sábado, 22 de junho de 2013

Taça das Confederações 2013 | Itália 2-4 Brasil

fifa.com
Esta noite, na Arena Fonte Nova, em Salvador, o Brasil derrotou a Itália por 4-2, na 3ª jornada do Grupo A da Taça das Confederações. Dante, Neymar e Fred (2) marcaram para a canarinha, e Giaccherini e Chiellini para os transalpinos.
                                      

Eis a constituição das equipas:


Itália


A squadra azzurra ainda procura vingança das finais de Mundiais perdidas diante do Brasil em 1970 e 1994.
Os italianos somaram seis pontos em dois jogos, fruto de vitórias diante do México (2-1) e Japão (4-3).
Pirlo está lesionado e De Rossi castigado.
Balotelli (2), Pirlo, De Rossi e Giovinco marcaram os golos transalpinos na Taça das Confederações.


Brasil


O escrete venceu os dois primeiros encontros da Taça das Confederações, e por isso também tem seis pontos. No entanto, apenas precisa de um empate para garantir o 1º lugar no grupo devido à diferença de golos relativamente aos italianos.
Paulinho está lesionado.
Neymar (2), Jô (2) e Paulinho apontaram os tentos do Brasil na prova.


Cronómetro:

1’ Hulk atirou para defesa de Buffon.

Forte inicio de jogo dos brasileiros.

17’ Marchisio cruzou para o interior da área, onde Balotelli chutou enroscado à malha lateral.

24’ Neymar, de pé esquerdo, não acertou na baliza.

26’ Giaccherini rendeu o lesionado Montolivo.

30’ Abate, também lesionado, foi substituído por Maggio.

Primeira parte muito faltosa, intensa mas nem sempre bem jogada.

34’ David Luiz, outro lesionado, cedeu o seu lugar a Dante.

45+1’ Na sequência de um livre lateral cobrado por Neymar, Fred cabeceou para intervenção de Buffon, e na recarga Dante inaugurou o marcador.

Intervalo.

47’ Candreva atirou para fora.

51’ Giaccherini apareceu isolado pela direita e rematou para o fundo das redes, após um grande passe de calcanhar de Balotelli.

55’ Neymar, de livre direto, apontou um grande golo.

60’ Diamanti cabeceou à malha superior.

62’ Balotelli, de livre direto, obrigou Júlio César a aplicar-se.

66’ Fred recebeu um passe de Marcelo, aguentou a carga de Chiellini e apontou o terceiro golo do Brasil.

69’ Scolari trocou Neymar por Bernard.

70’ Diamanti tentou o golo de trivela, mas saiu para fora.

71’ Na sequência de um canto cobrado pela direita e de vários ressaltos na área brasileira, Chiellini reduziu a desvantagem.

72’ Diamanti foi rendido por El Shaarawy.

76’ Saiu Hulk, entrou Fernando.

80’ Maggio, de cabeça, acertou na trave, na resposta a um canto cobrado pela direita.

88’ Bernard serviu Marcelo, que rematou para defesa de Buffon, e na recarga Fred fez o 2-4.

Sem mais ocorrências até final, confirmou-se o triunfo do Brasil.


Análise:

O Brasil teve um início forte e entusiasmante, no entanto, depressa os italianos foram conseguindo segurar a bola com maior eficiência e o jogo foi-se tornando intenso, faltoso e nem sempre bem jogado, sendo essa a toada da primeira parte. Abate, Montolivo e David Luiz saíram mesmo lesionados no decorrer dos primeiros 45 minutos.
No entanto, quando já se pensava em intervalo, Dante (tinha substituído o antigo defesa-central do Benfica) inaugurou o marcador.
A Itália entrou bem no segundo tempo, fez algumas alterações posicionais no setor ofensivo do meio-campo, e beneficiou dessas trocas para chegar ao empate, com Giaccherini a aparecer pela direita isolado (antes estava na esquerda) e a restabelecer o empate.
A igualdade, essa, apenas durou quatro minutos, já que o génio Neymar devolveu a vantagem ao Brasil com um brilhante golo de livre direto. A squadra azzurra esboçou resposta mas foram os pupilos de Scolari quem marcaram por mais uma vez, por intermédio de Fred, que se estreou a fazer o gosto ao pé na Taça das Confederações.
Cedo os brasileiros deram o encontro como resolvido, tendo retirado Neymar e Hulk, mas pelo meio, num lance algo polémico, Chiellini apontou o 2-3.
Assistiu-se assim a uma reta final com alguma emoção, inesperada pela forma como a canarinha chegou ao 1-3, no entanto, já perto dos descontos, Fred voltou a faturar e assegurou o triunfo para os sul-americanos.


