segunda-feira, 16 de março de 2026

Hoje faz anos o melhor marcador da II Liga em épocas seguidas pelo Varzim. Quem se lembra de Marcão?

Marcão brilhou com as camisolas de Belenenses e Varzim 
Ser melhor marcador da II Liga em épocas consecutivas? É um feito raro e até estranho, porque ser o goleador-mor do segundo escalão aparenta implicar um consequente salto na carreira, mas foi conseguido por três jogadores. O primeiro foi o nigeriano Rashidi Yekini, em 1991-92 e 1992-93 pelo Vitória de Setúbal. O último foi Joeano, em 2011-12 e 2012-13 pelo Arouca. E pelo meio houve Marcão, artilheiro da prova pelo Varzim em 1998-99 e 1999-00. Mas, ao contrário dos antigos avançados dos sadinos e dos arouquenses, esta velha glória dos poveiros nunca conseguiu juntar uma subida de divisão ao primeiro lugar na tabela de marcadores.
 
Possante (1,82 m) e oportunista avançado nascido a 16 de março de 1969 em São Paulo, e que no Brasil representou clubes como Ponte Preta, Goiás ou Grêmio, sem se destacar muito, passou também pelos japoneses do Shimizu S-Pulse antes de se mudar para Portugal no início da temporada 1995-96, inicialmente para representar o Penafiel, então na II Liga.
 
Nas duas épocas em que jogou pelos durienses conseguiu atingir a fasquia da dezena de golos em ambas, tendo repetido a façanha em 1997-98, quando vestiu a camisola do Gil Vicente, também no segundo escalão.
 
 
Seguiu-se a explosão no Varzim. Na primeira temporada na Póvoa sagrou-se melhor marcador da II Liga, com 23 golos; e em 1999-00 voltou a ser o goleador-mor da prova, com 28 remates certeiros, o último dos quais na dramática última jornada, na qual os poveiros foram ultrapassados pelo Desp. Aves, que assegurou o terceiro lugar e a consequente promoção à I Liga.
 
 
O salto para a I Liga tornou-se inevitável, apesar de já ter 31 anos. Acabou por ser o Belenenses, orientado pelo compatriota Marinho Peres, a recebê-lo. Embora só tivesse conquistado a titularidade à quinta jornada, foi a tempo de se tornar no melhor marcador da equipa, fechando a primeira época no Restelo com 14 golos em todas as competições, dos quais 13 no campeonato, que os azuis acabaram no 7.º lugar. Chegou até a ser (exageradamente) apelidado pela imprensa desportiva de “Matateu brasileiro”.
 
          
 
Em 2001-02 começou bem, mas foi perdendo algum gás, tendo fechado a temporada com dez golos (oito no campeonato e dois na Taça de Portugal), numa temporada em que o emblema da Cruz de Cristo terminou a I Liga na quinta posição.
 
     
 
Em final de contrato e sem sentir grandes interesse na sua continuidade por parte dos dirigentes do Belenenses, decidiu regressar ao Varzim no verão de 2002, mas confirmou a teoria de que não se deve voltar onde se foi feliz: em 2002-03 não foi além de um golo pelos poveiros e mostrou-se impotente para impedir a despromoção à II Liga.
 
Depois pendurou as botas, aos 34 anos. 







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