quarta-feira, 18 de março de 2026

Hoje faz anos o guarda-redes que não confirmou o potencial que os videojogos perspetivavam. Quem se lembra de Sébastien Frey?

Sébastien Frey passou década e meia no futebol italiano
No mítico Championship Manager 2001-02, era uma contratação obrigatória para os jogadores que quisessem um jovem guarda-redes com potencial para ser dos melhores do videojogo durante longos e bons anos. Nos simuladores que se seguiram, permaneceu com os atributos em alta. Mas, na vida real, nunca atingiu o nível que lhe era perspetivado.
 
Nasceu a 18 de março de 1980 na cidade francesa de Thonon-les-Bains, perto da fronteira com a Suíça, Sébastien Frey surgiu como titular do Cannes em 1997, aos 17 anos, tendo emergido logo aí como um guarda-redes bastante promissor, presença habitual nas seleções jovens gaulesas.
 
Não evitou a despromoção à Ligue 2 na época de estreia, mas os bons desempenhos e qualidades como agilidade e reflexos apurados não passaram despercebidos aos principais clubes europeus. No verão de 1998 deu o salto para o Inter de Milão, mas a concorrência de Andrea Mazzantini e Gianluca Pagliuca conduziram-no a um empréstimo ao Hellas Verona em 1999-00.
 
Voltou a San Siro na temporada seguinte para assumir a titularidade e até deu conta do recado, mas foi colocado na lista de transferências após a contratação de Francesco Toldo à Fiorentina no verão de 2001.
 
Acabou por rumar ao Parma, no âmbito do negócio que levou Sérgio Conceição para o Inter, tendo encontrado no Stadio Ennio Tardini o palco da sua afirmação. Foi dono e senhor da baliza parmesã até 2005, tendo contribuído para feitos como a conquista da Taça de Itália em 2001-02 e a caminhada até às meias-finais da Taça UEFA em 2004-05.
 
Em 2005-06 foi emprestado à Fiorentina, mas acabou por ficar ligado ao emblema de Florença a título definitivo até 2011. Nesse período esteve umbilicalmente associado a façanhas como a caminhada até às meias-finais da Taça UEFA em 2007-08 e apuramentos consecutivos para a fase de grupos da Liga dos Campeões em 2008 e 2009. Pelo meio somou as duas únicas internacionalizações A que tem no currículo – apesar de ter sido chamado pela primeira vez à seleção principal em novembro de 2004 – e marcou presença no Euro 2008, a única fase final da carreira, culpa de concorrentes como Fabien Barthez e Grégory Coupet.
 
 
Entre 2011 e 2013 defendeu a baliza do Génova antes de encerrar a carreira nos turcos do Bursaspor em 2015, aos 35 anos. 



 





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