Médio possante (1,85 m) de
características ofensivas e com raízes na República Democrática do Congo, Feliciano
Condesso nasceu a 6 de abril de 1987 em Setúbal e passou sete anos nas camadas
jovens do Vitória,
desde as escolinhas em 1995-96 aos juvenis em 2002-03. No verão de 2003 mudou-se para o Southampton,
tendo integrado uma geração de ouro dos saints
da qual também faziam parte Gareth
Bale, Theo Walcott e Adam Lallana. Juntos ajudaram a equipa de sub-18 a
atingir a final da FA Youth Cup, perdida para o Ipswich, em 2004-05. “Eu era
juvenil de segundo ano e estávamos na pré-época quando tudo se sucedeu. Se a
memória não me engana, estavam em Portugal para ver jovens e gostaram de mim.
Abordaram a minha família e o meu clube e depois concretizou-se. Era o sonho de
qualquer jovem”, recordou ao blogue Jovens
Promessas em maio de 2015. Paralelamente, foi passando a
fazer parte das seleções jovens, tendo feito a estreia no Torneio Internacional
do Algarve em fevereiro de 2004, ao serviço dos sub-17. No mesmo ano ajudou a
equipa das quinas a alcançar o terceiro lugar no Europeu da categoria. Em julho de 2006 participou no
Campeonato da Europa de sub-19 (no qual Portugal não passou da fase de grupos)
e cerca de meio ano depois, em janeiro de 2007, transferiu-se para os espanhóis
do Villarreal,
numa altura em que a equipa B dos saints
estava a ser utilizada sobretudo para colocar a rodar jogadores que precisavam
de ritmo em detrimento de jovens que tinham saído da formação. No submarino
amarillo jogou apenas pela equipa B, mas chegou a ser convocado por Manuel
Pellegrini para a equipa principal e a treinar ao lado de vultos como Santi
Cazorla, Juan Roman Riquelme, Robert Pirès, Diego Godín ou Diego Forlán. Pelo meio
participou no Mundial de sub-20 em 2007, tendo marcado um golo à Gâmbia na fase
de grupos, numa campanha que terminou com uma derrota às mãos do Chile
de Arturo Vidal e Alexis Sánchez nos oitavos de final. E assim se fechou um ciclo
de 45 internacionalizações de Feliciano Condesso nas seleções jovens. No verão de 2009 deixou o Villarreal,
mas continuou em Espanha, tendo vestido as camisolas de Logroñés e Ontinyent. Em 2011 reentrou no futebol
português pela porta do Estrela
de Vendas Novas, então na II Divisão B, após o interesse do Atlético
(II
Liga) esbarrar no pagamento do certificado internacional. Porém, o que era
para ser uma aposta no relançamento da carreira virou um autêntico calvário,
uma vez que pouco tempo após ter chegado ao emblema
alentejano sofreu a primeira de três roturas dos ligamentos cruzados que
viria a contrair em quatro anos. Após passagens por Oriental
e União
de Montemor, também marcadas por problemas físicos, e de três semanas a
treinar no Alcochetense, decidiu pendurar as botas durante a temporada 2015-16,
aos 28 anos. Paralelamente começou a laborar
noutras áreas, tendo já trabalhado nos armazéns do El Corte Inglés e em lojas
de roupa como Armani e Mango e feito descargas para a DHL.
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