Hoje faz anos um pequeno mas enorme central argentino. Quem se lembra de Roberto Ayala?
Ayala é o sexto mais internacional de sempre pela Argentina
Um dos últimos grandes centrais
do futebol mundial com menos de 1,80 m, um argentino que compensava a falta de
estatura com inteligência tática, capacidade de antecipação e liderança,
qualidades que fizeram dele um dos esteios do super Valencia
no início deste século.
Nascido a 14 de abril de 1973 em Paraná,
na província argentina de Entre Ríos, iniciou a carreira de futebolista
profissional no modesto Ferro Carril Oeste, de onde se mudou para o mais
conceituado River
Plate, ao serviço do qual se sagrou campeão argentino em 1994. Também nesse
ano se estreou pela seleção
albiceleste, pela mão de Daniel
Passarella, num jogo diante do Chile,
a 16 de novembro. Apesar da baixa estatura (1,77 m)
para um defesa central, foi contratado pelo Parma
no verão de 1995. No entanto, como os parmesãos
já tinham três jogadores extracomunitários, emprestaram-no ao Nápoles,
que comprou 50 por cento do passe do jogador e manteve-o em regime de
copropriedade, algo habitual entre os clubes italianos. Valorizado pelas boas atuações no
sul de Itália e também ao serviço da seleção
argentina, que havia representado na Copa América e na Taça das
Confederações em 1995, nos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996) e no Mundial de
França (1998), deu o salto para o AC
Milan no verão de 1998. Em San Siro sagrou-se campeão
de Itália em 1998-99, mas não conseguiu estabelecer-se como um habitual
titular, fruto da concorrência de Paolo Maldini e Alessandro Costacurta, o que
o levou a mudar-se para o Valencia
no verão de 2000. No Mestalla viveu os melhores
anos da carreira, tendo sido um dos pilares da equipa que atingiu a final
da Liga dos Campeões em 2000-01, venceu a Taça
UEFA em 2003-04,
dois campeonatos espanhóis (2001-02
e 2003-04)
e a Supertaça Europeia em 2004. Paralelamente, foi campeão olímpico em Atenas
(2004) e duas vezes finalista vencido da Copa América (2004 e 2007), tendo ainda
participado nos Mundiais de 2002 e 2006,
pontos altos de um trajeto de 115 internacionalizações e sete golos ao serviço
do seu
país. No verão de 2007 terminou
contrato com os ches,
quando já tinha 34 anos, e assinou pelo Villarreal,
mas nunca chegou a jogar pelo submarino
amarillo, uma vez que o Saragoça
o contratou a troco de seis milhões de euros.
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