domingo, 21 de outubro de 2012

Taça de Portugal | GD Fabril 3-1 Eléctrico


Esta tarde, no Estádio Alfredo da Silva, no Barreiro, o GD Fabril apurou-se para a 4ª eliminatória da Taça de Portugal ao bater o Eléctrico por 3-1. Billy inaugurou o marcador para os visitantes, mas Rui Correia (de grande penalidade), Marinheiro e Miguel Pimenta assinalaram a reviravolta.


Eis a constituição das equipas:

GD Fabril



Os fabrilistas chegaram a esta eliminatória da Taça de Portugal após derrotarem o Mortágua (1-0) e o Paredes (2-1) em rondas anteriores.
No campeonato, têm os mesmo nove pontos que o seu adversário desta tarde, na Série E da III Divisão, em 4º/5º lugar, ao cabo de cinco jornadas.


Eléctrico



Crisanto já representou o Fabril, onde até foi formado.
O melhor que esta equipa da AF Portalegre fez na Taça de Portugal, foi chegar aos 1/32 de final.
Nesta edição, já eliminaram o Castrense (2-0) e o Monção (1-0).


A fase inicial da partida viu ambas as equipas correrem poucos riscos, procurando encaixar uma na outra e perceber as intenções do adversário, por isso, foram vistas na primeira meia hora poucas oportunidades de golo.

27’ Na resposta a um canto cobrado por Mário Jorge na direita, Rui Correia cabeceou ao lado.

32’ Mário Jorge desmarcou Bolinhas, que já em esforço, no interior da área, permitiu a defesa de Passarinho.

40’ Na sequência de um cruzamento de Rui Costa, David Nunes apareceu ao primeiro poste e rematou por cima.

Intervalo.

58’ David Nunes obrigou Ruben Luis a defesa apertada.

59’ Crisanto cobrou um livre no lado direito, e Billy, de cabeça, deu vantagem aos homens da Ponte de Sor.

61’ Conhé trocou Mário Jorge por Fábio Freitas.

66’ Billy intercetou um livre direto de Bolinhas com o braço, e foi assinalada uma grande penalidade, que Rui Correia converteu em golo.


78’ Pedro Barros rendeu Bolinhas.

79’ Paulo Letras marcou um livre lateral na esquerda a fazer uma curva para a baliza, e Marinheiro desviou-o para o fundo das redes.

81’ Carlos André cruzou atrasado pela direita, e Miguel Pimenta à entrada da área fez o 3-1.

84’ David Nunes e Serginho foram substituídos por Alberto e Oliveira.

86’ Bruno Cruz cedeu o seu lugar a Nuno Jorge.

90+1’ Grande remate de Oliveira, mas passou por cima.

90+4’ Crisanto, de livre direto, atirou para fora.

Sem mais ocorrências até final, confirmou-se a vitória do GD Fabril, que lhe garante a passagem à 4ª eliminatória da Taça de Portugal, onde já irão sobrar apenas 32 equipas.
A primeira meia hora viu duas equipas expectantes, com vontade de “tirar a cabeça da toca”, com preocupações em encaixar no adversário e ter um posicionamento adequado, observar-lhe as intenções, e por isso, foram poucas as situações de perigo.
A partir daí, já se foi vendo mais ação junto das duas balizas, sendo que eram os fabrilistas quem conseguiam chegar até à área adversária com maior frequência, sobretudo no final da primeira parte, pois os dez minutos iniciais da segunda ficaram marcados mais uma vez por uma postura expectante de ambas as formações, até que num lance de bola parada, o Eléctrico colocou-se em vantagem.
O Fabril não demorou a reagir, e sete minutos depois, chegaram ao empate, de grande penalidade, e no último quarto de hora, assinalaram a reviravolta, primeiro o 2-1, na sequência de um livre lateral, e depois, o tranquilizador 3-1, num remate de Miguel Pimenta á entrada da área.
O tempo que restou ficou reservado para o conjunto barreirense gerir a vantagem.

Analisando os atletas em campo, começando pelos do GD Fabril…
Ruben Luís mostrou concentração e reflexos quando foi chamado a intervir;
Carlos André subiu no apoio ao ataque com frequência mas também com critério, e fez o cruzamento para o 3-1; Rui Correia esteve concentrado, fez uma série de cortes de grande qualidade, nos quais exibiu classe, e empatou a partida, de grande penalidade; Marinheiro marcou o 2-1; e Paulo Letras cobrou o livre que viria a originar o segundo golo fabrilista;
Luis Conceição foi o homem mais posicional do meio-campo, dando mais centímetros do que é habitual ao miolo da equipa; Miguel Pimenta, sempre empenhado e com grande raio de ação, apareceu à entrada da área para sentenciar o resultado; e Bruno Cruz distribuiu alguns passes de grande qualidade, mas ainda assim já fez melhores exibições, fruto também da pressão dos centro-campistas adversários;
Mário Jorge e Bolinhas trocaram várias vezes de flanco entre si, o primeiro foi o homem das bolas paradas, e o segundo apesar de não ter estado ao seu melhor nível, fez uso dos seus habituais movimentos verticais; e Catarino foi a referência do ataque, mas desta vez não marcou;
Fábio Freitas entrou muito bem no jogo, tendo atuado como médio-ala direito; Pedro Barros ajudou a dinamizar a equipa, com o objetivo de chegar à vitória; e Nuno Jorge entrou com o intuito de “fechar a porta”.

Quanto aos jogadores do Eléctrico…
Passarinho não teve responsabilidades nos golos sofridos;
Balela contribuiu para que Bolinhas não tivesse feito dos seus melhores jogos, e por isso, várias vezes ter aparecido no flanco oposto; Carlos Carneiro e Jojó vigiaram Catarino de perto e não permitiram que aparecesse muitas vezes em condições para finalizar; e Nivaldo, rápido, é um destro a atuar no lado esquerdo;
André Dias foi um jogador certinho, quer nos passes, quer na preocupação a fazer a dobra aos colegas e também a recuperar a bola; Crisanto mostrou uma grande capacidade física, forte nos duelos corpo-a-corpo na luta pelo esférico, cobrou o livre que originou o 0-1; e Serginho foi o principal apoio ao ponta-de-lança;
Billy inaugurou o marcador, no entanto, cometeu a grande penalidade que deu o 1-1; Rui Costa é veloz; e David Nunes, sempre que a bola lhe chegou, foi perigoso;
Alberto e Oliveira refrescaram o ataque, mas pouco havia a fazer.

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