sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Hoje faz anos a “unha” sueca do leão de Jorge Gonçalves. Quem se lembra de Eskilsson?

Eskilsson tornou-se internacional A e reforçou o Sporting em 1988
Uma das “unhas” com que o recém-eleito presidente Jorge Gonçalves reforçou o Sporting no verão de 1988, um avançado à imagem da perceção que havia acerca dos jogadores suecos: alto (1,85 m), loiro e… tosco. Foi a grande deceção leonina na temporada 1988-89 e também não foi propriamente feliz nas passagens que viria a ter por Sp. Braga e Estoril.
 
Hans Eskilsson nasceu a 23 de janeiro de 1966 em Östersund, no centro da Suécia. Começou por se destacar nas divisões secundárias do seu país ao serviço do clube local, o IFK Östersund, de onde saiu em 1985 para o IFK Norrköping, clube pelo qual se estreou no primeiro escalão sueco.
 
Em 1988 teve um ano em cheio: vestiu a camisola do Hammarby, estreou-se pela seleção principal da Suécia, participou em dois jogos na caminhada até aos quartos de final dos Jogos Olímpicos de Seul e, claro, reforçou o Sporting.
 
 
 
Na única temporada que passou em Alvalade apontou seis golos em dez jogos. “Nada mau”, pensará quem está a ler este texto. O problema é que cinco desses remates certeiros foram apontados num só encontro, uma goleada das antigas ao Alhandra, dos campeonatos distritais, para a Taça de Portugal (11-0). Nas outras nove partidas, só faturou por uma vez, num empate em Viseu com o Académico (2-2).
 
“Adorei jogar no Sporting, mas não foi fácil. Chegámos a ter sete meses de salários em atraso. (…) O grupo era extraordinário e aguentou tudo. Aliás, sempre me fascinou o sentido de humor dos portugueses. (…) Sabe qual era a nossa forma de luta? Festas nos balneários. O Carlos Manuel arranjava os bolos e todos os meses assinalávamos a passagem de mais um salário por receber. Funny, right?”, recordou ao Maisfutebol em maio de 2013, analisando o que falhou a nível individual: “O problema é que eu era um jogador rápido, de contra-ataque. Não era técnico, nem habilidoso. E o estilo do Sporting baseava-se no passe curto. Esse tipo de futebol não era bom para mim.”
 
Sem qualquer surpresa, foi dispensado, mas continuou no futebol português ao serviço do Sp. Braga. No Minho confirmou a falta de atributos, não indo além de dois golos em 21 jogos.
 
Após um curto regresso à Suécia para representar o AIK, voltou a Portugal no verão de 1991 para reforçar o Estoril, não indo além de cinco jogos e um golo em cerca de quatro meses na Amoreira. Entretanto, foi passando a ser utilizado regularmente como defesa central, uma mudança de posição que teve na génese o facto de Fernando Santos o ter adaptado a médio defensivo.
 
Em 1992 voltou ao Hammarby, ajudando o clube de Estocolmo a sagrar-se campeão da II Liga sueca em 1993. Permaneceria no emblema da capital quase ininterruptamente até 2001 – com passagens pelo Vasalunds e pelos escoceses do Hearts pelo meio –, voltando a contribuir para a conquista do título do segundo escalão em 1997.
 
 
Após pendurar as botas tentou a sorte como treinador, tendo orientado o Östersunds FK e o Enköpings SK nas divisões secundárias do futebol sueco. Posteriormente tornou-se jogador de póquer profissional.
 
É casado com uma antiga futebolista internacional pela Suécia, Malin Swedberg, e tem dois filhos, entre os quais Williot Swedberg, que atualmente representa o Celta de Vigo.



  




   

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