Manuel Machado quanto à terceira eliminatória da Taça de Portugal. Como já viu de tudo no futebol português e até já sentiu algumas eliminações inesperadas na pele, o treinador pediu aos jogadores para não se porem a jeito (a expressão é dele) no duelo contra o adversário da zona de Mafra, último classificado da Série E da III Divisão, e também não facilitou na escolha do onze inicial. (…) “Surpreendido por tanto respeito e por um 4x4x2 losango sufocante que muitas vezes fazia lembrar uma densa teia de aranha, o Atlético da Malveira só revelou alguns sinais de esquizofrenia (isto no sentido de se imaginar também uma equipa poderosa) nos primeiros dez minutos do segundo tempo. Mais à frente, com uma bomba de primeira para defesa apertada de Serginho, Marco até conseguiu alguns segundos de fama, mas, no cômputo geral, o Vitória de Guimarães nunca esteve realmente em perigo”, escreveu o jornal O Jogo.
 
 
 
2015-16: 4.ª eliminatória
Malveira 0-1 Feirense (21 de novembro de 2015)
Em 2015-16 o Malveira de Luís Silva protagonizou uma campanha muito meritória na Taça de Portugal, tendo eliminado com estrondo Barreirense (5-2 em casa), Sacavenense (3-0 fora) e Praiense (3-0 em casa).
Na quarta eliminatória, foi a vez do Estádio das Seixas receber o Feirense de Pepa, que estava na II Liga, mas que haveria de subir à I Liga no decorrer dessa época. Os fogaceiros acabaram por aplicar a lei do mais forte, tendo Fabinho apontado o único golo do encontro aos 57 minutos.
“Fabinho terminou com o sonho do Atlético da Malveira na Taça. O médio do Feirense fez o único golo da partida, aos 57’, e carimbou a apuramento para os oitavos de final, ainda que o Malveira tenha estado perto de causar surpresa no Estádio das Seixas. No minuto anterior, Leonel surgira isolado na cara de Makaridze, mas o guarda-redes georgiano impediu o golo com uma grande defesa para canto”, podia ler-se no jornal O Jogo.
 





 








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