terça-feira, 26 de maio de 2026

O ponta de lança puro que ajudou Itália a sagrar-se campeã mundial. Quem se lembra de Luca Toni?

Luca Toni somou 47 jogos e 16 golos pela seleção italiana
Era um ponta de lança clássico: jogava fixo na área, tinha elevada estatura (1,93 m), era forte no jogo aéreo e um exímio finalizador. Foi duas vezes melhor marcador da Serie A, mesmo nunca tendo sido campeão no seu país, e ajudou Itália a conquistar o título mundial em 2006.
 
Nascido a 26 de maio de 1977, em Pavullo nel Frignano, na região da Emília-Romanha, Luca Toni foi subindo a pulso na hierarquia do futebol italiano: iniciou o percurso como sénior nas divisões secundárias, em clubes como Modena, Empoli e Fiorenzuola e começou a mostrar-se na Serie A ao serviço do Vicenza e posteriormente do Brescia.
 
No entanto, necessitou de voltar à Serie B para explodir, tendo desatado a marcar golos com a camisola do Palermo. Em 2003-04 somou 30 remates certeiros que fizeram dele melhor marcador do segundo escalão e ajudaram a equipa siciliana a vencer o campeonato; e na época seguinte mostrou-se em muito bom plano na Serie A, tendo faturado por 20 vezes, o que lhe valeu a estreia pela seleção italiana em agosto de 2004.
 
Seguiram-se dois anos na Fiorentina, clube no qual viveu o auge da carreira. Em 2005-06 sagrou-se não só melhor marcador da Serie A como venceu a Bota de Ouro europeia, com 31 golos no campeonato, algo raro no futebol italiano. 


Como seria de esperar, foi convocado para o Mundial 2006, na Alemanha, tendo atuado em seis jogos (incluindo os 120 minutos da final) e apontado dois golos (ambos diante da Ucrânia, nos quartos de final) que ajudaram a squadra azzurra a sagrar-se campeã.  
 
No verão de 2007 transferiu-se para o Bayern Munique. Inicialmente manteve a veia goleadora, sagrando-se melhor marcador da Bundesliga em 2007-08, com 24 golos – na mesma época também foi o artilheiro-mor da Taça UEFA, com dez remates certeiros. Porém, caiu de produção nas temporadas seguintes, ao ponto de ter sido emprestado à AS Roma no primeiro semestre de 2010. Ainda assim, despediu-se da Baviera com duas dobradinhas (em 2007-08 e 2009-10) e uma Taça da Liga alemã (2007).

 
Pelo meio, marcou presença no Euro 2008 e na Taça das Confederações 2009. Após o último torneio, disputado na África do Sul, deixou de ser convocado para a seleção.

 
De regresso a Itália, vestiu ainda as camisolas de Génova, Juventus, novamente Fiorentina e Verona, com uma passagem pelo Al Nasr dos Emirados Árabes Unidos pelo meio. Em 2014-15 conseguiu a proeza de se sagrar melhor marcador da Serie A ao serviço do Verona, tornando-se, aos 38 anos, no mais velho Capocannoniere [artilheiro] de sempre do campeonato transalpino.
 
Retirou-se no ano seguinte, mas tem-se mantido ligado ao futebol enquanto comentador.
 

 



Sem comentários:

Enviar um comentário