Analisando os atletas em campo, começando pelos da Itália
Buffon  (Juventus) esteve bem quando foi chamado a intervir e foi surpreendido pela ousadia de Neymar no livre que deu o 1-2;
Abate  (Milan) foi substituído à passagem da meia hora, lesionado, após entrada de Neymar;  Bonucci  (Juventus), forte a sair a jogar, esteve algo lento a reagir;  Chiellini  (Juventus) não conseguiu travar Fred no lance do 1-3, mas redimiu-se pouco depois ao apontar o segundo tento dos transalpinos; e De Sciglio  (Milan) fez uma exibição pouco convincente e teve uma abordagem passiva ao lance que deu o golo inaugural ao Brasil;
Aquilani  (Fiorentina) fez de Pirlo, assumindo a função de construtor de jogo, e fez o último passe para o 2-3; Montolivo  (Milan) esteve desinspirado e saiu lesionado a meio da primeira parte; e Diamanti  (Bolonha) é jogador de um/dois toques, tem bom pé esquerdo e foi o principal apoio ao ponta-de-lança;
Candreva  (Lazio) é rápido, intenso, cruza com qualidade e é importante nas tarefas defensivas; Marchisio  (Juventus) passou para o duplo pivot defensivo após a saída de Montolivo; e Balotelli  (Milan) apareceu pouco, mas quando apareceu foi para fazer um passe extraordinário para Giaccherini, no lance do 1-1;
Giaccherini (Juventus) foi lançado para a faixa esquerda, mudou-se para a direita na segunda parte e foi aí que apontou o tento da igualdade; Maggio (Nápoles) entrou para o lugar de lateral-direito, atacando melhor do que o que defende, tendo acertado na trave com um cabeceamento já na reta final; e El Shaarawy (Milan) refrescou o ataque.


Quanto aos jogadores do Brasil
Júlio César  (QPR) não foi muitas vezes chamado a intervir, mas mesmo assim sofreu dois golos;
Daniel Alves  (Barcelona) deu profundidade ao flanco direito; Thiago Silva  (Paris SG) esteve irrepreensível; David Luiz  (Chelsea) foi agressivo na disputa de bola e saiu lesionado ainda na etapa inicial; e Marcelo  (Real Madrid) fez a assistência para o 1-3;
Luiz Gustavo  (Bayern Munique) muito discreto, foi equilibrando a equipa, fazendo a cobertura aos seus colegas; Hernanes  (Lazio) é muito forte no passe, sobretudo a média e longa distância, e jogou como “10” no último quarto de hora; e Oscar  (Chelsea) foi o maestro da sua seleção;
Neymar  (Barcelona) animou as bancadas com o seu futebol rendilhado e com o grande golo que apontou de livre direto;  Hulk  (Zenit) foi o primeiro a criar perigo, com um remate perigoso logo no primeiro minuto, mas a partir daí só foi aparecendo a espaços, muito vagamente; e Fred  (Fluminense) foi mais útil no envolvimento coletivo do que propriamente na zona de finalização, no entanto, também ele adicionou o seu nome à lista de marcadores, tendo bisado;
Dante (Bayern Munique) inaugurou o marcador, na sequência de um pontapé livre, no entanto, foi batido por Balotelli na disputa de bola que originou o 1-1; Bernard (Atlético Mineiro) teve direito a alguns minutos pela canarinha, colocando-se na faixa esquerda do ataque; e Fernando (Grêmio) reforçou o miolo.


Com este resultado, fica assim disposta a classificação do Grupo A da Taça das Confederações 2013:

zerozero.pt

3 comentários:

  1. Então e para esta vergonhosa arbitragem não há nem uma linha???

    O primeiro golo do Brasil está off side uns dois metros, e por duas vezes na mesma jogada. O lance do segundo golo do Brasil nasce de um livre na meia lua inventado pelo árbitro, na justa medida que é o génio Neymar quem carrega o defesa italiano. Isto numa altura em que a Itália tinha feito o 1-1, e em que estava a dominar. Mas ainda não tinha acabado o escândalo. Depois de um lance patético que dá origem ao 3-2 italiano, não assinalando um penalty a favor da Itália( o único que seria assinalado dos três cometidos por Dante) que tinha assinalado porque foi golo( em que o árbitro quis nitidamente compensar a Itália pelas muitas vilanias que fez durante o jogo), a Itália volta a acreditar e ao ataque. O que volta a acontecer? Novo golo nitidamente off side. Mas pergunto eu é possível falar num jogo com seis golos, em que quatro golos são ilegais, sem falar da arbitragem?!

    O esbulho de ontem não deixa margem para dúvidas. A FIFA quer um Brasil-Espanha na final, e portanto a Itália ontem não podia ganhar, fosse como foi. E foi como foi.

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    1. Não tenho por norma comentar arbitragens, até porque eu próprio sou árbitro.

      É verdade que a arbitragem foi infeliz neste jogo, no entanto, falar em conspirações como a FIFA querer um Brasil - Espanha na final é ridículo.

      Admito que os lances do 1º e 4º golo do Brasil estejam em fora-de-jogo, no entanto, em lances rápidos e difíceis de ajuizar, até porque com tanta gente à frente é difícil para o árbitro assistente ver em que momento a bola partiu da cabeça do Fred, no caso do 1-0.
      Agora, o único erro que aconteceu não por força da rapidez do lance ou pela ilusão óptica, mas sim por mal aplicação das leis de jogo foi mesmo o golo da Itália (a tal que o senhor indica que "ontem não podia ganhar, fosse como fosse": Numa grande penalidade não existe lei da vantagem, e quando o árbitro apita e os jogadores se distraem e o golo mesmo assim é validado, ainda pior.

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    2. É ridículo, claro que sim. A FIFA essa entendidade que é um poço de virtudes, é limpa e isenta de corrupção. Esclarecido.

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