terça-feira, 13 de outubro de 2026

As três vezes em que o Alcochetense defrontou equipas da I Liga na Taça de Portugal

Alcochetense vai defrontar um adversário de I Liga pela quarta vez
Na receção deste domingo (15:00) ao Marítimo em jogo da 3.ª eliminatória da Taça de Portugal, o Grupo Desportivo Alcochetense vai defrontar pela quarta vez uma equipa da I Liga na prova rainha.
 
Ao longo dos três jogos anteriores, o emblema do distrito de Setúbal venceu uma vez, perdeu outra e foi ainda eliminado no desempate por penáltis noutra ocasião.
 
Vale por isso a pena recordar os nove confrontos anteriores entre o Alcochetense e equipas da I Liga na Taça de Portugal.
 
1978-79: 3.ª eliminatória
Alcochetense 0-2 Sporting (14 de janeiro de 1979)
Depois de vencer no terreno do SL Olivais na primeira eliminatória e de ter ficado isento na segunda, o Alcochetense, então na III Divisão Nacional, recebeu o Sporting orientado pelo jugoslavo Milorad Pavic.
Mesmo reduzida a dez homens desde muito cedo, devido à expulsão de João Pinto, a turma de Alcochete resistiu até à reta final do encontro, quando Manuel Fernandes bisou (78 e 87 minutos).

Imagem do Alcochetense-Sporting de 1978-79
 
 
2011-12: 3.ª eliminatória
Alcochetense 2-1 União de Leiria (16 de outubro de 2011)
Alcochetense superou a União de Leiria em 2011-12
A tarde em que houve tomba-gigantes em Alcochete. A militar na III Divisão Nacional, o Alcochetense de Élio Santos, que já havia afastado o Bombarralense em casa (6-2) e o Penalva do Castelo fora (3-2), eliminou o primodivisionário União de Leiria de Manuel Cajuda, que teve em campo jogadores como Jan Oblak, Ivo Pinto, Shaffer, André Almeida ou Bruno Moraes.
Os leirienses até começaram por confirmar o favoritismo, com Diego Gaúcho a inaugurar o marcador aos 27 minutos, mas os alcochetanos deram a volta no segundo tempo, graças aos golos de Djão (64’) e Luís Costa (87’). “Senti que o jogo estava próximo do fim, tínhamos ido ao banco falar com o mister [numa interrupção], ele disse para nos acalmarmos um pouco, que o resultado já era satisfatório. Mas senti que se metesse a bola na direção da baliza podia haver um desvio e a bola podia entrar e ser golo. Estou muito contente mesmo”, contou o autor do golo decisivo após a partida. “Defrontar uma equipa do escalão principal e conseguir eliminá-la, independentemente da equipa que é, é um feito histórico para o clube, para todos estes jogadores”, acrescentou.
“Esta vitória deve-se a estes jogadores magníficos, um grupo de jovens super, super amador, mas com muita dignidade e valor. Hoje provámos que também existem valores na III Divisão. Nunca nos desconcentrámos, sempre mantivemos a calma e tranquilidade e conseguimos explorar o ponto mais fraco da U. Leiria, o espaço atrás da sua linha defensiva. Conseguimos dois golos fantásticos e esta vitória deve-se a estes jogadores, que são uns verdadeiros trabalhadores”, afirmou o treinador Élio Santos na altura.
“A União não foi gigante para tombar, mas caiu aos pés do modesto Alcochetense na terceira eliminatória da Taça de Portugal. A três minutos do fim, a equipa da III Divisão garantiu a presença na quarta ronda, eliminando um representante da Liga que não quis vencer”, escreveu o Maisfutebol.
 
 
 
2011-12: 4.ª eliminatória
Alcochetense 0-0 Olhanense (20 de novembro de 2011)
O Alcochetense de Élio Santos já havia deixado um aviso à navegação com a vitória sobre a União de Leiria na eliminatória anterior, mas o primodivisionário Olhanense de Daúto Faquirá não evitou o sofrimento de 30 minutos adicionais e um desempate por penáltis antes de carimbar o apuramento para a ronda seguinte.
Mesmo com jogadores como Fabiano, Mexer, Maurício, Wilson Eduardo, Dady ou Salvador Agra, os algarvios foram incapazes de marcar um golo, uma tarefa que ficou ainda mais dificultada após a expulsão do ponta de lança Dady aos 70 minutos, por duplo amarelo.
No desempate por grandes penalidades, a turma de Olhão venceu por 4-2.
“Estivemos muito perto de conseguir um grande sonho. Queríamos muito seguir em frente, no futebol não há impossíveis. Fizemos um jogo fantástico e estivemos muito perto”, comentou o treinador Élio Santos, que lamentou a ansiedade dos seus jogadores. “Não se pode esquecer que este tipo de jogos traz muita ansiedade. Penso que isso traiu os meus jogadores nas situações de golo. A equipa esteve muito bem, mas hoje a sorte sorriu ao Olhanense.”
“Bola a rondar as duas balizas, defesa preciosas, cortes in extremis a evitar golos e um Olhanense que entrou determinado, desapareceu momentaneamente e só a partir dos 20 minutos assumiu total controlo das operações. Antes passou por calafrios. Depois, no segundo tempo, também. Valeu-lhe ter um guarda-redes em grande forma, na baliza, que adiou tudo para grandes penalidades, nas quais o Alcochetense acabou por morrer pelos ferros”, escreveu o Maisfutebol, em alusão aos remates da equipa da casa à trave e ao poste, a partir da marca dos onze metros. 

Alcochetense caiu apenas nos penáltis diante do Olhanense




 




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